segunda-feira, março 10

E depois dos 65 anos?


Quando fazemos o retrato social dos idosos em Portugal concluímos que, na esmagadora maioria, estamos a falar de reformados com pensões insuficientes, sendo que muito poucos chegam com dinheiro ao fim do mês.
Ao olharmos para os números do estudo da DECO “Vida mais rica depois dos 65 anos”, verificamos que 85 % dos idosos se sentem insatisfeitos com os serviços das zonas onde residem e chega aos 88% aqueles que reclamam mais recursos de saúde. Neste SC vamos voltar as atenções para os mais velhos num país onde a solidão é um sentimento transversal a qualquer idoso, seja do interior ou do litoral, de uma cidade ou de uma aldeia.

5 comentários:

j disse...

Boa Tarde.

Fernanda, a taxa de idosos entre os 65 e 69 anos a trabalhar em Portugal é a mais alta da Europa, aí está a resposta porque continuam muitos jovens no desemprego ou andam por aí "no gamanço", é vergonhoso o que se está a passar em Portugal.

PORQUE NÃO VÃO OS IDOSOS FAZER VOLUNTARIADO, SE QUEREM MANTER-SE ACTIVOS.

...e depois admirem-se de Portugal ser um país concervador.

sol auto existente amarelo disse...

Boa tarde,

o tema de hoje diz-me muito pois embora tenha tido ambos os pais presentes durante a minha infância e adolescência, fui de facto criada pelas minhas avós e bisavós, pois tanto o meu pai como a minha mãe trabalharam a tempo inteiro. Sinto que essa colaboração dentro da minha família foi altamente enriquecedora, não só por me terem sido passadas ferramentas e valores que considero importantes, mas também porque fez com que essas pessoas tivessem um papel importantíssimo no núcleo familiar, altamente valorizado. Penso que a experiência adquirida, a paciência e o tempo disponível que os mais velhos têm são mais valias para a educação das nossas crianças.
A sugestão que lanço é: será utópica a criação de estruturas que envolvam os mais velhos na educação e na ocupação de tempos livres das crianças, talvez no seio de projectos comunitários?
Será assim tão difícil a integração no mesmo espaço de, por exemplo, centros de dia e creches? Claro que não se dispensaria a integração de pessoal qualificado em áreas pedagógicas, mas eu pessoalmente gostaria de deixar os meus filhos num espaço onde soubesse que iriam usufruir da experiência e conhecimento adquiridos pelos mais velhos, tal como eu.

Obrigada pela discussão de temas assim tão importantes.

Joana Frada

lady_blogger disse...

Os idosos precisam de mais e melhores cuidados, e não me refiro só em termos de saúde.
Sei por experiência familiar o que é querer sustentar um lar com míseras pensões de reforma.
Tirem uns tostões aos nossos políticos e altos cargos e deêm um pouco mais a quem já deu o trabalho que podia e agora não pode mais trabalhar para se sustentar.
Baixem a idade de reforma, para assim colmatarem alguns problemas de jovens desempregados.
Poupem noutras causas, mas não nas sociais.
Lembrem-se que se sobrevivermos, todos nós chegaremos a uma idade mais avançada, e creio que os nossos políticos não se imaginam a viver com as baixas reformas.
Proponham-lhes viver durante um ano nas mesmas condições que alguns reformados, isto só para experimentarem na pele a dureza de vida da maioria dos reformados em Portugal.
É uma vergonha... É triste...
Deêm qualidade de vida aos reformados que precisam e merecem.


CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Gostava de ser uma especie de voz do cidadao, para de certa forma representar causas sociais e ideologias que os politicos teimam ignorar.

CC

Maria Mendes

tsm disse...

O que impede as mulheres portuguêsas de pensarem um pouco mais em si próprias, especialmente na sua idade avançada, quando já educaram tanto filhos como até netos.

Estas mulheres sentem-se bastante "inúteis" e começam a apagar-se literalmente uma vez retiradas essas actividades familiares.

Porque não se interessam por hobbies como pintura, viagens ou trabalhos artísticos que podem partilhar com novas amigas?