quarta-feira, março 30

Nuclear: não, obrigado?

Faz 35 anos que em Turquel, concelho de Alcobaça, se manifestavam centenas de pessoas contra a instalação de uma central nuclear. Anos mais tarde acidentes com Chernobyl marcavam pela negativa a história nuclear mundial. Hoje, o Japão está a viver a maior ameaça nuclear com a explosão da central de Fukushima. E se fosse em Espanha ou França, de que forma afetaria Portugal? Por outro lado, a discussão está a passar pelo afastamento de vários governos mundiais da opção nuclear, o que implica uma maior procura de petróleo. Que consequências económicas trará este aumento do consumo de crude? Os governos vão abandonar o nuclear? (Países como a França dependem da energia nuclear em quase 75%.) Ainda é possível equacionar a instalação de uma central nuclear em Portugal?

Convidados:
Pedro Sampaio Nunes, Especialista em energia
Susana Fonseca, Vice-Presidente Quercus
António Sá da Costa, Presidente APREN - Ass. de Energias Renováveis
António Carlos de Sá Fonseca, Vice-Diretor Fac. de Ciências da UL e Físico Nuclear

27 comentários:

Miguel disse...

O que é potencialmente perigoso não justifica a necessidade, porque a vida é direito maior e o futuro não se adivinha.

Partido de Todos os Portugueses disse...

O drama da Europa é o Presidente Nicolas Sarkozy, capaz de apertar a mão de Kadafi e também o primeiro a reconhecer os rebeldes tornam impossível a relação da Europa com Kadafi.

Se a Europa investisse em energia gratuíta com o valor de uma central nuclear... 6 mil milhões de euros...
teriamos energia GRATUITA!

É impossível?

Tristes cientistas que ainda não perceberam os limites da ciência.

Conhecem algum sistema isolado no planeta?
Não?
Então as leis da termidinâmica são aproximações verdadeiras mas aproximações!

Nuclear?
Fica o convite para passarem 1 hora no Japão ao lado da central que não tinha nenhum risco segundo os Franceses...

Quotidiana disse...

Boa tarde,
não posso acreditar nas analogias que o Senhor acabou de dizer!
O mundo tem que compreender que há muitas alternativas à energia nuclear, com base na Natureza: a energia das ondas e marés, a energia geotérmica,etc.
O acontecimento recente no Japão é um 'aviso' da Natureza, do planeta Gaia, para que pensemos em deixar a energia nuclear!

Mara disse...

Pasmo com alguma argumentação. E espanta-me que da pare contraria haja pouca margem de manobra ou jogo de cintura,
Os acidentes de automóvel não deixam resíduos para a posteridade, por muita dor e sofrimento que causem na actualidade.
O nuclear inquina por milhares de anos, o ambiente.
É o Ovo da Serpente.
E quem nos diz como tratar e resolver a questão brutal dos resíduos? Pergunta aos doutores optimistas e amantes desta solução.
Obrigada
Anne Onyma

Jorge disse...

Nuclear não??? então vamos todos voltar a pré-historia que é preferível, e andamos de tanga, esquecemos a evolução não vemos Tv etc e assim não precisamos de energia...
Renovável não é opção para energia principal... por várias razões primeira não dá para armazenar, segundo não se controla os elementos naturais e por isso é que é preciso sempre uma base de energia no nosso caso através de transformação de petróleo, e como tudo tem implicações, Portugal perdeu competitividade e várias empresas fecharam devido ao preço elevado da energia.
O Renovável tem outro problema reparem nos incêndios muito propícios que acontecem para de seguida apareceram geradores eólicos?? é esta a energia renovável que queremos, estou farto de ver paisagens desaparecerem e árvores darem lugar a pilares de metal.
Tem medo das radiações? ninguém as dispensa neste momento telemóvel, micro-ondas, linhas de alta tensão, wi-fi etc, e se acontecer algo inesperado portugal é invariavelmente afectado pela Espanha (a quem compramos energia) porque esta mania de sermos "melhores" e bom samaritanos se só está a resultar na perda de competitividade e em números elevados de desemprego? prefiro correr o risco de morrer do que morrer vivo não tendo trabalho e vivendo dificuldades

Já agora vá a Bragança e não ligue o aquecedor

Mara disse...

Boa tarde a todos,

Nuclear, Hidro e Termoélectrica, Gaz, Solar, Eólica são sempre as mesmas formas de produção de energia que se debate, mas porque nunca vem à mesa a Repulsão Magnética?

Há vários anos que os lobbies da energia estão em guerra com cientistas e inventores tentando abafar este processo que permite que uma casa seja autosuficiente em termos de produção de energia eléctrica sem estar ligado à rede.

Já várias empresas e particulares corajosos tentaram produzir estes geradores que usam a força de repulsão de imanes permanentes (que a Chine detem 95% da produção de Neodimio) para serem comercializados mas acabam por desaparecer misteriosamente.

Qual a vossa opinião/conhecimento sobre o assunto?

Cumprimentos,

Josefina Peres

Mara disse...

A questão a colocar é saber se podemos tirar partido da energia nuclear instalando uma central nosso país e correr o risco da própria existência humana, ou correr o mesmo risco com uma central espanhola e não tirar qualquer beneficio.

Riscos existem desde a existência humana. Fazendo fé do controlo de risco das vertentes ambientalistas, nem o motor de explosão que equipa hoje os nossos veículos automóveis, existiria.

Já agora, nem este programa, pois não existiria energia eléctrica que tanto polémica tem causado relativamente á sua distribuição.

Cumprimentos,

Nuno Oliveira

Luis disse...

Boa tarde a todos, sou o Luis um aluno de mestrado na FCUL, e tenho estado a
seguir este debate com atençao.
Desde sempre que tem havido grande oposição à utilização da fissão do urânio para produção de
energia. Entre os variados argumentos, incluem-se os resíduos que são radioactivos e que têm um
período de semi-desintegração muito longo o que levanta questões ao nível do armazenamento.
Porém, se formos fazer uma comparação quantitativa entre os resíduos nucleares e os resíduos
industriais, industriais tóxicos, radioactivos e com elevado grau de actividade, temos uma
relação em metros cubicos do tipo:

1000 milhões: 10 milhões: 50 000: 500

Ou seja, quantitativamente, a indústria (normal) produz cerca de 7 ordens de grandeza mais
resíduos que a industria nuclear, mas pelo facto de não serem radioactivos parece não incomodar
tanto!

Não haverá aqui uma certa hipocrisia?

Mara disse...

A questão a colocar é saber se podemos tirar partido da energia nuclear instalando uma central nosso país e correr o risco da própria existência humana, ou correr o mesmo risco com uma central espanhola e não tirar qualquer beneficio.

Riscos existem desde a existência humana. Fazendo fé do controlo de risco das vertentes ambientalistas, nem o motor de explosão que equipa hoje os nossos veículos automóveis, existiria.

Já agora, nem este programa, pois não existiria energia eléctrica que tanto polémica tem causado relativamente á sua distribuição.

Cumprimentos,

Nuno Oliveira

Mara disse...

Boa tarde,

Relativamente à utilização do nuclear, isto é nuclear de fusão, concordo com o vosso convidado: EM PORTUGAL NÃO SE JUSTIFICA

Mas ninguém se lembra duma fonte de radiação que ainda não ouvi ninguém falar: As minas de Urânio abandonadas no país.

Porque é que também não fecham o reactor existente em Lisboa?

E o CERN, também não será uma bomba relógio de grande escala?

Atenciosamente,

Bruno

Mara disse...

Defender a energia nuclear argumentando que os benefícios trazem riscos (razoáveis ou não, discussão que pouco interessa), pois isso é partir do princípio que o planeta "pertence" ao homem.
Discordo inteiramente e entristece-me esse pensamento.

Carmen Lopes

Miguel disse...

Mas nem que houvesse um caso de cancro, isso nao vale para defender a energia nuclear. Esses Senhores que defendem a energia nuclear deveria viver em chernobyl ou em fukushima agora. Se houver um terramoto, tsunami, atentado, acidente numa barragem, as terras sao inundadas, pessoas morrem, danos materiais, etc. mas passada um mes podemos ir para lá viver, o q nao acontece se houver um acidente numa central nuclear. Por menor que seja o risco as consequencias sao tao grandes que nem deveria ser ponderada a energia nuclear.

Partido de Todos os Portugueses disse...

Dados da OMS?

Falemos da pandemia da gripe A H1N1...

Qual é a industria que produz o Tamiflu? O ex-ministro dos USA não tem interesses e capacidade de influenciar a OMS?

Alguém fala da gripe aviária ou gripe A?

Porque tem os Japoneses medo da água com iodo radioactivo? Quantas pessoas?

1 Milhão?

É um número muito baixo...

josepimenta10 disse...

Boa Tarde, por favor deixem os 2 convidados terminar os seus raciocinios sem ser interrompidos pela senhora ambientalista que não diz nada em concreto! Gostava de ouvir um especialista em Energia Nuclear para perceber o que realmente se passa.

Daniel disse...

Convém precisar que a população mundial é de quase 7 mil milhões - e não biliões, como foi aventado pelos participantes do programa, que falaram de biliões sempre que se referiam a milhares de milhão. São ordens de grandeza bem diferentes, atenção por favor ao rigor científico...

josepimenta10 disse...

Não entendo a presença de uma ambientalista num debate de energia nuclear. Quero entender minimamente o conceito de energia nuclear e os riscos e não ajuda nada ter uma ambientalista da quercus a dizer que "não" e falar de riscos e de sei lá que mais.. Falem sobre energia nuclear, se a senhora ambientalista e o senhor energias renovaveis nao conseguem discutir algo sem interromper os especialistas(algo que eles não são) por favor desliguem os micros deles.

o coisa disse...

Olá,

Não entendo as pessoas que teimosamente estão contra o nuclear em Portugal.
Acho que acabam por ser o produto da sociedade portuguesa

O argumento da percepção de risco usado pela senhora da quercus, como uma razão para o Não Nuclear é talvez a maior razão para o Sim Nuclear.

Existe uma grande percepção do risco em relação ao nuclear, as pessoas sabem o que acontece e que raramente o acontece, diria que é uma percepção de risco directa.
E gosto da comparação entre o carro e o avião.
Digam-me quantas centrais nucleares existiram no mundo e quantas deram problemas?

Mas e a percepção de risco em relação ao Não Nuclear?
Não é no fundo isso que nos coloca no problema ambiental em que nos encontramos?
Tudo o que é uma fonte de energia renovável tem um custo e um impacto ambiental só pelo facto de ser produzido com recurso aos mesmos combustíveis que desesperadamente tentamos evitar, será que as pessoas têm percepção disso?
E se uma turbina eólica se avariar a energia que vamos gastar na reparação vai ser limpa?

E esse senhor que diz que o problema em portugal é as familias não serem energeticamente eficientes, o que acha que tem um impacto ambiental maior: reconstruir todas as casas em portugal para que fiquei energicamente eficientes ou construir uma central nuclear?

A questão dos resíduos é importante, mas é minima a meu ver.

E para portugal, tendo em conta a nossa situação económica, a pergunta deveria ser: queremos ter energia já e depois resolvermos o nosso problema ambiental ou queremos estar constantemente dependentes de fontes de energia (directa ou indirectamente) fósseis?
Dito isto eu acho que o problema não nuclear ou sim nuclear só existe em portugal pela nossa incapacidade de avaliar os ganhos a longo prazo. Isto é Portugal no seu melhor, o país que recebeu dinheiro da Europa para investir e construímos os acessos em vez de construir fontes para gerar riqueza. E agora estamos como?


t+

Mara disse...

Estou a seguir o vosso debate, que estou a gostar bastante, e queria deixar meu contributo, no entanto a linha telefónica está interrompida constantemente.

Um facto e uma pergunta;
Facto; se a opinião publica tem consciência de que 7-10% da energia consumida em Portugal é origem nuclear? É uma informação vem descriminada nas facturas da EDP. Se não será uma falácia quando se fala não há nuclear em Portugal…

Pergunta; o MW das Renováveis custa, em media, 90€ para serem vendidos a 30-40€ no MIBEL, pergunto aos entrevistados se têm noção deste facto, dos problemas actuais – um deficit energético ~3MM€ - e se isto é ou não sustentável para o futuro do povo Português? Se a sustentabilidade é a chave do debate, quão sustentável é esta situação e que alternativas se apresentam?

Muito obrigado pela atenção,

Apresento os meus melhores cumprimentos,

Carlos Reis

josepimenta10 disse...

Mas a sério, o programa está a acabar e gostava imenso de ouvir falar os especialistas em energia nuclear sem interrupções inócuas. Por favor.

João disse...

Para mim, o título seria: Nuclear? Não, obrigado!
Acho que todos nós deveríamos pensar no seguinte. Basta haver o,1% de probabilidade de ocorrer um acidente nuclear para pormos de parte essa ideia.
Existem alternativas ao nuclear, limpas e SEGURAS!Somos dos países com maior extensão de costa e não aproveitamos ao máximo as energias eólica e das ondas.

Miguel disse...

A RADIOATIVIDADE VIAJA SEM BARREIRAS PELA TERRA
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Leuren Moret é uma geofísica, cientista independente e especialista internacional sobre radiação e saúde pública. Ela se ocupou intensivamente em esclarecer a população sobre as características devastadoras das munições com urânio utilizadas em guerras pelos EUA, países da OTAN e Israel.... Em suas palestras, ela informa as mídias e discute com parlamentares e deputados. Ela escreveu uma dissertação baseada em suas pesquisas sobre a poeira na atmosfera e como ela é transportada por todo o mundo. Ela mostrou como a poluição do meio-ambiente em forma de poeira pode se deslocar em menos de uma semana da Ásia para a América do Norte. Ela disse que dentro de uma perspectiva global, a natureza é uma só. Aquilo que escapa de um país, em algum momento vai parar em outro, indiferente das “barreiras” continentais ou oceânicas. (...)
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Pergunta: Você acha que a população mundial está em risco devido aos acontecimentos nas usinas atômicas japonesas?
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Moret: Baseado na minha experiência e naquela dos principais pesquisadores na área de radiação e ciência geral, nós estamos muito preocupados com a situação no Japão.
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Pergunta: Mais claro impossível. Como você e seu grupo vêem o futuro desenrolar? O que acontecerá a seguir?
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Moret: Eu posso lhe dizer, nós todos estamos receosos. A radioatividade já se espalhou. Dois contatos que tenho no Japão e são cientes da situação, já fugiram com suas famílias para Okinawa (cidade no extremo sul japonês). Todo o hemisfério norte está em risco. Isso é devido à circulação do ar em torno do planeta. Neste contexto, a Linha do Equador forma uma barreira. Se o hemisfério norte for exposto à radioatividade, esta se movimenta em diferentes direções segundo a altitude. As correntes de jato (jetstream) são uma forma efetiva para transportar partículas radioativas a grandes distâncias, movimentando o ar do oeste para leste praticamente na mesma latitude. Foi assim que eu, por exemplo, mapei tipos de doenças segundo as condições atmosféricas dos testes atômicos. Eu descobri que existe uma freqüência das mesmas doenças nas mesmas latitudes e um forte aumento desde 1945, o que nos remete aos testes atômicos. Correntes de jato confinam a radioatividade dentro de cada hemisfério
. (continua...)

Miguel disse...

(...continuação...)
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Pergunta: O governo japonês diz que eles têm sob controle a emissão radioativa. Você acredita nisso?
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Moret: Eu não acreditaria naquilo que um governo diz e especialmente naquilo que as concessionárias de energia dizem. Eu lidei com representantes do governo japonês, canadense e americano, e a maioria não diz a verdade. As afirmações mais verídicas provêm de certos cientistas, e também de certos ativistas que conheço ao redor do mundo. Pois eles estão no local, onde acontecem os experimentos, eles mesuram e observam a intensidade das emissões por todo o planeta. Eles estão muito preocupados com a situação no Japão e fornecem os melhores dados e informações.
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Pergunta: Você utiliza a palavra “receoso”. É a palavra certa para a situação?
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Moret: Eu creio que é a expressão correta, pois alguns dos cientistas da Rússia e Europa foram atingidos pessoalmente pela catástrofe em Chernobyl. Eu estava no campo de teste em Nevada, observei os efeitos dos testes atômicos sobre a população nativa, como a contaminação se espalhava sobre seu território. Eu estive por todo o globo e estudei as populações expostas à radiação. Eu conheço por isso muito bem os danos que podem ser causados pela emissão radioativa, melhor do que muitos especialistas entrevistados pela mídia e que expressam suas opiniões.
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Pergunta: A intensidade das emissões não decai ao chegar através do pacífico até à costa da Califórnia?
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Moret: Não, as partículas radioativas permanecem juntas como uma bolha. Quando chove, são atingidas a população e toda a região onde a chuva cai, e podem aparecer as mais diferentes doenças provocadas pela radiação. Esta contaminação atua sobre os genes e será transmitida às futuras gerações.
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Mas isso não deve ser motivo de preocupação à população brasileira, pois como afirmou o ministro Mercadante: "O nosso reator é um pouco mais moderno. As paredes são mais robustas do que reator japonês e a nossa usina é capaz de aguentar tsunamis de até sete metros de altura e eventuais terremotos de 6,5 graus na escala Richter."
. (continua...)

Miguel disse...

(...continuação...)
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Aparentemente o ministro desconhece o significado da palavra "acidente". Uma vez que ele ocorra, quem deve ser responsabilizado pelas centenas de milhares de vidas destruídas pela radiação, além da contaminação de grandes regiões brasileiras? Sugerimos que os responsáveis pela aprovação da construção de usinas nucleares se comprometam, juntamente com todos seus descendentes, a serem os primeiros "voluntários" para os reparos e limpeza do nosso reator "mais moderno" e com paredes "mais robustas" (...)
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Pergunta: Quanto tempo você calcula para que aconteça um GAU (catástrofe nuclear)?
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Moret: A situação por lá se torna pior a cada dia que passa. Não existe mais um acesso direto às instalações, tudo deve ser levado por helicóptero, os geradores de energia foram destruídos pelo tsunami, os refrigeradores não funcionam mais. 90 minutos após o tsunami, quando o resfriamento cessou, iniciou-se o aquecimento das varetas de combustível nuclear. Partes destas varetas estão expostas completamente e começaram a derreter. Houve explosões de hidrogênio, incêndios, radioatividade alcançou o meio-ambiente, os índices de radioatividade em torno das instalações se elevaram a patamares perigosos. A qualquer momento pode acontecer o pior.
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Pergunta: A única coisa positiva dos acontecimento no Japão é a mudança na Europa, no que concerne à limitação da energia atômica. Na Alemanha, foi decretado hoje uma moratória de três meses e determinado o desligamento provisório de 7 instalações nucleares, dentre as 17 existentes, para avaliação. O que você acha disso?
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Moret: Seria uma atitude correta se fosse uma decisão permanente. Mas os defensores da energia atômica fazem agora apenas um recuo estratégico, e quando tudo passar e estiver esquecido, continuarão exatamente da mesma forma. Os políticos, em sua maioria, são comprados pelos conglomerados energéticos; aqui não se pode esperar grandes mudanças. Há muito dinheiro envolvido.
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Fonte holosgaia.blogspot.

Miguel disse...

PARA AQUELES QUE TÊM 'PREGUIÇA' DE LER, LEIAM ESSE TRECHO:

Moret: Eu não acreditaria naquilo que um governo diz e especialmente naquilo que as concessionárias de energia dizem. Eu lidei com representantes do governo japonês..., canadense e americano, e a maioria não diz a verdade. As afirmações mais verídicas provêm de certos cientistas, e também de certos ativistas que conheço ao redor do mundo. Pois eles estão no local, onde acontecem os experimentos, eles mesuram e observam a intensidade das emissões por todo o planeta. Eles estão muito preocupados com a situação no Japão e fornecem os melhores dados e informações...

Miguel disse...

Não podendo afirmar da veracidade desse vídeo... apenas repasso

• Chuva Radioativa em Tóquio é Acobertada Pela Mídia - MOX vazou do Reator 3 (noite de 23 de Março)
http://www.youtube.com/watch?v=nVDUtlJVAYk

Mara disse...

Bom dia,

O pior inimigo da humanidade é a ignorância, diz-se que não queremos o nuclear, diz-se que o nuclear é péssimo no entanto a maioria das pessoas que fala contra o nuclear são pessoas que pouca ou nenhuma formação tem neste campo.
Desde que se utiliza o nuclear houveram três grandes acidentes, um nos EUA, Chernobyl e agora Fukoshima quantas pessoas foram afectadas?
Agora quantas pessoas foram afectadas por quebras hidráulicas de barragens?
A diferença é que temos e que vemos as barragens e até vamos tomar uns banhos nas albufeiras quando está quente os reactores nucleares não se vêm por motivos de segurança como é obvio.
As populações que vivem em Portugal coladas ás refinarias? Que é que acontece a essas populações se houver um acidente? Alguém sabe a quantos quilómetros deve ser colocado o perímetro de segurança em caso grave acidente?
Não me parece correcto uma resposta de sim ou não, todos conseguimos colocar problemas a todas as fontes de energia, renováveis ou não renováveis, parece-me obvio que o futuro passa por uma “mistura” de todas as fontes de energia disponíveis, melhorando continuamente os critérios técnicos optimizando o funcionamento das instalações e a segurança das mesmas.
Lembro que as populações francesas multiplicam-se pacificamente ao lado das centrais, em Espanha as populações vizinhas de Almaraz tem uma relação pacifica com a central.
É verdade que o maior problema das centrais nucleares são os resíduos, de lembrar que os resíduos das centrais podem ser reciclados e que apenas uma pequena parte tem que ser, efectivamente, depositados, mas ninguém se preocupa com os resíduos radioactivos provenientes das maquinas de raio-X, por exemplo de consultórios de dentistas, grande parte destes resíduos andam sem controlo.

André Silva

♀♥Kiara ♥♀ disse...

Olá...


Eu sou favorável à instalação de usinas nucleares, desde que sejam em locais bem distantes e isolados, que conte com maior parte da verba da iniciativa privada. Porque se for feito com o dinheiro do contribuinte e (Deus nos livre) ocorrer algum acidente, imagina o montante que será gasto para tratar as pessoas que forem afetadas, os lençóis freáticos, rios, solo e etc)

No caso do Japão, é lamentável, sem palavras para descrever a tragédia, mas é uma irresponsabilidade e arrogância muito grandes.
Como um dos países MAIS VULNERÁVEIS aos desastres naturais como o Japão, constrói uma usina nuclear? Eu considero isso inconcebível, ao passo que o Irã está sofrendo sanções econômicas e políticas, porque pretendem prosseguir com um programa nuclear. Não que esse seja "santo", longe disso. Mas é engraçado quando uns podem e outros não, simplesmente "porque é assim que tem que ser e ponto".