quarta-feira, fevereiro 13

Emergência médica: estamos seguros?


Os problemas de qualidade da assistência em emergências médicas saltaram para a praça pública depois da mediatização de um telefonema entre o INEM e as corporações de Bombeiros de Alijó e Favaios. O INEM e os Bombeiros decidiram por isso definir os protocolos que estabelecem a relação entre ambas as organizações de socorro.
Estão em cima da mesa temas como a organização de uma rede nacional de ambulâncias, definindo os locais onde se devem instalar as ambulâncias equipadas e com tripulação qualificada, entre outros. Neste SC olhamos para estas novidades e fazemos o retrato da emergência médica no país, percebendo qual a eficácia destes meios, num momento em que o fecho de algumas urgências hospitalares pressupõe meios de assistência rápidos e eficazes, independentemente da zona do país onde nos encontremos..

21 comentários:

Armando Silva disse...

Penso que em Portugal estamos a cair no erro de querer substituir os hospitais por ambulâncias, bastando para isso atestar o numero de partos em "andamento"... Não está em causa a qualidade do INEM, que já deu provas de ser excelente, mas antes da necessidade de proximidade junto das populações... Pensem antes poupar em luxos e não na saude...

j disse...
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Strawberryzinha disse...

A minha família tem origens na Serra da Estrela, concelho de Seia, freguesia de Vide.

A minha avó caiu, tive de recorrer ao 112 a ambulância demorou meia hora a chegar. É impossível chegar em menos tempo devido aos acessos (curva contra curva)! Se tivesse sido algo de realmente grave teriamos de ir a Seia verificar e somente depois ser transferidos para Coimbra ou Guarda!

ISTO IMPLICA MORRER NA ESTRADA EM BUSCA DE SOCORRO!

Ambulâncias suficientes??? Então porque se obtém resposta "Tem de aguardar porque não há ambulâncias disponíveis?" quando se requereu uma ambulância para socorrer um miúdo com 16 anos com um AVC! Se não houvesse uma resposta rápida de um carro próprio a levar a pessoa ao hospital as consequências poderam ter sido devastadoras para este jovem!

Patrícia Santos

lady_blogger disse...

A atitude da senhora do Inem não podia ter sido melhor, e a da dos bombeiros em causa não podia ter sido pior.
Não será nada estranho o proliferar de anedotas com bombeiros. Temos de ter esperança que nem todas as coporações de bombeiros actuem de forma similar, e que a de Alijó e Favaios tenha sido uma infeliz excepção à regra.
Recordo-me ainda do telefonema que desde o início ao fim mais parecia uma anedota pegada. Primeiro pela frieza de quem recorreu ao Inem e o modo como falou, depois todo o discurso dos bombeiros, um chegou a estar ao telefone e ao telemóvel ao mesmo tempo, o que é inaceitável.
A senhora do INEM deveria ser condecorada pelo modo sábio como procurou solucionar a questão e os chefes das referidas corporações deveriam ser despedidos, pois deveriam assegurar que em caso de surgir uma situação destas haveria recursos suficientes para acudir com prontidão.

Esta situação pontual pode muito bem ser um espelho do modus operandi de muitas outras corporações. É preciso alterar estas atitudes e falta de meios, para que tenhamos a certeza de os meios de assistência acorrerem com a maior brevidade.

Talvez os bombeiros se sintam desmotivados por falta de apoios, mas se neste caso concreto o não assegurar socorro imediato foi uma forma de protesto, escolheram o modo errado de protestar, pois eles devem em qualquer circunstância e acima dos seus valores pessoais tentar diligenciar todos os esforços para salvar vidas.

Haja saúde!

CC

Maria Mendes

Pedro disse...

Boa tarde,
Felizmente as únicas vezes que necessitem de assistência prestada por ambulância esta decorreu de forma expedita, mas esses incidentes ocorreram na área da Lisboa e como tal, nem eu esperaria outra coisa. Preocupa-me seriamente a eventualidade de estar algures no país em particular zonas mas afastadas de grandes centros e necessitar de serviços de emergência. Sendo um pouco irónico qualquer dia temos o INEM a trabalhar com a Rádio-Táxi pois esses são mais rápidos a atender os clientes. É necessário acabar com esta disputa das hierarquias pois os prejudicados esão a ser pessoas que em limite têm a sua vida em risco. O que está a ser feito para melhorar a coordenação destes serviços?

Izzi disse...

Concordo plenamente com a ideia de que é urgente formar a população em termos de socorro básico de vida. Fiquei ainda mais convencida disto quando o ano passado fiz um pequeno curso de socorrismo. É claro que isto não é tudo e fechar urgêcias e centros de saúde não ajuda nada.
Também como o presidente da Cruz Vermelha referiu, o nível de formação da população portuguesa não acompanhou a evolução das tecnologias médicas e ainda há muito boa gente que confunde situações que têm tempo de ser vistas, com urgências verdadeiras, entupindo as urgências e usando ambulâncias desnecessariamente, ou aumentando as filas de espera no hospital (e por vezes vão para o hospital com doenças menores e saem de lá contagiados por algo muito mais grave).

j disse...

O telefonema divulgado por alguêm do INEM foi arrepiante, demonstrou as enormes falhas que existem em algumas corporações de bombeiros. Sei que muitos fazem o que podem e que mais não dá, mas a reorganização das corporações de bombeiros no país tem de avançar, tem de se deixar de lado "bairismos" e avançar para fusões e mais profissionalização.
Acho também que é vergonhoso que muitos jovens que entram nas universidades para tirarem cursos da área da saúde não tenham que obrigatóriamente que prestar serviço de voluntariado nos bombeiros, acho que isso devia ser critério para entrada nesses cursos, pois quem lhes paga as licenciaturas são os portugueses e eles não dão nada em troca para a comunidade, e era também uma forma de se humanizar também os futuros profissionais da área da saude.

A maior parte do voluntariado dos bombeiros é feita por jovens ou adultos de classes mais baixas que dão tudo o que têm, deviam também os filhos dos senhores "fulanos tal" ser obrigados a prestar serviço para com a comunidade se quiserem entram em determinadas licenciaturas.

Obrigado.

lady_blogger disse...

Pior que esta situação que envolveu o Inem e bombeiros de Alijó e Favaios, em que a vítima já estava morta, foi mesmo aquele caso de uma ambulância que sinalizando emergência mesmo assim foi mandada parar por uma autoridade e em consequência da demora o paciente que transportava acabou por falecer.
Este é um outro caso que deveria ser melhor analisado.

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...
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lady_blogger disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
lady_blogger disse...

Já agora criem uma nova profissão: bombeiros-parteiros!
Sinceramente o nosso Sistema de Saúde funciona tão mal que andam a transferir competências dos obstetras para os bombeiros.
Por outro lado creio que muitos dos partos ocorridos em ambulâncias poderiam ser evitados se as futuras mães não decidissem ir para o Hospital à última da hora. Mas no caso daquelas que não percebem os sinais de início do parto e caso morem a muitos quilómetros da maternidade mais próxima, realmente só lhes resta ter a sorte de apanhar um bombeiro experiente em partos em ambulância.
Uma outra alternativa para os casos de grávidas que vivam mais longe, poderia ser que a ambulância de serviço dispusesse de um bombeiro e de um médico obstetra.
O estado só está preocupado com os cofres e não se preocupa o suficiente com a saúde dos portugueses. Façam cortes orçamentais noutras coisas não tão essenciais quanto a nossa saúde.

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...
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lady_blogger disse...

A saúde em Portugal está doente.
E parece que a garantia de segurança durante as 24 horas é uma ilusão. Talvez os dias daqueles que nos devem dar essa segurança sejam menores que os nossos e não tenham efectivamente 24 horas...

CC

Maria Mendes

provencal_lf disse...

Boa Tarde

Quero dar os parabens à linha saude 24.
Desde que o meu filho nasceu tenho evitado algumas idas ao hospital,uma vez que não gosto de lá ir ,muitas das vezes por coisas pequenas,evitando deste modo urgencias pediatricas e tambem evitando o meu filho ou mesmo nós(Pais) apanhar virus.
Parabens saude24 e tambem ao Vosso programa sempre com temas actuais.

CC


Mónica Fonseca(Leiria)

Pedro disse...

Gostava de partilhar um episódio que se passou à algum tempo com um familiar meu. Ele deu entrada num Hospital distrital do norte no serviço de urgência tendo ficado em observação durante um dia sem que nem sequer umas análises tivessem sido realizadas. Acabou por ser enviado para casa com prescrição de analgésicos. Insatisfeitos com esta situação recorremos a um hospital privado onde lhe foi diagnosticada uma infecção urinária e início de pneumonia. Tendo em conta que se tratava de uma pessoa com 74 anos é íncrivel que aconteça uma situação destas. Felizmente este é apenas um exemplo de prática médica incorrecta e que não reflete a generalidade, mas quando se lida com a vida das pessoas não pode haver displicência. Sou arquitecto e temos um dito "os nosso erros ficam à vista, o dos médicos vão para debaixo de terra!" Somos humanos e o erro faz parte, mas quem quer ser médico tem de ter presente que a sua quota de erro tem de ser minima

sandra disse...

Ouvi agora uma grande verdade de um "triador".
O problema das urgências surge a montante do hospital.
Os centros de saude: já tentaram uma consulta de urgencia (os SAP ou catus...) temos horas de filas à nossa frente. Imagine alguem realmente doente ali à espera. E porquê, porque as consultas normais são difíceis de marcar.
Já tentaram marcar uma consulta do centro de saude? "minha senhora, tenho para o mes que vem a partir do dia 15. Portanto, uma constipação, que podia esperar 1 dia por uma consulta, vai parar ao CATUS. E quando abre as 18h já estão 100 pessoas a tua frente, e chega a nossa vez dizem que já não há vagas....Para onde vamos? Hospital...Há que melhorar os cuidados a montante do hospital, isso sim.

Pedro disse...

Não seria de considerar workshops ou formação efectiva de socorrismo nas escolas enquanto parte integrante dos programas?? Se como foi referido, um curso de socorrista demora 6 horas é íncrivel que ainda não tenha sido adoptado no ensino

Strawberryzinha disse...

Relativamente à comunicação acho que depende muito de quem a faz!

Se for para um dos meus certamente que estarei muito mais aflita do que se estiver a ajudar a socorrer alguém que não conheço! Serei muito mais "fria" a comunicar terei mais calma e mais discernimento!

Templo do Giraldo disse...

http://templodogiraldo.blogspot.com/


Passem por aqui e comentem. SAUDAÇÕES.

JOSE disse...

Exmª Lady blogger, que sabe Vª. Exª. de gestão de coorporações de Bombeiros Voluntários? Pelo comentário que fez sobre os de Alijó e Favaios, a senhora não sabe rigorosamente nada, anula-se completamente enquanto ser humano, se o é. Como pode proferir criticas ao voluntariado? Domina o sinónimo? Não parece.
Elogia a postura da operadora do inem. "...Ó doutora, quer que dê a viatura como indisponível?...(palavras da dita operadora do inem para a médica de serviço no Codu).
Sabia ainda que tiveram que ser os Bombeiros Voluntários de Alijó a vir ao encontro da Vemer, porque este veículo desconhecia por completo onde era o local de destino para socorrer a vitima?
Faça mea culpa e vanglorie-se por ainda haver neste país homens e mulheres com o sentido de voluntariado como os de Alijó e Favaios. Lady Blogger...ahahahah...

Paulo Ferreira disse...

Durante muito tempo os corpos de Bombeiros foram parceiros directos do INEM, muitos corpos de Bombeiros se individuaram para aquisição de meios para a área do Pré-Hospitalar, a conversa do INEM era sempre a mesma, não podemos ajudar melhor por falta de verbas financeiras. E como se veio a se verificar que existia muito dinheiro, mas era somente para alguns.

Actualmente um posto PEM nos bombeiros custa ao INEM 2000 euros por mês, enquanto uma ambulância deles custa em media 12000 euros por mês e as SIV passa em muito essa verba, e depois existe que nada recebe, como Alijó e favaios, mas tem que ser idêntico aos outros.

Não se pode existir nada quem nada recebe, e muitos corpos de Bombeiros tentam a todo o custo manter serviços mínimos, retirando verbas de outros sectores para serem empregues em outros, mas existem corpos de Bombeiros dificilmente conseguem ter alguma coisa, porque tudo tem custos e custos elevados, somente a carolice de algumas pessoas que sacrificam o seu tempo de laser para manter o que existe.


Queria era ver os senhores a trabalhar sem ovos, trabalhar somente com as cascas dos ovos usados.