quarta-feira, outubro 13

Viver com os avós e os pais na mesma casa

Segundo os últimos Censos, a co-residência acontece numa em cada dez casas. Um número que deverá aumentar com os censos de 2011.
À data dos Censos 2001, o fenómeno existia como forma de subsistência dos mais novos, que dividiam o espaço por razões económicas, mas também para manterem os familiares por perto.
E agora? Provavelmente as razões serão as mesmas, acrescentando o facto de muitos não poderem optar pela compra de habitação própria por falta de rendimentos ou dificuldade de acesso ao crédito, escolhendo como morada a casa dos pais ou dos sogros, onde acabam por ter filhos, que também ali ficam a viver.
Que vantagens e desvantagens oferece esta situação? Fortalece o tecido familiar? Evita o afastar dos idosos para lares? Que benefícios existem em partilhar a educação com os avós?

Convidados:
Teresa Costa Macedo, Presidente Confederação Nacional das Associações de Família
Sofia Santos, Economista
Ivone Ferreira, Projeto “Vencer o Tempo nas 7 Cidades” e Socióloga
António Manuel Marques, Sociólogo e Prof. na área das ciências sociais no Instituto Politécnico de Setúbal

4 comentários:

Martinha disse...

está tudo muito bem, até é uma ideia gira, principalmente em tempo de crise e de pouco dinheiro... mas, e há sempre um mas, as diferentes personalidades que por vezes se chocam, não só entre pais e filhos, mas também entre sogros-genros e sogros-noras, não poderão despoletar divórcios???? eu penso que todos devem lutar por ter o seu cantinho, não deixando nunca de conviver com os pais e sogros, mas cada um no seu sítio

Maurício disse...

A união de gerações numa mesma casa é algo que acontece desde há milhares de anos principalmente na sociedade oriental, por razões culturais e até mesmo financeira.
Penso que se houver respeito ao espaço de cada um esta convivência só tende a ser proveitosa.

José Silveira

João Silvério disse...

"Viver com os avós e os pais na mesma casa"
Chama-se a isto , na maioria dos casos , pobreza!

BB disse...

Boa tarde Sciedade Civil e Fernanda Freitas.
A minha questão é a seguinte:
Um caso bastante frequente a que tenho vindo a assistir nos últimos anos é o de um número cada vez mais crescente de adolescentes que engravidam e que os Pais,muitas vezes apenas a Mãe ou o Pai visto que o número de divórcios é um caso cada vez mais frequente,tornam-se avós bastante cedo e da forma mais inesesperada.
Gostaria de saber que ajudas existem para estes núcleos familiares se é que os há ?!
Obrigado.