segunda-feira, dezembro 7

Inovação no mundo rural, precisa-se

O perfil do novo ministro da Agricultura prenuncia uma injecção de fundos para a agricultura.
Mas o modelo rural português estará à altura das novas exigências em matéria de competitividade económica, social e até mesmo ambiental? Quais os novos desafios que são apresentados não só a uma população envelhecida mas também a todos os jovens que se querem instalar como empresários do sector?
Será esta uma actividade valorizada pela sociedade? E pelo governo? As dúvidas estão lançadas; as respostas hoje no SC.

9 comentários:

sonharamar disse...

o grande impedimento ao desenvolvimento rural deve-se exclusivamente à exploração das grandes superfícies. porque é que 1 kilo de laranjas custa 10centimos comprado no produtor e custa 10 vezes mais numa grande superfície?
parece tudo demasiado descabido. é claro que assim tudo se torna insustentável.
a rtp2 recentemente mostrou uma reportagem no programa Bioesfera sobre feiras de produtos biológicos onde os produtores desses produtos vendiam directamente ao consumidor a preços bem abaixo dos praticados nas grandes superfícies em produtos não biológicos.
Desde então nunca mais fiz compras em hipermercados.

João disse...

Parabéns pela sua participação professor Miguel Neto. Um dos melhores professores do ISEGI.

Ás de Copas disse...

Boas tardes,

gostaria de ver referida a questão da produção agrícola para mercados locais (importante para a sustentabilidade ambiental) e qual o papel que as cooperativas de produtores/consumidores poderão ter para o escoar destes produtos.
Não será a a legislação actual sobre cooperativas um entrave ao desenvolvimento destes sistemas, ao dificultar a venda de produtos entre os cooperantes?

Muito obrigado

Alexandre Ferreira

lobitas disse...

Parabéns pelo tema do programa, como engenheira agronomica penso que não há muito respeito pela agricultura, as pessoas perderam a ruralidade, não se querem identificar com as origens rurais, como que com vergonha, para nós que estamos ligados ao meio porque gostamos intristece-nos, muitos agricultores sem grande nivel académico, são no entanto verdadeiros sábios, mas como no nosso pais está tudo rotulado, não lhes dão qualquer valos muito pelo contrário. As normas e proibições são impostas sem qualquer adequação á realidade das regiões, deveria-se ouvir mais os agricultores, e o aconselhamento e fiscalização são muito importantes no entanto são feitas por quem não percebe nada da realidade agricola o que provoca situaç~~oes muito injustas.
Neste momento está a decorrer o recenseamento agricola no país.
é urgente mostrar á sociedade civil o que é bem feito nesta área no país.
Sara

Cordonbleu disse...

A verdade é que muitas pessoas acham a agricultura importante...no quintal dos outros. A sociedade comodista impede que se encontre mão de obra, e como os rendimentos agricolas não são interessantes, todo se arrasta numa bola de neve.
Mesmo que se ultrapasse TODOS os problemas burocráticos, todos os projectos e etc, depois não se conseguem trabalhadores.

vito disse...

Enquanto não for assumido pelos políticos que o desenvolvimento do mundo rural passa pela promoção da agricultura, actividade que apresenta 4 funções essenciais:
- função económica ...,
- função social ...
- função ambiental ...
- função de ordenamento do território.
AS outras actividades são complementos.
No caso concreto do turismoem espaço rural tem sido importante para preservar património quando os propietários não dispõem de recursos. Fora disso é insignifiante em termos de emprego gerado, criação de riqueza...

carlos disse...

Apenas pretendia reforçar a ideia já transmitida de que é muito difícil cativar novos agricultores, sem a disponibilização de terras a preço compatível com a real valia das mesmas, considerando a sua valia pelo método do rendimento presente e futuro. O valor da terra arável em Portugal continua a ser especulativo, porque existe sempre a pretensão ou expectativa que mais tarde ou mais cedo acabará por ter parte da área, com possibilidades edificatórias e como tal associada a um custo deturpado da real valia delas.
Sou licenciado em engenharia agrícola, já fui técnico de campo, docente do ensino superior politécnico, e em 2002 pretendi instalar-me como jovem agricultor, na região do Minho, após uma pesquisa exaustiva de toda a região, acabei por desistir porque os preços ha de terrenos agrícolas eram nada mais, nada menos que falaciosos. Um hectare de solo agrícola na região do minho vale sempre entre 30000 a 60000€. Nenhuma actividade agrícola, com subsídios a fundo perdido associados (projecto jovem agricultor), remunera um investimento desta ordem em capital terra! Mais, não existem solos aráveis disponíveis para mercado de arrendamento. Só mesmo os actuais agricultores e seus descendentes se podem instalar na agricultura.
carlos silva

Ás de Copas disse...

Boas tardes,

muito gostaria de ver referida a questão da produção para os mercados locais e de que forma as cooperativas de produtores/consumidores poderão ajudar a estimular esta produção.

Obrigado

Alexandre Ferreira

herbário disse...

"pequena correcção" à simpática moderadora do debate que está a decorrer neste preciso momento:

«Age e pensa globalmente e faz o mesmo localmente». prof. Tim O' Riordan