segunda-feira, outubro 26

Rendimento Social de Inserção = subsidiodependência?

Fraudes de milhões – 118 segundo dados do Instituto da Segurança Social extrapolados pela imprensa, 16 milhões de acordo com o Ministério do Trabalho, que assume que apenas fiscaliza uma pequena parte dos 385.000 beneficiários. Este apoio tornou-se polémico aquando das eleições, em que se defendia uma maior equidade na distribuição das verbas, e volta agora a marcar a agenda política.
Estão a ser ajudadas as pessoas que precisam mesmo ou há casos de falsos pobres?
Estamos a criar uma geração que depende dos subsídios e desvaloriza o trabalho? Ou este apoio é a única coisa que separa as famílias carenciadas da mais absoluta miséria?
Convidados:
Edmundo Martinho, Presidente do Instituto da Segurança Social
José Maria Pós-de-Mina, Representante da Associação Nacional de Municípios na Comissão do Rendimento Social de Inserção
Manuel Villaverde Cabral, Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa
Padre Jardim Moreira, Presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza

14 comentários:

rui disse...

devemos ajudar quem precisa, mas tambem em troca essas mesmas pessoas devem dar algo em troca para a sociedade. Quando é merecido têm outro valor para quem dá e para quem o recebe

Semicolcheia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Raul disse...

Há quem peça este subsidio e lhe dizem que não tem direito, quando já trabalharam quase toda uma vida. Há quem não faça nenhum nem contribua em nada para a sociedade e tem imediatamente direito ao subsidio. Não haverá aqui um problema de má distribuição e riqueza que só promove ainda mais o recurso aos subsidios?

Ana disse...

a politica de baixos salários é responsável pelas dificuldades de inserção dos beneficiários da medida, dado que é mais rentável ficar em casa sem fazer nada do que ir trabalhar 8 horas diária e receber o salário minimo, quendo o valor que recebem é muitas vezes superior.

Sociedade Civil disse...

Relativamente ao RSI, não posso deixar de observar como o Estado exige provas constantes ao desempregado da sua situação levando até a efectuar acções de formação e em relação ao RSI nem sequer prestam uma acção de voluntariado quer seja em lares de idosos, hospitais enfim fazer apoio social como também o estão a receber.

Meus melhores cumprimentos,

Jorge Pinheiro ( por mail)

Ana Moreira disse...

Estou de acordo que ajudemos os mais necessitados, mas há formas de ajudar que não criam nos beneficiários qualquer «vício». Conheço várias pessoas que vivem anos do RSI. São pessoas válidas, capacitadas mas muito viciados na «boa vida». Muitas dão-se como mães solteiras, mas já têm 2 ou 3 filhos do mesmo pai... Aqueles que trabalharam, mas que infelizmente ficaram desempregados, só podem contar com 65% daquilo que descontaram, têm que se apresentar de 15 em 15 dias e são obrigados a fazer pesquisa activa de emprego 1 vez por mês. As pessoas que conheço a receber RSI, não têm qualquer tipo de obrigação, não participam em 'actividades sociais' e há pessoas a receber 1300€/mês?! Se alguém lhes oferecer um emprego por 500€ será que elas vão trabalhar???
Falta fiscalização, falta moral e sentido de obrigação social... este tipo de educação deverá começar bem cedo porque não podemos esperar que as crianças o aprendam em casa!

Vera Portal disse...

O meu nome é vera e sei que o RSI é concedido na maior parte das vezes a pessoas que nao o merecem, pessoas que tem de fazer procura activa de emprego e caso consigam arranjar mas se o valor da remuneraçao for infererior ao valor do RSI eles nao vao.existem pessoas que se exitir algum problema com o RSI nao querem ir para as filas da SS.Os assistentes sociais deviam ser mais sensiveis à atribuiçao do RSI e devia de Haver mais fiscalizaçao porque exitem casos em que as pessoas dizem que os tios avos e primos fazem parte do agregado familiar e na realidade nao se verifica.
Relativamente ao CSI é como se fosse um Complemento fantasma porque para os idosos conseguirem receber esse valor têm de estar para alem do limite da pobreza, é como BAS (beneficios adicionais de saude)ou nao é pago aos idosos ou o valor que recebem é irrisorio ou ate mesmo ridiculo...

Rui disse...

Rui

Já assisti a n debates sobre este tema, sem que alguma vez visse referido um grande grupo de rejeitados da sociedade. Estou a referir-me a pessoas com mais de 35 anos que não conseguem colocação no mercado de trabalho, muitas vezes apesar de terem qualificação.

Também sou contra a subsidiodepedência e acho que estas questões se resolvem com uma mudança de políticas, que ponha o indivíduo em primeiro lugar e sobretudo com uma mudança de mentalidades.

José Costa disse...

385.000 beneficiários do RIS. são 385.000 empregos que não são ocupados porque não existem desempregados para os ocupar!
É óbvio que esta afirmação é falsa pois existem - segundo os últimos nºs, 510.000 desempregados a beneficiar do fundo do desemprego.
Agora a proposta que quero apresentar
Se o estado paga o RSI que é pouco para retirar alguem da pobreza, mas não para quem nada quer fazer, usufruindo por outro lado de "complementos" vindos de biscates e outros que nada pagam ao estado, vamos encaminhar esses cidadãos para empresas com necessidade de pessoal indiferenciados ou não, que lhes pagariam sómente a diferença entre o ordenado minímo social e o RSI. O estado continuaria a pagar o RSI com a diferença de que esse cidadão estaria inserido no mercado de trabalho e a pagar os impostos respectivos à segurança social. O estado iria beneficiar, as empresas iriam beneficiar com esta medida porque teriam empregados a quem sómente pagariam á volta de 300 euros, e estes trabalhadores iriam beneficiar porque teriam ao fim do mês um ordenado que os poderia ajudar a sair da pobreza, se efectivamente o forem!
Quem não quisesse alinhar nesta medida então teríamos que chegar á conclusão de que não é pobre!
Esta medida também se poderia aplicar com vantagem ao fundo de desemprego.
Porque esta manhão ouvi na TSF um empresário a queixar-se de que uma fábrica de sapatos tem as encomendas para exportação em risco porque - e apesar de haver no país 510.000 desempregados + 385.000 a usufruir do RSI - não havia ninguém que quisesse trabalhar!
Esta medida que defendo teria custos para os que não quisessem optar por um emprego teriam como opção a redução de 10% cada mês no subsídio de desemprego e RSI.

rui disse...

O Estado ajuda muitas familias, mas essas failias não ajudam em nada o Estado.
Dá mais jeito ter RSI, do que trabalhar o mês inteiro e não saber se recebe pelo seu trabalho.
É certo e não chega atrasado.
Há alguma coisa melhor??
Homenagem a Kevin Widemond
FORÇA VAREIROS

Vera Portal disse...

NAo existe falta de informaçao.Têm é de mudar as mentalidades das pessoas que o solicitam assim como os tecnicos que o concedem e a falta de fiscalizaçao...

Sociedade Civil disse...

Como é possível mesmo entendendo que as crianças não devem ser penalizadas pela má gestão do subsídio, verifico que a comunidade cigana devido ao numero de crianças, pois pela lei cigana são sempre mães solteiras, e como as responsáveis tem receio, atribuem sem qualquer problema este subsidio. Contudo também existem casos de vergonha que chegado ao balcão como tem boa educação colocam em causa a seriedade da necessidade da atribuição do mesmo.
Por fim penso que é um mal necessário, mas saliento que deve ser mais apertado a fiscalização mesmo do seu gasto, ou ser atribuído também em géneros, porque assim não será mal empregue.


Está a ser um bom debate.

Cumprimentos,
Jorge Pinheiro de Braga( por mail)

Sociedade Civil disse...

Boa tarde

1. A quem for devido, que seja atribuído o RSI ( idosos, deficientes etc.)
2. A quem tiver condições de trabalhar, em caso de justificação, poderá ser-lhe atribuído o RSI contra um trabalho, porventura comunitário, que a Junta de Freguesia da sua área facilmente poderá gerir. Se qualquer empresa paga uma remuneração contra a reallização de uma tarefe ou serviço, e só neste caso, não será legítimo também que o estado exija o mesmo ?

Cumprimentos

Ilbérico Ribeiro ( por mail)

etur disse...

Estranho como ainda se questionam se realmente existem falsos pobres e se se está a criar uma gerarão de dependentes de subsídios.
É claro que sim, na minha opinião o que vejo é uma valorização do ócio e desvalorização de quem trabalha.
Formo esta opinião desde que me tornei mãe solteira sem direito a qualquer tipo de ajuda, porque tenho a sorte de ganhar mais que o ordenado mínimo e com muito esforço (trabalhando diariamente 12hrs)consegui a minha própria casa.
Ninguém fez as contas à minha taxa de esforço que tenho desde os meus 27 anos, mas neste momento estou com 31 e a ficar cansada.
Continuem a dar tudo a quem não faz nada, é uma vergonha a atribuição de casas e subsídios que se executa neste país. Cada vez tenho mais vontade de deixar de trabalhar e ficar à espera que me sustentem.