terça-feira, maio 18

Sem-abrigo: nudez social

O perfil dos novos sem-abrigo: têm entre 21 e 49 anos, trabalharam sem regularidade, estão desempregados, têm baixa escolaridade e recebem Rendimento Social de Inserção. Parte são mulheres, com maior escolaridade, mas que também sobrevivem de apoios sociais. Ainda procuram ajuda na família, mas acabam na rua. Não têm voz, não votam nem sabe onde reclamar. O perfil foi traçado por uma investigadora da AMI, que chama a este fenómeno “nudez social”.
No Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social, os números da pobreza continua a marcar as estatísticas. Somos menos pobres do que nos finais dos anos 80 e conseguimos reduzir o número de sem-abrigo nas ruas das cidades, mas estes anos de crise foram implacáveis e mandaram para as ruas principalmente crianças e mulheres. Como se apoiam estas pessoas?

Convidados:
Ana Martins
, Dir. Departamento de Acção Social da AMI
Henrique Pinto, Direção Executiva da Associação Cais
Julieta Martins, Dire. Direcção de Emergência de Apoio à Inserção – SCML
Vitor Nogueira, Amnistia Internacional Portugal

21 comentários:

João José disse...

Ainda hoje ouvi hoje dizer que Portugal é o 10ª País com maiores stocks de ouro, então porque não vendem o mesmo para pagar o deficit e a divida externa, em vez de estarem a sacrificar o povo, vende-se o ouro ficam os dedos, assim fica o País mas sem Povo.

Sociedade Civil disse...

eu pretendo deixar ao mundo um filho com principios, que saiba o que é respeito por si e pelo proprio, que aprenda a pensar por si e a ter opinião propria e a nunca recear o que os outros possam pensar. que seja Leal, fiel aos que o rodeiam. Que saiba que o mundo é o que nós fizermos dele e por isso cada passo e decisão a dar contribui e influencia o todo e não um fim pessoal ( SOFIA, POR MAIL)

Sociedade Civil disse...

http://repositorioaberto.univ-ab.pt/bitstream/10400.2/1258/1/disserta%C3%A7%C3%A3o_Ana%20Martins.pdf

estudo AMI

vitor disse...

Boa tarde a todos e antes de tudo o resto parabéns pelo excelente programa que fazem todos os dias, a isso chama-se verdadeiro serviço público ao serviço da comunidade! O tema de hoje é de facto um flagelo social que lamentavelmente atinge muitas pessoas, ainda mais com os problemas crescentes na nossa economia que da azo ao seu crescimento!Refiro apenas que a maioria das pessoas que estão na rua, não estão por vontade própria,na rua passa-se frio,fome e vergonhas,corre-se perigos e ganha-se vicios. Estas pessoas precisam de ser ajudadas, porque por algum motivo infeliz os levaram aquela situação, depois é uma bola de neve, onde começam a ser descriminados e auto-excluídos pela sociedade. Acima de tudo compete ao governo garantir organismos e planos de recuperação destas pessoas porque a pobreza é um problema crescente!abraços

Fonseca disse...

Eu também quero deixar no mundo um filho que pense por si mesmo, que não se deixa mal influenciar e que tenha respeito por si próprio e pelos outros e o que é isso, e não para fins pessoais, etc, tal como a Sofia, aqui mais acima afirmou.
No entanto, eu que tive um filho doente com graves atrasos de desenvolvimento mental e assisti às dificuldades que é ter um filho deficiente noutras famílias, tenho consciência que é fácil educar uma criança sã, o difícil é educar e tornar autónomo um doente...
Já repararam que muitos dos sem abrigos têm algum ou alguns problemas de saúde?
Eu tenho alguns pequenos problemas de saúde, que se não me cuido bem agravam-se, mas olham para mim e não acreditam. Na verdade, não posso ter certos empregos fáceis de obter com as minhas qualificações, pois muitos atacam a minha sensibilidade, consciência moral e molestam a minha inteligência, mesmo que para outros pareça simples. Acredito que haja pessoas a viver na rua que tenham dificuldades psicológicas em se adaptar à confusão, à banalidade...
É preciso motivar e formar profissionalmente as pessoas "sem abrigo". os governantes têm de fazer algo pelos seus eleitores, senão não vai haver país para governarem ou "explorarem"...

Tiago Alexandre disse...

Acho que já aqui defendi esta ideia uma vez, mas volto a enuncia-la.
Existem associações que providenciam vários tipos de actividades direccionadas aos sem-abrigo, nomeadamente refeições, roupa e/ou acompanhamento psicológico. Porque não se juntam esforços? Porque não se juntam as várias instituições/associações que actuam nas diversas áreas e se trabalha num só sentido? Exemplo: uma instituição poderia providenciar alojamento, outra poderia providenciar alimentação, outra roupa, etc! Porque cada instituição tem a sua área específica de actuação, mas por vezes actuam "solo"! E são acções que ajudam... mas não resolvem! Mais! Poderiam assinar-se protocolos com várias entidades de modo a reduzir os custos (EDP, Câmaras, etc). É que coloca-los nas estações de metro quando faz frio.. não é solução!!
Aproveito para questionar a senhora representante da Santa Casa da Misericórdia: quantos edifícios, propriedade da Santa Casa, se encontram devolutos ou sem estarem a ser utilizados?!
Bem hajam e cumprimentos a todos os convidados! Obrigado pela vossa colaboração!

Dr. Meireles disse...

Portugal precisa de um robbin dos bosques...É homem com estas caracteristicas que nós (Portugueses) precisamos para Primeiro Ministro. ("Roubar" aos Ricos para dar aos pobres) Eu sou estudante e sinto-me revoltado com a precariedade que se vive no seio estudantil. O nosso governo não consegue dar volta a isto... Tenho pena que o governo só veja o desenvolvimento nas grandes construções.. pois para mim o verdadeiro desenvolvimento passa pelo apostar no ensino.... Pois são os novos estudantes que vão fazer do nosso País, uma país mais justo.....obrigado a todos

Fernando disse...

E quem são no funo os verdadeiros sem abrigo?
São os que têm fome, mas fome de carácter de honestidade, fome de semear para colher, quem está mais doente? As pessoas da rua ou aqueles dos palacetes? Sinceramente acho que são os dos palacetes e os dos canudos. Pois como já foi dito e muito bem hoje estuda-se para destruir o outro e não para construir para outros. Vai tudo de marcha-à-ré para protegerem o traseiro e acabam por esfacelá-lo contra a parede. Os Governos têm o foco do final de mês recheado de ajudas de custo para além do ordenado, não têm foco objectivo na construção de um futuro para os que hão-de vir.
Se os nossos antepassados tivessem esta visão, quem tinha plantado os pinhais que agora dão dinheiro a queimar, quem plantava as oliveiras que hoje produzem, e as vinhas. O querer tudo a todo o custo deve lugar ao semear, tratar e esperar que um dia alguém dos nossos vai poder usufruir. Onde está o ser humano, acho que os melhores estão nas ruas!
Penso que os líderes deste país e os educadores deviam começar a ter formação com pessoas como: Dr. Adelino Cunha, Engº António Guimarães ou mesmo o Dr. Augusto Curry.
Parabéns pelo vosso programa.

Fernando Pires Aveiro

Martinha disse...

pior do que ser pobre é viver à sombra de subsidios e no mundo da droga. isso é que deveria ser ilegal!!

Fonseca disse...

Existe vários graus de pobreza, e facto, mas segundo os direitos humanos, todos devíamos ter direito a um "tecto" com condições devidas, um ofício, alimentação, cuidados de saúde acessíveis, etc.
Mas neste país os sem-abrigo ficam sem casa, porque a maioria dos que têm habitações a mais, preferem andar anos e anos em disputas mesquinhas de heranças ou deixar a habitação cair ao abandono do que arrendar ou proporcionar, nem que seja, temporariamente a quem necessita. Uma pequena comparação, diferente e menos grave, mas pensem neste pormenor típico um pouco por todo o Portugal: muitos têm árvores de fruto a mais e até nem a fruta comem, preferem deixar apodrecer a fruta toda na árvore e no chão e, alguns, dar tiros a quem for lá tirar algumas, do que doá-las a quem precisa.
Enquanto a mentalidade egoísta vigente não mudar para melhor... vão continuar a existir muitos sem-abrigo.
Curiosamente, li numa revista, o caso de uma actriz inglesa solteira (tinha 30 e poucos anos) que estava cansada do sucesso e de ouvir a sempre a mesma conversa da família de origem, foi a outro país passear, e conheceu um sem-abrigo, um pouco mais novo que ela, e começaram a dialogar, começaram a ter empatia, apaixonaram-se e em pouco tempo ela soube que ele tocava guitarra e havia decidido viajar partindo só à aventura, mas não obteve emprego, teve uns azares, ficou na rua. Eles apaixonaram-se em semanas e casaram há uns anos e ainda hoje vivem felizes com um filho com 4 anos!
Os ciganos deviam ser ajudados a integrarem-se.
Como já foi dito é tudo uma questão de Educação ou formação cívica.

Haja esperança e a vida há-de correr melhor.

Bom dia do Museu a todos!
Eu sabia disso, ainda hoje quero ir a um, mais a família.

Continuação de bons programas!

Martinha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Dustspell disse...

"...e conseguimos reduzir o número de sem-abrigo nas ruas das cidade..."
Já o meu avô dizia : "Meu fedelho , para saberes lutar , tens que saber primeiro sentir a dôr de uma luta"
Reduziram os sem-abrigo? Desde quando? Basta salientar , que a pobreza ganhou novas formas e sub-generos ou seja hoje em dia facilmente nos deparamos com alguém conhecido na rua , mas podendo no entanto têr o seu emprego ...Não digam e nem se atrevam a dizer que os sem-abrigo estão em menor numero..

Dustspell disse...

E agora desejo deixar a minha visão , que nem preciso de têr alguma imaginação...

Nunca fui sem-abrigo , mas vivi onde ninguém desejava olhar , por aqueles bairros dos quais todos fugimos e jamais pensamos que aquelas debaixo das folhas de zinco são tão iguais ou mesmo melhores do que nós e melhor no sentido de seus horizontes , seu carater , sua honestidade...
Assim se aplica aos sem-abrigo , que por diversas vezes tive o prazer de conviver com eles através das borgas e afins ...

Dustspell disse...

"pior do que ser pobre é viver à sombra de subsidios e no mundo da droga. isso é que deveria ser ilegal!!"

Isso mesmo , retrata bem o que eu desejava transmitir nas entrelinhas no meu comentário anterior...

Factos do SDR:

A maioria dos requerentes do SDR , esperam após requerimento na Segurança Social , um prazo de 1 ano , até se provar que realmente é um cidadão necessitado..Após esse ano (Que pode variar entre 1 e 1 e meio) o candidato recebe (Em caso de têr morada fixa) uma resposta que lhe dá 8 dias para se apresentar na segurança social onde requereu o SDR e assim dar inidio aos pagamentos mensais , que devem ser regularizados (Também esta regulação ou diremos medição da necessidade varia 3 em 3 meses ou por intervalos mais largos), Medidora que deve ser a assistente social encarregue da avaliação e acompanhamento do cidadão/dependente

Os valores do mesmo que tive conhecimento não ultrapassavam os 170 euros

Por isso ..Deixemo-nos de preconceitos idiotas(Com todo o respeito) , ao quando engolimos tudo que a "caixa magica" fornece como absolutos dogmas...
E cara Martinha a toxidepedencia não é o trafico mas sim o resultado da sua existência , por isso como pode penalizar a vitimização..É como criminalizar a violada em prol da sua sexy apresentação..

Martinha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fonseca disse...

Não posso deixar de comentar algo que o Dustspell disse à Martinha, e esta fez uns comentários precipitados acerca dos sem-abrigo. Mas eu às vezes também faço comentários precipitados, depois raciocino melhor e afinal não era para ser escrito ou falado assim. Aqui no blogue pode-se apagar, e eu nem apago, mas imaginem o que eu passo quando falo com os que me rodeiam chateada ou enervada...depois "falei está falado", algumas vezes peço desculpa, mas muitos ficam zangados comigo, às vezes. Acho que não havia necessidade...
O Dustspell afirmou: (...)" E cara Martinha a toxidepedencia não é o trafico mas sim o resultado da sua existência , por isso como pode penalizar a vitimização..É como criminalizar a violada em prol da sua sexy apresentação..."
Não se devia mencionar crimes estúpidos como a violação em vão (pois a pessoa é brutalmente atacada, sem ter culpa de mais nada!) e, em minha opinião, isto não tem nada a ver com os toxicodependentes, na medida em que, alguns se tornam sem-abrigo por estarem psicologicamente doentes e terem tendências de auto-destruição, e/ou por malvadez dos que os convenceram a entrar na droga e falta de ajuda atempada que tiveram.
Um toxicodependente é, em primeiro lugar, uma pessoa que precisa de ajuda psicológica e precisa de estar rodeado de quem lhe queira verdadeiramente bem e o encaminhe no bom sentido, pois, em geral, os toxicodependentes foram na "cantiga" dos oportunistas dos traficantes que lhe acenaram a "poção mágica" dizendo ser para esquecer as tristezas e actuarem de forma desinibida socialmente e sentirem felicidade...tretas! Mas se calhar alguns toxicodependentes são ou foram vítimas da falta de informação e Educação dos educadores e professores...é complexo.
No fundo, os da Segurança Social e casas da misericórdias e afins, têm que analisar cada caso isoladamente e agir conforme as situações.
Quem anda a exigir-nos impostos, tal como o IVA e sei lá mais o quê são os nossos governantes! Se a população não tiver poder de compra, a crise agrava-se, ninguém ganha!
Estou convencida que os pobres ou os sem-abrigo, não o são por quererem ou porque não fazem nada para saírem da situação, não é assim.
Acho que as pessoas, mentalmente sãs, lutam por melhores condições de vida, mas têm que ter ajuda profissional adequada, acho que deve ser assim: se há muitos que estão em dificuldades maiores, as entidades responsáveis vão analisar quais os problemas e dar-lhes condições ou apresentar-lhes soluções. Um sem-abrigo com fome, abandonado por todos e muito desiludido ou revoltado com o mundo ou com o seu passado, nem consegue pensar bem...não é?

Partido de Todos os Portugueses disse...

O colesterol alto pode baixar outras coisas?

Podem explicar a importância do colesterol na impotência sexual masculina?

Partido de Todos os Portugueses disse...

Porque há medicamentos de última geração a serem prescritos a pessoas com colesterol um pouco acima dos valores referências, sem tentar outros medicamentos com maior experiência médica? Nem tentar primeiro uma dieta...

A farmácia sente a passagem dos delegados de "informação" médica?

Dustspell disse...

Cara Fonseca , acha que eu falo da droga porque vejo filme acha mesmo..Minha cara vivi num bairro onde se passava e vendia droga como fossem chocolates para adoçar o sal do dia-a-dia, por isso não venha dizer e muito menos me picar porque se sente picada...

Nem todo o toxidependente se torna nisso mesmo por graça , por rebeldia há contornos na vida que o levam a isso..E lhe digo que vi todo o tipo de dor, das muitas miudas gravidas (Umas das quais com 14 anos que não foi vioplada mas foi usada) , rindo de tudo e quando nada tinham para rir...


Distorção pelo o mau entendimento ou a falta de o demonstrrar é sempre o inicio da inutilidade da ideia concluida

Fonseca disse...

Eu não percebo quase nada do mundo da droga, só sei que a minha mãe como fumadora dependente comportava-se como uma "drogada" muitas vezes. Dizem a toxicodependência começa assim, como o simples tabaco ou umas bebedeiras, pois o alcoólico também é um toxicodependente...mas isto é outro assunto.
Aconselho ao Dustspell um bom livro acerca dos que sofrem na alma e também da toxicodependência: "Liberte-se da prisão das emoções" de Augusto Cury. Lê-se facilmente e acho que se pode ver em formato PDF (acho que é este o termo) tirando da internet. Ajuda toda a gente a entender-se melhor a si mesmo e, sobretudo a compreender melhor outros, tal como os que se metem em coisas tão tristes, como a droga, e alguns conseguem rir, como essa adolescentes grávidas que referiu...
Afinal a "nudez social" não são só os sem -abrigo...

Dustspell disse...

Fonseca já li esse senhor e não concordei , porque ele esquece que a 1ª "droga" , que bloqueia o prazer é a própria inexistência ou o condicionamento da próprio, com pré-formatos que drenam do ser-humano a sua própria vontade...

Falemos de jo vens que muitos somente desejam juylgar sem antes de uma sua analise...Nunca rtestemunhei um tão "fracassada" geração que se vê concionada por formas de o têr "agora" e porconsequentemente nem saboreiam..Mas lhe garante (E falando de jovens portugueses) nunca os jovens foram tão exploradores como os de hoje , porque vivem insatisfeitos , condicionados e dai os rapidos prazeres seja eles materiais ,sexuais,e... O amigo que se encontra numa esquina que lhes oferece uma porta de saida..Saida do sufoco, das correntes ou se chame o que se quiser pela a interpretação de cada um...

A droga é um prazer e sim por breves "momentos" solta na vitima a liberdade essa mesma liberdade castrada que muitos de nós aceitam sem questionar..