sexta-feira, julho 11

Crianças a banhos: atenção redobrada!

O Algarve foi palco de dois episódios de acidentes com crianças em piscinas de casas particulares. O caso tornou-se mais mediatizado porque apesar de os acidentes terem ocorrido em casas diferentes, foram sensivelmente à mesma hora. Mas acidentes como estes ocorrem todos os anos – morrem por afogamento em média 60 crianças. Por cada criança que morre por afogamento, 140 ficam hospitalizadas e 2.800 recorrem aos serviços de urgências.
Números que justificam mais informação aos pais, família, educadores, amigos – é isso que faremos no Sociedade Civil.

Convidados:

Helena Menezes - Associação para a Promoção da Segurança Infantil
Nuno Leitão - Instituto de Socorros a Náufragos
Paulo Oom - Médico Pediatra

16 comentários:

.lado errado do coração disse...

Se há coisa que me faz confusão neste assunto, é estar normalmente num dia de praia e observar os grupos enormes de crianças (muitas delas tão pequenas que nem deveriam estar ao sol) a correrem livremente para a agua e a voltar sem qualquer supervisão, porque uma educadora NUNCA consegue ser responsável por 20 ou 25 crianças.

Acho que é inadmissivel um só adulto com tantas crianças a seu cargo (crianças normalmente com idades entre os 3 e os 6)e se eu fosse mãe, não ficaria descançada sabendo que os filhos correm riscos ao ir à praia com o infantário.

tema muito bem escolhido
parabéns ao programa

andreia
18 anos

Martinha disse...

Penso que não Andreia. Penso que as crianças são, por vezes, mais responsáveis quando estão por sua conta e risco e penso e acredito que as instituições como infantários e campos de férias de crianças, são muito credíveis no que toca à forma como vigiam e tratam as crianças. Também não afirmo que não possam ocorrer acidentes, mas penso que eles acontecem numa percentagem maior quando estão com os pais. Porquê? Talvez as crianças se achem sempre muito protegidas quando estão com os pais, o que nem sempre é verdade...

NKBEsas disse...
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NKBEsas disse...

Olá. Ainda há uns dias, estava na praia até que ouço alguém a pedir socorro. Numa praia "vigiada", na qual não se via nem um nadador salvador. Felizmente cheguei a tempo de salvar aquela criança, que estava com um grupo, penso eu, do infantário. É de lamentar que não houvesse nenhum nadador salvador.

GH disse...

Um problema que gostava de referir é ver crianças com menos de 10, que não paga bilhete, que os pais a deixam nas piscinas porque vivem mesmo ao lado da própria, isso não é nada bom, a que avisar as pessoas que fazem isso. Principalmente os vigilantes devem verificar se as crianças se fazem acompanhar por um adulto.

Mário Ramos disse...

Sou administrador dum condomínio que tem uma piscina com alguma dimensão; o acesso a esta faz-se utilizando um portão com chave; nunca houve um acidente mas este acesso foi colocado como medida de precaução; pergunta-se:
caso haja um acidente com uma criança, tem o condomínio responsabilidades? ou a vigilância cabe aos familiares que levam as crianças para a piscina?
Que legislação existe sobre a matéria?

Cumprimentos
Mário Ramos

Uma mãe diferente disse...
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Micas disse...

Não batam mais nos Pais...
Sabemos que acontecem muitos acidentes com crianças, mais do que todos nós desejariamos, mas nenhum Pai quer o mal dos seus filhos...
É obvio que é necessário alertar todos os adultos dos perigos, mas calma!!
Tenho 4 filhos (10, 8, 5 e 1 ano), sou muito cuidadosa (não infalivel), vejo-me cada vez mais em stress para fazer qualquer coisa com eles... Tenho uma piscina em casa dos meus Pais, com vedação, porta fechada cadeado e quando as crianças estão na água está sempre alguém a vigiar...
Mas preocupo-me muitos quando vou a hoteis, turismos, condominios privados, piscinas Autarquicas, etc. e não existe qualquer protecção nas piscinas...
Vale a pena pensar nisto!!!

Hélio Branco disse...
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andreia rodrigues disse...

andreia 17

vivo no interior do país mais concretamente, santa comba dão.
como vivo no interior é mais díficil ir para a praia... mas não nos impede de nadar... temos as piscinas municipais que são vigiadas... mas por outro lado temos a senhora da ribeira que não tem vigilância mesmo sendo muito perigosa e procurada...

Não percebo como no interior do país mais concretamente em Viseu onde estamos longe da praia... E sendo esta única soluçao não ter vigilância....

Márcio Cravo disse...

Boas Tardes.
Gostaria de saber como é controlado a questão da creditação dos Nadadores Salvadores em qualquer area de intervenção,seja em praias, piscinas ou qual quer meio de intervenção.Pois muitas das vezes qualquer cidadão não está a lidar com nadadores salvadores creditados para o efeito.Gostaria de saber como é controlado essa questão pelo Instituto de Socorro a Naufragos?

Micas disse...

É verdade que quando temos mais do que um ou dois filhos, naturalmente responsabilizamos os mais velhos pelos mais novos... obvio que teremos que ter noção do tipo de responsabilidade que lhes transferimos.
Mas se queremos que os nossos filhos crescam responsáveis, que se saibam defender e proteger dos perigos, não será isto necessário???
BOM SENSO é a ideia fundamental quando se trata da educação das crianças...

Eduardo disse...

Vejo com preocupação que os gradeamentos, em forma de escada, que separam os rios de jardins onde brincam crianças, facilitam demasiado que estas possam cair à água. Um exemplo está no gradeamento junto ao rio Guadiana, em V. R. Sto António. Penso que aqui os Municípios terão a s/quota parte da responsabilidade.

Martinha disse...

Quando era pequena e via o filme "espaço 1999",perguntava-me como é que era possível a vida passar a ser vivida em naves espaciais. Hoje com 37 anos e mãe, apercebo-me que as naves espaciais são as nossas casas e os nossos carros sempre tão esterilizados e tão à prova de tudo, não vá a criança ter um arranhão... Quando estou a ouvir estes conselhos sempre tão úteis, felizmente tenho dois ouvidos, então um está a ouvir e o outro está a ouvir música.
Claro que com tanto exagero ainda me dá um ataque cardíaco. Penso que o importante é ir passando a pasta das responsabilidades para as crianças, com calma e sempre com a revisão da matéria dada e acreditando acima de tudo que podemos e devemos acreditar e confiar nelas.

jose gomes disse...

“CRIANÇAS A BANHOS: ATENÇÃO REDOBRADA”
O ACTUAL SISTEMA SOCIAL CONDUZIU A PESSOA A UM ESTADO DE INCULTURA GENERALIZADA DE VALORES.
A FAMÍLIA , COMO BASE SOCIAL, DESMORONOU E PERDEU OS LAÇOS DE COESÃO DOS SEUS ELEMENTOS.
O SISTEMA DE VIDA É UM LABIRINTO DE ABISMOS PARA AS VÍTIMAS INDEFESAS COMO CRIANÇAS E IDOSOS.
O SISTEMA DE ENSINO/EDUCAÇÃO PREOCUPA-SE ACIMA DE TUDO POR PREPARAR MÁQUINAS DE PRODUÇÃO.
É HORA DE MUDANÇA.
.o meu reconhecimento por este espaço
.jose gomes
equilibriosg@hotmail.com

. disse...

Sou uma espectadora regular do programa Sociedade Civil, no entanto vi apenas uma 'pequena' parte deste, que tinha como tema "Crianças a banhos: atenção redobrada!". Eu própria, quando tinha os meus 6/7 anos ia morrendo afogada numa piscina para as crianças, com dimensões muito pequenas, de um hotel no algarve mas, com sorte, uma senhora estava sentada à borda e reparou que, por causa da bóia que tinha à cintura, me tinha virado e não me conseguia endireitar e lá me puxou para cima. A minha mãe estava mesmo à minha frente, deitada numa espreguiçadeira. Considero-a uma mãe cuidadosa, contudo é impossível estar atenta a 100%. Há uma necessidade crescente de os pais redobrarem a sua atenção no que diz respeito a situações como estas, e a tantas outras. No entanto, serão eles os únicos responsáveis por estes acidentes que têm ocorrido em piscinas particulares/públicas? Serão os únicos descuidados?

Parabéns pelo programa.
Maria, 16 anos.