segunda-feira, abril 19

Cidadania e desenvolvimento

Dias 21 e 22 de Abril, Lisboa acolhe membros de toda a CPLP no evento “Os Dias do Desenvolvimento”. Um ciclo de conferências, exposições e think-tanks onde se apresentam os resultados das ações de Desenvolvimento levadas a cabo por Portugal (e por outros Estados) na CPLP. Em bom rigor, os apoios financeiros são canalizados para as iniciativas que melhor desenvolvem os países carenciados? Estes apoios chegam realmente aos destinatários finais: as populações? Os Objetivos do Milénio traçados pela ONU para acabar com a pobreza serão cumpridos? A crise afeta as ONGD que atuam no terreno? Há falta de voluntários?

Convidados:
Hermínia Ribeiro
, Pres. Plataforma Portuguesa das ONGD's
Augusto Manuel Correia, Presidente do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento
Susana Réfega, Fundação Evangelização e Culturas
João Paulo Cotrim, Autor de Vencer os Medos

5 comentários:

ﻣﺤﻤﺪ Rachid disse...

Acho que deviam aprender com os erros, em vez de dar dinheiro às pessoas, a intervenção das instituições devia seria mais activa, sustentável e eficiente. O estado de providência não ensina as pessoas a serem mais independentes (como é o caso dos ciganos, quando o estado atribuía lhes dinheiro eles, sem intervenção directa).
é impossível acabar com a pobreza, sempre vai haver uns que teriam menos que outros.

Vitor disse...

É difícil acabar com a pobreza, quando a minoria detém a riqueza.
O estado está na vanguarda na protecção social, e não o sistema empresarial privado, que quando se vê com margens de lucro pouco cativadoras, abandona quem lhes deu a riqueza.
Em Portugal existe ainda bastantes manchas de 3.º mundo, no interior a desertificação por motivos de emprego e sobrevivência está a emergir cada vez mais.
O cidadão só está protegido pelo estado, desgraça era se as pensões sociais fossem entregues ao privado.
Os objectivos do milénio passa por uma maior extracção de impostos ao sector privado financeiro, para haver uma compensação.
Se não, vai assistir-se a um fosso maior, com uma minoria muito rica, e uma maioria muito pobre.
Se a maioria dos cidadãos tiver mais cultura, poderá assim escolher melhor os seus governantes, que realmente apoiem a maioria.
O markting político, serve-se da ignorância da população para enganar com políticas que servem só os grandes grupos económicos, que na sua maioria só se preocupam pelos seus lucros.
O papel da comunicação social é primordial na obtenção nos direitos humanos.

V.M disse...

O problema nisto é que quase ninguém fala ou pensa na raiz do problema. Nem sequer equaciona a razão de pobreza e uma grande serie de problemas actuais.
O problema é o sistema financeiro que existe. Quando digo sistema financeiro falo directamente de Dinheiro. O sistema monetário é por natureza de funcionamento automaticamente uma forma de desigualdade. Tanto em sistemas de Esquerda ou de Direita. Estamos tão enraizados no dinheiro que é impossível a alguém imaginar a vida sem dinheiro. Nem colocam a hipótese.
Aconselho dar uma vista de olhos aqui:
Têm de se perder algumas horas a analisar o que este pessoal propõe e mesmo assim acho que será de difícil compreensão para muitos, sem alguns conhecimentos do estado actual das coisas o que eles propões parece ficção-cientifica.
Mas aconselho a vista de olhos:
http://www.zeitgeistportugal.org/capitulo/

Fonseca disse...

Infelizmente os problemas da cidadania e do desenvolvimento não se resolvem tão rápido como seria desejável, todavia gostava acreditar que era possível, mas não acredito que o mundo milagrosamente "concertado" já em 2015. Acredito que alguns dos 8 objectivos da ONU, como menciona no site www.diasdedesenvolvimento.org poderão estar melhor que hoje, quase resolvidos...

Os direitos de igualdade da mulher, o fim da pobreza, o triunfo das energias alternativas não poluentes, os cuidados de saúde para todos, escola básica obrigatória e acessível a todos, são coisas difíceis de conseguir tendo em conta a lenta evolução das mentalidades.
Já era tempo da humanidade olhar para o passado de todos os povos e reflectir porque razão algo correu mal e não repetir os mesmos erros. Por exemplo, no caso da educação, já vimos que a educação das crianças à "antiga" não resultou, há que mudar para melhor.
Não é bom a população não ser bem informada nem bem instruída. Muitas vezes a causa do mal, está na ignorância...

Fonseca disse...

Já espreitei o site sugerido por V.M., e se for a sério, parece interessante.
Sou a favor dos Greenpeace, da Quercos, dos Verdes e todos os que protegem o Ambiente, porque proteger o ambiente ou o nosso Planeta, é proteger a humanidade!
Por exemplo, li que em certos sítios da China milhares de pessoas adoeceram e estão a morrer por falta de água potável...e não é só neste continente, é muito triste.
Até quando a população vai deixar que uma minoria egocentrista e avarenta, como os magnatas do petróleo, contaminem ou destruam o nosso belo mundo?