terça-feira, setembro 12

Violência nas Escolas

A violência dos jovens é um problema cada vez mais real, e Portugal não é excepção. Será inevitável que uma sociedade mais desenvolvida gere mais violência, especialmente nos jovens?

4 comentários:

Fábio disse...

Sou um aluno do 8º ano e sim, é verdade, mas também existe o contrário. Muitas das vezes são os próprios professores a provocar essas situações, insultando os alunos, chegando a prejudicar uma turma inteira, a "despejar matéria" por culpa de 2 ou 3 elementos. É pena, mas muitos dos professores de hoje em dia têm essa profissão não pela vocação, mas pela solução financeira.

Anónimo disse...

Uma vez que foi referida a questão da Praxe Académica, relativamente à problemática social da violência escolar, acho pertinente dar o meu contributo ao debate na minha perspectiva de estudante do ensino superior e praxista.
A Praxe Académica é uma instituição social organizada, fomentada e alimentada pelos alunos da Academia e, na qual, podem participar, pelo Código da Praxe Académica, professores e o magnífico Reitor da Universidade (falo concretamente do Código da Praxe do Porto e na magnífica pessoa do excelentíssimo reitor da Faculdade do Porto). O Sarau Cultural, organizado pelo praxista Orfeão da Universidade do Porto, é uma das actividades nas quais, com muito gosto nosso, o magnífico Reitor habitualmente marca presença. Por aqui, penso desvanecer o mito de que a Praxe é uma organização de cariz duvidoso, qual Sinédrio ou KKK.
Nos objectivos da Praxe inserem-se parâmetros do mais ético possível, como por exemplo: a integração dos novos alunos na Faculdade e na Academia e a manutenção das tradições académicas que ocupam já um espaço concreto da cultura portuguesa (as tunas académicas e os fados académicos, que deram origem ao Fado de Coimbra, por exemplo).
Tenho a noção que se questionam os meios que a Praxe utiliza para conseguir a união e solidariedade entre alunos, necessárias para que se consigam atingir os objectivos acima descritos e essa a única questão plausível para se ter ao discutir a Praxe. Falo com a minha experiência, e já fui caloiro e nunca me senti abusado de forma alguma, os Doutores de Praxe fomentam agora, por ordens do próprio Conselho de Veteranos da Faculdade que obedece ao Conselho Magno de Veteranos da Academia, a que se respeitem os caloiros e doutores (e todos os praxistas), e esse respeito aplica-se ao conhecimento e à noção do limite individual (moral, físico e psicológico), de cada um.
A Sociedade em geral deve-se informar-se um pouco mais ao falar de um assunto que desconhece em quase toda a sua totalidade, no fundo o analfabetismo arrasta o comércio fácil (do choque visual) e a que se digam muitos disparates. No entanto, toda a gente bate palmas às tunas, que são profundamente praxistas, mas, enfim, é o mal de uma sociedade sem espírito dialéctico e que, para não ter que pensar, se reveste no “esquerdismo” fácil do pós 25 de Abril. A classe média obedece sempre à curva normal.
Felicitações pelo programa e pela imparcialidade, Fernanda Freitas.

Cumprimentos a todos os convidados.

Artur disse...

Exmos. Senhores, agradecemos o vosso apoio na divulgação desta iniciatica:

I Congresso Nacional de Combate ao Insucesso Escolar
14 e 15 de Outubro de 2006
Auditório Municipal de Resende


Nos últimos anos tem sido implementado um conjunto de medidas cujo objectivo é melhorar o ensino em Portugal e desta forma, proporcionar uma maior igualdade de oportunidades. Este trabalho tem tido resultados visíveis, mas a verdade é que os índices de insucesso e abandono escolar continuam a constituir um problema nacional, para o qual devemos estar atentos.

Assim, no decorrer do seu Plano de actividades para 2006, a AJUDE (Associação Juvenil para o Desenvolvimento) está a organizar o I Congresso Nacional de Combate ao Insucesso Escolar nos dias 14 e 15 de Outubro no Auditório Municipal de Resende. Para tal, contamos com o apoio da Câmara Municipal de Resende, do Governo Civil de Viseu e da Casa Civil da Presidência da República.

Inserido no Debate Nacional Sobre a Educação, este evento pretende ser um ponto de discussão construtiva para o futuro da Educação.

Para o efeito basta preencher a ficha de inscrição e enviá-la para: geral@ajude.com.pt ; antoniomatias@ajude.com.pt ou para o fax nº 214467575 ao cuidado de António Matias.

Em caso de alguma dúvida ou necessidade de algum esclarecimento, por favor contacte António Matias, através do correio electrónico antoniomatias@ajude.com.pt ou do n.º Telemóvel 963 736 437.


Associação Juvenil para o Desenvolvimento – AJUDE
Câmara Municipal de Resende

Anónimo disse...

Domingo, Outubro 14, 2007
É tempo de praxe


Todos os anos por esta época as universidades portuguesas enchem-se de estudantes que fazem coisas ridículas sob orientação dos seus colegas mais velhos. Esta semana cruzei-me em Aveiro com um longa bicha de caloiros que vinham da ria acartando nas mãos, debaixo do sol, sacos plásticos cheios de lodo. Presumo que a intenção fosse levar aquela porcaria para a Universidade. Em Coimbra, ao pé da escadaria monumental, passei por um estudante com o traje académico que era escoltado ao caminhar por quatro colegas recém-chegados à capital da cultura universitária que o rodeavam de braços estendidos no ar agarrando a capa dele sobre a sua insigne cabeça para que esta não apanhasse sol de mais. Suponho que teria medo que o pequeno cérebro derretesse.
Chamam a isto a praxe, e a justificação dada para que os colegas mais novos se tenham de lhe submeter é a necessidade de “integração”. Só há integração para quem não fizer ondas e aceitar com humildade os tratos de polé. Os caloiros são mandados fazer figura de urso para se poderem integrar, com a promessa de que um dia também poderão ser superiores prepotentes e terão enfim o direito de mandar uma nova geração de inferiores (caloiros/lamas/lodos) fazer por sua vez figuras tristes. É a apologia da humilhação como estratégia pedagógica.
Dizem os praxistas que é bom como aprendizagem para a vida, como preparação para o mundo. Aprende-se assim a respeitar a hierarquia, preparam-se os jovens para um modelo de relações profissionais baseado não no respeito mútuo, mas nas pequeninas e mesquinhas maneiras quotidianas de lembrar quem é o superior. Um modelo onde pouco conta o mérito, onde as ideias novas ou diferentes são malvistas, no qual importante é saber lamber as botas de algum cacique. Aprende-se a obedecer sem questionar. Para que se perpetue uma cultura que promove o medo de ser o destravado da língua que comete a heresia de dizer que o rei vai nu. E que é saneado pela ousadia. A praxe é um reflexo do triste país que temos, portugalzinho no seu pior.

Publicada por João Paulo Esperança em 11:52 PM 0
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