sexta-feira, junho 5

Energias renováveis: o novo El Dorado

Obama lançou uma forte linha de acção para as energias renováveis – “Podemos continuar a ser líderes mundiais na importação de petróleo ou podemos tornar-nos líderes mundiais nas energias renováveis”.
Com isto não restam dúvidas, a aposta nas energias renováveis é a grande oportunidade de negócio na próxima década.
Por cá, o governo já criou linhas de apoio ao investimento nas renováveis. Exemplo desta linha de atuação foi a inauguração da 2ª maior central solar em Portugal, um projeto de 50 milhões de euros, sediado em Ferreira do Alentejo.
Saiba que oportunidades de negócio existem para si.

Convidados:
Lurdes Ferreira, Jornalista Economia do Público
Nelson Soares, Empresário na área das energias renováveis
Francisco Ferreira, Vice-presidente Quercus
Nadir Bonaccorso, Conselho Directivo da Ordem dos Arquitectos da Secção Regional Sul

24 comentários:

Jairo Entrecosto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
João Correia disse...

Boas,
Realmente os Ministros são uns ignorantes, como se tem provados ao longo de 35 anos.
Existem muitas formas de poupança de energia electrica, que se aplicados, fazem com que Portugal se torne independente energéticamente em poucos anos, sem ter de construir mais barragens.
- Equipamentos como Baterias de Condensadores, para poupar na Energia Reactiva.
- Equipamentos de gestão da Iluminação Pública, para poupar em tudo o que é Iluminação Pública a nivel nacional, estou a falar de megawatts.
- Equipamentos para gestão Energética de Edificios, que podem poupar energia através da gestão de iluminação e ar condicionado dentro dos Edificios.
Se forem minimamente aplicados estes sistemas, Portugal pode tornar-se independente em pouco anos, 2 a 5 anos.

Obrigado

João Correia

João Correia disse...

Boas,
Existem muitas formas de poupança de energia electrica, que se aplicados, fazem com que Portugal se torne independente energéticamente em poucos anos, sem ter de construir mais barragens.
- Equipamentos como Baterias de Condensadores, para poupar na Energia Reactiva.
- Equipamentos de gestão da Iluminação Pública, para poupar em tudo o que é Iluminação Pública a nivel nacional, estou a falar de megawatts.
- Equipamentos para gestão Energética de Edificios, que podem poupar energia através da gestão de iluminação e ar condicionado dentro dos Edificios.
Se forem minimamente aplicados estes sistemas, Portugal pode tornar-se independente em pouco anos, 2 a 5 anos.

Obrigado

João Correia

Sylvie disse...

Boa tarde!
Tão pouco se sabe deste assunto...mais uma vez, parabéns pelo excelente programa informativo!
Tenho a ideia que estes tipos de sistemas são tão caros e da forma como a vida está difícil as pessoas devem pensar um pouco como eu neste caso e terem receio de investir tanto $ mesmo que tenham consciência ambiental.

MJ disse...

Face à dependência dos combustíveis fósseis no sector dos transportes e o pequeno peso da electricidade no total de energia utilizada no país, quando será rentável comprar um veículo eléctrico para aproveitar o painéis fotovoltáicos que serão instalados nos próximos anos?

filipe3x disse...

Microgeração: o que é, como se adere, e se é rentável apostar nos paineis solares produzidos em Portugal.

Segundo me disseram, as painéis produzidos em Portugal estão anos luz atrasados em relação aos produzidos no estrangeiro, uma vez que estes aproveitam bem melhor a energia que vem do sol. Possuem uma rentabilidade e retorno bem superiores aos produzidos pelas empresas portuguesas.

Eduardo F. disse...

Em que medida poderemos adaptar formas de sustentabilidade energética de uma forma estandardizada (às casas nas cidades, que é onde primordial actuar), quando temos estruturas "acabadas", ou seja, feitas para durarem o mais possível, sem estarem preparadas para adaptações necessárias como esta?

maria amélia disse...

A sustentabilidade é apenas para o zé povinho, porque a sustentabilidade a sério depende dos decisores do/com poder. Há sempre priveligiados, é impossível estarem os 5 milhões da AML a usufruir da vista do Tejo ao acordar. Por isso o poder do território é o que determina a falta de sustentabilidade. Quantos painéis solares consumidos em Portugal são cá produzidos? São os chineses, que trabalham por uma tigela de arroz e vivem num dos territórios mais poluidos do mundo, que fabricam os painéis que são transportados em barcos poluentes ao longo de meio planeta. O arquitecto em estúdio proclama o discurso típico da classe, esquecendo a grande maioria de arquitectos que trabalha em série e pouco mais que pelo desenho. Até porque cada vez mais arquitectos trabalham em empresas de concepção-construção onde quem está à frente é o gestor apoiado pelo técnico de marketing.

Equóreo disse...

Tenho um terreno numa zona rural que não se presta para a agricultura, no entanto, sol não lhe falta. É possível e economicamente viável instalar painéis solares por exemplo e vender energia à rede?



Mário (29 Anos), Lisboa.

Tidjon disse...

Barragens?
Não!!!
Destroem o meio onde se inserem, estão sujeitas a regimes de chuvas (cada vez mais irregulares), cortam "vias de vida" para toda uma série de espécies dependentes do curso de água pré-existente, impedem o normal fluxo de inertes até à costa (com as consequências sobejamente conhecidas), são sujas e implicam grandes esforços energéticos na manutenção (limpeza desses tais inertes entre outros...), facilitam a entrada de espécies exóticas, o que potencia a perda da biodiversidade já gravosa pela própria génese da barragem... e a lista continuava. Ser sério nesta discussão é coisa que nunca vai acontecer por parte dos Sr.s Decisores!

Termoeléctricas?
Não!!!
Nem vale a pena alongarmos-nos sobre estas... um pequeno exemplo... Sines/serra de Monchique! Os fumos libertados para o ar em Sines, por força das correntes dominantes na região têm uma boa parte do seu "fall-out" na maravilhosa região da serra de Monchique. Consequências (para além das óbvias...!), podemos falar na diminuição da espessura da casca dos ovos de uma espécie emblemática, alvo de um projecto Life no pais, a águia de Bonelli (as consequências são a morte dos embriões por agentes patogénicos que conseguem penetrar no ovo...)! Claro que é apenas um exemplo, mas serve bem para ilustrar os efeitos nocivos desta forma de produzir energia.

Nós temos o mar (maior linha de costa da Europa), uma das maiores exposições solares da Europa, regiões bastante ventosas... não seriam estas forças de considerar (e não apenas academicamente!!!), para uma maior exploração destas vias?

Fiquem bem e até jazz,

João

Eduardo F. disse...

Em tempos de urgência, tendemos a perder a cabeça e a querer dar grandes passos de uma vez. Assim, porque é que o Estado, em vez de apostar em grandes barragens, não opta pelas micro-hídricas?

Teriam muito menores impactos sociais, ambientais e económicos, acredito.

Não podemos estar a lutar pela sustentabilidade e essa luta ir contra um dos seus aspectos mais importantes, que é a salvaguarda da biodiversidade e dos espaços naturais.

Marco disse...

Só agora liguei o televisor para ver o programa Sociedade Cívil na RTP2, fico com angustia por não saber o que foi dito até agora pois o tema de hoje é interessante, a pensar no amanhã.
Penso actualmente em adquirir paineis solares para ter energia electrica em casa alimentada pelo Sol.

Vou ver o resto do Programa...

Sylvie disse...

Penso que poucas serão as pessoas que, por mt que queiram ajudar o ambiente, nos dias de hoje, que tenham o $ disponível para equipar as nossas casas!!!

Eduardo F. disse...

Não faz parte da ética das empresas que trabalham na área das renováveis minorar os impactos das obras que têm de levar a cabo para instalar os seus "aparelhos" (aerogeradores, paineis solares, barragens...)?

Porque, por exemplo pode ser bonito ver as ventoinhas a girar, mas, olhando mais de perto, já não é tão bonito ver as terras removidas a destoar na paisagem...

maria amélia disse...

A sustentabilidade é apenas para o zé povinho, porque a sustentabilidade a sério depende dos decisores do/com poder. Há sempre priveligiados, é impossível estarem os 5 milhões da AML a usufruir da vista do Tejo ao acordar. Por isso o poder do território é o que determina a falta de sustentabilidade. Quantos painéis solares consumidos em Portugal são cá produzidos? São os chineses, que trabalham por uma tigela de arroz e vivem num dos territórios mais poluidos do mundo, que fabricam os painéis que são transportados em barcos poluentes ao longo de meio planeta. O arquitecto em estúdio proclama o discurso típico da classe, esquecendo a grande maioria de arquitectos que trabalha em série e pouco mais que pelo desenho. Até porque cada vez mais arquitectos trabalham em empresas de concepção-construção onde quem está à frente é o gestor apoiado pelo técnico de marketing.

Nuno disse...

Boa tarde a todos;
Gostaria de pôr à consideração do painel o seguinte:
Considerando que o Alentejo é a zona da Europa com mais horas de luz natural por ano e, considerando que a água é um bem cada vez mais escasso, porque não investir mais na 1ª? Por outro lado, com tanto investimento, porque é a electricidade tão cara? Obrigado. Nuno Patrão

Preta disse...

Boa Tarde

Tenho uma moradia com 20 anos. Paredes duplas sem isolamento.
Que intervenção económica a nível de isolamento de paredes posso fazer?

Isolamento exterior com esferovite ou com poliuretano na caixa de ar ou ainda no interior com lambrim PVC e película térmica.

Fátima Costa

DuarteNuno disse...

Boa tarde.
Por falar em energias renovaveis, um colega meu veio do Canadá, e tentou fazer uma casa com a que tinha, que é á base de tejolos de poliestireno expandido, que serve de cofragem e posteriormente ficam para isolamento interno e externo, fazendo com que não haja pontes de calor ou frio entre o exterior e interior, havendo um ganho nas perdas de energia( método usado no Canadá, Estados Unidos da América e já na União Europeia).
O que aconteceu é que teve uma série de entraves, principalmente pelo engenheiro da
Camara Municipal, quando teve que ser licenciada, devido a não haver conhecimento desse método.
Onde estamos???, na Comunidade europeia, a globalização onde está???,... ou continuamos ainda a cultivar este pequeno buraco onde vivemos... ou as renovaveis é só o que as entidades querem???...
Obrigado pelo vosso programa.
Duarte Nuno

DuarteNuno disse...

Boa tarde.
Por falar em energias renovaveis, um colega meu veio do Canadá, e tentou fazer uma casa com a que tinha, que é á base de tejolos de poliestireno expandido, que serve de cofragem e posteriormente ficam para isolamento interno e externo, fazendo com que não haja pontes de calor ou frio entre o exterior e interior, havendo um ganho nas perdas de energia( método usado no Canadá, Estados Unidos da América e já na União Europeia).
O que aconteceu é que teve uma série de entraves, principalmente pelo engenheiro da
Camara Municipal, quando teve que ser licenciada, devido a não haver conhecimento desse método.
Onde estamos???, na Comunidade europeia, a globalização onde está???,... ou continuamos ainda a cultivar este pequeno buraco onde vivemos... ou as renovaveis é só o que as entidades querem???...
Obrigado pelo vosso programa.
Duarte Nuno

maria amélia disse...

muitas pessoas queixam-se da paisagem cheia de eólicas, mas esquecem-se que a paisagem já foi cheia de moinhos. então qual é o problema de a paisagem aérea deixar de ser a telha vermelha e passar a ser o fotovoltaico negro?

Eduardo Martins disse...

Boa tarde,
Estive para colocar painéis Solares Térmico e Fotovoltaico em minha casa, mas para já ainda vou adiar a instalação pois, a energia útil que se obtém destes sistemas não chega para "pagar" a factura da produção destes mesmos sistemas.
No entanto a minha noção de eficiência energética, é não gastar mais do que o necessário para minha vida do dia a dia.

sonharamar disse...

parece-me que é tudo uma falsa revolução. Em Portugal não há uma estratégia para as energias renováveis. Por exemplo na energia eólica fazem-se grandes empreendimentos sem pensar sequer no seu custo ambiental. Fazem-se parque eólicos no meio de parques naturais e no meio de rotas de migração de aves com um impacto muito grande para a biodiversidade.
Era simples haver mapa a dizer onde se podia ou não fazer um parque eólico.
E sendo o país europeu com maior numero de horas de radiação solar nem sequer temos um quarto dos painéis instalados do que países que nem um quarto de radiarão solar têm em comparação com Portugal.
Isto é apenas um dos muitos exemplos da pseudo politica ambiental do governo.

ASS: Pedro Silva

DuarteNuno disse...

Boa tarde.
Por falar em energias renovaveis, um colega meu veio do Canadá, e tentou fazer uma casa com a que tinha, que é á base de tejolos de poliestireno expandido, que serve de cofragem e posteriormente ficam para isolamento interno e externo, fazendo com que não haja pontes de calor ou frio entre o exterior e interior, havendo um ganho nas perdas de energia( método usado no Canadá, Estados Unidos da América e já na União Europeia).
O que aconteceu é que teve uma série de entraves, principalmente pelo engenheiro da
Camara Municipal, quando teve que ser licenciada, devido a não haver conhecimento desse método.
Onde estamos???, na Comunidade europeia, a globalização onde está???,... ou continuamos ainda a cultivar este pequeno buraco onde vivemos... ou as renovaveis é só o que as entidades querem???...
Obrigado pelo vosso programa.
Duarte Nuno

Rui Manuel disse...

Vivo em Arazede, concelho de Montemor - o Velho.Sou grande defensor das energias renováveis e de tudo aquilo que contribui para um melhor ambiente: Faço reciclagem, mesmo que tenha de me deslocar 2 Km ao ecoponto mais próximo e compostagem. Tenho dois paneis solares térmicos, há dois anos e desde do final do ano passado sou microprodutor de energia eléctrica (paneis fotolvotaicos instalados no telhado da casa. Estou satisfeito com estas soluções e até estaria disposto a colocar mais paineis fotovoltaicos se a lei o permitisse.
A questão que quero colocar é a seguinte:
Tendo em conta que o custo de venda de electricidade produzida vai baixando 5% por cada 10 mwts, o interesse de aquisição destes equipamentos irá baixar, ou seja, tem mais vantagens para quem já tem ou para quem está a inscrever-se agora. Até quando é que compensa?