terça-feira, abril 20

Dias da Música

Longas filas em frente às bilheteiras, bilhetes esgotados num ápice, fãs exultantes a encaminharem-se para o recinto… É um concerto da Beyoncé? Dos Rolling Stones? Não. É música dita erudita. E os portugueses amam-na. Com bilhetes a partir de €5, junto ao Tejo, no CCB.
Este ano dedicado a René Descartes, o ciclo Os Dias da Música tem atraído dezenas de milhares de portugueses nos últimos anos. Gerações de portugueses. Juntas. Ali acorrem famílias, para quem os bilhetes são ainda mais baratos: €4. Música barroca, gospel, ópera, são vários os géneros para os mais variados gostos, connaisseurs ou estreantes. Hoje, no SC, mostramos-lhe todo o Programa.

Convidados:
Miguel Leal Coelho
, Dir. Artístico "Dias da Música" e Dir. do Centro de Espectáculos do CCB
João Almeida, Director-adjunto da Antena 2
José Jorge Letria, Vice-presidente e administrador da SPA, escritor e jornalista
Nuno Côrte-Real, Compositor e Maestro

9 comentários:

Fonseca disse...

Olá a todos!

Os meus dias, são sempre dias de música, mesmo que seja só em casa!
Só é pena que esse concerto que o Sociedade Civil apregoa seja em Lisboa, que fica longe de onde moro, senão eu ia!
Na minha zona não há tanta oferta de boa música como em Lisboa ou Porto. Muitas vezes tenho de me deslocar ao Porto, pois fica um pouco mais perto para mim que Lisboa, ao preço que a gasolina está...sim, também podia ir de comboio, mas como vou sempre com a família, não ficava mais barato...
Há humanos capazes de coisas tão estúpidas e asquerosas, mas a música de qualidade é das coisas mais bonitas que os humanos inventaram, é algo importante que nos distingue dos animais irracionais. Por exemplo, nunca ouvi falar de um chimpanzé a compôr música ou a tocar na perfeição um instrumento.
A música erudita é quase terapêutica. Aliás, existe a musicoterapia e eu acredito nela, quando feita por bons profissionais nessa área.
Aprender música, ouvir sempre boa música, já ajudou o meu filho a recuperar dum problema na fala. E a mim já me impediu de entrar em depressão. A música que gosto alegra-me a alma, gosto de cantarolar e assobiar quando estou só em casa. Por vezes acompanho as músicas com o meu batuque e tenho uma pequena colecção de instrumentos em casa. Mas faço "barulho", só quando sei que não incomodo os vizinhos!
Viva a música erudita, o jazz, blues, reggae e algum bom pop e rock. Na minha família, alguns de nós, não somos adeptos de um só estilo e damos alguma prioridade aos músicos portugueses de qualidade também.
É impressionante o elo que se dá quando os músicos tocam e cantam em conjunto, ali todos são amigos!
Que mais benefícios se podem tirar da musicoterapia?
Alguns concertos deviam ter descontos para famílias a partir de 3 elementos. Infelizmente, às vezes sai muito caro a muitas bolsas, assistir a bons concertos musicais. Outras vezes, falha a divulgação de concertos gratuitos.
A música de qualidade devia ser mais acessível a todos para reeducar os ouvidos da população! Os meios de comunicação podiam ajudar...
A música devia ser gratuita e sempre presente, sendo ensinada desde o ensino básico do 1º ciclo: faz maravilhas ao cérebro, afasta a agressividade...

Tudo de bom!

João José disse...

Portugal é Lisboa e o resto é paisagem, já oiço falar nesta afirmação há mais de 40 anos e nada mudou, alias até piorou porque investiram milhões e milhões de euros em estradas para encurtar distâncias e, assimetrias estão cada vez mais acentuada, pois do interior profundo têm que todos os dias saírem pessoas doentes para fazerem e realizarem exames e cirurgias para Lisboa e Coimbra, enfim são uns privilegiados os Senhores da Capital, ou melhor seria irmos todos para lá viver, ficava mais barato ao Estado pois tinha os serviços todos concentrados e, a famosa regionalização?

Apito na água disse...

A oferta cultural e em particular musical é diversificada e contráriamente ao que é comumente afirmado não está só exclusivamente centrada nos grandes centros urbanos.
Por exemplo em mafra os ciclos musicais de verão começam e ser bastante procurados e com elevada qualidade.
A oferta cultural existe e só não a procuramos porque a queremos à nossa porta.
Parabens ao program e ao CCB pela iniciativa continuada.

tatiana disse...

Embora procure assistir a espectáculos de carácter cultural, nomeadamente a espectáculos musicais, com frequência, creio que na minha área de residência ainda são em número reduzido ou, talvez, a oferta seja pouco diversificada.
Por outro lado, para a minha procura, torna-se difícil ter um orçamento suficiente, já que o preço dos bilhetes, as deslocações, entre outras coisas, tornam praticamente impossível à própria assitência!
Obrigada pelo tema tão nobre, mas gostaria de perguntar também: "e a Dança?" Com a aproximação da data, não seria possível dedicar-lhe um programa?
Cumprimentos.

Maria disse...

Sem musica a vida é sem sabor! A Musica classica abre-nos a novas sensações, enriquece-nos qdo nos são dadas a conhecer. Retira-nos do fosso da tristeza. pOr cá? Ok 3 dias de musica. E? Bilhetes esgotados. Os preços constituem um factor aliciantes, é 1 facto tão relevante!! Por vezes e deixo aos membros do painel, reflicto no seguinte: pque não existem inciativas no aproveitamento, dos famosos estadios de futebol e os mesmos serem utilizados para a feitura de concertos? òbvio q- não me refiro ás Operas do Estadio Nacional e Restelo, com preços proibitivos p/ a maioria dos interessados. DIVULGAR e não Intelectualizar a musica classica!! Fica a m/ questão.
2- A Viabilidade de se aproveitar patrimonio o eclisiástico p/ a feitura de concertos?
3-As "réplicas" ds Centros Culturais , como este na cidade onde vivo, santa paciencia!!! A qlidade acustica é arrepiante em contraste com o moderno design!

Concluindo, há ou não falta de programações, tendo em conta o q exponho, no sentido de divulgar a MUSICA sem rotulos de "intelectualóides" e proporcionar às pessoas de todo o País este acesso/Conhecimneto? Os custos destes espectaculos,são assim tão "dolorosos" para quem orienta este meio, ou deriva apenas de preconceitos em novas abordagens de divulgação?

As pessoas querem CONHECER, querem saber/ouvir e entendo q essa leitura nunca foi devidam/ equacionada,salvo melhor opinião .

E os jovens, com as devidas excepções afastam-se cada vez mais da MUSICA desses saberes, e apenas curtem as ondas dos grupos de rock e afins!
Como ex. dou o Projecto Zethoven , o malogrado projecto BElgais, e o q se foi alicerçando na Venezuela
Cump
Maria Ramalho

Fonseca disse...

O que João José aqui escreveu, na minha opinião, não será bem verdade: Portugal actualmente, já não é só Lisboa e Porto. Temos que compreender que certos eventos grandiosos e dirigidos para públicos diversificados, com gostos mais apurados, com o objectivo de ter muita "clientela", resulta melhor na nossa capital, admito que sim. Afinal noutros países a maioria dos eventos grandiosos e importantes, acontecem habitualmente nas capitais do próprio país.
Mesmo assim, deve haver um esforço para existirem bons eventos noutros locais também importantes, do país. Acho que os governantes, como bons portugueses não querem que o país fique super concentrado em Lisboa e deserto noutros sítios...

É curioso estar aí no programa o director-adjunto da Antena 2, pois gostaria que ele soubesse que, no auto-rádio do meu carro, quando me canso da publicidade, das muitas notícias e, por vezes, da má qualidade musical da maioria das estações de rádio, sintonizo a Antena 2. Normalmente é sempre mais agradável, excepto certas óperas esquisitas.
Realmente, como disseram no programa, a dita música clássica, repete muito os velhos êxitos, os clássicos. Mas esta música é imortal, e existem muitos autores. Se ouvirmos boa variedade, e não formos repetitivos, não me parece que nos vamos fartar.
Bom festival da música para quem pode ir!

Luís Henriques disse...

Não consigo conceber a fruição de música e, neste caso, música de altíssima qualidade como uma "ida ao supermercado". Esta "avalanche" de concertos, na minha opinião, é artificial. Pessoalmente, se fosse aos Dias da Música de certeza traria uma "bagagem musical" bastante singela comigo. Não consigo conceber a ideia de estar a ouvir, por exemplo, "L’Allegro, il Penseroso ed il Moderato" de Handel e, logo a seguir, ir ouvir "As Palavras na Barriga".

Cumprimentos,

Fonseca disse...

Para comentar o que a Tatiana disse, quem gosta de música normalmente gosta da dança, aliás, uma arte não vive sem a outra. Mas seria boa ideia dedicar um programa só à dança e mencionando até, dos seus benefícios para a saúde.
Em relação ao preço, acho que alguns espectáculos podiam ser mais acessíveis, mas em geral até não é tão caro assim.
A questão principal é o programadores saberem divulgar bem, como no programa foi dito, se muitas pessoas vão aos Centros Comerciais e Cafés, publicitem lá. Divulguem onde estão as massas: por exemplo, perto das igrejas, nas escolas, nos estádios, nos pavilhões desportivos, nos restaurantes mais frequentados, etc. Mostrem às pessoas que se pouparem no supérfluo, é fácil assistir a bons espectáculos e ganha-se mais a nível mental e cultural.

Mas as escolas em geral deviam promover esse gosto nos alunos, por exemplo: em vez de irem a um simples Castelo, levavam os alunos ao Teatro ou à Dança. Um dia, em vez de irem ao zoológico, assistirem a um espectáculo de música clássica. Mas entregando folhetos informativos.
A televisão também podia ajudar a reeducar os gostos musicais e sensibilidade para as artes em geral.
Sugestão de um filme bem elaborado acerca de música que gostei: "Corrigindo Beethoven" de Ed Harris e Diane Kruger. Eu comprei o DVD deste filme num hipermercado e até nem foi muito caro.

Sociedade Civil disse...

Tema final : " Michelangelo" pelos Libertango