quinta-feira, setembro 16

Que pesticidas comemos?

Segundo a Agência Europeia para a Segurança dos Alimentos, mais de 360 pesticidas foram identificados em frutas e hortaliças (dados de Junho).
Posto de outra forma: desde que as novas normas entraram em vigor em 2008, 3,5% dos alimentos continham pesticidas acima dos valores recomendáveis.
O valor mais alarmante foi encontrado na comida para bebé: em 2.062 amostras, 76 excediam as normas recomendadas.
Que atenções deve ter o consumidor? De que forma pode ter uma alimentação segura? A agricultura biológica ou a agricultura de proteção integrada são alternativas seguras?


Convidados:
Alice Leitão, Diretora de Serviços de Produtos Fitofarmacêuticos e Desenvolvimento Rural da Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural
Maria Antónia Figueiredo, Confagri
Nélson Figueira, AJAP - Ass. dos Jovens Agricultores de Portugal
Pedro Fevereiro, Biólogo e Presidente do Centro de Informação de Biotecnologia

6 comentários:

Abel disse...

Olá Boa Tarde,

Gostaria de saber se os alimentos Transgénicos ou OGM, ou seja, alimentos modificados geneticamente são um perigo para a saúde ? Visto que U.E aprovou recentemente os OGM no codex alimentarius.

Estrela disse...

Boa tarde!
Sou uma mãe que está a amamentar. Confesso que não compro nenhuma fruta nem legumes nos supermercados por receio de contaminar o meu leite materno.Existe alguns estudos que compravam o meu receio?

Raquel disse...

O aumento do número de famílias pobres e da crise conduz a uma maior procura de produtos alimentares a baixo preço, ficando a preocupação da qualidade dos mesmos e a preocupação dos seus efeitos para a saúde em 2º plano no acto da escolha e da compra.

Vivemos numa sociedade de consumo em que o que interessa mais é a produção e venda em grande escala , não a qualidade do produto final. O conhecimento está sempre em constante renovação, pelo que o pode fazer bem hoje pode fazer mal amanhã. Só por isto, cria-se uma desconfiança total em tudo aquilo que consumimos.

Mª Ceu disse...

Olá boa Tarde, gostava de partilhar que tenho 1 hortA FAMILIAR COM ALGUMAS ÁRVORES DE FRUTO variadas há 10 anos e nunca utilizei produtos fito-sanitários nem mesmo os tolerados em agricultura biológica( por ex o sulfato de cobre), e apesar de estar entre 2 agricultores que os usam. Embora levem + tempo k os outros a desenvolverem-se (por ex 1 alface leva-me 2 a 3 meses, e os meus vizinhos levam 15 dias), mas nada se compara com o seu sabor e cheiro. E por ex eles quando querem ovos para chocar preferem os meus, assim como quando tenho galinhas para matar, querem-nas logo. É 1 pena ter de se usar esses produtos para matar a fome mundial, porque perde-se tanto em sabor e cheiro e conservação. Bom programa. Mª Céu Caldas Rainha

x0cHiPiLLi disse...

Não se deve esquecer que na agricultura biológica se usam pesticidas e todos as inúmeras formas de controle de pragas e produção.
Esses pesticidas são geralmente de origem vegetal/orgânica e são biodegradáveis mas não deixam de ser tóxicos em alguns casos.
Penso que o consumidor se deveria informar mais do que o "biológico" significa realmente.

Alexandra disse...

A certificação não deixa de ser uma forma imperfeita de dar garantias aos consumidores, que surgiu para substituir a confiança que antes existia naturalmente devido à proximidade entre produtores e consumidores. Por isso, o que está em causa não é apenas o modo de produção, mas também o modo de comercialização.
A história é feita de ciclos e espero que o modelo de produção agrícola de pequena escala volte a dominar, em nome não só a segurança alimentar (qualidade dos alimentos), mas sobretudo da Soberania Alimentar (direito a produzir.
A educação dos consumidores é sem dúvida essencial para saber dar o devido valor aos produtos, mas também a saber comer e reconquistando hábitos alimentares mais saudáveis e sustentáveis.