quarta-feira, julho 16

Leucemia – transplante não é a única solução

Em 2007 estavam diagnosticados 29 mil adultos e 2 mil crianças com leucemia em Portugal. O cancro que afecta a formação de células sanguíneas é responsável por centenas de novos casos todos os anos.
Há 30 anos esta doença seria fatal a curto prazo, mas actualmente a percentagem de cura em doentes com menos de 15 anos chega aos 80%.
Em muitos casos, os médicos não encontram explicações para o aparecimento de leucemia, mas há factores de risco que é preciso ter em atenção.
Queremos, neste Sociedade Civil, informá-lo sobre os sintomas a que deve estar atento, a quem pode recorrer para um primeiro diagnóstico e as formas de tratamento - até porque o transplante não é a única solução.

Convidados:
Duarte Lima, Associação Portuguesa Contra a Leucemia
Joaquim Sampaio Cabral, Director do Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia do Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa
Maria de Jesus Moura, Directora da Unidade de Psicologia do Instituto Português de Oncologia de Lisboa

19 comentários:

Celeste Almeida disse...

O transplante não é a única solução para combater a leucemia, acima de tudo o apoio da família, dos amigos.
A pessoa portadora desta doença, deve ser acompanhada por um psicólogo e ter o máximo de apoio da parte dos familiares, não um sentimento de pena mas um sentimento de carinho, amor e solidariedade!
É uma doença que requer alguns cuidados pois para alem de deitar uma pessoa muito a baixo mexe muito com o psicológico desta, pois por mais que agente tente o dia a dia desta não será sempre o mesmo e temos de saber lidar com isto!

martagaspar disse...

Conheci um jovem amigo de meu filho mais novo, que num mês morreu de leucemia galopante no Hospital de S, João. Falei com um médico amigo se adiantaria mandá-lo para fora. Disse que não. Que no S. João faziam tanto como França ou USA.Tinha 18 anos! Foi no início dos anos 80.
Que estejas em Bom lugar, MARINHO.
Com a minha idade-71-tenho pena de nao ser doadora.

lost_memory disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nelson Moreira disse...

O meu Pai faleceu este ano no IPO do porto, a quem aproveito para elogiar o profissionalismo e carinho das pessoas que lá trabalham, após fazer um transplante de medula óssea e de contrair a doença "enxerto contra hospedeiro". Como sei que o Dr. Duarte Lima, tambem contraíu essa doença e está a recolher apoios financeiros para estudar esta doença, aproveito para lhe desejar força e determinação nesta luta, e desejo que possa obter resultados positivos.

Paulinha disse...

Já tive contacto com uma professora no ensino básico que sofria de leucemia. Só soube do problema quando a mesma já não leccionava . A mesma morreu tempo depois devido a um transplante mal feito. Quero desde já incentivar os doentes a lutarem contra este tipo de doenças, que tanto os devasta mas que os enriquece a nivel psicológico quando ultrapassado um problema desta dimensão. Aprendem a gostar de viver e isso é tão raro hoje em dia!

Cumprimentos,
Paula Torrão

lost_memory disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carlos Azevedo disse...

Meu marido tem 39 anos e está no 26º após transplante de MO não relacionado, no IPO do Porto. Tinha uma leucemia mieloide aguda M2 que lhe confiria mau prognóstico.
Teve a sorte de ter um dador em Inglaterra compatível, localizado pelo Centro de Histocompatibilidade do Porto/IPO Porto.
Temos de agradecer aos médicos e técnicos de saúde que se empenharam em fazer, e fazer bem, este tratamento em Portugal, que nos dá a esperança de sobreviver.
Também temos de agradecer as pessoas que num gesto de solidariedade anónima concordam em doar MO para salvar uma vida.
Regina Ferreira e Carlos Azevedo

AndreiaA disse...

Tenho uma colega que sofreu de leucemia, mas com transplante e quimioterapia conseguiu recuperar.
Os amigos e família foram um grande apoio.

Andreia. 16.

Florbela disse...

Boa tarde,

Só agora liguei a televisão, peço desculpa se já falaram sobre este tema.

Gostaria de saber, o que pensam os convidados, sobre a recolha do cordão umbilical no acto do nascimento.
Antes do meu filho nascer, conversei com a médica sobre este método, como salvaguarda para um futuro incerto e esta não aconselhou.

Obrigada
Florbela

Florbela disse...

Ainda bem, que vi este esclarecimento sobre a doação de medula óssea, já sou dadora de sangue e agora, após esta explicação, vou averiguar o local mais perto de casa para inscrever-me.

Florbela

Cátia disse...

Boa tarde

Tive uma professora no ensino primário que teve leucemia e na altura senti que não havia muito que pudesse fazer por ela. Hoje tenho 18 anos mas sempre quis fazer voluntariado e sei que é de extrema importância ter alguém por perto quando se tem um problema tão grave como a leucemia, por esse motivo gostaria de saber o que fazer para me tornar voluntária, por exemplo, no IPO.

Parabéns pelo programa
Cátia, Lisboa

Vânia disse...

Boa tarde,
Sou dadora de medula óssea desde que o meu irmão adoeceu, em 2005 com um Linfoma de Hodgkin, fez um autotransplante, eu não sou compativel com ele. Hoje passados 2 anos do transplante, ele esta bem... acreditou sempre que iria vencer...e venceu.
Obrigada a todos, um bem hajam.
Vânia, 29

Cláudia Rodrigues disse...

Parabéns ao programa e em especial ao Sr. Duarte Lima.
Apenas gostaria de referir, que cada vez mais, os grupos de apoio aos doentes oncológicos, têm que ter conhecimentos nas mais diversas áreas. Como motivar um doente para a sua cura, quando este já padece de uma doença física ou até mesmo mental?

Andreia disse...

Boa tarde.
Antes de mais gostaria de felicitar pelo excelente programa.
Relativamente à questão do voluntariado, neste caso, no IPO, posso dizer que são muitos os obstáculos que se levantam. Isto, porque eu também gostaria de o ser e na altura em que tentei devido ao meu estatuto de estudante colocaram-me logo essa hipótese de parte alegando que preferem pessoas em situação de desemprego ou reformadas pois teriam mais disponibilidade. Tenho pena que assim seja, porque é lamentável termos força para querer ajudar e não nos permitirem, impedindo a realização desse objectivo. É ainda mais de lamentar quando vemos na televisão constantemente pedidos para a realização de voluntariado.

Com os melhores cumprimentos:

Andreia

Fábio disse...

À semelhança da recolha de células estaminais do cordão umbilical não existe algum método para adultos de recolha e conservação de medula óssea, tanto para usar em si próprio no futuro ou por outros, porque apesar de tudo depois dos 45 anos deixa-se de ser dador.

filipa disse...

Parabéns pelo programa, e a todos os que estão presentes...por toda a emoção e sensibilidade transmitida.
Gostaria de poder dar a todos os doentes e famílias a força, que também me deram, e à minha querida mãe que também viveu nessa abençoada casa, que é sem dúvida o IPO de Lisboa.
Obrigada.

Filipa de Campos

jose gomes disse...

LEUCEMIA – transplante não é a única solução.
NO FUTURO PRÓXIMO SABEREMOS QUE TRANSPLANTE É A PIOR SOLUÇÃO.
ENTENDEREMOS QUE SOMOS SEMPRE O RESULTADO DOS NOSSOS PROCEDIMENTOS.
SAÚDE/DOENÇA É RESULTADO DE NOSSOS PROCEDIMENTOS.
O SISTEMA ACTUAL NÃO PERMITE QUE SE ENTENDA.
NO FUTURO APRENDEREMOS A CUIDAR DA SAÚDE PARA NÃO TERMOS QUE CUIDAR DA DOENÇA.
.jose gomes
equilibriosg@hotmail.com

lady_blogger disse...

Um primo por afinidade casou com a namorada a quem foi diagnosticada leucemia após um exame banal. Nunca melhorou. Era filha única, com uma mãe talvez com quarenta e tal anos mas já com problemas acho que de Alzeimer. Visitei-a no IPO do Porto e foi tão triste aquela realidade para mim, quase sentia o sofrimento dos outros que perdiam os familiares.
A rapariga parecia vender saúde, era tão nova e com tanta esperança de ter filhos.
Conseguiu encontrar doador, mas nada resultou como ela previa.
Pediu ao namorado para casarem, ele concordou e passados uns meses enviuvou aos 23 ou 24 anos. Já todos sabiamos que só um milagre a curaria e mesmo assim casaram.
Dias antes de ela falecer, visitei-a em casa da sogra onde ela estava a festejar o Natal. Coloquei-lhe a minha filha nos braços dela para ela se agarrar à vida nem que fosse só porque queria tanto ser mãe. Tentei dar-lhe uma falsa esperança. Quando de lá saí, apesar de vivermos muito distantes e sem uma relação estreita, caí numa profunda tristeza e choro de raiva por achar que aquela jovem merecia mais uma oportunidade. Infelizmente costumo ter pressentimentos relativamente a morte de familiares que acabam sempre por se confirmar. Quando estive com ela naquela última vez em que ela até estava melhor e a celebrar o Natal, eu pensei que ela duraria no máximo um mês, e de facto daí a umas 3 semanas tivemos a triste notícia.
Imagino aquelas crianças com leucemia que mal entendem o que têm e não percebem porque tal lhes aconteceu a elas e não a outras. E a dor dos seus pais e outros familiares deve ser arrasadora. Os médicos e todo o pessoal auxiliar devem ter um grande coração e "estofo". É tão difícil ver os outros sofrer, e principalmente quando ainda mal nasceram.
Gostaria tanto que mesmo na doença essas crianças e restantes doentes pudessem ser felizes, que não sofressem quando as suas vidas lhes pregam partidas.
Espero que os tratamentos consigam salvar muitas vidas.

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Fernandinha, estive agora a ouvir pedaços da sua entrevista no Jorge Afonso, em que falou das suas experiências e até do SC e onde promoveu a sua Maria sem medo ("Sem Medo Maria").
Há dias vi-a numa reportagem da SIC numa bem conhecida feira.
POr vezes vejo o seu programa "Mudar de Vida".
A Fernanda diz-se nómada, a mim já me chamaram isso e também por mudar tantas vezes de casa e de cidade.
Nós seres humanos resignamo-nos tão pouco, que só estamos bem onde não estamos, algo ao estilo duma canção de António Variações.
E já que falamos de música, para encerrar o tema de hoje suponho que a Fernanda escolhesse um fado, porque é um género musical que pode cantar toda a tristeza, até mesmo a de doentes com leucemia e de quem por perto sofre com eles.
Eu escolheria ou um fado ou talvez algo alegre que sugerisse esperança.

CC

Maria Mendes