terça-feira, fevereiro 27

GESTÃO DE PATRIMÓNIO

Muito do património nacional está rodeado por um território fortemente urbanizado e desordenado. Como convivem dois territórios tão diferenciados quanto próximos? Como fazer conviver a expansão das cidades com os monumentos arquitectónicos e naturais?
Numa altura em que o país recorda o património que possui e que está a ser votado na iniciativa “Maravilhas de Portugal".

12 comentários:

Hélder Fráguas disse...

Para quem está interessado em adquirir um certo imóvel não classificado, como saber se existe ou não uma servidão administrativa, sobretudo fora do concelho de Lisboa?

Jaime disse...

boa tarde
para conviver os dois "mundos" na minha opinião e fazer o que se fez em Lisboa em alguns monumentos nomeadamente no mosteiro dos Jerónimos, e aquela zona toda à volta entre os quais os outros monumentos ou seja criar uma zona verde para destacar ainda mais o monomento. na grande parte dos outros monumentos isto nao acontece, dando ate a ideia que o monumento esta ali porque nao se pode deitar abaixo para construir predios.

Natacha Campos disse...

Segundo as notícias, o Palácio da Pena vai sair da administração do IPPAR. Isso significa o quê? Uma mera mudança administrativa? Que mudanças significativas podem surgir?

manuel faria disse...

a fernando ficou muito bem com o novo corte

Mário disse...

boa tarde

uma pessoa por exemplo do Porto, quer vir ver por exemplo Marvão que realmente e um local fantantisco com uma vista absolutamente linda, o problema e que Marvão se vê em 3 ou 4 horas e depois? nao existe mais nada à volta... nenhum atractivo e nao me digam que portelegre e um atractivo porque a cidade e muito pequena e com pouco para ver (estudei lá). e como Marvão existem muitas outras maravilhas.

Rita disse...

Ola...
Me entristece ver um programa que trata de um assunto tão importante, em momento algum falar da Educação patrimonial, uma das ferramentas mais importantes para se conseguir conservar e preservar o patrimônio. A comunidade precisa ser esclarecida e também convidada a participar. A educação para o patrimônio é o caminho mais simples para se tingir uma série de objectivos inerentes ao patrimônio.
Rita de Cassia

Zeze Camarinha disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Rita disse...

Acho que se justificava ter começado esta discussão acerca da gestão do património com a realização de um outro acerca do que é afinal "Património". Parece-me que este conceito está nos dias de hoje intimamente ligado à faceta do "gostar" ou "usar", mas não vale o património também como registo do que de bom e de mau se fez no nosso passado, sem estar subordinado aos gostos actuais? E não será o património, mais que o edifíco/monumento, o contexto urbano em que se insere? Com que autoridade se altera a envolvente de um edifício, com o fim de lhe dar maior destaque, mas que na realidade vem alterar a sua "verdade" urbana. Não se estará com essa acção a criar bibelots falseadores da verdade histórica? Afinal durante o Estado Novo também se melhoraram monumentos em nome da unidade estilística, e apesar do seu melhor aspecto, passaram a ser menos património por essa intervenção.

Liliana disse...

Boa tarde,

Sou licenciada em Gestão do Património e a terminar mestrado na Universidade Católica em Gestão do Património Cultural, gostaria de obter a opinião dos presentes sobre as dificuldades de um Técnico na área da gestão cultural ter tanta dificuldade em ingressar no mercado de trabalho.

Agradecia muito uma opinião!

Parabéns pelo programa.

Liliana Ribeiro.

Anónimo disse...

Saudações.
Como sempre o problema centra-se na educação e sensibilização das pessoas para o património cultural.
E devia-mos começar pelos sr.s presidentes de Camara. Veja-se o que se tem passado em Portimão, no Algarve. A autarquia tem um pelouro da cultura, licenciados em arqueologia, o próprio presidente foi professor de História..., no entanto os crimes de lesa-património são incontáveis! O dinheiro e o betão cilindraram autenticamente o património histórico desta cidade, num completo desrespeito pela memória das suas gentes.

Cláudia Dias disse...

Boa tarde, chamo-me Cláudia Dias e assisti hoje ao vosso programa sobre «Gestão do Património», achei curioso este tema e a mim tocou-me particularmente, porque é raro ouvirmos falar sobre este tema, principalmente na sociedade portuguesa.
Gostaria de referir que existe há já alguns anos, um curso superior que se chama de «Gestão do Património», um curso de 5 ano, na Escola Superior de Educação do Porto, no Instituto Politécnico do Porto e que todos os anos são formados, técnicos de Gestão do Património e que depois não encontram colocação no mundo do emprego! Acho engraçado e ao mesmo tempo vergonhoso quando se fala de técnicas como formação para intervir positivamente no Património e só falam em engenheiros e arquitectos, quando temos os técnicos de Gestão do Património e como o nome indica, são estes os técnicos que deveriam ser "aproveitados" para demonstrar, toda a sua formação teórica e também prática!
Gostaria que pensassem nisto, porque ainda há muito que fazer e entristece-me que o meu curso não seja valorizado como deveria ser, porque nós jovens apostámos em valorizar, estudar, divulgar e conservar o património nacional e para isso precisámos apenas de um pouco de incentivo e apoio, começando pelo reconhecimento... nós EXISTIMOS!
Cláudia Dias
(actualmente a concluir a licenciatura Bi-etápica em Gestão do Património - gestaodopatrimonio.blogs.sapo.pt)

Anónimo disse...

Boa tarde

Ao pesquisar uns assuntos sobre Gestão do Património vim ter a este blog, bastante interessante. Estou a acabar a minha licenciatura em Gestão do Património pela Escola Superior de Educação do Porto. Neste momento a palavra que me ocorre é descontentamento! Adoro o curso, é bastante interessante, abrange uma cultura geral sem igual e realmente tem imensas saídas profissionais (instituições culturais, turismo cultural, gestão cultural, bibliotecas, museus, arquivos, etc...!). Mas num curso superior com estas potencialidades o que se faz neste país??? NADA! Simplesmente não optam por valorizar aquilo que Portugal tem de melhor: o seu Património! Existem inumeras formas de o valorizar, mas neste país não se dá importancia a isso, o mais importante para os "nossos superiores" é construir resorts turisticos; é mudar o nome Algarve para Allgarve, entre outros; mas não se lembram de contratar técnicos superiores capazes de valorizar de forma diferente as terrinhas (Algarve) que já têm bastante afluência turistica! O importante para eles é alterar o nome, não se lembram de organizar Roteiros Turisticos com vertentes culturais e patrimoniais; não se lembram de valorizar aquilo que é nosso e o que melhor nos caracteriza como portugueses que somos: a nossa cultura e o nosso patrimonio! Nos Pelouros da Cultura das Câmaras assistimos cada vez mais à contratação de arquitectos, historiadores, entre outros, que acham que podem fazer o trabalho para o qual nós, Gestores do Património, nos especializamos! Mas a mentalidade do povo português é mesmo essa, são curtos e limitados! Daí sermos tão mal "vistos" e "avaliados" pelos restantes países da Europa. O mehor mesmo é, nós, Gestores do Património, fazermos as malinhas e mudarmos-nos de vez para países como Espanha, França, Brasil, Itália, entre outros; porque esses sim, dão valor à sua cultura e não necessitam de alterar o nome (com iniciais em ingles!!!!) de um qualquer sitio turistico para atrairem mais estrangeiros!!!!!Enfim... tenho mesmo vergonha de ser portuguesa!
Tânia Santos - Porto