quinta-feira, junho 17

Desertificação e seca

"Melhorar os solos em qualquer lugar melhora a vida em toda a parte." É este o mote do Dia Mundial de Combate à Seca e Desertificação que hoje se assinala. Em Portugal, investigadores defendem que o risco de desertificação, que na década passada afetava um terço do país, abrange hoje em dia metade do território. A agricultura, a pecuária, o mau ordenamento do território e a não-fixação de populações ou a falta de investimento em florestas autótones são algumas das causas apontadas. O inverno rigoroso que se fez sentir em Portugal poderá agravar a situação devido à absorção de água pelos solos . Aqui ficará o retrato e as soluções que existem para um problema que afeta todo o mundo.

Convidados:
Rita Alcazar, Coordenadora Programa Castro Verde - LPN
Duarte Caldeira, Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses
Antónia Figueiredo, Confagri
Lúcio do Rosário, Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação

5 comentários:

António Botelho disse...

Este é um problema perante o qual todos nos encontramos e ao qual ninguém dá importância. É necessário criar corporações organizadas para o combate à desflorestação devido aos incêndios, assim como à limpeza das florestas. No pós-incêndio, as árvores que restam são derrubadas e a falta de nova plantação fará com que os solos fiquem expostos (pela falta de vegetação) e mais pobres. O Estado deve apoiar mais esta causa.

Miguel disse...

Talvez se Portugal investir mais na Agricultura, podem vir a ser criados mais postos de trabalho, uma menor importação de produtos que podemos perfeitamente criar cá, aproveitar terrenos para que não sequem, o que só irá beneficiar Portugal de várias maneiras...

Mas agora é possível o povo tomar iniciativas próprias e tomar certas medidas contra leis que estejam a prejudicar o ambiente?

João disse...

JOÃO

Este tema é muito mais complexo do que parece. Existem inúmeras razões para a origem deste problema. Vai desde a globalização, alterações climáticas, capitalismo, má gestão territorial, entre muitos outros.
Diria que os agricultores teriam que aumentar a eficiência energética com bio-diesel a partir de óleo alimentar usado, um sistema de rega mais eficiente, bem como a fertilização do solo.
Talvez com uma injeção de matéria morta das floresta em furos por quilômetro quadrado.
Relativamente há seca não está na altura de substituir os eucaliptos (autênticos barris de pólvora) por acácias?

Paulo Saraiva disse...

Então mas a desertificação do interior não é um objectivo claro do actual executivo?

Não se fecham maternidades?
Não se fecham escolas?
Não se fazem autoestradas aos trios entre as duas maiores cidades do país apenas?

Afinal ninguém assume o exercicio?

Em vez de se promover a sustentabiliadade da agricultura, fazem-se campanhas de marketing inconsequentes e sem norte.

As novas gerações vão ter simplesmente que emigrar... Enquanto não houver uma politica estrurada e estruturante vamos andar todos a ver corruptos e incompetentes a brincar aos paises.

Isabel disse...

Concordo com os investimentos no sector agrícola, principalmente nos apoios aos trabalhadores. Qualquer trabalhador deve ter acesso às condições mínimas, como o direito a descanso (uma folga) e férias. Não é justo - tal como em tantas outras coisas - haver pessoas a trabalhar arduamente durante os 365 dias/ano quando há tanta gente a ganhar sem trabalhar.