segunda-feira, setembro 8

Violências nas escolas

Os fenómenos de bullying são cada vez mais frequentes nas escolas portuguesas. Estima-se que cerca de 65% os alunos do 3º ciclo da Grande Lisboa estão envolvidos em actos de violência na escola. Esta realidade foi trazida para o debate público pela 4ª Conferência Internacional sobre Violência Escolar e Políticas Públicas. Um estudo que mostra que as vítimas têm níveis mais baixos de auto-estima, sentem-se rejeitadas e têm pouca confiança em si, enquanto nos agressores se passa exactamente o oposto.
Neste Sociedade Civil vamos tentar compreender se as escolas portuguesas estão a ficar mais violentas.

Convidados:

Albino Almeida, Confederação Nacional das Associações de Pais
Ponces de Carvalho, Escola Superior de Educação João de Deus
Henrique Borges, Federação Nacional dos Professores
Luís Elias, Responsável Escola Segura

34 comentários:

lady_blogger disse...

Olá. Sejam benvindos!

Antes de ler o vosso tema de hoje, quero desde já desejar-vos um bom regresso e dizer-vos que tentarei andar por cá.
Olá à "Gabriela Braga" e à "Mercedes", cujo papelão acentou que nem uma luva no "Ainda Bem Que Apareceste" dos dia 2 de Agosto e dia 3 de Setembro (repetição).
Também gostei do que li na edição on-line do Destak de 4 de Julho.
A Fernanda dá cartas em todo o lado...
Beijinho para si e votos de bom trabalho à Companhia das Ideias.

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

A minha filhota ainda em idade pré-escolar, no ano transato surgiu em casa umas vezes com manchas negras de pontapés, outras com mordidelas no peito e com uma mancha com aspecto de chupão. Na sala dela havia crianças dos 3 aos 6 anos, e apesar de alguns educadores acharem benefícios nisso, quanto a mim parece-me pouco funcional.
A minha filha geralmente só se queixa em casa e eu costumo alertar as professoras, mas como são tantos é difícil atentarem a um caso específico.
Será que estes sinais significam que ela possa vir a ser vítima de bullying?
Ela até é bastante sociável, mas eu não estou na escola para saber a fundo como se relaciona com os colegas. Perto de mim procuro protegê-la, mas fora tenho de confiar nela e nos outros.

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Será aconselhável ensinar uma arte marcial a uma criança, quanto mais não fosse para lhe criar mecanismos de auto-defesa e até certo ponto aumentar-lhes a auto-estima?

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...
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lady_blogger disse...

O blog está de cara lavada. Já reparei na mudança dias atrás.

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
lady_blogger disse...

A iniciativa do SC oferecer livros pode assim dar mais força ao projecto LER +.

CC

Maria Mendes

carla disse...

ja assisti a uma cena de violencia que poderia ter sido fatal para a vítima. liguei para a gnr e o agente que me atendeu disse que nao havia carros disponiveis para se deslocar a escola, nem mesmo os da escola segura que eu tinha visto minutos antes a passear no centro da vila.o mesmo agente ainda disse que viam cenas dessas diariamente na rua, nas paragens, e passam sem fazerem nada.
como era hora do almoço talvez eu tenha incomodado a digestao dos srs.agentes. se houvesse a presenca
de alguns a porta das escolas talvez isto nao acontecesse com tanta frequencia.

Hernâni disse...

Olá boa tarde,

Eu actualmente sou estudante universitário, mas no meu percurso escolar sofri na pele as violências na escola.
Ao mudar de escola para ingressar o 2º ciclo (5º ano) deparei-me com crianças um pouco mais velhas do que eu, que me ameaçavam ao pedir me dinheiro, roubavam-me alguns bens, violentavam-me fisicamente e psicológicamente...
É um drama horrivél, eu tinha medo de ir à escola, eu tinha medo de andar pela escola nos intervalos.
Estas crianças, que me violentavam, vinham sobretudo de classes baixas, e sempre que as queixas eram apresentadas, os pais não exitavam em discutir em público com os professores, como se fossem estes os culpados pela maldade dos seus próprios filhos.
Felizmente não me afectou o rendimento escolar, mas a muitos colegas meus sim.

lady_blogger disse...

Reparei que alteraram o título de "Escolas problemáticas" para "Violências nas escolas"...

CC

Maria Mendes

PEDRO DE CASTRO disse...

Boa tarde,
O tema de hoje infelizmente mantém-se actual.
A escola nem sempre é o ambiente de alegria, conhecimento e crescimento harmonioso. Fenómenos como o bullying podem estar na origem de traumas precoces.
Os pedagogos, psicológos e pedopsiquitras conhecendo e tendo estudado este tipo de violência, não deveriam em ambiente escolar supervisionar as actividades das crianças e adolescentes de forma a monotorizar e assinalar estes casos de violência?
Ao nível familiar é necessário envolver as familias na vida escolar pois a escola não pode ser um depósito de crianças e adolescentes. A formação académica tem de andar a par com a educação recebida por parte da família. De que forma devem as familías ser envolvidas na vida escolar sem que o único veículo de comunicação sejam as cadernetas dos alunos? (pois alguns pais nem nas reuniões de turma aparecem!)
E por último, é necessário considerar a violência física e psicológica sobre professores e funcionários. É um fenómeno que contrariamente ao que muita gente pode pensar é transversal às várias camadas da sociedade. Crianças e adolescentes de familías com formação superior apresentam uma atitude desafiante perante os professores chegando minimizar a sua capacidade pedagógica por os pais terem formação superior. Não se deveria dotar os professores de maior capacidade de fazer prevalecer a sua autoridade? O que vemos hoje em dia é o espanto dos pais e descrédito quando um professor lhe comunica que o filho teve uma atitude indevida. Não têm noção do comportamento do filho entre os seus pares.

Pedro Castro
Lisboa

Helena Almeida disse...

Olá a todos os que assistem a este programa. Eu sou uma jovem de 17 anos e tenho assistido a este programa durante o tempo de férias e gostaria de falar um pouco acerca de um tema que me diz tanto...

Ao contrário do que já disseram, nem sempre o Bullying está relaccionado com o aspecto físico... Comigo acontecem situações de me deitarem a baixo pelo simples facto de ser escuteira, por ter uma personalidade diferente dos outros (mais cuidadosa com o ambiente, mais certinha, mais responsável, mais "chata" na opinião dos outros...) e dou como exemplo aqueles que são tão superficiais ao ponto de me porem de lado por não usar roupas de marca, por ser mais simples, por não usar as "modas", etc... Penso que apenas pelo facto de ser diferente, sou tão humana quanto todos os que estão à minha volta e ninguém tem o direito de se sentir superior apenas porque se encontra em melhor condições financeiras, familiares, socias ou culturais do que eu.
Por último, quero só referir que já há alguns dias que penso em como será este meu último ano do ensino secundário e já me imagino a passar os dias sózinha só para não ter de me sentir mal ao pé daqueles que só me sabem deitar a baixo.

Despeço.me com um saudações ao programa e espero que continuem tal como estão porque este é um programa muito importante e que devia ser visto por todos. Parabéns.

pylypah disse...

na minha opinião a responsabilidade passa pelos pais, professores, auxiliares e alunos.
parte da educação dos pais, muitas das vezes incorrecta, mas tb «correcta» e vemos estes filhos com comportamentos graves.
passa pelos alunos...
e pelos professores e auxiliares que nem sempre conseguem dar resposta as vastas necessidades dos alunos, as turmas com um grande numero de alunos...aos poucos auxiliares das escolas e que e impossivel por parte destes estar atentos a todos os comportamentos...
e o pior será a moda que existe do «deixa andar, isso passa, é so uma criança»

martagaspar disse...

Boa tarde.
Conforme um polícia não "pode" valer-se da arma para defender-se a ele próprio à comunidade, um professor(a) não pode dar uma chapada num aluno(a) mal educado(a)., pois vai ter um processo disciplinar.
Esta democracia aleijada levou-nos a isto.Estamos no Apocalypse, a vários níveis.

pylypah disse...

secalhar estarei a fugir do tema, mas fala-se da importancia de equipas multidisciplinares escolares compostas tb por psicologos, para que de alguma forma consigam "resolver" estes casos.
seria importante reforçar o papel dos tecnicos de serviço social no ambito escolar. a raiz de muitos problemas da maior parte das crianças advem de condiçoes familiares, da falta das mesmas, para poder educar as crianças mais eficazmente, dando-lhe as condiçoes minimas.
penso que todas as escolas deveriam formar equipas compostas pelos pais, professores, auxiliares, psicologos, tecnicos de serviço social em conjunto com a comunidade e instituiçoes

martagaspar disse...

Helena Almeida tem razão.Um dos v/ convidados também.Aprendam em casa que é preciso saber SER., porque o TER é irrelevante.
Se tivessem vivido num Colégio de Freiras como eu vivi nos anos 40 e 50, morriam as meninas, coitadinhas!... E eu, com mais de 7o anos que tive essa vivencia, acabei em Julho passado o 12º Secundário em Valença.

rui disse...

Ola,

Tenho 25 anos e lembro-me de quando andava na escola publica que a violência sempre existiu. O «bulling» é o espelho da tristeza que e a nossa imprensa é, que vai a reboque da RockStar e intruduz na nossa lingua termos como «veicle hijacking» e «Bully yard» que saem directamente das suas obras («Gran Theft Auto» e «Bully»).

Basicamente estes comportamentos desviantes, sempre existiram e posso-lhe dizer que actualmente não são mais violentos do que eram há 10-15 anos atrás.

A única coisa nova que existe é o «happy slaping», que consiste na agressão de desconhecidos e filmar tudo, só pelo prazer de mais tarde distribuir aquilo.

bpf disse...

Ola a todos da produção do sociedade civil. Sou um expectador vosso já de algum tempo e gosto particularmente de assistir ao vosso programa á segunda feira.
Quanto ao tema de hoje, cabe aos professores criar uma uma atmosfera uniforme entre os alunos e dissipar qualquer tipo de diferença entre os alunos.
Por muito que os pais eduquem os seu filhos em função das diferenças humanas nunca é igual ao contacto físico e real entre as crianças.
Muito obrigado pela vossa atenção e muito parabéns a jornalista Sofia Fernandes.

Rake de Rama disse...

Em minha opinião a culpa é dos pais.São eles os responsáveis pela educação dos filhos, no entanto estes descartam-se das suas responsabilidades.

Acho também que o sistema devia ser bastante mais rígido, dando poder aos professores e não aos alunos. Acho mesmo que deviam ser permitidos castigos físicos para os alunos. É vergonhoso como alguns alunos se comportam dentro das salas de aula.

Paulinha disse...

Boas tardes.
Na minha opinião, a lei do mais forte instalou-se não só na sociedade em geral mas também na pequenada de hoje em dia. As crianças mais perturbadoras, são, no fim, as mais fracas psicologicamente e vêm os colegas como alvo de vingança de problemas que, na maior parte das vezes vêm de casa. é importante apoiar os filhos, estar atento, prestar atenção á sua vida escolar para que a criança veja em casa um pequeno refúgio no caso de maus tratos na escola.
No ensino básico tive alguns casos d bullying verbal que foi bem superado devido ao grande apoio em casa . Os provocadores eram, no entanto, crianças revoltadas.
é importante educar para a auto-estima. Duas crianças sujeitas á mesma agressão podem, nas mesmas circunstÂncias, reagir de diferentes maneiras.
A auto-estima distingue se uma criança fica num canto a chorar ou sorri e diz ' tu também tens defeitos'.

Parabéns ao programa.

PEDRO DE CASTRO disse...

a que ponto na nossa sociedade passamos da altura em que os próprios pais diziam aos professores para repreender os seus filhos se se portassem mal para o ponto em que os alunos e depois os pais batem nos professores?? Isto é o reflexo de uma sociedade de brandos costumes e que passa uma mensagem completamente deturpada do comportamento em sociedade para as gerações mais jovens

Deragnu disse...

Bem-vindo e bem-vinda. Programa e Fernanda, está linda de “viver”. Então um Julinho de 75 kgs, pois que tal um Toninho de 80 Kgs.

Vamos ao assunto, apesar de preferir falar sobre, …sobre. Bom, foi dito algo importante que passou ao lado, que é a questão da vigilância. Tive filhos nas escolas durante anos e revi por dentro enquanto trabalhar numa (EB2.3), que quando se vislumbra uma escaramuça as vigilantes que andam sempre juntas, começa logo por aqui, escapam-se, fogem dos problemas.

Tem dúvidas, pois não tenham, haverá excepções? No meu tempo de ciclo e seguinte eu como aluno é que resolvi algumas situações, só aparecia o chefe dos contínuos de vez em quando, quando "as coisas já estavam graves". Hoje nem isso.

Anttónio

PEDRO DE CASTRO disse...

se não é admissivel a falta de respeito a um agente da autoridade pois está-se a cometer um crime, como é possível que se admita agressão física e psicologica sobre os professores? Onde está a protecção da lei a estes profissionais?

j disse...

Boa Tarde.

Fernanda as férias fizeram-lhe bem, está simplesmente deslumbrante...não fica atrás de qualquer estrela de cinema.

Continuação de um óptimo trabalho.

Ana Ferreira disse...

Na prática, o trabalho de prevenção da Violência nos meios escolares passam pelo seguinte:
1) Avaliação dos meios sociais de vivência, do meio familiar, da socialização (entender se existe uma relação entre os meios de origem e a propensão para a violência)
2) Estudar os grupos de pares dentro e fora da escola (os seus principais hábitos)
3)Levar às escolas projectos que passam pelo trabalho de reinserção social e escolar. Dou o exemplo do projecto elaborado pelos "Direitos e desafios" promovido, entre várias entidades, pela Camara Municipal de Santa Maria da Feira que, através do teatro oprimido, os alunos das escolas vestem o papel de actores e sentem na pele o ser "oprimido" e o ser "opressor". Esta é uma estratégia interventiva, de grande interesse social...
Um bem-haja a toda a equipa da Sociedade Civil.

Deragnu disse...

Muito bem Doutora, mas como se proteje a familia se está está em degradação contínua. É calro que os filhos refletem o tipo de pai e o tipo de mãe que tem, não tenho muitas dúvidas disso. Por mim falo.

Num País campeão dos divórcios como se educam os filhos?

Anttónio

Renata Figueiredo disse...

Cara Fernanda Freitas
Foi abordado no seu programa, o assunto discriminação.
Sou brasileira, advogada e ao contrário de alguns imigrantes brasileiros, vivo em Portugal, pois, meu marido que é português, no momento precisa estar aqui.
Ao contrário do pensamento coletivo, quando o conheci o mesmo estava há 3 anos divorciado, tenho sofrido discriminação pelo fato de ser brasileira, embora, esteja aqui apenas para acompanha-lo.
Mas quero deixar claro que não me sinto melhor do que ninguém,inclusive dos brasileiros(a) que limpa o chão ou lava pratos.
Discriminação é materialização do preconceito, e isso é atraso moral que impede as pessoas de crescerem.
Desculpa a mensagem longa e os erros, se houver.
Boa semana,

etur disse...

Boa tarde a todos.
Um bem haja ao facto de existir este programa e, hoje especialmente por tratarem deste tema.
Sou prof 1º ciclo. Tenho 29 anos. Fui agredida o ano lectivo anterior, ao 3º dia do começo das aulas, por um aluno com 8 anos, inserido na turma de 2º ano, perfeitamente sinalizado com diversos problemas e pertencente a família desestruturada.

O que quero chamar a atenção com o meu testemunho não é só por ter sido agredida, mas pelo que aconteceu a seguir a isso.
Liguei para a PSP da escola segura para fazer registo da ocorrência. Em seguida dei entrada no Hospital Francisco Xavier, com marcas físicas.
O pior veio depois, com o tipo de atitude por parte daqueles que fazem parte da Comissão Executiva Instaladora... Pois como não gostaram do aparato que se desenrolou em volta do problema e, sobretudo, não gostaram que tivesse dado a cara e fizesse queixa e a escola ficasse mal vista... fui discriminada, não apoiada e castigada, pois mandaram-me para casa com "junta médica compulsiva", alegando que eu mostrava abalo psíquico.

A mensagem que quero passar é a que já é mau ser agredido, pior ainda é sofrer as represálias por quem supostamente nos devia apoiar.

Cumprimentos, RR

AG disse...

Tornar os laços educativos mais próximos.

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Cadernetas do aluno, bilhetes e afins, serão métodos demasiado impessoais e que não substituem a palavra cara-a-cara.

Que a relação entre educadores ( pais, professores,...) e educandos seja mais curta e que não promova a distância, desinteressa e imparcialidade.

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Ana G.

Diogo disse...

O tema que é debatido hoje faz-me recordar os meus tempos de ensino secundário. A escola que frequentava tinha a presença assídua da escola segura ainda assim não faltavam histórias para contar de assaltos e até agressões.

O carro da policia segura era estacionado à porta da escola, estando os agentes da policia presentes no perímetro envolvente. Contudo, e como devem perceber o assaltante nunca irá praticar o delito numa zona com muita gente e ainda por cima junto à entrada de uma escola.

A menos de 100 metros existia um caminho imprescindível a quem morava na parte superior do bairro que estava referenciado entre os alunos e, creio pela psp, como um caminho a não passar muitas vezes.

Desde o 7º ano que nunca vi nenhum policia lá, (chegavam a ser os operários da câmara que nos ajudavam) e só uns dias depois de terminar o meu 12º ano, finalmente vi lá um agente policial. Prontamente, me dirigi ao agente e felicitei-o por finalmente terem percebido qual a zona problemática..

(A directora já havia informado a PSP das várias situações que ali se passavam com os seus alunos)

Longos 5 anos...

Sociedade Civil disse...

"De que forma devem as familías ser envolvidas na vida escolar sem que o único veículo de comunicação sejam as cadernetas dos alunos? (pois alguns pais nem nas reuniões de turma aparecem!)
foi esta a duvida seleccionada pela redacção; de PEDRO CASTRO, Lisboa.Vai receber o livro "Bullying, guerra na escola" da Sinais de Fogo
Saudações civis

Pedro disse...

Olá à Fernanda e a todos da equipa Sociedade Civil e bem haja pelo seu regresso.
Sou sensível ao tema deste dia e como interessado por educação e pedagogia creio que posso deixar neste comentário alguns pontos de vista e a sugestão de leitura do livro "As Etapas da Educação" de Maurice Debesse (psicólogo e professor)e com prefácio de Profª Doutora Amália Bárrios, uma colecção "Escola e Vida" da editora Livro e Leituras, podendo encontrar outros títulos interessantes da mesma colecção "As Ciências da Educação" de Gaston Mialaret.
Sem dúvida é sempre um desafio para os educadores (sejam eles pais ou professores) como lidar com as situações de violência entre colegas e até entre eles próprios.
Tanto devemos proteger os próprios agressores como as possíveis vítimas dado que ambas requerem cuidados e atenção especiais da parte dos educadores.
Será que se deve castigar ou educar os agressores? Talvez eles próprios sejam também vítimas e necessitam de cuidados que podem estar relacionados com pequenos pormenores que para mim vão desde a sua alimentação (pessoalmente presencio ao excesso de consumo de carne e de açucares na dieta alimentar tanto das crianças como de jovens (o que pode originar um excesso de energia); o iniciar de consumo de bebidas alcoólicas e de drogas), o estilo de vida que cada um adopta talvez diz respeito a cada um mas podemos influenciar (para bem ou para mal) nós pais e professores para a sua mudança.
Podemos talvez educar bem sem castigar os futuros profissionais e trabalhadores do nosso pequeno "grande" país e torna-lo mais equilibrado e transparente aos olhos de todos sem querer esconder o que realmente somos e isso só se descobre no desafio que é a própria vida e no seu desenrolar.
Até uma próxima.

Pedro Silva

Indie Vegan disse...

Será que existe falta de valores no meio social e nos lares das nossas famílias? Tudo indica que sim.
Como ensinar os verdadeiros valores? Serão os valores de poder e controlo, a lei do mais forte, a competividade que estão a dificultar o sucesso dos estudantes nas nossas escolas? Talvez.
O respeito mutuo começa quando se aprende a ter respeito por si próprio. Os verdadeiros valores aprendem-se no dia dia quando nos deparamos com as dificuldades e precisamos de cooperar mutuamente tanto no meio escolar como no meio profissional.

Pedro Silva

Andromeda disse...

Ninguém culpa mais os pais pelo mau estado da juventude mundial do que eu, mas não creio que sejam eles os culpados pela violência na escola. Não são completamente isentos, isso é certo, mas os jovens não são meros fantoches controlados pelos seus pais. Se um jovem agride outro a culpa é do jovem agressor, foi ele que tomou a decisão de agredir. Não podemos desresponsabilizar completamente os jovens. Por muito culpados que os pais possam ser pela falta de educação dos seus filhos estes não são bonecos vazios sem capacidade de decisão.