sexta-feira, maio 16

Por que é que os jovens estão afastados da política?

Não sabem o nome do primeiro Presidente da República após o 25 de Abril, mas enunciam de memória o nome dos vencedores dos Big Brothers. São incapazes de dizer se o PS tem ou não uma maioria absoluta, mas sabem de cor os resultados da Super Liga nos últimos anos. Esta é uma leitura realista do estudo da Universidade Católica revelado pelo Presidente da República nas comemorações do 25 de Abril.
Na última vez que os portugueses foram às urnas, nas eleições presidenciais de 2006, a taxa de abstenção rondou os 40%, na sua maioria cidadãos com menos de 25 anos. Será que são os jovens que estão afastados da política? Ou é a política e os políticos que estão cada vez mais afastados da realidade dos cidadãos?

Convidados:
Pedro Magalhães - Director do Centro de Estudos e Sondagens da Univ. Católica
Nelson Raimundo - Chefe Nacional dos Escoteiros de Portugal
Helena Matos - Jornalista

40 comentários:

Ricardo Costa disse...

O afastamento dos jovens da política deve-se ao afastamento inicial dos seus pais promovido pelos políticos e politicas que têm vindo a governar Portugal.

Ana Ribeiro disse...

Deixemo-nos destas expressões erróneas que só servem para continuar a alimentar a enorme ignorância dos portugueses.
SÃO OS CIDADÃOS QUE FAZEM A POLÍTICA!!!!!

O QUE EU NÃO PERCEBO É QUE OS RESPONSÁVEIS POLÍTICOS,QUE TÊEM CONHECIMENTO DA ALTA IGNORÂNCIA DOS JOVENS, TAL COMO O SR PRESIDENTE DA REPUBLICA,NÃO ACABEM COM ELA

Afinal de quem é a responsabilidade da crassa falta de educação e de cultura dos portugueses?

Ana Ribeiro disse...

Penso que o comentário do Ricardo Costa traduz o que há a dizer, de uma forma sucinta e perfeita
Mas como nós não temos direito a tempo de antena, conto com a Helena Matos para que 'ponha tudo em pratos limpos'
Espero não ficar decepcionada!

O Catraio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
O Catraio disse...

Julgo que a resposta à pergunta não pode ser tida de forma tão linear. Como jovem, afasto-me da política porque não acredito nela e considero-a minada de interesses que não se deveriam sobrepor ao que é efectivamente positivo para a sociedade. Por outro lado, é sabido que a política, por mais que seja incorporada em noticiários, tem vindo a ser cada vez mais elitista. Debatem-se temas que a inteligência popular conseguiria resolver de forma bastante rápida e acabamos por nos emaranhar em opiniões e contra-opiniões políticas que não são apelativas para ninguém, sejam jovens ou idosos. Pessoalmente, considero que tenho alguma cultura política, mas certamente que não se cinge aos últimos dizeres do primeiro-ministro, visto que, actualmente, a política é apenas uma "side-story" dos noticiários, não sendo minimamente interessante. Julgo mesmo que a descrença nos políticos é geral, e praticamente irreversível até que se verifique alguma honestidade por parte dos nossos líderes e pela oposição.

Anguer disse...

Participei este ano na Sessão Nacional do Parlamento dos Jovens, e comecemos por apontar o facto de esta Sessão Nacional passar no canal parlamento e não num dos regulares, quando à mesma hora passa um enorme rol de novelas em todos os canais mais acessiveis!
É preciso ter em conta que o descrédito nos jovens só gera mais vontade de afastamento, e que muitos dos jovens formados nos partidos acabam por ser de tal maneira fanáticos pelos ideais incutidos, que os das gerações seguintes preferem ficar à margem. Para além disso, quando a nossa oposição mostrar que a politica é um discussao construtiva, talvez os jovens se disponibilizem para contribuir com a sua criatividade, sem que se oiçam expressões como: "Vocês não podem mudar o mundo".

Pi disse...

Os jovens estão afastados, porque a própria politica está afastada e uma soluções para aproximar a politica aos jovens é ter atitudes honestas e sinceras, coisa que não acontece.

Luís Monteiro disse...

Devo desde já esclarecer que concordarei sempre com o combate à ignorância dos mais, e menos, jovens. O desenvolvimento nacional deve ter o pensamento crítico e a cultura, como alavancas para um futuro próspero. E o acesso ao conhecimento é em 2008 mais universal, pelo que demasiadas justificações serão sempre desculpas, a esconder muita preguiça de estudantes e pais.

No entanto, o Prof. Aníbal Cavaco Silva passou uma mensagem demasiado redutora e pessimista da realidade, e do citado estudo, que contém 52 páginas como resultado dos 1949 inquéritos validados.

Algo que o discurso não evidenciou foi que quanto “às atitudes de baixo envolvimento com a política (…) as diferenças entre os jovens adultos e o resto da população activa são reduzidas”.

Existem aliás conclusões para mim surpreendentemente optimistas os “ jovens em geral – e mais uma vez exceptuando o voto – tendem a ser menos cépticos do que os mais velhos em relação à eficácia de todas as formas de participação política, convencionais ou não” e nas últimas páginas do documento pode ler-se que “é interessante verificar a predisposição altamente favorável mostrada por toda a população para a introdução de reformas políticas e institucionais que possam aumentar e diversificar os modos de participação política, especialmente quando directamente comparada com o caso espanhol: mais favorável entre a população portuguesa em geral, e especialmente entre os jovens.”

As palavras proferidas na AR pelo Presidente da República, poderiam ter o excelente propósito de mobilizar deputados e Partidos, para a aproximação aos mais jovens lusos. Mas na minha opinião serviu apenas para perpetuar mitos e lançar recados estéreis. O recente silêncio do Prof. Cavaco Silva na Madeira, complacente perante os devaneios do Dr. Jardim, foi mais uma machadada na confiança dos portugueses na política de valores. E actos como esse nem dezenas de estudos conseguem disfarçar.

Kanina disse...

Um jovem nao saber se o PS tem maioria absoluta ou quantos paises fazem parte da uniao europeia acho que nao é afastados da politica, mas sim falta de cultura geral.
Falta de ver um telejornal. Eu sou jovem (22 anos) e sei que o PSD vai ter eleiçoes para a presidencia do partido entre outras coisas na politica, mas mesmo assim considero-me afastada da politica. Considero é que tenho o minimo de cultura geral... E vejo o telejornal...O que ajuda...

Ana.

AG disse...

Penso que, as ilusões que nos criam, de um futuro promissor; os discursos bastante difusos e nada concretos levam, inevitavelmente a uma desvalorização e desinteresse.

Citando Arturo Graf: “Com grande freqüência, a política consiste na arte de trair interesses reais e legítimos e de criar outros, imaginários e injustos."

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Que estratégias CONCRETAS, potenciam a participação activa de um jovem ?

De que modo os jovens são educados para participarem activamente na política ?

Têm sido feitos esforços em prol disso?

eurisko disse...

Discordo da opinião expressa pela Sr. Helena Matos, o critério de a geração que se segue ser rasca, desinteressada e com um futuro pouco brilhante já é perpetuado desde 1500 ac por sábios gregos.
No entanto como se pode comprovar, a humanidade avançou, e os jovens também.

Os jovens são muito mais interessados, que os adultos de hoje, e "jovens de ontem".

No entanto os jovens podem não demonstrar interesse na política, por falta de educação cívica no seu percurso escolar e por falta de tempo livre nas suas vidas.

Era curioso que o estudo efectuado pela Univ. Católica fosse também efetuado a população adulta!

Seriam obtidos melhores resultados?

Joana disse...

Não foi com Cavaco Silva como primeiro-ministro que a importância dos jovens na política foi cortada? Agora está realmente preocupado?
O interesse dos jovens pelo política passa pela educação.
Se se apostasse mais em assembleias da juventude, debates temáticos, disciplinas de cidadania, etc., na escola, muitos jovens ganhariam outro interesse pela política. Passa, então, por uma aproximação dos políticos aos cidadãos, inexistente hoje em dia, excepto na altura de eleições.

O Catraio disse...

Poder-se-à então dizer que devemos apelar à televisão como forma de integrar os jovens na política? Dificilmente. A maior parte da minha cultura política vem da mal-falada internet.

O Catraio disse...

Eu adoraria ter podido debater enquanto no ensino secundário, mas admito que a maior parte dos jovens não teria essa opinião. Não é "fixe".

João disse...

O problema está obviamante na falta de interesse pela leitura(especialmente jornais), noticias, actualidade social. Só depois de um acompanhamento constante pela sociedade através especialmente destes meios, é que o interesse pela politica surge naturalmente.

António disse...

Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço
A caminho do mar

Moça do corpo dourado
Do sol de lpanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar

Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha

Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo


Sabem que mais, deixem os jovens fora disto, Cavaco só quis dar uma mão ao governo, pois a falar deles esconde-se o facto das questões fundamentais do Pais.
O que querem, eles tem outras coisas para se preocuparem, e além disso já há jovens suficientes na política, além do mais é só procurarem pelas juventudes partidárias. Não sabem nada de politica, e sabem de energia nuclear, de ecumenismo, de ecologia, de psicologia, de oftalmologia, de economia.

Tenham paciência. Sabiam que um pássaro ia pondo o avião abaixo do PM? E já agora, quais os países que pertencendo à União Europeia, não aderiu ao Euro.
Cuidado com as questões geracionais, são sempre muito redutores. Há excepções, mas falar do Maio de 68, é de rir quem lá esteve, quem sabia disso ou o seu significado. Tenho 47 e desempregado, já não sou jovem, dizem-me.

Xau e pimpa

Anttónio

Tiago Rodrigues e Joaquim Sousa disse...

Também podemos contar com o falhanço democrático de todos os políticos que temos tido após o 25 de Abril, e com o alto nível de corrupção e o ludibriar do cidadão comum, que ajuda neste afastamento dos jovens da política.A própria imagem que é passada(basta ler jornais matutinos), é de que os políticos é que são rascas.

Miss B disse...

Poucos meses depois de fazer os 18 anos fui tratar do meu cartão de eleitor. Porquê? Porque me incutiram o valor e a importância de ser participativo na sociedade, e porque tenho descoberto que mesmo descontentes nunca devemos deixar de votar: É UM DIREITO QUE AINDA TEMOS E QUE OUTROS NÃO TIVERAM E PELO QUAL MORRERAM!
Se a política vai mal, se os políticos estão errados, não devemos fazer pior ainda cruzando os braços.
Por isso, penso ser urgente dar voz aos jovens que se interessam por política, e não os desprezar muitas vezes e achar que eles nada percebem do assunto e que política é para adultos! Creio que ainda vai havendo essa mentalidade.
Silvia Biscaia

joao disse...

a principal causa do afastamento politico porte dos meio de comunicaçao social principalmente os meios televisivos que priviligiam os factos da vida privada dos politicos do que o trabalho que realmente fazem

João disse...

Estamos a falar de um problema estrutural da sociedade, com culpa especial apoiada em 3 alicerces:
-Pais
-Escolas
-Comunicação Social
Acho que compete aos jovens aproximarem-se da politica e não a politica dos jovens..porque de outra maneira seria um interesse forçado e pouco produtivo.

j disse...

Boa Tarde.
Os jovens estão afastados da política porque simplesmente não se revêem no espectro partidário existente, nem nos sucessivos governos que temos tido à frente do país. Estão cansados de ver tanta incompetência.
Não existem praticamente objectivos por parte dos jovens hoje em dia, vivem o dia a dia, é a geração dos recibos verdes, é a geração dos 1000 euros, a geração dos 500 e 600 euros que é ainda em maior número que a dos 1000 euros, é a falta de estabilidade que leva a não saírem da casa dos pais, de terem filhos, etc...tudo isto vai ter custos futuros em Portugal de grande gravidade, mas continua-se a tapar o Sol com uma peneira.

A gerações mais velhas, e cada vez são mais velhas, devido ao aumento da longevidade, ocupam os cargos e simplesmente não querem passar o testemunho, querem perpetuar-se porque não compreendem os mais jovens, não compreendem as suas ideias, nem as suas novas formas de viver, e por isso não querem correr o risco de que as coisas mudem rapidamente e lhes possa afectar a sua vida, mas com isso não compreendem que estão a "secar" a juventude.

Eu sou da famosa "geração rasca", da geração da Drª Manuela Ferreira Leite no Ministério da Educação, digamos que estou entre os 27 e os 35, para não referir a minha idade exacta...uma grande parte da minha geração não se esquecerá desse tempo...nunca me considerei rasca, considero-me bastante Europeu, mais Europeu até do que Português...os mais novos do que eu, são tão Europeus ou mais do que eu, mas os seus objectivos ainda são mais baixos do que os meus, e isto porquê, porque Portugal teima em não deixar o seu legado provinciano, acha-se na ponta da Europa e não quer recentrar-se junto do centro da Europa.

Soluções neste momento só se vislumbra uma, atravessar a fronteira para o lado de lá pelo menos, e deixar Portugal aos Ingleses e Holandeses...e aos velhos é claro.

Filipe Albuquerque disse...

A Politica e a Sociedade afastam-se da Educação e da Formação assim como os Média de uma forma geral...

...vivemos numa Sociedade lúdica e facilitista onde a pedagogia da mediocridade é uma Ditadura...


Para além disso a Informação Politica é vaga, dissimulada e manipulativa...

...as consequências disso no séc 21 são apenas naturais.

lady_blogger disse...

Os nossos jovens sentem mais o apelo do que diverte do que forma e informa, daí saberem melhor os resultados de jogos do que saberem quem nos governa. Além disso pensam que até podem ter uma opinião a dar, mas que muuito provavelmente nunca será ouvida e muito menos seguida, e isso também os desliga do interesse na vida política. Outro factor desse desinteresse é mesmo o mau exemplo de alguns políticos, e recordo-me do mais recente e badalado do nosso caro Primeiro Ministro.

CC

Maria Mendes

daniel disse...

Concordo plenamente, como jovem, com algumas coisas que já aqui foram ditas. Não saber a resposta às tais três perguntas é, pura e simplesmente, falta de cultura geral e não afastamento político. Quanto à questão do voto, por exemplo, penso que o problema é: falta de noção do que é lutar e falta dessa luta. O direito ao voto, a mim (que nas próximas eleições irei já exercer) e a outros, não nos custou nada. Somos resultado desta sociedade comodista que nos faz preferir uma ida à praia que à votação.

O Catraio disse...

Talvez a forma mais fácil de associar os jovens à política será através dos líderes, dos "trend-starters", pessoas que influenciem os outros a tornarem-se politicamente activos. Mas há também que criar canais de participação, porque não é nada fácil tentar participar e não encontrar forma de o fazer.

Es-pecial disse...

As gerações mais jovens foram abafadas pela geração de Abril e pela geração da entrada na UE. Os jovens não se revêm nos políticos, poucas vezes vêm os seus problemas defendidos: emprego, apoios à natalidade e à familia... Que conjuntura e esperanças temos?

BS disse...

Muitos jovens estão interessados no panorama político português. Mas efectivamente faz falta formação a este nível para os jovens para que a sua participação seja eficiente e consciente.

Francisco disse...

Na minha opinião, a captação de jovens para uma participação mais activa na sociedade deve começar na escola. Hoje em dia sai-se da escola sem se conhecer o funcionamento do estado, as pessoas não conhecem os seus direitos e muito menos os seus deveres.

alice disse...

Parece-me que os jovens e os cidadãos portugueses no geral, preocupam-e com causas sociais, económicas, culturais e ecológicas,mas não em decorar os nomes dos políticos. Preferimos decorar nomes de pessoas que nos influenciam o pensamento e a vida:artistas, músicos, cineastas, escritores..

Inês disse...

Gosto de politica e envolvi-me no meio há poucos anos. Tenho apenas 24 anos e nao tive paciencia nem vontade de pactuar com erros que nós jovens cometemos e que, basicamente, são aqueles que os nossos politicos mais velhos cometem. Criticamos e fazemos igual.
Acho que quem nao começa logo a actuar correctamente não será mais tarde em cargos de relevo social que o farão.
Para já nao voltarei ao meio...

Susana disse...

Na minha opinião, existe um factor determinante na diferenciação da geração mais jovem (à qual pertenço, tenho 21 anos)da geração anterior: a geração anterior assistiu ao 25 de Abril e à construção de uma democracia há muito desejada. Era fácil sentir a vontade de participar e contribuir para a formação deste novo país. A geração actual já nasceu numa democracia consolidada, segura, e num país mais desenvolvido e pertencente à união europeia. Penso que isto é decisivo. Gostaria de saber se partilham da minha opinião.

Nuno disse...

Será que este afastamento não é consequência dos tempos que se vivem!? Onde tudo tem que ser transformado em números e avaliado em termos de lucros. Com o ensino a apostar cada vez menos em Filosofia e História em favor de outras matérias que não fornecem as bases necessárias aos grandes ideais políticos.O político deu lugar ao gestor. Estamos inundados de economistas, gestores, contabilistas entre outros!!

daniel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lino disse...

O problema do défice de participação política por parte dos jovens tem uma razão: a precariedade da vida a estes oferecida pelos governantes. Custo de vida crescente em contraste com os parcos salários, recibos verdes, desemprego, trabalho precário, falta de visão a longo prazo e desconhecimento do país real por parte de quem governa.
Os jovens, tal como a restante população, sentem que os políticos actuais não representam os seus verdadeiros interesses.
Além disso participação activa não implica só envolvimento partidário, pois devem desconhecer os milhares de associações juvenis, grupos de jovens, movimentos de cidadãos e outros em que os jovens participam nas suas comunidades, e considero que isso é muito mais importante pois contribui para um desenvolvimento mais integrado do país. Deve haver mais incentivos a estes movimentos como sementes de mudança como têm sido em cada bairro, freguesia e concelho do país.
Os jovens são o futuro de amanhã.

daniel disse...

Seria bom referir, aqui, a criação do governo sub-19 (com estudantes do ensino secundário). Este é um projecto com apoio da revista "Forun". Aqui são os estudantes que votam nos seus representantes, primeiramente a nível de escola, depois distrital e seguidamente nacional.

António disse...

A Senhora presente (que agradecia saber o nome), pois não consigo ver bem, graças à intervenção "ocular", que tarda a recuperar, mas voltando à Senhora, sim está muito perto do ponto fulcral da questão.
Proponho um programa sobre os reformados e sobretudo os bem reformados que ocupam cargos em duplicação e triplicação, a maior politicos e não é por serem competentes! Querem exemplos.

Anttónio

Nuno Augusto disse...

Do mesmo modo como nem todos os jovens portugueses percorrem diariamente o IC19, também nem toda a investigação sobre juventude e política é realizada em Lisboa. Tive oportunidade de investigar esta questão na minha tese de doutoramento apresentada em 2007, numa Universidade pública (UBI). Aliás, a vossa pergunta,que é atribuída a um politólogo espanhol, é o ponto de partida da tese. Na verdade, muitas das conslusões do estudo do CESOP já eram conhecidas e outras são, inclusivamente, questionáveis. Infelizmente, as conclusões da tese somente são conhecidas na comunidade científica e na região. Não percorremos o IC19, mas já há algum tempo que conhecíamos não só as estatísticas, mas também as causas subjacentes. Já agora, a resposta à pergunta aponta, para a maioria dos especialistas europeus, mais no sentido dos políticos do que dos jovens.

Nuno Augusto (autor da Tese «Novos actores sobre velhos palcos, juventude política e ideologias no Portugal democrático», orientado pelo Prof. Dr. Manuel Villaverde Cabral.

Cristina disse...

não podemos ver a arvore pela floresta, existem pais falam aos jovens sobre politica, esses conhecimentos são muito importantes para bem formar educar o meu filho: digo-lhe sempre tenta fazer melhor que os politicos actuais, estuda para não ser como o nosso primeiro ministro, respeita os teus colegas, e principalmente não "metas a mão no que não é teu" mesmo que não concordes com o que se passa em teu redor não adoptes a atitude de "em roma se romano" e dá o exemplo e pensa pela tua cabeça, luta pelo que acreditas e principalmente quando fores grande nunca deixes de votar.
cristina simões

lady_blogger disse...

Corrijo parte do meu post das 14h 40m:

"Os nossos jovens sentem mais o apelo do que diverte do que daquilo forma e informa."

Faltava um só vocábulo que faz alguma diferença.

Boa noite. Bom fim de semana.

CC

Maria Mendes

*********** disse...

porque é que o programa de 16/5 não está online? em vez disso voltaram a pôr o de 15/5.. não percebi