quarta-feira, outubro 28

Transparência nos seguros

As companhias de seguros estão geralmente no topo das queixas dos consumidores.
O Instituto de Seguros de Portugal já criou o provedor do cliente – figura obrigatória que resulta da aplicação da nova lei dos seguros e que visa que a queixa seja ouvida e resolvida de forma mais célere. Mas qual o poder e a eficácia reais deste provedor?
Sem falar nos seguros obrigatórios, os portugueses em 2008 gastaram em seguros de saúde perto de 462 milhões de euros. No entanto, as condições continuam iguais: a seguradora pode rejeitar o cliente ao fim de um ano se este estiver doente, leia-se se der mais despesa, e os períodos de carência mantêm-se entre 90 a 180 dias. No SC indicamos a forma mais eficaz de reclamar e explicamos como poupar nos seguros.
Convidados:
Pedro Malta da Silveira, Advogado com prática em direitos dos seguros, representante da Ordem dos Advogados
Carla Oliveira, Jurista da DECO
José Teles Matos, Provedor do Cliente de Companhia de Seguros
Alice Bethencourt, Antiga administradora de Companhia de Seguros

21 comentários:

Romeu. disse...

Boa tarde.
Faz pouco tempo recebi a resposta do que foi a decisão de culpa relativamente a um acidente que tive. O croqui da PSP bem como a avaliação do perito concluiu que a condutora que embateu no meu veículo era culpada, no entanto fui que fui considerado culpado, por parte da seguradora da outra pessoa, e apenas pq ela alegou que estaria inocente. A minha pergunta é: a quem devo recorrer/queixar-me para que esta situação se resolva como deveria ter já sido resolvida?
Obrigado.

sonharamar disse...

Estão a confundir muita coisa. Ao contrário do que muitos pensam um seguro de vida NÃO é obrigatório para se fazer um credito habitação. Poucos são os que são realmente obrigatórios e parte deles forem bem mencionados na primeira parte da primeira reportagem. Mas claro parte dos negócios dos bancos é vender seguros e claro que não concedem um credito habitação a quem não subscreva um seguro de vida. Mas não existe obrigatoriedade legal.
Corrijam-me se estou errado.

ASS: Pedro Silva

Miguel disse...

Eu tenho dois seguros de saude dos meus dois filhos.a principal ventagem são pelo menos duas.não ter que estar horas a espera de ser atendido e depois ainda por cima ter que levar com a má disposiçao muitas vezes apresentada pelos profissionais de saude do publico.e isso para mim faz toda a diferença.Parabens pelo programa.

PROTUGLA disse...

Gostaria de saber porque é que um seguro contra terceiros de um motociclo de 125cc é tão (e na maioria das seguradores mais) caro quanto de um automóvel ligeiro? E porque é que não existem soluções bem adaptadas às motas? Só 2 ou 3 seguradoras é que têm acessível ao público seguros específicos para motos o que possibilita o desenvolvimento de um monopólio, limitando a livre concorrência. Mais... Tive dois "acidentes" de mota e logo a seguir decidi mudar de seguradora porque é inacreditável que uma seguradora considere que EU sou culpada quando a condutora de um automóvel abalroa a minha mota porque eu tinha estacionado num "lugar para automóveis"...
Existe afinal uma preocupação com os motociclos e motociclistas?

antónio disse...

nasci nos seguros e a minha família continua ligada ao negócio. nunca quis trabalhar nisso pois não acho q as seguradoras sejam entidades de bem. pelas letras pequeninas, por todos os entraves para pagar o q é devido aos segurados, os jogos legais, os atrasos, etc. E o aparecimento dos provedores, infelizmente, não resolveu nada disso.
pior, e a maioria das pessoas não sabe disto, é que as seguradoras actualmente não estão a cumprir outra obrigação: ter provisões para cobrir a sua carteira. resultado: se alguma falir, será a Caixa Geral de Depósitos, ou seja, todos nós, a cobrir. ou seja, como cada vez mais em tudo o resto, a carninha para os grandes privados e o osso e os custos para o estado.

PROTUGLA disse...

... Já agora, gostaria também de salientar que há necessidade de regulamentar melhor as aptidões e competências dos funcionários (incluindo dos assistentes de call-center) das seguradoras. No prédio onde vivo houve a necessidade de contactar a seguradora por causa de infiltrações como resultado de inundações. A "moça" (porque deveria de ser um garota) do call-center não sabia a diferença entre fracção e piso do prédio! Como é ela capaz de relatar ou decidir sobre uma situação destas se nem tem formação para tal?!?!

antónio disse...

o resultado de anos e anos desta postura desonesta das seguradoras, infelizmente salvaguardadas pela lei, é que as pessoas têm a mesma postura q para com o estado: ladrão que rouba a ladrão...
ou seja, enganar a seguradora não é crime, é vingança.

Andreia disse...

Boa tarde.

Tenho um seguro de recheio de casa e fiz uma participação de um electrodomestico que se avariou com a trovoada, o meu agente de seguros disse-me que por este ter mais de 5anos provavelmente a participação nao será aceite. A minha questão é: Tenho de declarar os bens que tenho de 5 em 5 anos?
Obrigada.

Pedro Ferreira disse...

Boa tarde.
Falou-se no programa em situações de fraude por parte dos segurados. Pese embora tal seja em alguns casos verdade, também não deixa de ser verdade o facto das companhias, através dos seus serviços de averiguação, proceder de forma ilegal, quando por exemplo, recorre à denominada "Averiguação à distância", que na prática consiste em seguir (à distância) o lesado a fim de obter elementos de "prova" para posteriormente confrontar o segurado com a informação obtida. Esta prática é usual quando de trata de danos corporais. Sou Perito Averiguador e trabalho para as companhias do Grupo CGD. Boas práticas? Por parte de quem? Cumprimentos.

sobralfilho disse...

É sabido que as Companhias de Seguros para receber estão sempre prontas. Para pagar é que é o cabo dos trabalhos.
Tenho Seguro(?)um Multi-Riscos-Lar Mais (recheio), numa Companhia de Seguros do Império, de onde não vem Bonança,mas tempestade:
Acidentalmente parti, na cozinha, a placa vitrocerâmica. Participei à seguradora. Resposta: "não tem enquadramento no âmbito da cobetura accionada de Quebra de
Vidros"

Ora, parece-me que a seguradora não sabe o que é uma placa vitrocerâmica (uma ferramenta que serve para fazer comida). Provavelmente confundiram com uma janela?...)

- Será que a DECO poderá ajudar-me a resolver o litígio?

Su disse...

O que fazer quando as seguradoras se recusam a oferecer seguros obrigatórios?
É o caso do seguro obrigatório de incêndio do condomínio (nas várias tentativas que fizemos para subscrever este seguro obrigatório, disseram-nos que o prédio é muito velho e não cobrem esse risco para este prédio - um prédio num bairro histórico de Lisboa).
O que fazer para me salvaguardar, enquanto administradora responsável por manter os seguros em ordem?

Obrigada.

Su disse...

O que fazer quando as seguradoras se recusam a oferecer seguros obrigatórios?
É o caso do seguro obrigatório de incêndio do condomínio (nas várias tentativas que fizemos para subscrever este seguro obrigatório, disseram-nos que o prédio é muito velho e não cobrem esse risco para este prédio - um prédio num bairro histórico de Lisboa).
O que fazer para me salvaguardar, enquanto administradora responsável por manter os seguros em ordem?

Obrigada.

JOAO disse...

Trabalho na actividade seguradora e tenho de dizer que continua a existir demasiada margem de manobra por parte das seguradoras, sobretudo nos acidentes de viação sem IDS, dos quais resultam muitas injustiças ( nem que seja só de timing quanto à indemnização), porque não atribuir ao ISP poder de arbitragem ou então obrigar as companhias de seguros a aceitar a arbitragem da CIMASA (aumentando a intervenção desta a qualquer tipo de sinistro e dano?

Artur disse...

Artur Ceia - Mogofores - Anadia
Boa tarde
Mais uma vez muitos parabéns por este excelente programa. Tenho estado a ouvir atentamente a emissão de hoje e cada vez mais se acentua ideia que as seguradoras não são transparentes para com os clientes.
Independentemente de todos os mecanismos ditos legais que utilizam para não "fugirem" ao pagamento das indemnizações aos seus segurados, ao longo destes últimos anos não tem cumprido com as indicações governamentais. Estou a lembrar-me de que à alguns anos atrás, o Governo da altura ter anunciado que os seguros não deveriam aumentar acima do valor da inflação. Pois nesse mesmo ano, como nos posteriores, os prémios de seguro aumentam todos os anos, em média 10%. Mas há mais. Já este ano, assim como no anterior, é bastante anunciado que a sinistralidade tem vindo a diminuir substancialmente (no caso particular, os acidentes rodoviários e os acidentes laborais). A minha questão face a isto é porque é que os seguros continuam a subir constantemente, alguns dos quais totalmente desfasados da realidade?
Agradeço a Vossa atenção e continuação deste extraordinário programa.
Cumprimentos a toda a equipa

antónio disse...

eis mais um excelente exemplo, q vocês estão agora a abordar: o estado exige alguns seguros sejam obrigatórios. mas as seguradoras não são obrigadas a aceitá-los. resultado: em caso de inspecção, o estado ainda multa o cidadão por não ter seguro. em caso de sinistro, além de o cidadão ter q arcar com o prejuízo, ainda é autuado. isto é honesto? isto é democracia?

FoAm TriCot disse...

Boa Tarde a todos
Só queria agradecer o convite e a presença de pessoas tão inteligentes e com uma dialética sensata e adequada ao "cidadão comum". Um dos maiores problemas é que "estes assuntos", que nos enrolam na linguagem das leis, são sempre um quebra-cabeças para a maioria de nós. E é pena sentirmo-nos muito mais vezes com medo das regras do que confortáveis por elas existirem para nos proteger.
Parabéns.

hjmedina disse...

boas tardes
tenho 41 anos e quiz fazer um seguro de uma moto de 1100 cc. Houve seguradoras que se negarão a fazer o seguro obrigatório. Informo que nunca tive acidentes de automóvel ou de moto.
Haverá falta de fiscalização?
Obrigado

CNN disse...

Deveria haver uma disciplina no curriculo desde a primaria até 12º,a informar e proteger os direitos dos cidadãos.Relativo a matéria de seguros,bem como todas as outras de sociedade civil.Estou cansado de ter sempre que lutar pelos direitos,desde a telecomunicações,a transportes,empresas a tudo.Especialmente no Algarve aonde empresas e cidadão não estão tão bem esclarecidos como em lisboa ou no Porto. O que é desgastante para mim.

José travassos disse...

Boa tarde,
Nos seguros não há lógica de solidariedade, o que há é pragmatismo do ganho que providencie lucros para às seguradoras. Em Portugal a coisa é pior, pois se a justiça é lenta o cliente lesado é tentado a não recorrer a este que é o único meio regulador da prática levada a cabo pelas seguradoras.
Na generalidade as seguradoras só funcionam bem quando não precisamos delas!
Obrigado
José

Cláudio disse...

Boa Tarde D.Fernanda e restantes intervinientes,
Queria felicitar pelo programa,lamento que a RTP não o transmita em horario nobre.
Em relação aos mediadores cada vez são mais fundamentais visto que defendem os consumidores não descurando o risco que é tranferido para a seguradora, sendo bom os simuladores on-line, nas não ajudam quamdo existe sinistros. Sendo Gestore de Seguros disponibilizo-me gratuitamente para aconselhar e ajudar a resolver os problemas de todos os tomadores de seguros.
Cláudio
vivacomtranquilidade@gmail.com
962943431

Carlos disse...

Bom dia!

Sem dúvida que muitas das coisas que hoje assistimos, poderiam ser de facto muito mais celeres e eficazes, no entanto é muito mais verdade, que muitos dos mecanimos estão "montados" desta forma de maneira a salvaguardar as seguradoras a terem a certeza que pagam um sinistro e não um azar com "maquilhagem" de forma a parecer um sinistro.