segunda-feira, novembro 2

Famílias Anónimas – combate às dependências

O consumo de cocaína continua a crescer no nosso país, de acordo com o Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência. Num inquérito recente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, os dados apontam para uma diminuição de consumidores experimentais ou esporádicos, entre a população com menos de 20 anos, mas um aumento na população com mais de 20 anos. Uma análise a estes dados, juntamente com a realização de mais um encontro anual das Famílias Anónimas - grupo de auto-ajuda de familiares e amigos de pessoas cujas vidas foram afectadas pelo uso destas substâncias – serve de mote a este SC.

Convidados:
Susana Ramos, Vice-Presidente do IPJ
Maria, Mãe de toxicodependente frequentadora de famílias anónimas
Manuel Cardoso, Vogal do Conselho Diretivo do Instituto da Droga e Toxicodependência
Assunção Fernandes Cruz, Diretora Técnica Comunidade Terapêutica Farol

12 comentários:

Martinha disse...

A montante, atenção por parte dos pais em relação aos filhos; as companhias; os supostos amigos ( se és meu amigo tens de...); as saídas. Não quero dizer que haja um controlo absoluto por parte dos pais, mas uma envolvência e cumplicidade com os filhos. Mais do que ser pais, ser acima de tudo os verdadeiros amigos dos filhos.

Acredito que a resolução de muitos problemas, está na capacidade de os antecipar. Graças a Deus não tenho nenhuma relação com este tipo de problemas e nem quero imaginar, mas sou realista.
Bom programa.

Eva Gonçalves disse...

Toda a dependência de drogas é devastadora para a família... é isso que muitas vezes o toxicodependente não percebe. No seu mundo egocêntrico, não se apercebe do sofrimento causado aos demais. Por isso na terapia é importante esse reconhecimento, e há abordagens em que se pede desculpa à família. Em Portugal falta fazer muito em relação ao apoio disponibilizado às famílias. Ainda bem que se aglomeram em associações para apoiarem-se umas às outras... mas são sempre insuficientes e infelizmente, muito localizadas.
Cumprimentos

carica disse...

Boa tarde,

Existem pessoas que nem pensam em experimentar, existem outras que experimentam drogas leves, assim como o álcool, o tabaco, experiências que não vão além de ocasiões pontuais situadas na adolescência. Existem ainda aquelas que de forma galopante entram num vício.
Na minha adolescência relacionei-me com pessoas que nunca beberam uma cerveja até amigos que morreram muito jovens pelo uso de substâncias. Depois fica a dúvida, se somos todos iguais, com a mesma educação, origens semelhantes, o que explica as diferenças de comportamento? Será uma predisposição genética?

Obrigado, Ana Chagas

Nutritech_Lda disse...

A falta de objectivos resultante frequentemente de fenómenos sociais como o facilitismo, levam muitas vezes a estes fenómenos de toxicodependência, comportamentos anti-sociais e suicídio(ex. France Telecom). Muitas vezes as sociedades "altamente desenvolvidas" por apresentarem elevados graus de acompanhamento do indivíduo em todos os estadios do desenvolvimento do mesmo levam ao referido facilitismo, "impondo" (com a melhor das intenções) os objectivos. Relativamente à prevenção, deve procurar estar adequada individualmente e por segmentos tendo em conta a população a que se destina.

Rosa Maria disse...

Boa tARDE Fernanda,
Parabéns pelo programa.
Tenho uma irmã toxicodependente, que esteve em recuperaçºao no farol durante 6 meses e que custou uma fortuna. Acho inadmissivel que a representante do farol, vossa convidada não saiba que estes doentes sao altamente manipuladores,e que por isso nunca lhes dá jeito o contacto com as famílias...eles sãoo sempre quem manda!!
No meu caso o meu pai esteve e está sempre em negação, sendo por isso fácil de manipular pela minha irmã e eu e uma outra irmã somos, na visao da doente as culpadas e inimigas dela.
SÓ faz o que quer e com o aval do pai seu aliado e da instituiçao onde esteve.
As irmãs nunca foram contactadas pela instituiçao. Lamento pois o sucesso do tratamento passa pela família estas sofrem muito.
obrigada

Sociedade Civil disse...

Parabens pelo programa
E queria dizer a srª Maria que pelo que ela sofreu com certeza que todos os dias destes 13 anos de recoperação ela agradece por poder levar uma vida normal.
Estive 6 anos agarrado as drogas e estou a 7 limpo de drogas não estive em nenhuma clinica nem tomei qualquer tipo de medicamentos pois eu falando por esperiencia propria não sou contra as cllinicas mas tudo parte da nossa cabeça se nós não quizermos não existe nada que nem ninguem que nos consiga retirar da droga.
O que posso dizer de hoje em dia ja nao existe o grande problema da heroina mas sim as drogas recreativas ou as drogas das festas de fim de semana como o haxixe que tem um consumo sem exagero de 7 em cada 10 jovens .
Muito ha para falar sobre um assunto muito problematico boa sorte para o programa e obrigado ( por mail/ com pedido de anonimato)

Nuno disse...

Gostava apenas de saber de que tipo de drogas estamos a falar. Alcool? Tabaco? Cannabis? Drogas pesadas?

É porque cada caso é um caso, cada substância tem um psicoactivo completamente diferente e não vejo essa diferenciação no discurso dos interlocutores.

É porque para o povo em geral o consumo de alcool é socialmente aceite pese embora seja uma das piores substâncias que podem ser ingeridas pelo organismo.

Gostava de ver um debate que centralizasse a questão do que é socialmente aceite e do não é e os porquês. Porque uma sociedade sem drogas certamente não será uma sociedade livre e feita de seres humanos.

Regra geral, o problema das drogas esta directamente dissocidado aos problemas economico-sociais. Resolver o problema da droga é resolver os problemas da sociedade.

͘ disse...

Boa tarde!

Consumo haxixe há 10 anos e não sei como hei-de começar para parar.

Já me mentalizei que quero parar, mas não sei como dar o primeiro passo...

As pessoas chegadas a mim sabem que eu consumo.

Andre disse...

As saídas, o meio social, a integração no grupo, o contexto familiar, tudo questões que já foram levantadas e não deixam de ser a grande razão de ser do consumo de drogas. Mas é face a uma carência afectiva ou falta de objectivos que o consumo se vai prolongando. A intervenção tem de ser acima de tudo individual. Consumi diariamente e durante mais de um ano haxixe, confesso que os últimos dois meses foram e têm sido uma luta pessoal mas é a única forma de conseguir um objectivo e de me sentir de novo eu mesmo e não uma constante dissimulação.

Cumprimentos.

Sylvie disse...

Boa tarde.
Fiquei muito contente por saber que o Obama anulou a estúpida lei sobre a proibição da entrada de seropositivos nos EUA. Finalmente alguém fez alguma coisa sobre isto!

Sylvie disse...

Mais uma vez é através do Sociedade Civil que fico a conhecer estes projectos excelentes! O famílias anónimas parece-me ser excelente! Porque é que estes apoios não são mais divulgados? Como eu não o conhecia, aposto que a maior parte das familias de toxicodependentes também não! sofrem sozinhos e é uma pena...

JOÃO FERNANDES disse...

Boa tarde a todos os presentes, acabei de ouvir que há quem fique cego por motivo de diabetes, porque nunca foram ao oftalmologista. Agora pergunto eu! E aqueles que não têm dinheiro para ir ao oftalmologista como faz? Visto que o que parece esta especialidade parecer um luxo. E o serviço Nacional de Saúde não perceber tal. Obrigados
JOÃO FERNANDES