segunda-feira, fevereiro 11

Lei do Aborto: Um ano depois


Há precisamente um ano, a 11 de Fevereiro de 2007, os portugueses votaram “sim” à despenalização da interrupção voluntária da gravidez. Um ano depois, o que mudou na vida das portuguesas? Quantas interrupções foram feitas nos hospitais? Os locais de aborto clandestino “faliram”? Diminuiu o número de mortas em consequência de abortos clandestinos? Queremos ouvir as opiniões dos especialistas nesta matéria: médicos, enfermeiros, psicólogos, psiquiatras, políticos, sociólogos, associações de defesa da vida e, com certeza, mulheres. Perguntas com respostas, no Sociedade Civil.

39 comentários:

Associação AJUDE disse...
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jon disse...

O VERDADEIRO NEGÓCIO DO ABORTO


Os preços reais do aborto liberalizado e gratuito:

O aborto ao ser liberalizado em Portugal no referendo de 11 de Fevereiro, o nosso Estado vai pagar a interrupção da gravidez à grande maioria das mulheres que a queiram livremente realizar em clínicas privadas. Apesar do Ministro da Saúde ter dito em Janeiro de 2007, na SIC, que o aborto irá custar entre 300 e 700 Euros, a realidade é que ele sabe perfeitamente que o seu governo já tinha estabelecido em 2006 os preços de pagamento para as clínicas, situados entre os 829 e os 1074 Euros por aborto. Estes números não têm sido divulgados, pelos motivos óbvios (ver o final da página 45 do Diário da República de 23 de Janeiro, que pode ser descarregado aqui:
http://dre.pt/pdf1sdip/2007/01/01601/00020124.PDF)

Apesar destes valores muito altos e muito acima da média que os contribuintes portugueses vão ter de pagar, essencialmente a clínicas privadas de aborto, ainda assim e de forma muito grave o governo diz não ter dinheiro para continuar a dar contraceptivos gratuitos em centros de saúde nem para apoiar, de forma mais eficaz e abrangente, as mulheres, crianças e famílias carenciadas através de associações e instituições – isto sim é o essencial. O governo terá de reduzir fundos em certos sectores do Estado (como os apoios atrás referidos) de forma a obter os vários milhões de euros necessários para financiar o aborto livre e gratuito. Assim, falha-se redondamente na questão de dar melhores condições de vida às pessoas e prevenir alguns dos motivos que levam as mulheres a abortar, o que não faz sentido nenhum do ponto de vista social e humanitário. Quem ganhará e muito com estas decisões governamentais serão as clínicas privadas de aborto e os médicos que já se estão a estabelecer desde o ano passado em Portugal, à espera da liberalização.

No entanto, em clínicas privadas de aborto legalizadas em Espanha, pagam-se cerca de 400 Euros (como se pode ver numa reportagem da RTP - mms://195.245.176.20/rtpfiles/videos/reportagem/reinoaborto20061101.wmv ), menos de metade do preço que será praticado em Portugal, onde os abortos são feitos nas mesmas condições legais e clínicas presentes no nosso país vizinho. Muitos abortos serão até realizados nas mesmas clínicas espanholas, pois através dos mass media já se sabe que o governo negociou a sua implementação em Portugal, sendo que já existem algumas em Lisboa prontas a abrir após o dia 11. Fica assim uma pergunta: Se os abortos são feitos nas mesmas condições legais e clínicas que em Espanha, porque é que o Estado Português vai pagar mais do dobro do preço praticado nesse país? Isto é sem dúvida um dado muito estranho e incoerente que pode revelar factos que deveriam ser investigados.


Os interesses da indústria farmacêutica:

Não se podem ignorar os interesses das indústrias farmacêuticas, que procuram comprar bebés abortados para deles extraírem células estaminais, com as quais investigam e desenvolvem medicamentos que lhes rendem anualmente milhões de euros. As clínicas que fazem abortos vendem esses "restos" a empresas farmacêuticas, ganhando assim mais um lucro extra. Outra indústria que estará certamente atenta a este negócio é a de produtos cosméticos.

As consequências do aborto livre:

O aborto ao ser liberalizado em Portugal, e ao contrário do que todos os movimentos do SIM afirmam de forma manipuladora, com o passar dos anos este irá, sem dúvida alguma, aumentar bastante. Como demonstram os dados estatísticos e oficiais de dezenas de países do Primeiro Mundo onde o aborto já foi liberalizado há algumas décadas, este aumentou sempre e de forma constante em cada ano. Um exemplo são os EUA, onde em cerca de 20 anos aumentou 1500% em relação ao primeiro ano de aborto livre (1973).
Ver dados:
http://www.johnstonsarchive.net/policy/abortion/index.html


Ao contrário do que se pensa, não é o aborto clandestino (que nunca irá terminar) o que dá mais dinheiro a certos sectores – é sim o aborto liberalizado e ainda por cima pago pelo Estado:

Assim, quem mais ganha com o aborto tem obviamente um forte interesse em que este se torne liberalizado, de forma a poderem ganhar mais e não terem de enfrentar problemas legais. Pois como demonstram os dados acima, através do aborto liberalizado a procura aumenta de ano para ano, e por conseguinte, também os lucros para as clínicas privadas e os médicos que participam neste processo, chegando facilmente aos lucros de dezenas de milhões de euros. Só para se ter uma ideia, as clínicas em Portugal irão ganhar 5.000 euros (mil contos) só com 5 abortos; se forem 500, terão um lucro de 500.000 Euros; e por aí adiante...

As estatísticas oficiais e os motivos para o aborto:

Nestes dois sites é possível ver as principais razões que levam as mulheres a abortar, sendo que mais de 92% o fizeram apenas por motivos de ordem social e económica:
http://www.johnstonsarchive.net/policy/abortion/index.html
http://www.sobreoaborto.info/estatistica/estatistica.htm
Motivos do aborto:
Violação ou incesto – 1%
Potenciais problemas de saúde (mãe ou feto) – 6%
Razões sociais (por exemplo, criança não desejada ou inconveniente) – 93%

Sociedade Civil disse...

agradecemos, como sempre comentários breves - para uma leitura mais simples ao longo do programa

Saudações Civis

jon disse...

Fica aqui a questão mais importante:

Que direito se tem de matar a vida de um bebé (que já sente dentro do útero), só porque incomoda alguém?

Eticamente, qual a diferença entre matar um bebé dentro do útero e fora dele?


Se biológicamente pode haver algumas pequenas diferenças, eticamente continua a ser infanticidio.

j disse...

Já está tomado o blog pelos fanáticos, a esses senhores aconselho que adoptem 10 crianças por cada aborto que queiram impedir, certamente que eram mais racionais se o fizessem dado as instituições estarem cheias de crianças que não têm pais ou tendo pais estes foram irresponsáveis ou não desejaram as crianças. Quantas crianças querem levar para vossas casas? Tenham juízo e respeitem a liberdade individual de cada um, metam-se na vossa vida.

j disse...

Fernanda faça o favor de perguntar à Doutora Margarida Neto se está disponivel para ir a uma instituição de acolhimento de crianças sem pais ou mal tratadas e trazer para sua casa 3 ou 4 crianças para lhes dar educação igual à dos seus filhos, com tudo o que têm direito.

Mikasmokas disse...

Gostava de saber porque é que as mulheres dos diversos movimentos (e aqui incluêm-se as feministas igualmente) continuam a falar unicamente no seu discurso da MULHER, como se o homem fosse uma parte inexistente. A questão coloca-se igualmente a nível do poder paternal. Como se pode falar eu ser-se contra a IVG quando não se resolvem a jusante problemas como a igualdade entre géneros na questão da regulação do Poder Paternal?!
A questão da IVG, do planeamento familiar, do poder paternal, etc etc etc não pode ser dissociado da questão da igualdade entre géneros.

Pergunta muito clara: como se pode defender alternativas à IVG quando são as mulheres muitas vezes a ficarem sozinhas (não havendo responsabilização do homem) ou mesmo quando elas tomam a decisão por elas próprias, condicionando toda a vida do outro progenitor contra a sua vontade?!

Ricardo S.

Muffi disse...

E a liberdade e o direito à vida de um filho?
Porque é que um feto com 10 semanas e 2 dias tem direito à vida e um com 9 semanas não?

Convém não esquecer que não há métodos contraceptivos 100% seguros. Como tal, quem mantém relações sexuais com outra pessoa deve pensar se está na disposição de assumir toda e qualquer consequência que daí advenha, seja uma gravidez indesejada ou outra consequência.

lu disse...

Queria aproveitar este programa para manifestar a minha total concordância com a opção há um ano manifestada em referendo pelos portugueses que se quiseram manifestar sobre a possibilidade das mulheres interromperem gravidezes não desejadas.
E como, apesar de todas as afirmações em contrário, há muita coisa que funciona muito bem neste país, gostava de deixar aqui a informação de que não é verdade que nos centros de saúde não sejam disponibilizadas, gratuitamente, pílulas contraceptivas. No meu centro de saúde, no centro de Lisboa, é certo, recebo, de 6 em 6 meses, as embalagens necessárias da pílula de que necessito
Parabéns pelo programa!

j disse...

Doutor falou mesmo muito bem...

Luisinha disse...

Matar um bebé não é só quando se espera que tenha vida, com o coração a bater. A partir do momento em que duas células começam a se unir para daí gerar um ser, para mim começa aí a vida!
Se seguirmos a lógica de matar um feto antes das 10 semanas só porque não sente, é válido matar pessoas anestesiadas porque não sentem! Em que é que diferem as vidas?

António disse...

Tem a certeza que os médicos objectores de consciência, deixam de ser mas clinicas privadas.

Por falta de planeamento, por aversão aos médicos a minha relação de 21 anos terminou, sobretudo por o anterior exposto, e por defeciencias na aborto clinico. Clinicas de abortos continuam a fazer embora baixassem os preços significativamente. ETC.ETC.

Muffi disse...

Em vez de se falar de aborto discutem-se interpretações estatísticas de estudos sobre cancro da mama.
Está provado que a gravidez e a amamentação reduzem o risco de cancro de mama. Logo, as mulheres que não querem ter filhos, e dentro dessas as que abortam, têm maior risco de ter cancro de mama. Não é o aborto que o provoca directamente.

Em relação à história de não ter no momento um projecto de maternidade, esses projectos constroem-se. O papel do estado devia ser facilitar e apoiar em termos económicos, sociais e de trabalho as mulheres para que não tenha de se pôr sequer a hipótese de aborto.

António disse...

Tenho 47 anos, e esta sociedade hipócrita todos os dias, me anda a matar. Porque terá um embrião mais direito a viver do que eu; eu também já fui um embrião!!!!!!!

Rui Tinoco disse...

Por favor respondam-me a uma coisa:

1 - Ainda bem que as mulheres estão mais protegidas;
2 - Ainda bem que existem menos riscos para as mães que querem abortar:

... mas, então e o Bébé?

O problema do Aborto é só este:

1 - Os nossos bébes estão menos protegidos;
2 - Estamos a matar crianças.
3 - Um ser humano não tem direitos por ser mais pequeno ou ter menos idade?
4 - Quem determina a idade a partir da qual um ser humano tem direitos?
5 - Quem determina quem é, e quem não é um ser humano?

Custa muito ouvir falar sempre das mulheres e nunca das crianças que são efectivamente quem sofre mais (são mortas).

Para criar condições para evitar os abortos, uma das primeiras coisas é consciencializar todas as mulheres que estão EFECTIVAMENTE a matar um ser humano - o seu filho.
Esconder esta verdade ou floreá-la é um erro e é uma mentira.

Será que isto é dito nas consultas prévias (no público e no privado?)

Eu aceito que uma mulher possa querer abortar (cada um sabe de si), mas tem de estar verdadeiramente informada sobre o que vai fazer e quais as alternativas.

A minha pergunta é pois só esta:

ENTÃO E O BÉBÉ?
É ou não é um ser humano?

magui disse...

Permitam-me o desabafo...mas por favor não quero com o que vou dizer ofender nem generalizar o caso de ninguém...Tenho consciência de que quem faz o aborto também sofre.E que cada mulher que o faz tem razôes, suas razôes fortes...
No entanto existem mulheres como eu... que querem engravidar e não conseguem.
Para conseguir ter um filho o estado em práticamente nada me ajuda...Tenho que recorrer a clinicas privadas...Tenho que " comprar" um chance de ter um filho. Em compensação quem quer abortar nada têm a pagar.
Alguma coisa tem de mudar..

Obrigada Margarida Andrade Odivelas

Navigator disse...

Como é que uma psiquiatra pode achar éticamente profissional publicitar a sua opinião pessoal numa área onde pretende intervir?O seu distanciamento está comprometido e neste momento não está habilitada para falar em consentimento informado,com o papão do cancro que não existe.Informar não é persuadir.Qual a liberdade de uma adolenceste maior de idade que procure fazer a sua reflexão com este tipo de presuasão?Médicos de 2ª?Não médicos com imparcialidade comprometida em relação a lei!Quem está disposto a fazer a interrupção(não objector)não será certamente um ginecologista tresloucado infanticida.Mas já agora também me parece que os ginecologistas desta área deveriam ter formação adicional(pos graduação ou outra)ou articulação com psicólogos/psiquiatras voluntarios para este serviço(estou certo que nesta àrea de profissionais que devem sabem informar sem influenciar não haverão tantos objectores!).

António disse...

O mais importante é o facto de Só a mulher ser chamada á decisão, ou seja a própria mulher descarta, desdenha, o ser pai. Mas só quando interessa. A seguir chamam irresponsáveis aos pais. Não quero dizer que não os haja, mas acreditem existem muito mais mulheres que ser mãe é um tormento, aliás tem-se visto as mortes de bébés como acontecem e por quem. Atenção.

j disse...

António, tem toda razão, esta sociedade hipocrita devia mas é preocupar-se com os que cá estão e não com aqueles que ainda nem sequer por cá andam. Exemplo disto é as instituições de acolhimento de crianças estarem cheias e ninguém se preocupar com elas, não vejo os defensores do "não aborto" a levarem crianças para casa e alimentarem-nas a "caviar" como fazem com os seus filhos e colocarem-nas nos colégios caros, por isso é que considero essas pessoas hipócritas.

jon disse...

Não é verdade que a Clinicas dos Arcos (e mais outras) só se tivessem implementado em portugal depois da vitória do sim. A verdade é que a clinica dos arcos, conforme foi mostrado na televisão em reportagem antes mesmo de dia 12, já tinha uma clinica construida em Lisboa e já estava preparada para abrir, mesmo sem saberem qual seria o resultado do referendo.


Para além do mais os preços que o privado recebe do estado por cada aborto gratuito (que o estado paga), chegam a ser de 1000 euros, mais do triplo do preço praticado em espanha nas mesmas condições e nas mesmas clinicas.


TUDO ISTO EVIDENCIA FORTES INTERESSES ECONÓMICOS E UMA ÓBVIA CORRUPÇÃO

João disse...

É indiscutivel que quando se faz um aborto se esta a tirar a vida a um ser vivo que mais tarde ira dar origem a um ser humano. É uma brutalidade e um retrocesso na evolução da humanidade, pois em vez de se enfrentar os poblemas e dar total apoio as maes gravidas, caiu se no erro do facilitismo e da pura demagogia de quem se sente confortavel com argumentos falaciosos como os que defendem k a legalizaçao do aborto veio dar liberdade as mulheres e facilitar lhes a vida. Rarissimas mulheresse arrependeram de ter um filho e muitas mulheres ja se arrependeram de ter abortado. Nao se pode lidar com a vida humana alheia como um mero jogo de interesses pessoais, porque ninguem pode decidir quem pode viver e quem deve morrer, pois toda a gente tem direito a vida!

silvino disse...

despenalização e liberalização. um ano depois continua a existir uma grande confusão entre ambos os conceitos.

lady_blogger disse...

Como já aqui devo ter referido, sou contra esta despenalização, porém opino que nos casos anteriormente previstos pela lei se possa recorrer ao aborto.
Caso fosse a favor desta despenalização, acho que haveria algo mais a acrescentar, isto porque um filho é feito a dois e pelos vistos recai sobre a mulher a decisão final de interromper ou não uma gravidez, sem dar grande importância à opinião paternal.

Hoje dia 11 "comemora-se" a legalização do aborto...
Na Quarta, dia 14 comemora-se o Dia de S. Valentim...
Um certo paralelismo antagónico presente numa só semana?!

CC

Maria Mendes

Navigator disse...

Estigma?Simplex:porque não disponibilizar via internet a marcação da consulta de reflexão?Quando se regulamenta quem está habilitado para a fazer com imparcialidade?Pq não uma segunda consulta para a avaliação do trabalho do psicologo/psiquiatra ginecologista diferenciado(a regulamentar)após a mulher se afirmar decidida?Sem interferir na decisão da mulher poder-se-ia recolher dados e aperfeiçoar procedimentos e garantir a qualidade crescente da imparcialidade das consultas...

lady_blogger disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
lady_blogger disse...

Tal como o jon afirma no post das 15h e 09m, a referida clínica já estava por cá. Eu também me lembro dessa reportagem televisiva. Não dá para esconder isso.

CC

Maria Mendes

Mikasmokas disse...

Só digo uma coisa, se não fosse o recurso à IVG, numa dada altura de forma clandestina e depois dentro da Lei, hoje teria 4 filhos em vez de um (que curiosamente a sociedade preocupa-se mais que eu pague uma pensão do que eu dê afectos, pois o juiz acha que eu ver a minha filha 15 em 15 dias qd está a 300 km não é drama nenhum). Pergunta: o que seria eu e os meus filhos hoje se não tivéssemos recorrido a este instrumento?! miseráveis, simplesmente miseráveis. É assim tão difícil compreender isto?! é viver num mundo da fantasia achando que se pode convencer alguém num dado momento a aceitar um projecto de maternidade quando não o quer, sendo que essa decisão a acompanhará toda a vida, no seu quotidiano físico, presencial, aquilo que a faz como ser humano.

Navigator disse...

Senhoras foi a palavra usada pelos intervenientes e a estatistica falam em idades superiores aos 21 anos.As adolescentes aonde estão?E o homem/companheiro não tem nada a ver com isto?A decisão final será sempre da mulher mas numa consulta com estes profissionais se a mulher o desejar o homem´não entra?Pode sair logo que o verdadeiro profissional detecte qualquer forma de privação/condicionamento da liberdade da mulher.Pode falar noutra consulta.Terapeutas familiares podem adicionar algo a esta formação.Terapeutas pré-familiares?Pq não?

António disse...

Ainda bem porquê? Incompetentes só por serem mulheres tiram o lugar a homens. Trabalhei há uns anos atrás onde isso aconteceu, começei a verificar multiplas situações, quase que escabrosas. Xao. Durou poucos anos, aliás meses. Perguntem a mulheres a sério, (pessoas) como é.

jon disse...

"j disse...
Fernanda faça o favor de perguntar à Doutora Margarida Neto se está disponivel para ir a uma instituição de acolhimento de crianças sem pais ou mal tratadas e trazer para sua casa 3 ou 4 crianças para lhes dar educação igual à dos seus filhos, com tudo o que têm direito."


Isto é mesmo o preconceito da idiotice de quem está muito mal informado.

Essa senhora e tantos outros individuais ou do movimento pela vida, têm associações, instituições (privadas) ou projectos em que ajudam de forma pratica em familias, mulheres e crianças carenciadas... ao contrário, o movimento pelo sim, oficialmente não tem um único projecto prático de apoio à mulher e criança, da mesma forma que os movimentos pela vida.

O que revela aqui uma grande hipocrisia para quem se diz que se preocupa com a mulher.

Navigator disse...

A lei é uma coisa mas a prática é barata demais e manifesta também que continuamos num país em que a cultura da quintinha prevalece e trabalhos sérios de interdisciplinaridade não se instalam nem por iniciativa dos envolvidos e também porque a classe política terá dado o assunto por resolvido tal como esteve estagnada até à despenalização,estagnou agora em relação ao aperfeiçoamento de práticas.O aborto é o filho que ninguém quer a começar naqueles que deviam cuidar do progresso dos padrões de saúde publica e de civilização.As meninas tomam a pílula do dia seguinte,ou continuam condenadas ao mesmo que havia antes e alguns têm a ingenuidade de achar que o nº de abortos diminuiu e os clandestinos são residuais como também foi dito no programa.E as alterações climaticas desviam as cegonhas para outras paragens...

Navigator disse...

Uma mãe(encarregado de educação) que ao saber da gravidez inesperada da sua filha de 17 anos
e ela própria com limitações em relação à tomada de uma decisão, não terá direito a que o Estado tenha para oferecer à sua filha mais do que um jogo do empurra ou esta lotaria em que pode sair na rifa uma informadora(palavra que alude a outros tempos que por sorte não vivi)como uma Sra.Margarida Neto(será do apelido?)artilhada de "estudos" sobre como a sua saúde corre perigo,argumentações filosóficas,sitios para onde ela pode ir mesmo que não queira e até não possa,e mais considerações pessoais éticamente repulsivas para as quais deveria ao longo da sua formação ter aprendido a guardar para si.e daí o Sra. e não o Dra.!Depois desta chuva de informação e ansiedade aumentada(Tic,Tac 10,9,8)a rapariga estará certamente preparada para tomar a Decisão Certa(não a decisão apenas)!O feto tb já transpira saúde e o que lhe reservará o futuro?Quem é que afinal sabe ou ajudou?Não eu quero melhor para os pais e filhos deste país.Quero Profissionais a tratar de um assunto que muitas vezes é o resultado de outros falhanços do Estado a nível Educacional de erradicação de pobreza de Politicas de trabalho que desprezam a Família e da perda de valores sim desses valores que os anti-aborto e também eu defendo como o Direito à Vida e para isso nem preciso de saber se sou a favor ou contra a despenalização.Basta-me ver outras realidades que não a minha e não enterrar a cabeça debaixo da areia...

Navigator disse...

Prometi que não voltava mas hoje não pude conter-me.
João Mendes.

Navigator disse...

E felicito algumas das mudanças como a moderação do blogue,a identificação(+-),etc.É pena é poder-se continuar veícular informação não confirmada.Mas isso é o bom e o mau da Net.

lady_blogger disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
lady_blogger disse...

Na minha opinião dar um filho para adopção é mais perceptível que abortar. Ao abortar-se está a ser-se de certa forma egoísta porque mais do que pensar na criança actualmente e no futuro desta, pensa-se mais no presente dos progenitores. Por que não deixar concluir a gravidez, deixar que o ser que foi gerado seja a alegria de outros que desejariam ser pais? Deixem que estes sejam adoptados. Não digam frases tais como: "se não é para mim, não é para mais ninguém." Isso não é amor, é egoísmo.
Há tantos casais que gostaríam de ser pais e não conseguem.

Sei que desde o mês passado há umas alterações às regras aplicáveis às famílias de acolhimento, e que agora só se pode "adoptar" até 2 crianças, desde que a soma dos filhos naturais e acolhidos não totalize mais de 4. Esta medida não beneficia as crianças, verão que isto só vai fazer aumentar o número de crianças em lares. Ajudem a que estas sejam acolhidas ou adoptadas, não restrinjam os acolhimentos e adopções em termos de quantidade, mas sim de qualidade.
Sejamos a favor da vida e não a favor do sofrimento.
Quem não quiser engravidar que não se envolva ou então que se proteja devidamente. Se engravidar peça ajuda ou dê os filhos para adopção, haverá sempre alguém com amor para dar a quem você pretender rejeitar.

CC

Maria Mendes

Nelson disse...

Vi hoje parte do "Sociedade Civil" sobre o 1.º ano de referendo do aborto, e é absolutamente dantesco que, num tema que diz "fracturante" não se tenha partido o osso em duas partes iguais: a 'metade' do lado do "sim" (Prof. Jorge Branco e Drª M.J.Alves) era maior do que a do lado no "não" (Drª Margarida Neto). Curioso... Mais uma evidência do papel que os media podem ter na defesa ideológica.

Nelson Brito

Mikasmokas disse...

Nelson:
que durante décadas funcionou a favor daqueles que eram contra a legalização da IVG. Portanto, aceite qd está em minoria porque eu tive que viver muitos anos nessa condição quanto a essa matéria

lady_blogger:

se um projecto de maternidade na conjugalidade de hoje é essencialmente um projecto de afectos. Isto está mais do que demonstrado pela ciência social, ao contrário do que era a realidade de há 100 anos atrás, onde os filhos eram vistos como força de trabalho/segurança dos progenitores.
Assim sendo, não consigo ver como pode ser melhor quer para a criança quer para os progenitores dá-lo à adoptação.

Mais uma vez, vontando há discussão de há um ano atrás, reduz-se tudo à questão ideológica quando se considera a existência de vida humana e à questão política da escolha. Achar que hoje se escolhe sem ser em liberdade é não querer perceber minimamente sobre as condições sócio-económicas em que se realizavam e ainda realizam muitos abortos.

lady_blogger disse...

Mikasmokas, na minha opinião dar para a adopção é mais válido que deitar fora num qualquer hospital mesmo que habilitado para tal.

CC

Maria Mendes