segunda-feira, fevereiro 22

Língua materna

A Associação de Professores de Português aproveita a celebração do Dia Internacional das Línguas Maternas para defender algumas premissas para o ensino da língua de Camões nas salas de aula. Reequacionar a carga horária dos alunos e as dimensões das turmas, a avaliação contínua e os exames, e os manuais enquanto base para o estudo dentro e fora da sala de aula. E como estarão os professores de português preparados para o acordo ortográfico, que deverá entrar em vigor no próximo ano lectivo? Que medidas a classe tomou para a sua formação? O que irá mudar no ensino de português?

Convidados:
Paulo Feytor Pinto
, Presidente Associação Professores Português
Lucília Salgado, Professora da Escola Superior Educação de Coimbra
Fernando Pinto do Amaral, Comissário do Plano Nacional de Leitura
Albino Almeida, Presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais

11 comentários:

Andre disse...

Boa tarde. Visto estarem a referir que as novas tecnologias motivam os jovens; eu como jovem estudante em conjunto com um professor e mais alguns membros da turma, no ano passado fizemos um video a simbolizar isso. Podiam-no passar:

www.youtube.com/watch?v=DYxGh6HPWc4

Cumprimentos & bom programa,
André.

Vitor disse...

Foi com o advento da República que se desenvolveu o ensino em Portugal, facto que estava completamente apagado e desprezado no regime monárquico, para a maioria da população.
É de salientar a culpa do estado, na autorização de edição de livros escolares com conteúdos, por expl: assuntos relacionados com o concurso Big Brother, à alguns anos atrás, em livro escolar.
Acho que a ideia obsecada do sucesso em Portugês ou Matemática, é contraproducente para o desenvolvimento do aluno, o desprezo por outras disciplinas é castrante para o desenvolvimento criativo.
Tenho dois filhos em idade escolar, e na turma de um deles cerca de 70% tem negativa a matemática e português, qual a culpa?
Mas quando os alunos tem explicações particulares tem sucesso!
Nem só de lógica vive o homem, estamos a forçar os alunos a serem engenheiros informáticos, e serem professores de português.
Portugal tem ainda muitas manchas de 3.º mundo, e isto revela-se nos números das estatísticas (parece que isto é o que importa).

Helena disse...

Língua Materna: português oral e escrito MAS e a língua materna dos muitos deficientes auditivos(surdos),Língua Gestual Portuguesa, reconhecida oficialmente em Diário da República?! Como adequar o Português de tantos com a LGP de tão poucos ( mas com os mesmo direitos).Como implementar o Plano Nacional de Leitura junto de crianças surdas,normalmente com tantas dificuldades no Português escrito/falado...Obrigada pelo programa,sempre interessante,Helena Resende

Sylvie disse...

Eu leio imenso e não é por isso que escrevo melhor!
uma grande dificuldade que tenho (desde o tempo de estudante) é saber/conseguir resumir um texto...escrevo demais...demasiada "palha" como se costuma dizer.

odeusdamaquina disse...

É o maior tesouro, a nossa língua materna, que devemos preservar.
A minha relação com a leitura e os livros julgo que surgiu na escola, com a compra dos manuais escolares. Foi aí que começou a minha relação com os livros e a leitura. Em casa os meus pais possuíam livros, mas poucos. Só mais tarde comecei a procurar nos livros e dicionários lá de casa, os significados do mundo que me rodeava. Tive a sorte de ser sempre um "pássaro curioso", de pesquisar, de ler, de procurar.
Mas de facto, o livro sempre foi precioso para mim. Na escola, o manual era para ser bem tratado. (ainda possuo muitos deles, especialmente os de Português e outras línguas, de Filosofia, de Psicologia, de História, de Biologia).
Mais tarde, apesar dos meus pais não serem leitores regulares, comecei a frequentar a Biblioteca Municipal, mais um mundo vasto à minha escolha. Se não fossem as bibliotecas, saberia um décimo do que sei hoje! Ainda hoje sou frequentador assíduo.
Com as bibliotecas, veio o gosto pelos jornais.
Para além disso, adoro escrever e ler cada vez mais.
Este é o meu singelo exemplo de como é desde a escola que pode surgir o gosto de ler, com o apoio dos professores, mas também em casa, com o apoio e estímulo à leitura pelos familiares. Mas uma coisa continua a ser importante: a vontade pessoal de descoberta!
Bom, vou voltar à leitura!
Tenho ali um Ortega y Gassset para terminar!
Obrigado!

Mário Rui - Professor

Helena disse...

Analfabetos, acredito que já existam poucos; iletrados ,é que somos MUITOS,mesmo nas Universidades.Quando um aluno universitário não sabe o que é a Fauna,o que é um Paralelo,quando escreve San Chupança (em vez de Sancho Pança) e Casa dos Hamburgueres (em lugar de Casa dos Habsburgos),está tudo dito!!Helena Rocha

Pegasus disse...

Não sei se o meu comentário vem muito a propósito ou não, ou se vai trazer algo de bom à discussão, mas venho aqui deixar a minha vivência com as obras "obrigatórias de ler" nos anos escolares.

Venho aqui afirmar que não li nem UMA obra sequer das ditas "obrigatórias" na escola, não foi por isso que tive negativas à disciplina de português, pois sempre dava a volta à questão, ou lia pequenos resumos e inventava o resto na minha cabeça, ou pura e simplesmente a nota final era compensada pela restante matéria.

Mas no entanto sou uma pessoa que adora ler, já li muitos livros, devoro revistas ou artigos dentro do género da revista "super interessante", etc, etc.

Ou seja, na minha opinião, um dos grandes problemas está precisamente na escolha das obras obrigatórias.

Todas as obras que era suposto ler, eram todas "obras para mulheres", como diz um amigo meu. Eram obras simplesmente de exploração dos sentimentos entre as personagens, romances, vivências, histórias de amor entre personagens.
Não havia obras de ficção, de mistério, algo que puxasse pela inteligência, pelo intelecto das pessoas.

Ou seja, na escola só nos davam a revista "maria" e a "caras" enquanto eu gostava era da "super interessante".

Assim não era difícil perceber que, na disciplina de português, todos os rapazes andavam a lutar para tirar positiva, enquanto as raparigas andavam a lutar para ter a melhor nota de todas as disciplinas.

Mais uma vez parabéns para o programa.

PS: acabei agora de ouvir um interveniente falar nos lúsiadas.
Acho que é a única obra que "se safa" de entre todas, mas infelizmente foi-me metida à frente numa época em que ainda não me tinha surgido o espírito de leitura.
Acho que essa obra devia ser dada mais tarde, mas isso é só a minha opinião.

Antístenes disse...

Boa tarde,

o tema da língua materna é importantíssimo!
Especialmente, num país que despreza a sua língua continuamente!
A epidemia do uso de palavras inglesas é catastrófica!
Sugiro à Fernanda, e restantes envolvidos no programa, que deixem de usar palavras estrangeiras - coisa que fazem todos os dias,vejam-se os exemplos de 6ª feira: Alien; Brainstorming; DNA; Forest Fire Finder!
Acho que seria um extraordinário resultado do programa de hoje se, doravante, nunca mais se usassem palavras inglesas no Sociedade Civil.

Pedro Alves

Paula disse...

Boa tarde!
Sou mãe de uma menina de 2 anos que fala muito, mas muito bem. A minha mãe já me disse que eu falo com ela como se ela tivesse 20 anos mas provavelmente a minha filha fala bem por essa razão. Relativamente aos livros, estão espalhados pela casa toda. Ela rasga-os, desenha neles, anda sempre com eles para todo o lado e sempre que vai ao bacio a primeira coisa que pede é um livro e é um castigo para a tirar de lá. Apesar de serem caros, vale sempre a pena fazer um esforço, além disso, os livros para crianças nas grandes superfícies têm preços muito acessíveis.
Obrigada e bom programa!!
Paula Ribeiro

Antístenes disse...

A língua portuguesa só se manterá se as pessoas não usarem palavras inglesas misturadas com o português!
Coisa que se faz cada vez mais!

Como se pode constatar, o representante da CONFAP usa palavras inglesas e ninguém acha errado!
"Portfolio" não é português!

Lviz disse...

Saudações,

o que um dos convidados estava a dizer sobre a necessidade de ler por ler, ouvir musica, frequentar espaços artisticos, etc pelo simples prazer de o fazer é verdade. mas nao nos pudemos esqueçer que esse tipo de entretenimento ja nao está acessivel a toda a população actualmente...

e como o tema é a lingua materna, deixo aqui o endereço para um blog portugues de poesia/prosa:

Misantropicas Contradições

continuação de boas leituras
cumprimentos,
Lviz