quinta-feira, março 13

Que peso têm os sindicatos hoje?

O movimento sindical perdeu a força ou continua pujante como no pós-25 de Abril? As causas que defende continuam actuais? As formas de luta mantêm-se eficazes? Com o aparecimento de novos trabalhadores, temporários e/ou por conta própria, o vínculo sindical, neste casos, deixou de ter justificação?
Responderemos a estas e outras questões actuais, e iremos ainda analisar à luz da nova reforma da função pública as seguintes questões se a carreira sindical fica ou não beneficiada com o novo sistema de avaliação. Quantas horas remuneradas concede o estado aos trabalhadores da função pública para exercerem trabalho sindical?

16 comentários:

j disse...

Boa tarde Fernanda.

Só uma pergunta que gostava que os seus convidados me respondesem:

Porque continuam sempre os mesmos nas lideranças dos sindicatos, empresas, governos, etc...é que não são 4 ou 5 anos, são sempre os mesmos anos a fio, 10, 15, 20, 30 anos nos mesmos lugares.

Sabem o que pensa a generalidade da população? Pensa que querem perpetuar-se no lugares, pela frente dizem mal uns dos outros, e por trás logo de seguida são capazes de se sentarem a uma mesa e jantarem pacificamente quase aos "beijinhos".

É assim que o país não avança.

lady_blogger disse...

Muitas das entidades empregadoras gostam pouco, ou melhor, não gostam nada que os seus trabalhadores se sindicalizem.

A eficácia dos protestos dos sindicatos parece que últimamente é mais folclórica que realmente eficaz. Talvez seja preciso mudar a forma de luta pelas suas causas.

CC

Maria Mendes

j disse...

Maria Mendes, concordo com o que escreveu, acho que os sindicatos como os vários governos são mesmo folclóricos, são autênticas anedotas. Gostava de ver sindicatos como os que existem na Alemanha que têm uma força enorme, quando decidem parar, param mesmo e que sabem negociar com as empresas, mas também gostaria de ver em Portugal um governo como na Alemanha, não um governo fantoche sem projectos e que não consegue fazer subir o nível de vida no país.

Claudio disse...

Boa tarde, o nr. de sindicatos existentes é absurdo e servem para manipular os trabalhadores a troco dos nossos proprios direitos e do nosso dinheiro.
claudio ferreira

D. A. disse...

Boa tarde.

Enquanto trabalhador não me consigo rever/identificar com a actual postura dos sindicatos. Sobretudo porque, e tal como foi defendido pelo Sr.secretário geral da FENPROF, o sindicato assume sempre uma postura de crítica a qualquer que seja a reforma proposta pelo Governo, e apesar de desenvolver propostas alternativas disponibiliza-se para discuti-las apenas com as associações de trabalhadores. Ora não seria já tempo de mudar e assumir uma postura de mediação (mais imparcial), entre as Associações de Trabalhadores e o Governo, num sentido construtivo, em vez de estar presente nas manifestações?

Obrigado

David A.

j disse...

Isso quer dizer que a partir dessa idade de 40 anos, os mais novos não acreditam pura e simplesmente no sistema, quer seja sindical, quer seja governamental, resta esperar que a renovação se faça daqui a alguns anos, pela sua ordem natural, a partir daí o país vai andar para a frente, até lá é esperar...mais 10 ou 15 anos, quando os mais velhos não tiverem forças, os mais novos tomam conta do "barco".

j disse...

Pois o problema é mesmo esse, apesar de existir vontades de renovação ela não se fazem...no caso da CGTP o PC manda e não permite que surjam aventureiros, o PC quer manter o poder na central.
Outro exemplo: no BCP o Jardim Gonçalves quis continuar no banco apesar de se ver forçado a ter Paulo Teixeira Pinto na comissão executiva, para isso criou o tal conselho de supervisão.
Exemplos destes dão os resultados que dão, como se tem visto.

j disse...

lá bem a letra do costume senhor secretário geral da FENPROF, não vá por aí.

j disse...

Atenção que o Chora não é muito bem visto na CGTP por ser do BE, é só para terem noção da influência do PC na Central, mas tomara a muitos portugueses trabalharem na Autoeuropa ou terem um emprego como os da Autoeuropa.

Professor Inconformado disse...

Boa tarde Fernanda!
Acho os sindicatos têm por vezes de parar para pensar os assuntos. No caso por exemplo do Prof. Mário Nogueira, que anda a fugir do que é essencial, o Estatuto da Carreira Docente. Enquanto andamos com o avalia ou não avalia e se avalia como é que avalia, estamos a perder dinheiro, muito dinheiro. Se as nossas preocupações se resumem à Avaliação, a quem manda na escola e a outras questões de pormenor e não encaramos o problema como um todo, estamos destinados ao insucesso.
Ao nos preocuparmos com a avaliação estamos a levar uma golpada de mestre e há que dar mérito à Srª Dona Ministra. Porque é que ela não se importa com as greves? Porque poupa dinheiro. Porque é que não se importa com a flexibilização das avaliações? Porque atrasa as progressões, logo poupa dinheiro. Porque é que há numerus clausus nos escalões existentes e não se criam escalões ou prémios para os pseudo-excelentes? Porque poupa dinheiro. Porque é que se tem de meter com os professores que dão aulas e não se preocupa com os programas? Porque assim teria de estudar o assunto, ser competente, não se limitar a fazer contas de merceeiro e gastar tempo, todos sabemos que tempo é dinheiro. Porque é que é indiferente 1000 ou 100 000? até podiam ser todos o importante é k já ninguém fala no ECD e essa garantia de poupança já está assegurada. Ora façam contas se em cada mês de atraso na progressão pouparem ao estado em média 100 euros e se 50 000 estiverem nesta situação, a Ministra arrecada 5 000 000/mês se em vez chegarem todos ao a titular chegarem apenas 1/3, poupa 2/3 de diferencial sobre o imediato, fora ao longo dos anos em que as vagas para titular estarão entupidas. Volto a lembrar que depois de os lugares para titulares estarem ocupados, só abrem vagas, após abandono da escola de algum titular.
O movimento dos professores genuíno e utilizando o pensamento individual e abrangente e não condicionado, tinha mais força do que seguir uma linha de orientação que é imposta pelos sindicatos que surgem tardiamente e numa postura de apaga-fogos.
Obrigada e parabéns pelo programa.

Pedro disse...

Boa tarde,
A crescente dissociação dos trabalhadores jovens com os sindicatos penso resultar da imagem e mensagem que este transmitem, demasiado partidarista e não tanto laboral. Frequentemente vemos líderes sindicais repetirem os mesmos discursos genéricos e que se podem utilizar à mais de 30 anos sem apontarem soluções. Ser sindicalista tem de ser mais do que simplesmente ser do contra. É necessário ser cooperante e realista procurando valorizar os interesses dos seus associados acima de tudo. Vemos óptimos exemplos de cooperação entre sindicatos e empresas, mas temos de ter presente que a deslocalização é uma realidade e a nossa econimia ainda não está desenvolvida ao ponto de sermos intransegentes a qualquer ponto.
A modernização tem de chegar à, não luta porque não somos soldados, mas às conquistas sindicais.
Os sindicalistas de carreira devem abandonar os seus postos porque representam tudo aquilo que as novas gerações não acreditam.

José Faria disse...

Boa tarde,

Por várias vezes participei em reuniões de alunos dum curso no IST, e o que se passava frequentemente é que quem estava a orientar a reunião pretendia não a opinião das pessoas, mas sim levar as pessoas a apoiá-los.

Ou seja pretendiam sim, não representar-nos, mas sim, representar-se a eles próprios, com o nosso apoio.

Em relação à associação de estudantes, a situação era a mesma.

O sentimento era sempre o mesmo, não importa o que a maioria quer, importa o que eles querem.

Uma das guerras era que existiam grupos de alunos que pretendiam melhores condições para trabalhar, mais tempo, e outros que pretendiam menos trabalho.

É comum que qualquer pessoa que defenda menos trabalho, é muito mais popular. São os espertos e os outros os otários.

Faz sentido hoje em dia assumir que as pessoas são todas iguais e que todas produzem o mesmo e como tal todas devem ganhar o mesmo?

Não se deve remunerar adequadamente os melhores? Ou devemos continuar a nivelar por baixo ou a mandá-los para outros países?

Cumprimentos,

j disse...

José Faria, sabe o que é isso, são as Jotas Partidárias a exercer a sua infuência e a formas pequenos seguidores, por isso é que eles se qm servir a eles próprios e não servir os outros.

Pedro disse...

gostaria ainda de colocar a seguinte questão: onde é que têm estado os sindicatos todos estes anos, que nada fizeram para que as formas mais precárias de trabalho, nomeadamente os famosos recibos verdes, ao invés de serem a excepção se tenham tornado a regra no mercado de trabalho? Exemplos como os que chegaram dos EUA com a greve dos argumentistas, revelam sim o que a defesa dos seus interesses pode realizar quando uma classe se une.
Talvez devessemos deixar os brandos costumes e tomar decisões mais radiais para as empresas e sindicatos encararem os trabalhadores como individuos e não como um número que eles "supostamente" representam

Mário disse...

Boa tarde,

Infelizmente o que se passa na nossa sociedade e na Educação em particular, é o reflexo da estratégia do Governo de dividir a sociedade por sectores, batidos por partes, um a um.

O resultado, conhecido como dividir para governar, tem o efeito potenciador de colocar todos os sectores da sociedade uns contra os outros. Só quando lhes toca a eles, é que não acham bem.

Ou seja, matou-se a solidariedade nacional, que pura e simplesmente acabou.

Socialismo vem de social... social vem de sociedade... é esta a sociedade dividida a que foi idealizada por este socialismo? Parece que sim... e por isso é que há cada vez mais portugueses a recomeçar as suas vidas noutras paragens, mas bem longe daqui.

Estamos num país onde não se pode dizer que se é professor, funcionário público, militar, polícia, enfim uma dessas quaisquer profissões que foram propagandeadas pelo Governo como sendo os "chulos" do Estado.

Pois bem, o Governo conseguiu o que queria. As pessoas não só não dizem o que fazem, como têm medo de falar sob pena de serem detidos ou presos por terem opinião contrária à dos políticos, que sob a capa da competência, dão largas à sua incompetência para "reformar" tudo e mais alguma coisa, excepto aqueles direitos adquridos que lhes tocam directamente.

Deve liderar-se pelo exemplo... neste país, lidera-se pela falta dele...

É pena...

Saudações,

Mário Santos

Claudio disse...

A asae deveria era fechar as empresas que não cumprem os codigos laborais, afinal qual é o papel dos sindicatos, inspecção do trabalho? No meu caso, num acidente de trabalho e magoei um dedo, fizeram me os primeiros socorros, fui a médica da empresa que me disse para fazer gelo, e agua morna. Vinte dias depois estava na mesma, com dores e com um hematomano dedo. Fui mandado pela médica ao hospital fazer um exame ao qual o médico me disse que tinha uma lesão nos tecidos moles dificil de passar. Para o exame levei uma carta da empresa a explicar o sucedido e com os exames a fazer, fiquei inscrito como tendo um acidente de trabalho. Dias depois telefonaram me do hospital para dar o nome da seguradora e o nr. da apolice, eu dei. Quando eu e o hospital contactamos a empresa fomos ambos informados que não se tratava de um acidente de trabalho e que na data referida não havia qualquer ocorrência, tratava se sim de um exame complementar e que devia ser pago por mim, só do hospital são 100 e tal euros fora os medicamentos... é necessário um sindicato para tratar destas coisas, uma inspecção do trabalho, um tribunal! Somos um pais irresponsavél ou somos pessoas irresponsavéis?