quarta-feira, dezembro 9

Hipermercados em horário liberal?

Numa altura em que pela agenda pessoal dos portugueses passa a euforia das compras de Natal, as grandes superfícies comerciais reavivam a discussão sobre a liberalização dos horários. Estudos apontam que se os hipermercados estivessem abertos aos feriados e domingos haveria um impacto positivo na economia portuguesa de 2.500 milhões de euros.
Mas quais os danos para o comércio tradicional? Qual seria o impacto para o pequeno comércio?
Muitas são as associações de comerciantes que se insurgem contra esta abertura. Mas os seus argumentos serão os mais favoráveis para a generalidade dos portugueses?
Escutamos os argumentos das partes.

Convidados:
Nuno Camilo
, Presidente Associação de Comerciantes do Porto
Jorge Morgado, Secretário-Geral DECO
José António Rousseau, Director Geral Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição
Elisabete Santos, Responsável Nacional pelo sector da grande distribuição do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal

52 comentários:

Johnny disse...

Confesso que nunca percebi muito bem porque é que toda a sociedade tem que estar refém do interesse de um pequeno grupo de pessoas. Os hipermercedos não estão a fazer nenhum mal se abrirem aos Domingos e feriados.
Os comerciantes que arranjem maneira de competir com os hipermercados ou fechem as portas.
Quanto à sacralidade do Domingo eu concordo que é um dia santo, mas é para quem acredita, existem grupos para quem o dia sagrado é o Sábado e os dias comemorativos são outros, não temos que andar todos a reboque da mesma igreja ou ideologia.

Por isso penso que a liberdade de abrirem ao Domingo pressupõe dois valores:

- Liberdade de concorrência

- Liberdade religiosa

Sylvie disse...

Boa tarde!
Aos fins de semana e feriados é quando a maior parte das pessoas têm tempo para ir ás compras!

Cate disse...

Não entendo esta discussao... Toda a gente sabe que o comércio tradicional nao abre portas também aos domingos à tarde...

António Santos disse...

É triste a forma como se quer comparar o comércio tradicional com as grandes superfícies!
Compararam como?
- têm por acaso o mesmo poder económico?
- têm por acaso o mesmo tipo de apoios na banca?
- daqui a pouco os trabalhadores do hipermarcados têm de trabalhar noite dentro (que já contece muitas vezes para assegurar promoções), e ainda existe quem defenda mais flexibilização! Daqui a pouco as mães poẽm os bebés em máquinas automáticas de tomar conta de crianças para as entidades patronais não perderem um centavo! não é isto uma nova forma de totalitarismo? qual a diferença para o que acontecia antes no tempo da outra senhora?
António

António Santos disse...

Como é possível comparar as grandes superfícies com o comércio tradicional? Têm o mesmo poder económico? Têm os mesmos apoios na banca? Só apresentam lucros, e por acaso podemos comparar estes com os dos comércio tradicional?
E os trabalhadores, que muitas vezes já mal podem olhar para a família a horas decentes?
Qualquer dia as grandes superfícies instalam máquinas automáticas de tomar conta de crianças para que os senhores que já deram cabo do comércio tradicional possam satisfazer a sua vontade de ver as suas trabalhadoras a sorrir e trabalhar noite e dia para ajudar a aumentar ainda mais a enorme diferença que existe na nossa sociedade entre quem com dinheiro faz o que quer e os que passam a vida a lutar para poder ter o mínimo para os seus filhos. Qual é a diferença para o que querem impor agora e o que se impunha no tempo da outra senhora?
António

Msilva disse...

Detesto esse discurso hipócrita que aproveita as potencialidades que a igreja católica, base da nossa cultura possibilita, e rejeita de forma ridicula os aspectos negativos.

A igreja incomoda muita gente, parece haver muita gente que se diz já não ser católica, mas a verdade, é que aproveitam o Natal, feriados católicos e outros "benefecios" a todo o prazer. Que portugal triste.

Quanto, á questão dos hipermecados, claro que devem continuar fechados. Os argumentos apresentados, são básicos e irreais, mais empregos percários, lembrem-se que os salários de quem trabalha nessas superficies é baixo. É continuar com a politica de abandono do comércio de rua, num futuro próximo teremos baixas das cidades fantasmagoricas.

Será que todas as pessoas se recusam a reconhecer que os shopings e hipermercados são elementos morfologicos de uma sociedade em ruina?

Invistam em tranasportes publicos nos centros das cidades, melhorem a oferta de lojas nas cidades, baixem os imi´s e uma catrapada de impostos, parem com a legislação surreal para tudo e mais alguma coisa.

é pá! somos tão pequenos, mas pensamos muito mesquinho. Desculpem o desabafo, mas as vezes, fico envergonhado em ser protugues.

João Marques disse...

Para quem diz que como o marido também trabalha no hipermercado, fica difícil gerir algumas questões familiares tais como onde deixar os filhos, eu pergunto:
E se esse casal necessitar de um hospital a meio da noite mas o médico é casado com outra profissional da área da saúde?
Ou se o casal em casa necessitar da Polícia ao domingo à tarde, mas a agente é casada com um policial?
Acredito que se isto for perguntado a senhora em causa (peço desculpa mas não fixei o nome) rapidamente deixará de usar este argumento.

Obrigado e abraços saudáveis

João Marques Carvalho

João Simões disse...

É uma vergonha!
Estes senhores que se dizem os grandes empregadores, criam emprego precário nada mais!
Como é possível alargar ainda mais os horários quando muita gente que trabalha nestas grandes superfícies 14 horas ou 20 semanais?
Criar emprego não deveria ser só emprego precário, mas, emprego real!!
Dar preferência á qualidade e não á quantidade!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

relifasira disse...

Os hipermercados deveriam estar fechados aos domingos e feriados. É assim na maioria dos outros países europeus.

A meu ver a unica maneira que seria aceitável estarem abertos nesses dias seria pagar esse dia em triplicado aos empregados e atribuir 2 folgas durante a semana, para compensar, e equilibrar a economia. E mediante essas condições deixar ao critério das empresas abrir ou não as portas.

Isto porque um domingo ou feriado dá lucro suficiente para fazer isso. E assim distribui-se automáticamente os lucros pelos empregados...

Rafael Marques, Aveiro. 22 anos
não sou empregado de nenhum hipermercado, mas é esata a minha opinião.

@llberto disse...

Sendo proprietário de um estabelecimento comercial de cariz local, discordo absolutamente com os comentários aqui presentes. O comércio tradicional não deve perecer pois só assim se consegue chegar a quem não tem possibilidade de se deslocar às grandes superfícies, e acreditem...ainda há muitas.
O estabelecimento oferece sapataria, pronto-a-vestir e "super"mercado, numa localidade com menos de 1000 habitantes, contando que a residir sejam uns 80% e a trabalhar uns 40%, logo...como é possível fazer face ao grande comércio? Quiçá se fechar ao domingo, as pessoas já não saiam tanto para ir às compras, e as possam fazer na pequena localidade onde residem (durante a semana)!

Será que quem se desloca a mais de 50 Km's de distância, não pensa de facto no que vai gastar em combustível e outros? Ou porque os preços são mais baixos? É de facto um problema, até porque as pessoas não têm noção do que gastam. Por estes e muitos, mas muitos mais factores, as grandes superfícies deviam encerrar aos domingos (pelo menos).

Com os melhores cumprimentos, Luís

Cate disse...

Ninguem guarda o domingo para fazer as compras e aproveitar o comércio local/tradicional.
Se está fechado ao domingo à tarde vamos ao sabado ou outro dia qualquer.
Hoje em dia o comercio tradicional é apenas para desenrascar... São compras minimas e apenas o que nao pode esperar.

Johnny disse...

Para não ficarmos enredados nos comentários lamechas o melhor é ir directo ao assunto, o Estado não devia ter o direito de proibir as pessoas de vender ou comprar num determinado dia da semana.
O resto é conversa. Se várias pessoas concorrem a um emprego uma é seleccionada e as outras ficam pelo caminho. Ninguém roubou nada a ninguém.
Terá sempre de haver selecção e a forma mais justa de o fazer é de forma natural baseado no mérito e não de forma artificial e arbitrária baseado em opiniões do que devia ser ou deixar de ser.
Se calhar há comércio tradicional a mais e PME a mais que vão sendo mantidos artificialmente pelo Estado. E isto estaria tudo melhor e com menos desemprego se o Estado não se intrometesse tanto.
O mundo muda...

Ana disse...

eu acho é que se fechava o país inteiro para estarmos todos enfiados em casa e ja agora tb devia de haver uma lei para fechar as igrejas que estao a ganhar dinheiro ao Domingo... nao é? eu como ateia agradecia...

e ja agora uma triste noticia, Tomar nao tem um centro comercial digno desse nome vamos todos em debandada dar dinheiro ao de Torres Novas...

King Lion disse...

Boa tarde

Liberalizar os horários dos hipermecados ?.Só se for para comer os ossos ao comércio tradicional que a carne já foi há muito tempo.

Aliás o comércio tradicional já não faz sombra aos hipermecados por isso se querem ganhar mais dinheiro puxem pela imaginação.

Diz a senhora que só há pessoas que só tem o Domingo para fazer compras ?.
Tenho pena delas é que infelizmente para elas também não podem ir à Espanha porque todas os hipermecados estão fechados.

Paulo Bastos

Mafalda disse...

A abertura dos hipermecados ao domingo não pode ser analisada desta forma simplista. Tem que ser enquadrada na definição de um modelo económico e de desenvolvimento local com as suas óbvias implicações no desenvolvimento nacional. Um sector terciária baseado em grandes superfícies Vs pequenas superfícies.

Se por um lado temos a liberdade de concorrência pelo outro lado temos a qualidade de vida não só a do trabalhador mas também a do consumidor. Passar um domingo de sol num hipermecado dentro de um centro comercial não parece ser grande qualidade de vida. Seja a vender ou a comprar.

E quais os efeitos positivos para o consumidor com a asfixia do pequeno comércio e a passagem a um mercado de concorrência apenas entre 2/3 grupos económicos (os detentores dos hipermecados)?

Se calhar a questão deve ser: Deverá ser o domingo o dia, por excelência para consumir, passear no centro comercial com os filhos, ou devemos priviligiar o domingo como dia de cultura, de passeio pela natureza, de convívio com amigos?

Será que os portugueses sabem mesmo como usar os seus domingos? Será por acaso que os consumidores portugueses são os que têm um índice cultural mais baixo da Europa?

João Simões disse...

Qualquer dia só falta abrir 24 horas por dia!
Será que estes senhores ainda não pensaram que tudo isto dá cabe do pequeno comercio?
Aquele que comercio personalizado, e dedicado está em risco!
É ridículo e vergonhoso a comercialização de tudo! Desde o Natal até ao dia da família o domingo!

maria disse...

Não concordo com abertura ao domingo trabalho num supermercado e depois de passar mos estar abertos ao domingo, não criou mais postos de trabalho mas sim passáramos a ter horários com menos folgas e fazer menos horas por semana para se trabalhar depois domingo. Se esses senhores que estão ai a falar se eles tivessem de trabalhar como eu não gostavam de a família estar em casa e eles a trabalhar !!!

Johnny disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
José Castro disse...

Andei por muitos países e as grandes superfícies sempre as vi abertas aos Domingos e feriados,agora tem é que se pagar honestamente aos funcionários e caso estes não queiram trabalhar nesses dias que não hajam represálias...

João Simões disse...

Esses grandes comerciantes não têm respeito pelos seus empregados!
Senão não teriam a grande parte dos seus empregados em part-taime!
15 e 20 horas por semana!
Isto é que é de falar!
É esta a verdadeira realidade do emprego das grandes superfícies!!!!

susana disse...

Que seria do país se todas as classes profissionais estivessem em casa nos Domingos? Médicos, enfermeiros ( da qual eu faço parte), polícias, bombeiros , maquinistas e outros tantos... que além do Domingo trabalham também de noite, e em todas as quadras festivas...

É uma opção profissional.

Johnny disse...

"Se por um lado temos a liberdade de concorrência pelo outro lado temos a qualidade de vida não só a do trabalhador mas também a do consumidor. Passar um domingo de sol num hipermecado dentro de um centro comercial não parece ser grande qualidade de vida. Seja a vender ou a comprar."

As pessoas não são livres para passar o dia onde quiserem?

cambiantevelador disse...

A diferença entre o sucesso e o fracasso é quase sempre uma questão de centímetros e neste caso de metros quadrados.

k disse...

Boa tarde,
O argumento de estar a pensar nos consumidores é perfeitamente falso.
Como alguém que está dentro deste mundo, sei que nem trabalhadores, nem consumidores interessam.
Só não percebo o cinismo de certas pessoas, que tanto mal dizem das grandes superfícies, mas quando é para comprarem os produtos que são quase obrigados a comprar, nem sequer piscam os olhos.

Mafalda disse...

Será que não devemos ter um sentimento paternalista sobre os consumidores quando uma grande parte dos mesmos têm um alto índice de endividamento?

Sílvia disse...

Boa tarde.
Muito sinceramente acho que não é por não haver um local onde fazer compras ao Domingo que o mundo acaba.
Trabalho numa loja de um centro comercial e vejo que os passeios de família se limitam em agarrar nas crianças, pais e avós, e levá-los num passeio a um hipermercado onde gastam rios de dinheiro em coisas desnecessárias, acabando assim como os passeios nos parques ao ar livre e, indirectamente, acabam por influenciar as crianças de hoje em dia, que já não se interessam em passear na rua, mas preferem ir às compras.
Acho que ao permitir estes horários ainda mais alargados, apenas beneficia o consumismo excessivo.
Segundo o que vejo no meu local de trabalho, os bens necessários são comprados de segunda a sábado, enquanto que ao Domingo servem-se das compras para um passeio em família. Antigamente as mercearias abriam às 7h da manhã, encerravam às 19h, encerrando 2 horas para almoço, e tinham como dia de descanso sábado à tarde e domingo, e nunca vi ninguém a protestar que a loja estava fechada pois já era um facto normal.
Concordo sim, com estar aberto desde as 9h às 23h ou 24h, mas acho que ao Domingo é pura e simplesmente, excessivo e egoista.

JRM disse...

Estão a falar em duas folgas após 5 dias de trabalho, é totalmente mentira, como os patrões não dão nada aos empreados, pelo contrario, tentam tirar todas as regalias que até aqui adquiriram, ora, uma das folgas é chamada a folga "complementar", se formos obrigados a trabalhar essa folga não temos qualquer contrapartida.

fatimavieira disse...

Boa tarde.
O comércio tradicional não tem um horário alargado talvez porque os "pequenos comerciantes" não tenham capacidade económica de pagar horas extra aos seus funcionários. Ou talvez não consigam ter mais funcionários para poderem abrir mais horas por dia e também ao fim de semana.

Uma questão que coloco é: porque é que as lojas de produtos chineses estão abertas todo o dia e também aos fins de semana? Será porque lá trabalha toda a família, inclusivé por vezes jovens menores de 16 anos?

Devia haver liberalização dos horários mas o poder económico das grandes empresas é muito grande. Nem todos os pequenos comerciantes conseguem competir.
Por outro lado, claro que as crianças e jovens também ficam a perder com as ausências frequentes dos pais ou com os seus horários desencontados.

Cumprimentos.
Fátima Vieira (Porto)

Rui disse...

Creio que tudo passa por uma questão de comodismo e falta de organização.
Estamos a criar uma sociedade acéfala, em que que se quer tudo e agora.
E mais, e porque não 24h/dia, se me apetecer comprar um frasco de maionese às 4h da manhã?? E porque não as repartições de finanças, para cumprir os deveres de cidadão? e os bancos para me endividar à hora que quiser?... Onde parar?

Horário alargado só para o que é realmente essencial, e não para o acessório.

Natureza disse...

Faz sentido questionar os horários dos hipermercados? Então mas o nosso país mão funciona das 9 às 5 da tarde??? não!? então para onde correm todos os portugueses nas infindáveis horas de ponta?
Considero tristissimo ver uma imensidão de pessoas a corre para o "shopping" nas tardes de sábado e domingo..............que vida é esta? Pensem numa balança o que fazemos da nossa vida e reparem...............trabalho e mais trabalho.............a mudar deveria ser a filosofia de vida.....

Rui Almeida disse...

Os argumentos do Sr. Nuno Camilo são quase paradigmáticos,pois os cafés, pastelarias estão abertos todos os dias; e as lojas de chineses, idem e facturam consideravelmente(de referir que há países onde as lojas estão abertas quase 24 horas.. e que em Portugal já há supermercados que estão abertos ao domingo..).

Por outro lado, não entendo muito bem esta discussão. Penso que há lugar para todos, cada um tem as suas vantagens e desvantagens nesta matéria. Há ofertas que apenas se verificam no comércio tradicional, outras só nas grandes superfícies e outras quem estão presentes em ambas.

A questão do domingo ser o dia "santo" é para quem acredita, como ja se disse. Não é por o hipermercado do Elefante (passo a publicidade)estar aberto nesse dia que as famílias não se junta; agora as famílias estão juntas de muitas outras maneiras e quem quer estar junto está. Quem já não viu, numa tarde de domingo familiar, jovens agarrados ao telemovel, ao PC e ao Facebook.. estaraõ a conviver em família?

Martinha disse...

Eu concordo plenamente que os hipermercados estejam abertos ao Domingo e feriados.

carlos disse...

É infeliz o facto das pessoas trabalharem toda a semana para ao fim de semana serem susceptíveis a impulsos a gastarem o que não têm.
E passa-se a vida nisto. Acho que a questão é obviamente mais humanista do que está a ser no vosso debate. Os horários é uma ponta do iceberg.

k disse...

A maior parte dos hiper e supermercados já está aberta aos domingos e feriados, em algumas cidades, o dia todo.
Esta questão é, portanto, falsa. Ainda por cima, nos meses de Novembro e Dezembro, estão abertos todos os dias.
O que mais quererão esses senhores? Manipular por completo o mercado. Eles já o controlam.
Ninguém se lembra da reportagem passada recentemente noutro canal sobre a Sonae? Eles querem manipular por completo os produtores e pescadores do país, eliminando os intermediários.
O que é que isto vos diz, sobre os seus reais interesses?
Não nos atirem com mais pó à cara, nem todos nós estamos cegos pelo consumismo!

Vitor disse...

Eu como consumidor que procuro bens sustentáveis, locais e saudáveis, moro em plena Lisboa e não consigo encontrar muito dos locais abertos. Procuro uma alternativa nos centros comerciais e também estão fechados. O problema é que são as lojas de produtos supérfluos que se encontram abertas.

Como ex-empregado de um centro comercial adorava trabalhar aos domingos, pois ganhava mais, contudo HOJE quantos são os trabalhadores que REALMENTE recebem horas extraordinárias, etc, etc.... é problema tanto dos trabalhadores, como dos patrões e das entidades fiscalizadoras.

rikhard disse...

Eu gostava de saber porque é que convidaram esse Doutor...ele de facto parece que não tem filhos nem um trabalho precário...a ganhar 2€ / hora...a trabalhar 12 horas por dia...
enfim, o pais que temos e com "empresários" que temos...nada empreendedores e que só pensam no seu umbigo!

Fredy disse...

Não percebi uma opinião anterior, sobre a falta de qualidade de passar os domingos no interior de um centro comercial. Eu até concordo que não é o melhor local para passar um dia em família, mas não aceito o paternalismo de quererem à força decidir por mim como eu devo passar o dia. Se eu prefiro ir a um centro comercial, esse direito deve-me ser impedido?

Maroska disse...

Acho uma certa graça quando ouço dizer que todos os trabalhadores têm dois dias de folga em cada sete dias de trabalho e que o trabalho ao Domingo é remunerado a dobrar. Acredito que seja assim em Lisboa ou no Porto mas, no Algarve isso não acontece. Maior parte dos trabalhadores do comércio e, consequentemente, turismo, tem um dia de folga por semana e no Verão às vezs nem isso. Sou a favor dos horários alargados. Já trabalhei num hipermercado e sei o que custa trabalhar até tarde e aos Domingos mas dá muito jeito poder fazer as compras à nossa conveniência. Não faço compras no comércio tradicional porque o tempo que poupo a ir a um só sítio fazer as compras todas dá-me tempo de qualidade com a família. Além de que o comércio tradicional sai muito mais caro.

cokru disse...

Gostava de perceber onde está a qualidade de vida. Se ter qualidade de vida é fazer compras sempre que nos der jeito então temos uma visão muito redutora da vida. Querem fazer deste pais um imenso centro comercial com a justificação que é a vontade das pessoas. Muito preocupados os vejop com elas. Querem-nos tornar em chineses, só pode.

Pegasus disse...

Que misturada de argumentos que ai vai, principalmente dos que defendem o encerramento.

A pergunta que deveria ser feita seria:
"Mas já não posso comprar o que quero, onde quero, quando quero?"
Na minha opinião, os defensores do encerramento estão a passar um atestado de estupidez e a tratar como criancinhas pequenas os compradores.

Eu acho que vivemos num país livre onde podemos comprar o que quisermos, onde quisermos e quando quisermos, a responsabilidade depois é nossa.

Nem sequer estamos aqui a falar duma questão de saúde, como por exemplo proibir a venda produtos nocivos para a saude nas escolas, ou assuntos semelhantes. Estamos apenas a discutir o horário de abertura dos estabelecimentos... por favor... não nos passem um atestado de estupidez.

Questões religiosas??? questões de família? questões de contratos de trabalho???
por favor...

Estabelecimentos abertos?? SEM DUVIDA
contratos de trabalho, esse é uma questão importante mas que não invalida o resto.

carica disse...

Boa tarde,

Na localidade onde resido existem várias lojas de comércio tradicional e um supermercado de renome, (Modelo), que coabitam tranquilamente.
Como consumidora faço compras em ambos os locais. Existem produtos que claramente prefiro comprar no supermercado, pelo preço, porque não os encontro no comércio tradicional, porque têm uma maior rotatividade de stock logo confio mais na frescura de certos produtos. Igualmente, existem produtos que prefiro comprar no comércio tradicional. Acredito que o comércio tradicional terá sempre lugar desde que não exagere nos preços, apresente produtos com qualidade e uma razoável diversidade.

Obrigada, Ana Chagas

CME disse...

Não me parece que o problema do comércio tradicional seja resolvido impedindo a abertura das grandes superfícies aos domingos à tarde.
Onde está o pão, as mercearias, a carne e o peixe em casa, como no tempo dos meus pais? Isso, sim, era "comércio de proximidade".
Agora, quem assegura esses serviços são precisamente algumas grandes superfícies. Portanto, se estiver doente ou sem forças para trazer 5l de água mais 10kg de enlatados, não telefono ao Sr. Manuel do supermercado de bairro... compro online no website de uma grande empresa de distribuição e espero pela encomenda em casa.

Relativamente à questão dos "domingos para as famílias", se estas preferem ir para os centros comerciais nesses dias limitam-se a exercer um direito.
Eu não o faço, mas tenho de respeitar quem prefere passar os domingos desse modo.
Ainda vivemos numa democracia... ou não?

cristina disse...

há que dar trabalho ao fim de semana a quem precisa,e quem não tem familia.não deve haver falta de quem queira

Filipe disse...

O impacto de ter um membro da familia a trabalhar permanentemente (ou por muitos dias) em horarios nocturnos ou ao domingo é enorme. Só isto basta para acabar com esta forma de organizar o nosso comercio. Infelizmente somos um Pais onde a familia conta cada vez menos!

Mafalda disse...

Um esclarecimento quanto ao Mercat de Sant Josep de la Boqueria. Este é um mercado municipal gerido por uma entidade municipal, como todos os outros mercados municipais de Barcelona, que encerra aos Domingos, feriados e às 20h à excepção dos Sábados que encerra cerca de uma hora mais cedo. Também de referir que na cidade de Barcelona são praticamente inexistentes as grandes superfícies e que os poucos centros comerciais existentes por norma se encontram vazios. Ao domingo quase todo o comércio se encontra encerrado por imposição legal (apenas podem abrir um determinado nº de domingos e feriados ao ano) com excepção de pequenas lojas de conveniência. De referir ainda que a dinâmica do comércio tradicional em Barcelona é muito maior que em qualquer outra cidade portuguesa.

k disse...

Não me parece certamente, que os hipermercados estarem abertos todos os dias seja duma importância semelhante ao de outros exemplos aqui dados. Acho que dizer uma coisa dessas, é apenas gozar com os outros todos. E acrescento, que dizer também, que é uma opção profissional, só possa vir de alguém que não conheça a realidade do nosso país.
Na questão religiosa, nem comento, porque é ridícula.

Carlos Alberto disse...

Boa Tarde
Tenho estado a acompanhar o vosso debate sobre a abertura dos supermercados.
Para mim, o problema reside numa questão de consciência do consumidor:
a) Todos nós estamos dependentes do nosso vizinho/próximo;
b)cada vez são mais os dependentes dos "outros";
c)O poder económico está para ganhar e não para prestar um serviço à sociedade;
d)Muitas sociedades querem ganhar e distribuir os lucros por alguns e os trabalhadores querem ser incluidos nesses beneficiados, nunca pensando que quem lhes proporcionou os lucros foram os clientes:
e)Protesta-se contra o encerramento do muitas unidades produtivas, mas quando se necessita vai-se comprar o mesmo produto que vem de fora;
f) tenho liberdade de escolha, mas todos os dias sou flagelado com propaganda de A,B e mais nada;
g)Muitomais poderia dizer...
Cumprimentos
Carlos Ramos
Coimbra

k disse...

Quem pensa e afirma que somos um país de gente grande, parece-me estar errado. Será que não vêem notícias, não lêem jornais? Somos governados por interesses, legislados por interesses,pagos por interesses, mas não os da maioria, ou talvez da minoria. Por que à medida que cresço, só vejo e ouço dizer que isto parece estar a andar para trás. Não para o de antigamente, mas para um novo estado de apatia a que este país nos têm habituado.
Quem vem invocar os seus direitos de escolher o que fazer e quando o fazer, isso sim, é que é infantil. Só enfia o chapéu quem o quer.

Sociedade Civil disse...

Boa tarde,

A questão que se coloca é que o comércio tradicional também está fechado ao domingo. Se quiser comprar alguma coisa em Alvalade, Campo de Ourique, Algés ou outra zona comercial está tudo fechado. Não é o comércio local que beneficia com esta situação são os supermercados de média dimensão.

Obrigada - Mafalda / por mail

José Costa disse...

Um contributo tardio para a discussão. Alemanha: de 2.ª a Sábado (é permitido até às 20 horas); Domingos (não é permitido, excepto raras excepções em locais turísticos).
Itália: de 2.ª a 6.ª (é permitido até às 22 horas); Sábados (é permitido até às 20 horas); Domingos e feriados (não é permitido).
Áustria: de 2.ª a 6.ª (é permitido entre as 5 horas e as 21 horas); Sábados (permitido até às 18 horas); Domingos e feriados (não é permitido); nas regiões de intenso turismo as lojas podem funcionar entre 66 e no máximo 72 horas por semana.
Grécia: tem os mesmos horários que a Itália, no entanto existe a possibilidade de as lojas permanecerem abertas durante as 24 horas de 2.ª a Sábado.
Espanha: tem os mesmos horários que a Itália, contudo existe alguma flexibilidade.
Dinamarca: de 2.ª a 6.ª (é permitido durante as 24 horas); Sábados (permitido até às 17 horas); Domingos (não é permitido).
Holanda: de 2.ª a Sábado (é permitido das 6 horas até às 22 horas); Domingos e feriados (não é permitido).
França e Bélgica: de 2.ª a Sábado (é permitido durante as 24 horas); Domingos e feriados (é permitido, apenas com algumas restrições de horário devidas à regulamentação laboral).
Inglaterra e Irlanda: de 2.ª a Sábado (é permitido durante as 24 horas); Domingos (não é permitido).
Polónia: não existe regulamentação quanto ao horário de funcionamento do comércio.
Portugal e Suécia: de 2.ª a 6.ª (existe grande flexibilidade de horários); Sábados (permitido até à meia-noite).
(fonte da informação: «www.de-usw.com».

Johnny disse...

"Quem vem invocar os seus direitos de escolher o que fazer e quando o fazer, isso sim, é que é infantil. Só enfia o chapéu quem o quer."

Felizmente o meu direito a ser livre não me foi concedido por ti nem pelo Estado mas por Deus.
Ninguém está a falar em fazer o que quiser mas em ser livre para fazer o que nada tem de desonesto.
Se não sabes distinguir entre práticas honestas e desonestas não podes acreditar na liberdade.

Marta disse...

Acho muita piada dizerem que as questões religiosas e familiares não têm importância na sociedade actual, mas quando se trata de vender já acreditam no Natal, na Pascoa no dia de todos os santos, etc...que eu saiba estas épocas têm a ver com a religião e a familia. se há pessoas que não dão valor a nada, então a minha proposta é que toda a gente trabalhe de 2ª a domingo com folgas rotativas, é que não vamos obrigar estas pessoas a ter os dias de descanso no tradiçional fim de semana ( é que a tradição já não importa), e assim acabam-se as pontes pois deixa de haver fim de semana. Eu trabalho num hipermercado e também me dava muito jeito poder ir buscar a minha filha á creche depois das 23horas, que é a hora a que eu acabo o meu turno ou ir tratar de papeis ás finanças ou outra coisa qualquer a esta hora e em qual qer dia...