quinta-feira, fevereiro 11

Famílias sem dinheiro para despesas da saúde

Seis em cada dez famílias tiveram dificuldades em pagar despesas de saúde – o alerta veio da DECO. Segundo um estudo desta associação, pelo menos 650 mil famílias tiveram de interromper tratamentos de saúde por impossibilidade financeira.
Contudo, a saúde é um dos setores onde se gasta mais dinheiro: sete em cada dez famílias gastam em média, por ano, cerca de €1.700, com incidência nos cuidados dentários e oftalmológicos. Mas será que a saúde está mais cara? Ou temos menos dinheiro? Os portugueses não têm um fácil acesso ao SNS? O privado acaba por ser uma escolha mais prática, mas mais cara? E o Estado vai também poupar na saúde? De acordo com OE, o governo quer poupar nos medicamentos em ambulatório. Como se corta na saúde?

Convidados:
Paulo Duarte
, Secretário-Geral da Associação Nacional das Farmácias
João Caramês, Presidente da Assembleia-Geral da Ordem dos Médicos Dentistas
Professor Catedrático na Faculdade de Medicina Dentaria da UL e Director do Instituto de Implantologia
Carlos Morgado, Coordenador do estudo “Despesas de Saúde” da Deco
Vítor Baião, Presidente Associação Portuguesa da Psoríase

19 comentários:

carica disse...

Boa tarde,

Se as maiores dívidas dos hospitais é para com a aquisição de medicamentos, acredito piamente que a solução passa pelo Estado adquirir um laboratório farmacêutico. Assim seria possível fornecer medicamentos a preço de custo a hospitais, centros de saúde e utentes diminuindo a despesa com saúde e tornando a acessibilidade aos cuidados mais democrática.
Os grandes laboratórios farmacêuticos são empresas que geram anualmente margens de lucro de biliões de euros, e que se aproveitam largamente do facto de todos necessitarem dos seus produtos.
Igualmente acredito que os valores que os médicos cobram em medicina privada deveria ser regulamentado, afinal a medicina é uma vocação para o bem comum.

Obrigada, Ana Chagas

André disse...

Viva! Parabéns pelo programa. A melhor forma de poupar é fazer boas escolhas. O meu dentista encaminhou-me para o Professor Caramês. De facto os tratamentos dentários são dispendiosos mas encarei a minha saúde oral como um investimento. Hoje não me arrependo. Ricardo Moreira

Luis Capucho disse...

É pena que tentem continuar a afirmar que a psoriese é uma doença crónica, por nunca terem mudado os tratamentos convencionais, para uma alimentação adequada a esse distubio. As várias informações que transmiti a essa sociedade de nada valeram, é só ver http://mundoalimentar.blogspot.com

Rachid Oliveira disse...

Na minha perspectiva, devia haver um equilíbrio em tudo. incluíndo na dependência dos cidadãos ao Estado, não devia ser nem excessiva, Acho que o estado devia apoiar os doentes que são "realmente" necessitados. Não falo só de saúde, também em relação ao subsídio de desemprego por exemplo para alguns é um meio de sobrvivência para outros e factor que propicia a preguiça e falta de vontade para sair a procura de trabalho, acho que isso - que referi- é um factor que fez disparar o déficit..

antonio disse...

Olá boa tarde!
Sou espectador assíduo do vosso programa. Quero deixar o meu testemunho de agradecimento ao Professor Caramês que me tratou há cerca de 2 anos. Graças a ele, consegui voltar a comer, a sorrir e a estar feliz comigo próprio e com os outros.
António Cardoso

Sylvie disse...

Boa tarde!

É triste e vergonhoso ver tantos portugueses sem dentes e/ou todos estragados! As pessoas não têm dinheiro para gastar nos dentistas! (na maioria, são mt caros!).
No hospital de S. José,por ex., nas consultas de estomatologia apenas retiram dentes...

Luis Capucho disse...

Poderiam fazer um tema, que seria o que se pode ganhar se existisse uma cultura de alimentação.

Alda disse...

Boa tarde,

O meu nome é Alda Pires, vivo em Setúbal, tenho 62 anos, uso placas removiveis há mais de 20 anos. Será que posso colocar dentes fixos?

Obrigada e parabéns pelo programa

Sylvie disse...

Já para não falar nos medicamentos (cremes, etc) dermatológicos! São caríssimos, em mts casos são para toda a vida e claro, sem comparticipação!!

Sylvie disse...

Mas como n devemos só falar mal ;) é muito bom o estado pagar os medicamentos retrovirais (p hiv)!
Já imaginaram ser seropositivos e terem que pagar todos os meses 500€, 800€, 400€ por cada caixa? (e são mesmo estes os preços dos meds., não estou a exagerar!).
Nem tudo é mau em Portugal...

Sylvie disse...

Já agora era interessante falarem no preço dos implantes!!!

Dominguin disse...

O meu nome é João Carlos e gostava de saber qual a posição da ANF, para os acordos particulares entre as associações de doentes e algumas farmácias para os doentes terem acesso ao medicamentos mais baratos.
Gostava também de deixara sugestão, para o estado, apoiar as associações de doentes a criarem condições para apoiuarem os doentes proporcionando consultandos e cuidados de saúde nas suas instalações.

libelinha disse...

Sou enfermeira com experiencia recente de 3 anos no apoio domiciliario. Varias vezes me tenho debatido com a situacao particular da realidade dos cuidados continuados.

A verdade e que os responsaveis politicos parecem esquecer que a existencia de uma rede de apoio domiciliario nao exclui a necessidade de existencia de um cuidador domicilio.

O que pude observar e que, na generalidade, quando um doente escolhe viver o resto da sua vida em casa(particularmente os doentes em fase terminal de doenca)percebem que essa decisao,a ser respondida pela familia, implica um acrescimo de custos e reducao de garantias para o agregado familiar.

Ou seja, para respeitar a vontade do doente, um familiar acaba por deixar o emprego para cuidar, tem aumento das despesas por ter um familiar doente e, ainda por cima, nao tem garantias de que ira ter o emprego de volta depois de o familiar falecer.

Esta situacao parece-me injusta e penaliza as familias que optam por cuidar dos seus em casa em situacoes tao delicadas como o fim de vida. Na verdade, o subsidio que alguns recebem nao se compara a perda de ordenado e aumento de despesa quando comparados.

Alem disso, esta realidade pode condicionar as escolhas das pessoas sobre os contextos do seu fim de vida quando percepcionam os encargos que a escolha pelos cuidados em casa pode significar.


desculpem o texto sem acentos (teclado ingles)

Sylvie disse...

"O estado não tem $ para investir em centros dentários..." pois não, porque o estado investe (o nosso $) em coisas que não são prioritárias!!

@André
obrigada pela informação.

campos pessoa disse...

Aprofundemos a questão e prestemos um melhor serviço público sendo assim:
Porque razão é que os dentistas têm consultas exageradamente caras para a população portuguesa de uma forma geral? Compreendo que justifiquem tal comportamento dizendo ao público que só assim conseguem prestar um bom serviço só que essa resposta não corresponde à verdade.

José Farinha disse...

Boa tarde ,vejo o programa com alguma assiduidade e sinto necessidade de os felicitar, é um bom serviço.No entanto deixa poucas hipóteses de intervir-mos...não obstante no programa se estimular a participação do telespectador,penso que a haver uma moderação nos comentários deste blog,ela deveria ser célere para que as eventuais questões pudessem chegar ao conhecimento da apresentadora no sentido de os referir ou não.Há alguns dias quando o tema foi, a desertificação do interior,postei um comentário e ele não apareceu...e custa-me a crer que o seu conteúdo pudesse ser passível de censura.
Obrigado,José Farinha

Daniel disse...

Uma coisa que podia ajudar era ter um aparelhómetro que ligasse ao PC via USB e que fizesse todo o tipo de análises, ao sangue, pele, cabelo, couro cabeludo, urina, fezes, ar, etc. Depois de postas em cada compartimento (descartável ou estereliável) o aparelho ainda via as nossas íris (iridologia) e lia as nossas mãos com scanner. O aparelho custava o preço de um televisor ou de impressora laser, mas podíamos usar o dos amigos pois tinha os comparimentos descartáveis e esterelizava tudo com microondas.
Mas tempos que começar com coisas básicas tipo uma USB que com umas gotas de sangue diz-me a probabilidade de eu ser HIV positivo. USB, é isso USB com firmware e manual de instruções que não dá para apagar do firmware!!!

Cristina disse...

Boa tarde,

Mais uma vez vi o vosso programa atentamente e mais uma vez falaram de medicina dentária e mais uma vez não foi "visto nem ouviu" o técnico de prótese dentária, que é quem as faz.

Cristina

Sylvie disse...

OFF-TOPIC
Porque não consigo ficar calada perante isto!

Há 2 dias que o programa (como sabemos, tão útil e informativo/educativo) tem vindo a acabar mais cedo para transmitirem em directo o debate no parlamento sobre o OE. Eu tenho estado a assistir e estou completamente estupefacta com o que vejo e ouço!!!
Andam estes políticos a perder horas e horas de tempo (que é tão precioso!)para se insultarem, acusarem, mandarem bocas uns aos outros, e por aí fora (e tudo dentro deste nível...).

É RIDÍCULO! "Diz que disse" e etc? isto é gozarem connosco! com o nosso $! como pode isto ser permitido?
Em vez de resolverem o mau estado em que meteram o país acusam-se e insultam-se?
Eu não me acredito nisto!

Quer dizer, ganham milhares de euros para passarem os dias em novelas e enredos? (bem, ao menos, em caso de sismo estão protegidos...pelo sim pelo não sempre é melhor estarem dentro do parlamento já que é dos raros edifícios devidamente protegidos!)

Que vergonha...mais um a pedir a palavra para nada de jeito dizer! para nada fazerem! isto nem um debate sério é!!

Entendo que a rtp2 tenha o compromisso de entrar em directo para esta transmissão mas é uma pena o Soc.Civil ter que acabar á pressa para termos que levar com isto!

Onde é que o nosso país vai parar?