sexta-feira, maio 14

Famílias: manual de sobrevivência à crise

As últimas semanas demonstraram que em Portugal a crise não desaparecerá tão cedo. Pior: é certo que os próximos anos trarão a diminuição do poder de compra, mais impostos, mais desemprego e, eventualmente, uma redução salarial.
Reduzir, economizar e poupar passarão a fazer parte do léxico quotidiano dos portugueses. É possível vivem bem com menos? A resposta é “sim” e os melhores especialistas do SC explicam como, com dicas práticas para poupar no dia-a-dia. Reduzir o consumo energético da habitação, consolidar créditos, cortar nas despesas com transportes – estas e outras dicas num verdadeiro manual de sobrevivência à crise.

Convidados:
Elisabete Oliveira, Vice-presidente Confederação Nacional das Associações de Família
João Martins, Autor do livro "A Economia lá de casa" e Pres. Ass. para o Posicionamento Estratégico e Financeiro
Paulo Ramos, Vice-Presidente da APOIAR – Ass. Portuguesa para a Observação, Investigação e Apoio na Reeducação em Matéria de Endividamento
Leonor Coutinho, Vice-pres. Sefin – Associação Portuguesa de Consumidores e Utilizadores de Produtos e Serviços Financeiros

24 comentários:

Vitor disse...

O marketing agressivo de certas campanhas publicitárias, está também na origem da crise do envidamento.
Claro que o desemprego e a falta de meios é o principal factor.
Uma família que está habituada a um certo ritmo de qualidade de vida, pode confrontar-se com a realidade do desemprego, e assim ficar desprovida de meios para pagar os seus compromissos.
Mas não é a família que tem 100% de culpa, mas sim dos fracos ordenados neste país de vergonhas desigualdades.
A culpa está nos governos dos últimos 30 anos, que só souberam orientar-se para se governarem a eles próprios.
O resto resta a dúvida...governados por imncompetentes ou vigaristas?

Antístenes disse...

Boa tarde.
Na esmagadora maioria das vezes, quando se fala em problemas financeiros, procura-se desculpar quem os temá pondo as culpas noutra entidade: bancos, governo, publicidade, etc.
Que tal centralizar as questões na IRRESPONSABILIDADE de quem se endivida?
Gastam dinheiro com carros, telemóveis, férias, concertos, aparelhagens, engenhocas, roupas, cinema e tantas outras inutilidades, e depois não querem ficar com dívidas?!
Foram vítimas?!
De quem?
Eu sempre vivi frugalmente e tenho tido as recompensas: paguei um apartamento em 10 anos e não tenho dívidas, e estando agora desempregado sem subsídio, continúo a comer alimentos saudáveis e o meu filho está numa escola privada!
Quem sabe por de lado o superflúo não tem problemas.
Portanto, não tenho pena desses "sobre-endividados".
Tivessem tido juízo!
Azar!

angela disse...

Boa tarde,

realmente nem que se queira fazer poupança é impossivel em portugal , pois ainda agora com as anunciadas medidas de combate á crise nos obrigam a pagar mais impostos em vez de incentivar a poupança pessoal

Helena Trigo disse...

A conta ordenado não será também outra armadilha para as familias?

Ana Cardoso disse...

Olá,
Boa tarde. Este tema é muito forte, e acho que deve ser realmente fortemente abordado, Pois acho que a maioria das pessoas se têm vindo a esquecer de outros tempos dificeis que Portugal já atravessou e compram e compram compulsivamente, sem se darem conta dos juros altissimos que se paga para se concretizar estes luxos. No entanto eu acho que a comunicação deve agir rápidamente no sentido de limitar certos anuncios publicitários, enganosos que levam familias inteiras de fraca "cabeça" à ruína, pois oferecem mundos e fundos mas a verdade é que não é bem assim. Por favor em nome da geração de 86, divulguem e monstrem todos os lados dos créditos, a estes jovens que na sua grande maioria estão habituados a que os papás lhes dêm tudo sem que eles tenham que fazer o menor esforço. Porque eles são o futuro de Portugal. Obrigada.

angela disse...

as empresas já fazem troca de serviços com os trabalhadores mas apenas poupam eles porque se esqueçem de retribuir o salario aos trabalhadores

ah , já sei trocam serviços por amizade ok

vamos para longe assim

angela disse...

realmente temos mesmos de voltar ao porquinho para poupar ,porque nos bancos levam-nos todas as nossas poupanças

Ana Cardoso disse...

Boa tarde, Fernanda.
Lembrei-me de um promenor da minha vida que gostaria de partilhar convosco.
À mais ou menos 2 anos, redescobri uma coisa fantástica, que é o meu porquinho mealheiro, é fantástico porque eu tenho um trabalho semanal e nessa altura tinha outro em part-time ao fim de semana, e sempre que recebia desse trabalho colocava todo o dinheiro no proquinho, não só o deste trabalho mas todo o dinheiro que era considerado estra-ordenado, o que é certo é que desde Janeiro de 2009 a Agosto do mesmo ano, eu consegui pagar prestações de serviços dentária para o meu filho, fui de férias uma semana, e ainda consegui pagar o seguro do carro sem mexer no meu ordenado nem do meu marido. Acho óptimo o porquinho mealheiro e recomendo vivamente que optém por ele. Também ofereci um para o meu filho e agora cada que lhe dão alguma moeda não importa que seja grande ou pequena, o que ele faz é coloca-la no seu porquinho. Obrigada

Grace disse...

Boa tarde a todos
A si, Fernanda, obrigada pelos temas que nos vai trazendo.
Acerca dos cartões de crédito, vou contar o que me aconteceu na semana passada.
Dirigi-me a uma loja de rent-a-car para alugar uma carrinha para transportar mobilias duma habitação no Barreiro, para outra no Alentejo.
A primeira coisa que o sr. me pediu foi um cartão de crédito com um saldo de 2500,00 euros, para funcionar como garantia. Como não tenho cartão de crédito, não fiz o negócio.
Boa tarde e a continuação de bons programas
Gracelinda Santos

UsadoMania disse...

Boa tarde!
Uma óptima maneira de poupar é comprar e vender roupa usada. Eu tive uma filhota á pouco tempo e como todos sabem a roupinha deixa de servir num instante, então decidi vende-las através de um blog na internet a preços reduzidos para que outras mamas as possam comprar a preços baratinhos. Também compro roupa usada e assim consigo poupar bastante.

mimiko disse...

Boa tarde,
Em Portugal mesmo que se queira comprar produtos alimentares portugueses não se consegue. Em qualquer hipermercado que se vá, as batatas são de França, a fruta do Brasil, os alhos da China, etc... Só se pode gastar o que se tem e de preferência menos. O "Português" vive daquilo que demonstra ser e não daquilo que é na realidade.

Sara

angela disse...

uma situação importante era todos aprenderem a não querer ter mais que o vizinho, porque o mal é que a maior parte das pessoas querem ter sempre tudo superior ao vizinho e daí não se medem custos

Jose Carlos Boto disse...

O crédito serve a sociedade de consumo. Temos que produzir mais, mas principalmente consumir e vender mais. Procura-se sempre o crescimento da economia, analisando exaustivamente as percentagens, ratings, etc.
Fiz há algum tempo as contas e se eu e a minha mulher, não tomassemos apenas os dois cafés e os dois bolos em cada manhã (fora as tardes), pouparia 3€ por dia. Seriam 90€ por mês e 1095€ por ano. E não fumamos.
Era uma boa poupança que daria para fazer muitas coisas. Mas coitado do vizinho do café que já se queixa bastante.

Scotex disse...

Mais do que económico, o nosso atraso é mental (de mentalidade). Somos ainda vulneráveis a todos os estímulos que nos prometem facilitar a vida, pois isso é o que todos desejamos: ver a nossa vida facilitada. Se o problema é dinheiro e poupar não é consigo, endivide-se antes com o patrocínio da Cofidis; se o problema é amor e já não vai para nova, entregue-se antes à Astrologia com o patrocínio da Maya; se o problema é peso e exercício físico está fora de questão, dirija-se antes a uma clínica de estética com o patrocínio da Corporation Dermostética. Cofidis, Maya e Corporation Dermostética, todos subliminarmente procurando passar a mensagem de que «consumindo seremos felizes».

angela disse...

outra experiencia que gostava de partilhar é o facto de serem os próprios serviços do estado a não ajudarem nada na poupança .Não é a primeira vez que compro os livros para as minhas filhas , porque no inicio do ano a isso obrigam e depois ao longo do ano nem se quer são abertos , apenas andam na mochila dos meninos a fazer peso e nos retiram as poucas poupanças que fazemos

é muito importante começar por estas situações a poupança ,pois se não compramos os meninos levam falta de material se gastamos o nosso precioso dinheiro vemos a inutilidade que lhe demos ou antes que nos obrigaram a dar

filomena disse...

Boa tarde,

Concordo com o que foi dito há momentos sobre a "obsessão" de comprar casa no nosso país,e que o arrendamento deveria ser uma alternativa.Também estou preocupada com a subida dos juros e tenho procurado casa para alugar mas a oferta é bastante reduzida o que dificulta o arrendamento.
Acho que o mercado de arrendamento deveria ser estimulado no nosso país.

anicla disse...

Poupar como?
No meu caso o ordenado é pouco superior ao minimo, o meu marido é trbalhador por conta individual na área da construção civil, mais precisamente pintura onde muitas vezes não lhe pagam, o trabalho escasseia e ela não tem direito ao subsidio de desemprego. O que ele ganha no verão tem de dar para comer no inverno. Como pago as contas sozinha quando muitas vezes tenho de faltar ao trabalho por estar ainda em recuperação de uma leucemia?

David disse...

Quando falam em abuso do credito no automóvel, não serão os governos/estado um dos "grandes culpados" ao querer renovar a frota automóvel do pais e o próprio a dar o exemplo trocando com menos dos ditos 4 anos a sua própria frota? A facilidade de amortização nas do credito nas despesas. Haveria mt + para descrever, mas nunca esquecer q o cidadão tem sempre q ser responsavel, e nesse campo falamos de cultura algo q estamos mt atrasados ao resto da europa

Familia disse...

Gostava de saber se algum dos convidados conhece Suze Orman, autora americana que dá indicações sensatas e realistas sobre dinheiro e endividamento. Embora nem todas as situações e produtos sejam iguais nos EUA e cá, há bastante paralelismo. Haverá um autor do género em Portugal? Se há, gostava de conhecer.

Fonseca disse...

Muitas pessoas deviam deixar de ser tão materialistas e demasiado vaidosas.
Um exemplo: para que é que tantas mulheres pintam o cabelo tão frequentemente? Nos E.U.A. mais de 90% pintam, que poluição na água! Eu não pinto e já tenho alguns cabelos brancos, qual é o drama?
E para quê um telemóvel tão caro e para quê mudá-lo tão depressa? Fazer inveja? Mas é tão inútil! E para que é que tantos, gastam demais em roupa de marca? Eu não o faço, compro em saldos e muito raro algo de marca, e não troco de carro há anos!
Muitos exageram na comida, comem demais e a alimentação saudável pode ser barata...tal como legumes, peixe vulgar, ovos, fruta, pão integral...mas acho que não se deve poupar muita na alimentação, mas sim nos objectos supérfluos, tais como cosméticos, perfumes, demasiados CDs, DVDs, etc.
Este programa foi muito útil, pois reparo que muitas pessoas à volta não sabem gerir o que têm, gastam o que não têm.
Quando falha o emprego ou o salário, é que é problemático. Mas as pessoas deviam ser mais precavidas.
E os Bancos e afins seduzem as pessoas para se endividarem, eu não vou na conversa...
Isso de fazer as contas ao quanto gastamos em média num dia, é uma boa sugestão, já fiz a conta de quanto gasto por mês e assustei-me, cada vez que me lembro, poupo!
A Angela disse algo que já me tinha ocorrido, muito "portuguesinho" endivida-se só para ter mais que o vizinho ou ter igual ao vizinho ou colega, o que é uma estupidez, eu nem sei bem das posses dos meus vizinhos, mas eu e marido não imitamos ninguém. Tento fazer só boas escolhas dentro do barato, útil e bom!
A felicidade não está só no Ter, senão os ricos eram todos muito felizes e nem sempre o são, pelos vistos...
Parabéns ao Sociedade Civil e continuem assim!

Fonseca disse...

Esqueci-me de referir que também compro usado como novo, tal como alguém disse aqui, e já vendi algumas roupas em bom estado do meu filho quando era mais novo a lojas que vendem e compram usado. Por exemplo, sem querer estar a fazer publicidade (não ganho nada com isso), pois haverão outras, há a "Kid to Kid" em vários sítios do país e não têm só roupa de criança até aos 10 anos, mas também roupa de grávida, moveis de bebé, livros, brinquedos, jogos etc. O que constatei, e as funcionárias me confirmaram, é que nestas lojas a maioria dos clientes são estrangeiros/as...porque será que há tanto português com vergonha de comprar barato?
Ás vezes elogiam-me pelo que visto, mas se lhes digo quanto custou a roupa ou onde a comprei, mudam logo de opinião! Preconceito, é o que é!
Depois há que referir que existem pessoas injustamente com baixos rendimentos ou maus salários e que têm o dinheiro contado para todas as despesas. Se há uma doença ou avaria grave num carro, por exemplo, não têm como pagar e isso é triste e muitas vezes culpa do mau sistema de saúde e fruto de más políticas.
O Vitor deixou a questão no início deste tema: (...)"governados por incompetentes ou vigaristas?" Infelizmente, a minha resposta inclina-se mais para a segunda opção, embora haja no governo políticos capazes de juntar as duas coisas: incompetência e vigarice. Porque se houvesse mais gente honesta e competente a governar, não estaríamos nesta situação de endividamento nacional! Peço desculpa aos políticos que têm se esforçado para não deixar o "barco ir ao fundo".
No fundo, os políticos estão a imitar muitos da população ao gastar no supérfluo, a emprestar a outros países como se fossem ricos, a fazer festanças grandes com dívidas penduradas, a fazer espectáculos luxuosos e obras megalómanas...mas aquilo que ganham por mês e as viaturas de luxo e mansões a que os políticos têm direito, muitas vezes mesmo depois de saírem da política é demasiado monstruoso ou abissal comparado com aquilo a que tem direito um mero cidadão.
Sempre existiram desigualdades, mas o povo quando se junta por uma boa causa em número e força, ganha. Quantos são os políticos? Umas pequenas dezenas. Quantos habitantes insatisfeitos e injustiçados existem em Portugal? Nós somos milhões!!! A união faz a força. Não só sou eu que ando a dizer isto, ainda há pouco me disse isto uma Doutora...
Mas cada um vive para si e prefere ficar parado de "boca aberta" a ver televisão: Futebol, telenovelas e religião, o "ópio do povo"...

Tenho dito.

Eugénia Fonseca

Fonseca disse...

Outra coisa que acho desnecessário gastar tanto dinheiro: mobilar a casa de novo, se os moveis ainda estiverem bons e colocar novo soalho se o outro ainda está em bom estado...
Há uns 14 anos tive uns vizinhos que mudavam de soalho uma vez por mês e deitavam e erguiam paredes dentro do apartamento: ora tiravam alcatifa e punham parquet, ou tiravam este para colocar mosaico, mas a côr não era aquela e mudavam ou estava uma parede ali, mas eles deitavam a baixo e erguiam noutro lado, etc. Só aguentei 2 anos a ouvir as constantes obras e ia ficando maluca. Não sei para que gastavam tanto dinheiro naquilo...

Leiam esta conhecida afirmação do Dalai Lama:

Os Homens...
Perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no Futuro, esquecem o Presente de tal forma, que acabam por não viver nem o Presente nem o Futuro.
E vivem, como se nunca fossem morrer...
E morrem, como se nunca tivessem vivido.

Bem haja por esta sábia afirmação, digo eu a Dalai Lama.

Dulce Caroço disse...

Boa tarde, concordo em muito com o que o Fonseca diz. A maioria das pessoas vive unicamente para impressionar os outros esquecendo que o principal nesta vida é o respeito por nós próprios, se não nos respeitamos como vamos querer o respeito dos outros? Temos que aprender a valorizar pelo que somos e não pelo que temos!
Eu já tive uma visão contraria quando vivia sem problemas económicos até ao dia em que fiquei sem nada,e quando digo nada é nada mesmo, só com a roupa que tinha no corpo, eu e o meu filho de 12 anos. Aprendi que podemos viver com muito menos do que algum dia possamos imaginar, aprendi a diferenciar os verdadeiros amigos dos interesseiros, aqueles que olhavam para o que eu tinha,mas nunca se preocuparam em saber quem eu era! Os verdadeiros amigos chegaram-se à frente e puseram-me comida na mesa e arranjaram-nos a roupa que hoje temos para vestir! Sofri durante algum tempo a tentar entender o porque de tudo isto me estar a acontecer! Hoje passados 7 meses de luta continua para sobreviver já não me interessa o porquê, porque hoje eu sei o para quê, eu precisava de crescer como ser humano, de valorizar o que realmente é importante! Ainda continua a lutar para a reconstrução da minha nova vida, leva tempo a repor tudo do zero. Mas estou a conseguir, um pouquinho todos os dias e eu chego lá! O que mais me entristece no meio disto tudo é ver que fazendo parte de um projecto inovador em que nos propomos a ajudar e melhorar a vida de outros e cujo os requisitos são vontade de trabalhar e desenvolvimento pessoal! Poder ganhar dinheiro de uma forma justa, honesta, com precipícios e valores e há pessoas que não querem! Vivem mal, passam mal mas não querem fazer rigorosamente nada para alterar isso. Então parem de se queixar e de culpar tudo e todos de um mal que eles próprios não querem resolver! Se chegámos ao ponto em que hoje estamos a muito se deve à inercia dos portugueses que gostam do papel de coitadinho.
Com isto apenas quero dizer que é possível começar de novo desde que haja vontade e garra para o fazer! Milagres meus amigos, só em Fátima e mesmo assim tens que levantar o rabinho do sofá e ires até lá pedir-lo.

Dulce Caroço disse...

Boa tarde, concordo em muito com o que o Fonseca diz. A maioria das pessoas vive unicamente para impressionar os outros esquecendo que o principal nesta vida é o respeito por nós próprios, se não nos respeitamos como vamos querer o respeito dos outros? Temos que aprender a valorizar pelo que somos e não pelo que temos!
Eu já tive uma visão contraria quando vivia sem problemas económicos até ao dia em que fiquei sem nada,e quando digo nada é nada mesmo, só com a roupa que tinha no corpo, eu e o meu filho de 12 anos. Aprendi que podemos viver com muito menos do que algum dia possamos imaginar, aprendi a diferenciar os verdadeiros amigos dos interesseiros, aqueles que olhavam para o que eu tinha,mas nunca se preocuparam em saber quem eu era! Os verdadeiros amigos chegaram-se à frente e puseram-me comida na mesa e arranjaram-nos a roupa que hoje temos para vestir! Sofri durante algum tempo a tentar entender o porque de tudo isto me estar a acontecer! Hoje passados 7 meses de luta continua para sobreviver já não me interessa o porquê, porque hoje eu sei o para quê, eu precisava de crescer como ser humano, de valorizar o que realmente é importante! Ainda continua a lutar para a reconstrução da minha nova vida, leva tempo a repor tudo do zero. Mas estou a conseguir, um pouquinho todos os dias e eu chego lá! O que mais me entristece no meio disto tudo é ver que fazendo parte de um projecto inovador em que nos propomos a ajudar e melhorar a vida de outros e cujo os requisitos são vontade de trabalhar e desenvolvimento pessoal! Poder ganhar dinheiro de uma forma justa, honesta, com precipícios e valores e há pessoas que não querem! Vivem mal, passam mal mas não querem fazer rigorosamente nada para alterar isso. Então parem de se queixar e de culpar tudo e todos de um mal que eles próprios não querem resolver! Se chegámos ao ponto em que hoje estamos a muito se deve à inercia dos portugueses que gostam do papel de coitadinho.
Com isto apenas quero dizer que é possível começar de novo desde que haja vontade e garra para o fazer! Milagres meus amigos, só em Fátima e mesmo assim tens que levantar o rabinho do sofá e ires até lá pedir-lo.