quarta-feira, abril 6

Fazer análises salva vidas?

A maioria da população portuguesa já fez análises, exames, rastreios e uma boa parte foi confrontada com as patologias mais comuns: diabetes, colesterol alto, tensão arterial irregular, entre outras. É hoje cientificamente aceite a importância que estes testes têm na deteção, prevenção e tratamento atempado de doenças mais ou menos graves. Esta fase pré-diagnóstico tem um forte impacto na melhoria da qualidade da doença, pois se for detetada numa fase precoce não só se diminui o seu impacto na saúde do doente como os custos socioeconómicos da terapia. Que importância têm estes meios de complementar de diagnóstico? Quais devem ser realizados? Com que periodicidade? Quem os prescreve?

Convidados
Germano de Sousa, Médico Patologista Clínico
Filipe Rodrigues, Vice-presidente Ass. Port. dos Técnicos de Análises Clínicas e Saúde Pública
Rosa Gallego, Médica de Clínica Geral e Familiar
Cristina Santos, Farmacêutica

6 comentários:

Mara disse...

Olá
Andei mais de 35 anos a queixar-me a vários médicos das indisposições alimentares que sentia.
Fiz exames complicadíssimos, e foi só aos 62 anos que eu, através dos sintomas, procurei na internet a indicação: intolerância alimentar.
Fiz a análise (por minha iniciativa) e além de ter intolerância a vários produtos (legumes) que ingeria diáriamente, sou intolerante ao glúten.
Felicidades para o programa.
M.

Isabel disse...

Meus caros:

Tenho 49 anos,sou lic em Engª zootécnica, (conheço as doenças da bicharada toda;)) LOL:)) mas tenho uma questão:
O meu ginecologista mandou-me há 2 anos fazer análises aos marcadores tumorais do cancro do ovário. Disse-me que mandavaa fazer essas análises a todas as senhoras após os 45 anos. Tinha feito uma eco endovaginal e estva tudo normal.
Devo fazer?? Devo ficar na angustia de saber que provavelmente terei um cancro no ovário, dos mais mortais?? Obrigada

Isabel disse...

Devo fazer análises para marcadores tumorais ováricos mesmo se sintomas??

Mara disse...

Concordo inteiramente com a V. convidada, médica de família, que diz haver utentes do SS que pretendem decidir, eles próprios, que exames e análises devem ser-lhes feitos, o que não é admissível já que cabe ao técnico (neste caso o médico) decidir sobre as medidas a tomar em cada caso.
Acontece ( e é com mágoa que tenho que dizer isto...) que há médicos relapsos que não fazem o que devem. Recentemente, uma familiar minha foi medicada com antibiótico por apresentar sintomas de infeção urinária. Como os sintomas persistissem, foi pedida uma análise (sem antibiograma) que levou à prescrição de novo antibiótico. Desfecho da situação: internamento hospitalar de urgência , sendo então diagnosticada infeção renal. A pessoa em causa sofre de Parkinson, tendo já sido submetida a cirurgia para implantação de elétrodos. Isto é, não é um doente comum!... Ao que parece, o médico de família não actuou como devia...
Acho que ,em defesa da honorabilidade , da credibilidade, e do respeito devido à profissão médica, a Ordem dos Médicos devia ser eficaz e célere na análise de casos de negligência (como este parece ser), sob pena de as pessoas acharem que «não vale a pena fazer nada» e que «são todos uns vigaristas que só querem receitar para agradar às farmacêuticas».


Com os melhores cumprimentos,

Maria Alves

Mara disse...

Boa tarde,

Sou Helena Silva, interna complementar de Medicina Interna.

Os meus parabéns por mais um excelente programa.
Este é particularmente importante e lida com um problema muitas vezes não valorizado na práctica do dia-a-dia.

Com particular importância, para além do controlo de qualidade e certificação dos laboratórios, mas com a importância fundamental:
1- da comunicação entre o clínico e o patologista clínico (discussão da pertinência da análise, da correcta informação clínica para o laboratório e o significado do resultado
2- da qualidade do relatório fornecido ao clínico
3- na práctica clínica - uso inadequado de marcadores tumorais e marcadores de auto-imunidade.

Obrigada pela atenção.
Espero que este comentário acrescente algo à discussão.

--
Helena Ferreira da Silva

Teresa Matos disse...

Boa tarde!
Estou muito satisfeita pelo debate apresentado hoje pelo programa sociedade civil e gostaria de fazer uma pergunta ao Prof. Germano de Sousa. Sou licenciada em análises clínicas e saúde pública e sou colaboradora de uma urgencia hospitalar em lisboa, e gostaria de saber a opinião do Prof Germano de Sousa sobre a possibilidade e a disponibilidade dos seus colegas patologistas, para integrarem equipas de medicina e/ou cirurgia sempre que necessário auxílio na prescrição de MCDT's neste caso, análises clínicas??
A dúvida surge, pois assisto diariamente a uma falta de pro-actividade por parte dos patologistas e dos médicos nos serviços em partilha de informação e esclarecimento de dúvidas, aumentado em larga escala a um gasto desnecessário de MCDT's.