terça-feira, dezembro 14

“Em forma a custo zero”

O aumento para 23% do IVA dos ginásios pode levar a que percam cerca de 15% dos seus habituais frequentadores. Poderá isto significar que os portugueses irão perder o hábito do exercício físico dentro de portas ou vão procurar alternativas mais ajustáveis ao bolso? Dados do último Eurobarómetro indicam que mais de metade dos portugueses nunca fez desporto na vida e que apenas 31% afirma fazê-lo de forma regular. As razões para não o fazerem vão desde a falta de tempo ao facto de ser demasiado dispendioso. Neste Sociedade Civil, vamos apontar soluções baratas e motivadoras para a prática regular de exercício físico ou de uma atividade desportiva adequada.

Convidados
Bruno Barracosa, Presidente Federação Académica do Desporto Universitário
Francisco Correia Júnior, Médico Cardiologista
José Moreira Marques, Administrador Fundação Inatel
Fátima Baptista, Docente Faculdade de Motricidade Humana

5 comentários:

Lady-blogger disse...

Olá Fernandinha.

Após longa ausência devido a nova gravidez, estarei de volta de quando em vez.
Tive há dias um menino. Como sabe tenho mais 2 filhos, 1 com 1 ano e 1 semana e outro com 7 anos.
Como vê não preciso de ginásio, a mim basta-me ser mãe presente para não sair muito da linha.

Falando do desporto... eu nunca fui muito adepta da ginástica, mas tirava nota máxima quando a avaliação era sobre jogos de campo e corridas. Eu tenho escoliose múltipla e uma hipertrofia da C7, logo praticar desportos não me alivia, mas sim aleija-me.
Compenso a falta de prática desportiva com o facto de caminhar muito diariamente. Sou daquele tipo de pessoa a quem têm de ralhar para não andar tanto a pé, pois andar entre exames médicos após ingestão de glicose pode adulterar os valores e não ser possível obter valores correctos sobre uma possível diabetes na gravidez.

Ainda sobre o desporto escolar... gostaria que cá por Viseu existisse a prática de Ginástica Ritmica, isto porque a minha filha mais velha deixou esta modalidade quando há ano e meio saímos de Lisboa. Segundo as professoras e as colegas ela era a melhor aluna desse desporto, e tinha mesmo vocação. Pergunto o que falta cá em Viseu para haver essa modalidade? E dou a resposta: FALTAM PROFESSORES DE GINÁSTICA RÍTMICA. Nova pergunta: podem criar nesta cidade essa prática desportiva? Alunos interessados e espaços para o efeito existem certamente.

Fernandinha, agradecia-lhe que durante ou após o SC de hoje me pudesse responder.
Beijinhos para si, sua filhota e toda a equipa SC.

CC

Maria Mendes

Ricardo disse...

Boas tardes. Costumo ver pouca televisão (dada a qualidade dos seus conteúdos) mas de vez em quando lá ganho vontade de ver com alguns programas, incluindo o vosso. Por isso parabéns por conseguirem ter um programa muito bem conseguido e que mesmo considerando que não deva ter um share tão elevado quanto certas telenovelas continua no ar a informar os curiosos e interessados nos mais diversos temas.
Ontem por acaso agradou-me o tema da psicologia evolucionaria, mas infelizmente não pude acompanhar o programa completo.
Hoje espero ver todo, e fazer uma pergunta:
Tenho 23 anos, deixei a faculdade por não conseguir aturar mais o sistema e quero abrir uma empresa. Por isso neste momento não posso dizer que tenha grande coisa pa fazer. Consequentemente passo a maior parte dos dias em casa a pensar no nada. Mas durante a semana ao final do dia costumo ter duas aulas de natação de 50mins às terças e quintas, mais dois treinos de ginásio de mais ou menos 2h30-3h às segundas e sextas. A minha questão é se o meu tempo no ginásio consegue compensar por agora a minha clara falta de actividade no restante tempo?
Acredito que se tivesse activo profissionalmente os meus treinos seriam perfeitos, mas gostaria de saber se dada a minha presente situação, se chegam, ou quiça até serão demais?

Obrigado

Lady-blogger disse...

Fernandinha, queria já deixar aqui os meus votos de um Desejável e Memorável Natal, sem grandes consumos, mas repleto de Amor.

CC

Maria Mendes

João Loff disse...

Em relação ao desporto universitário quero dizer que concordo plenamente com o seu convidado ao dizer que o desporto universitário é apenas virado para a competição.
No meu 1º ano de universidade tentei entrar na equipa de Basket da minha universidade (IST), ao fim de alguns treinos deparei-me com um cenário que não fazia ideia existir. Alunos de erasmus (com estatura mais apropriada para o basket, isto é, 1.90m ou mais) de paises com mais cultura de basket, eram os escolhidos para serem os atletas da universidade, ao invés dos alunos que estariam lá anos. O treino basicamente era dividido entre os "fracos" num canto e os "fortes" maioritariamente alunos de erasmus, na parte principal.
Lamentável a situação que acontece.

João disse...

João

Eu acho que se as pessoas racionarem o sal que metem no comer, desde o que adicionam, ao que vem na comida industrial, desde caldos Knorr, há polpa de tomate, massa de pimentão etc para metade, e se manterem activas 14h por dia não precisam de ginásios nem de gastar fortunas em clínicas privadas. Afinal é isso que as mesmas ensinam.