quinta-feira, outubro 7

Estado social é sustentável?

O Estado social está em colapso? Portugal ou todos os países europeus? Temos de rever o financiamento público?
Os cortes na despesa pública avizinham o fim do Estado social?
De que forma os vários setores podem acabar com a dependência do Estado?
Caso o Estado social deixe de sustentável, como se irão auto-financiar os organismos públicos? A educação pode ter formas de auto-financiamento? A saúde pode ter uma gestão que tenha em vista o lucro?
Como iriam funcionar os subsídios sociais, tais como abonos e rendimentos mínimos?
Num cenário hipotético, mas que merece ser analisado, a Sociedade Civil vai responder a estas e outras questões.

Convidados:
Paz Ferreira, Professor Catedrático na Faculdade Direito da Universidade de Lisboa
Carlos Pereira Silva, Economista
Armando Esteves Pereira, Dir. Adjunto Correio da Manhã
Alberto Ramalheira, Pres. União das Mutualidades Portuguesas

9 comentários:

António disse...

- O problema é que quando a economia cresce, criam-se necessidades e gasta-se sem medida, tanto o estado como as famílias.
- Não deve haver igualdade mesmo em caso de necessidade para uma pessoa que tenha passado a vida a trabalhar para uma pessoa que nunca nada fez pela sociedade.
- Quem mais mal diz do estado é quem nunca nada vez e só está habituado a receber.

Ruben T disse...

boa tarde.Trabalho para o exercito português, e lido diariamente com pessoas que, por alegadamente não pagarem a água nem luz, nem gás (esquecem-se que também são contribuintes), usam e abusam destes privilégios.Tudo isto seria mais ou menos aceitável, se falássemos talvez de pessoas com mais idade, mas neste caso específico, estamos a falar dos "homens de amanhã".Como podemos alertar as pessoas para este mal, como podemos dar a volta a esta questão, que nos está a afundar cada vez mais ?

Miguel disse...

Miguel Meireles: Em Portugal a despesa nos meios administrativos e nos meios de cobrança de impostos não é insuficientemente proporcional à receita obtida no desenvolvimento e nos próprios impostos, o que prova de onde vem uma parte do Deficit. A receita dos impostos subiu 3,3% diz o Governo, mas qual foi a despesa efectuada na sua obtenção? (cobrar por mania, retirando a liberdade e o investimento pessoal na economia, embora se saiba que nem sequer chega para pagar a toda a gentinha que trabalha na cobrança "estranha"...);

Miguel disse...

Miguel Meireles: Não é possível continuar a sustentar as necessidades ilimitadas o futebol através das clínicas privadas (exames e dentistas). As pessoas estão a ser usadas como número, a fazer exames atrás de exames à pressa, sem nenhuma necessidade ou eficácia.

Miguel disse...

Miguel Meireles: A despesa ilegal e a economia paralela, ou desvios e lavagem da verba pública entre instituições ou famílias da função-pública superior, atinge actualmente 30% do PIB, porque só a partir desta percentagem se detecta o ponto de desequilíbrio e a derrapagem se torna incontrolável, "ceteris paribus" (se tudo o resto estiver constante).

jorge disse...

Boa tarde sou Jorge Lopes -Tavira
Gostaria de lançar uma possivel ajuda para a solução do estado depluravel com que o governo(s) tem gerido os nossos impostos.
Talvez se tiverem a coragem de obrigar os clubes de futebol a pagar as elevadas dividas (Milhôes)que tem para com o fisco e segurança social,
talvez fosse possivel matar a fome a muia gente no nosso pais.
Obrigado

Abel disse...

Olá boa tarde,

já há bastante tempo que ouço amigos meus a avisar-me que a economia mundial não irá resistir e iremos passar todos um mau bocado, aconselharam-me também a comprar ouro... O que acham os economistas deste conselho..

devemos mesmo investir no ouro ?

cristina disse...

este é um tema bastante interessante e até é surpreendente como foi motivador para um programa com a qualidade do vosso.
Permitam-me focalizar o problema em 2 pontos:
1- tem que existir maior atenção ao que significa ser "cidadão", temos todos que ser mais educados para a cidadania. Vejamos o caso da escola, inúmeras alterações curriculares para atingir melhoria de "instrução" e no entanto não há quaisquer parcerias responsabilizadas e responsabilizadoras para que estes mesmos curriculos se adequem aos momentos e vivências da sociedade. Exemplo: disciplina de área de projecto do 12º ano, talvez se podesse através desta disciplina exigir responsabilidades aos jovens estudantes para que os seus trabalhos/projectos se insiram mais ao nível da cidadania versus ecologia.
~2- finalmente gostaria de reflectir convosco como é que é possível qualidade/excelência/melhoria contínua, se o REGULADOR, O FISCALIZADOR é a mesma entidade que FAZ PRESTAÇÃO? Não é só o problema da reengenharia para a poupança mas sim, é tudo o que de essencial se passa neste país.
Atentamenete
cristina m.

cristina disse...

Permitam-me fazer algumas referências sobre o tema em questão:
1- trata-se essencialmenrte de um problema de responsabilidade/responsabilização. Não somos um povo educado para a cidadania. Aqui entra o pael da Escola. A escola tem ecanismos para retomar as "rédeas" da educação, por exemplo vejamos o caso da dissciplina de projectoo do 12º ano, poderia esta ser uma refer~encia sublimando os projectos onde os alunos também prestassem provas enquanto PESSOAS, ou seja que se desenvolvam projectos para a educação para a CIDANIA/VALORES UNIVERSAIS.
2-Finalmente, como qualquer ccidadão responsável também verifico que se tem testado um modelo de sociedade em que existem sobreposição de funções com carácter totalmente incompativivel: AMESMA ENTIDADE É REGULADORA, FINANCIADORA, FIACALIZADORA E PRESTADORA. Do que resulta esta mescilânnia? CURRUPÇÃO, IMCOMPETÊNCIA DA GESTÃO INTERMÉDIA, FALTA DE ARTICULAÇÃO e acima de tudo SER CONFIÁVEL.
atentamente, cristina marques