quarta-feira, junho 23

Consumo sustentável de peixe

Portugal é o terceiro maior consumidor de pescado do mundo – as nossas preferências recaem no polvo e na sardinha. Ao todo, cada português consome 57 quilos de peixe por ano.
Mas existem preocupações ao nivel da sustentabilidade destas espécies – foi essa a razão da criação do sitio www.quepeixecomer.lpn.pt, onde podem ser consultadas as espécies de pescado em maior número.
A título de exemplo, o carapau e a sardinha não apresentam risco de extinção. Mas o mesmo não se pode dizer do bacalhau e do atum, presenças assíduas na mesa dos portugueses. Como consumir este alimento saudável sem por em risco a biodiversidade?

Convidados:
Constança Belchior
, Bióloga Marinha – Grupo Oceanos LPN
Teresa Pina, Bióloga Marinha – Oceanário
Pedro Queiroz, Director-Geral Fipa
Vitor Dauphinet, Associação Portuguesa dos Nutricionistas

9 comentários:

sonharamar disse...

Quem já foi a uma lota sabe a assustadora experiência que é. Peixe a ser vendido a 1 cêntimo o kilo, toneladas de peixe desperdiçado por dia deitados ao mar porque já ninguém o quer. O problema não está só no consumo.

E porque não há mais informação sobre o peixe que se compra? Por exemplo uma embalagem de cereais tem um grande manancial de informação disponível para o consumidor. Quando se compra um peixe apenas se sabe que é peixe e pouco ou nada mais.
Como fazer um consumo responsável se o consumidor não tem acesso à informação?
Por exemplo: onde foi pescado; como foi pescado, se foi com redes de arrasto ou afins; quando foi pescado; informação nutricional; etc.

ASS: Pedro Silva

Pedro_D disse...

Simples, consumindo menos. E passando a consumir outra espécies de peixes e também a dedicação a criar peixes de consumo em cativeiro, como se faz, por exemplo no Japão.

João disse...

JOÃO

Hoje ainda temos o previlégio de degustar uma sardinha ou polvo ou marisco ou outra espécie qualquer mas o mundo com cerca de 7.000.000.000 de pessoas e a aumentar, muitas espécies vão desaparecer. É curioso que as espécies que não apresentão risco de extinção são as mesmas em que os seus mais directos predadores são chacinados pelos japoneses (cerca de 180 milhões) como os tubarões, golfinhos, baleias etc.

SousaMendes disse...

Nem todos poderão visitar o site anunciado nem tampouco visitar o Oceanário de Lisboa, que trabalha para educar os seus visitantes.

(quase) todos têm acesso a televisão e vê publicidade na rua e vê, nos supermercados, a publicidade que é feita para a compra de bacalhau, p.e.

É nesses veículos, TV, publicidade de rua e nos hipermercados, que o consumidor deve ser aconselhado a coibir-se de comprar bacalhau.

No entanto, interesses levantam-se e a qualquer local onde vamos, seja restaurante, tasca ou cantina de jardim de infância, vemos bacalhau a ser vendido como se fosse eterno.

É contra esses interesses que se deve lutar para educar as pessoas como se deve motivar as energias renováveis e não a perpetuação do petróleo.
Deve-se não omitir mas sim educar. O planeta não dura para sempre se mantivermos estes comportamentos.

por um consumo sustentável,
Miguel Mendes

Marcelo disse...

Se o Bacalhau da Noruega apresenta stocks criticos como mencionado, porque razão as quotas de pesca este ano aumentaram 20% ou seja cerca de mais 40 mil toneladas.

Ass. Norberto Cunha

Pedro disse...

Uma maneira de consumirmos peixe de forma sustentável é, inicialmente, banirmos da nossa alimentação peixes que se encontrem na lista vermelha da Greenpeace. Outro aspecto importante, como já referido no programa, é comprar apenas o peixe que esteja dentro do tamanho legal.

Quanto aos supermercados, temos o direito de exigir informações aos seus funcionários e estes são obrigados a fornercer-las.

A "febre do sushi" leva aum aumento do consumo de certas espécies que se encontram sobrexploradas. Este é o cso do atum pelo que, quando vou a um restaurante japones opto por outros peixes evitando o atum e o salmão.

O bacalhau poderemos consumir aquele que tem origem no Oceano Pacífico, pois a especie que aqui habita ainda não se encontra na lista vermelha de peixes da Greenpece.
Por ultimo não posso deixar de referir que a aquacultura não é tão sustentável quanto se pensa pois destroi grandes areas em terra para poderem ser construidas as suas instalações. para alem disto, muitas vezes o tratamento das aguas reiduais não são tratadas devidamente acabando por, ironicamente, poluir os oceanos.

Ass: Pedro Coito

jerbey disse...

É impossível assegurar a sustentabilidade de algumas espécies quando a legislação permite a captura antes da primeira postura.
O caso do Robalo legitimo é flagrante, com uma medida mínima de captura de 36cm. Desta forma as fêmeas não efectuam a sua primeira postura. Como se não bastasse ainda existe uma excepção na foz do Rio Minho em que a medida mínima passa a ser de 20cm.
O que fazer?

gui disse...

Boa tarde,

existe então alguma forma/meio de conseguirmos ter a ceretza que o peixe que consuminos cumpre todas as "regras" de sustentabilidade? A nível dos enlatados, existe alguma marca que nos possa dar alguma garantia?

Obrigada,
Margarida

Comércio Electrónico disse...

Boa tarde, sem duvida que a imagem é importante.
Numa entrevista que realizei para estágio numa loja de desporto a imagem era mesmo fundamental, o facto de ir com roupa desportiva era um ponto muito forte. Mas o tempo de entrevista foi excessivo, tudo o que passa de meia hora é demais. Outro facto que acho desfavoravel e deconfortavel para o entrevistado é fazer perguntas completamente disparatadas, como "se vi-se a sua mãe a roubar que fazia? apre4sentava queixa, e ia denunciar uma pessoa tão proxima?"

Alexandra