quinta-feira, maio 6

Vamos voltar ao escudo?

A ideia pode ser descabida, mas no início do ano dois economistas no jornal “Financial Times”, assinaram um artigo em que colocavam a hipótese de Portugal voltar ao escudo nas transações internas, mantendo o Euro como moeda de troca com o exterior. A Alemanha, farta de financiar os défices dos outros Estados-membros, também defende que quem não cumpre deve sair da Zona Euro.
Mas por que estamos tão mal em termos económicos? Por que falam especialistas internacionais na possível falência do país? Onde podemos cortar na despesa? Como devemos ultrapassar este momento? Quais as diferenças entre falência económica e falência financeira? Os melhores especialistas explicam e traçam o destino de Portugal neste SC.

Convidados:
Manuel Teixeira, Presidente da Comissão Executiva da ANJE
Helena Garrido, Subdirectora Jornal de Negócios
José da Silva Lopes, Economista
João Ermida, Analista

11 comentários:

João José disse...

Podem cortar nas despesas no desperdício que existe no País e em concreto na RTP que é a empresa pública que mais prejuízo dá neste momento, e admiram-se pois está na corrida aos jogos da liga por 20 milhões de euros, e ainda pagamos o celebre imposto da taxa de áudio visual, situação imposta no tempo do estado novo, não há dinheiro que chegue e a Alemanha tem toda a razão, e pergunto onde está a entidades fiscalizadoras e reguladoras da UE que deixaram que a Grécia chegasse ao ponto que chegou, isto está a por-se a jeito para uma revolta social.

josehabreu disse...

Agradeço que ponha esta questão aos seus Convidados: não estará a eurozona numa encruzilhada: ter que desvalorizar o euro ( devido à injecção maciça de dinheiro digital na Banca europeia) para não se assistir ao fim do euro ? Obrigado, cumprimentos, josé abreu. (josehabreu@gmail.com)

José Reis disse...

Poderá, a médio prazo, o trabalho e o dinheiro ir todo para a China e países emergentes, actual fábrica do mundo? Se sim, quais serão algumas das "regras de ouro" para tentar combater os gigantes asiáticos?

1999-2009 MEDI@90.PT disse...

saudaçoes
infelizmente a musica "ó tempo volta pra trás" já não péga!
Infelizmente temos que olhar pra frente.
Todos devem colaborar.
Agora...
A pergunta de 20.000 Euros é:
como organizar esta grande casa?
falo não só em Portugal mas na Europa toda.
O €uro não foi um processo
bem feito.
muitas pontas ficaram soltas e os inimigos da moeda europeia estam aproveitar-se disso.
Não me admirava que agencias de rating na America não estejam a trabalhar pela America.
nenhum dos paises quiz um sistema regras publicas unica, numa moeda unica.
Na pratica cada pais faz à sua maneira e o resultado foi este.
Será que cada pais não deveria ter um funcionario europeu a supervisionar se o rumo está ir no caminho?
Porque que aqueles que pouco tem devem ser "castigados" pelos erros dos outros?

J. M. Macedo de Barros disse...

O défice é resultado do próprio crescimento económico, que se baseou no recurso ao endividamento, para lançar obras públicas e pagar o crescimento das próprias estruturas de administração do Estado, que por sua vez sobrecarregaram os custos com pessoal, criando lugares altamente remunerados.
Além do mais, foi possível o aumento do número de pessoas, que acumularam vencimentos e pensões, dependentes do erário público!
Mesmo os que hoje gritam contra este estado de coisas, vivem deste mesmo estado, ganhando muito dinheiro de reformas e vencimentos acumulados, como pode ser o caso de algum dos comentadores.
Estão dispostos a fazer parte da mudança?
Dizem-nos agora que a dívida está nos bancos, por ser maioritariamente privada, mas acho que o despesismo do Estado é que originou isto tudo, por lançarem avisos errados de crescimento económico, que afinal não era sustentado na produtividade e riqueza!

Gil Montalverne disse...

Foi dito que temos de poupar. Que não é o estado nem o governo. È individualmente. Mas também que existem pessoas que não podem poupar. Muito gostaria que especificassem por favor quem são as pessoas que devem poupar e o quê.
Obrigado.

Partido de Todos os Portugueses disse...

Boa tarde,

Por muito respeito que o Prof. José da Silva Lopes mereça, a legitimidade para falar em medidas mais duras para os Portugueses é duvidosa.
Como vai o interesse nos bancos? Continua como gestor de um banco?
Qual o bónus que recebe?

Que tal aumentar os impostos efectivos aos bancos?

Que tal terminar com os bónus sem impostos?

jputo disse...

Boa tarde
Não sendo assim que se fazem as contas, dá para ter uma noção:
Se em media um Português ganha +- 2,75€ hora (que é “o que nós produzimos “)
E metade da população portuguesa trabalha. Por dia será 2,75€ x 8H x 5 milhões = 110 milhões de euros
Ora cada vez que os portugueses têm tolerância de ponte ou fazem ponte a uma sexta ou segunda o país perde os 110 milhões de euros em produção

Miguel disse...

O país está a tornar-se um monstro que deixou a cabeça a comentar a situação económica em casa e caminha feliz para o abismo. O povo precisa de um objectivo específico a alcançar e de políticos que não lhes ponham paninhos quentes do género" isto está mau, mas não está assim tão mau". O cidadão comum pensa de imediato:"isso é chato, mas a europa pôe-nos a mão", e pede mais um fino e uns tremoços. Aliás, há ideia de que o Estado é o nosso pai (toma conta de nós) e a UE a nossa mãe (dá-nos de comer).
Como cidadão que me preocupo com estas questões, acho que é preciso dizer: "Meus amigos, ou acordamos todos e pomos mãos à obra, ou vamos todos ser abadonados pela Mãe Europa e o Pai Estado e vamos todos parar a uma situação semelhante aos paises da Ex. URSS".

Gil Montalverne disse...

Fernanda Freitas, lamento que a minha pergunta não tenha tido resposta. Foi dito que a poupança não poderia ser apenas do governo e do Estado (mas o Estado somos todos nós) E passo a tornar mais evidente o interesse em que os seus convidados explicassem quem e como deve poupar. Sabemos que uma poupança exagerada leva os comerciantes a gritar que não podem sobreviver. Mesmo falando do ramo automóvel quando há pouco tempo houve um período em que cairam as vendas, os stands de vendas gomeçaram a dizer que iriam, à falência. Se deixarmos de gozar férias, as agências de viagens mandam empregados para a rua pois dizem que não vendem nada e que a crise é grande. Portanto vivemos numa sociedade de consumo que vive disso mesmo. Claro que pode haver uma medida intermédia. Os ricos não vão deixar de gastar. Ou será que devem deixar? Por tudo isto e mais que eu não vou alongar-me é que gostava de ter obtido respostas concretas dos seus convidados, muito conhecedores da economia mundial, etc. etc. mas que pouco disseram ao comum dos mortais sobre o que deveria fazer para remediar a crise. E sobretudo quem seriam os principais que deviam poupar. Se é que eles iriam aceitar.

DJ Carlos disse...

Eu sou diretor de uma companhia que fazia e faz a Importacao de Vilhos com o Vinho Mateus Rose aqui nas Caraibas,e outros productos como a bolacha Maria.Estes productos eram os mais famosos e vendidos aqui na regiao, e neste momento estou a fechar a minha companhia porque pararam de nos comprar os nossos produtos , para outros semelhantes produtos feitos aqui nas Americas.
Como e que nos vamos realmente falar e resolver no futuro as nossas exportacoes, ja que estamos a perder as Exportacoes dos productos que no passado se vendiam muito bem.