quinta-feira, outubro 16

Alimentos Made in China

Estamos seguros a comer produtos made in China? Quem os controla? Como garantir que a teia de inspecção alimentar montada na UE impede que haja vítimas em casos como o do leite com melamina?
Estas serão as principais perguntas que assolam a mente dos portugueses após a hecatombe alimentar que teve lugar na China. Afinal, produtos de marcas tão europeias como a Cadbury’s, entre outras, são fabricados, integral ou parcialmente, na China. Como funciona o nosso sistema de controle da segurança alimentar, que não envolve apenas a ASAE? Quanto tempo demora a detectar uma falha e dar o alerta?

Convidados:
Manuel Barreto Dias, Director Científico e Sub-Inspector Geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica
Maria Antónia Figueiredo, Confederação Nacional de Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal
Isabel Meirelles, Ex-Presidente da Comissão Instaladora da Agência para a Qualidade e Segurança Alimentar e Especialista em assuntos europeus
Y Ping Chow, Liga de Chineses em Portugal

16 comentários:

Pedro disse...

Boa tarde,
A recente polémica com o leite chinês apenas veio apresentar a crescente falta de controlo sobre os produtos alimentares que se verifica em vários países do mundo.
No caso chinês não é tanto o leite que me preocupa mas sim os produtos com soja produzido na China pois começo a ter dúvidas que este seja produzido tendo em conta a não utilização de produtos potencialmente nocivos para a saúde humana.
O descrédito nos produtos chineses vê-se assim alargado agora ao sector alimentar. Espero que as autoridades europeias e nacionais apliquem controlos mais rigorsos sobre os produtos provenientes da china e de outros países onde a produção não se efectua de acordo com as normas europeias.
A produção e concorrência entre produtos tem de ser feita sem colocar em causa as características e quialidade do produto final.

Pedro
Lisboa

O Homem dos Leões disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
O Homem dos Leões disse...

Já nos anos 80, com o aparecimento das lojas dos 300$00, foi constante a venda de produtos, (espanhóis), de baixa qualidade, com a clara consequência na saúde. Lembro-me dos refrigerantes gaseificados ou não, por serem mais baratos era "sempre a aviar". Depois sabemos da qualidade dos produtos chineses, mas o preço é apelativo.
A questão do Leite chinês, é simples, não fosse a insistência durante mais de um mês do governo da Nova Zelândia e seria assunto que passava ao lado. Até na China, as próprias autoridades tentaram abafar o caso.
24 latas, quais "24 rosas para o meu amor", não senhor, penso que até foi na RTP1 no telejornal em que o repórter teve um dia difícil, tal as perpécias a que esteve sugeito com o fecho dos estabelecimentos chineses, com imagens de carregamentos em sacos pretos por parte dos empregados e comerciantes chineses, etc.
Assistimos também a uma firme declaração por responsáveis comunitários de que "não temos produtos lácteos chineses na Europa". Está visto.
Falta saber tão só se os produtos que consumimos, as margarinas, as salsichas, as farinhas, as conservas, (made in Marrocos) e não só, ou seja a comida dos pobres, estão e são devidamente controlados. Cherne e tamboril com mercurio, isso não me interessa. Doi não doi.

tt

Em tempo: Tenho gatos para venda, estão gordinhos.

Teresa disse...

Olá,

Sei que o assunto principal gira em torno da alimentação, mas gostaria de tocar noutros produtos.
Fui representante dos produtos Natura, conceituada empresa de cosméticos no Brasil, e, tentei introduzir os produtos em Portugal, porém, as exigências impostas tornou inviável avançar com o negócio. No entanto, verifiquei nas lojas de produtos chineses e indianos a venda de perfumes e cosméticos sem a devida informação em português e nem a certificação dos orgãos competentes que autorizam a venda em território nacional.

Obrigada pela atenção,

Teresa Silva,
Albufeira

Luísa disse...

Eu confio em alguns restaurantes chineses, não em todos... sem querer esteriotipar, mas já o fazendo... só quem já visitou as cozinhas é que percebe o que eu quero dizer. Penso que a higiene é fundamental para que a confiança aumente!

carla/caluxa disse...

boa tarde
comecei agora a ver o programa , e a questao que coloco é a seguinte :
ate que ponto tudo o que é feito na china tem qualidade , quer os texteis , quer os electrodomesticos , quer os produtos de limpeza , quer os alimentos , ou seja tudo o que esta a venda nas lojas , sera que ha mesmo control sobre isso ? é seguro consumir produtos made in china??
Obrigada
Carla Matias

Paulo disse...

Acho que isto funciona por modas e tendências. Se agora a comida chinesa não está em voga, é porque os restaurantes japoneses e tailandeses começam a ter mais procura. Acho que não tem a ver com falta de confiança!

carla/caluxa disse...

boa tarde
comecei agora a ver o programa , e a questao que coloco é a seguinte :
ate que ponto tudo o que é feito na china tem qualidade , quer os texteis , quer os electrodomesticos , quer os produtos de limpeza , quer os alimentos , ou seja tudo o que esta a venda nas lojas , sera que ha mesmo control sobre isso ? é seguro consumir produtos made in china??
Obrigada
Carla Matias

carla/caluxa disse...

boa tarde
comecei agora a ver o programa , e a questao que coloco é a seguinte :
ate que ponto tudo o que é feito na china tem qualidade , quer os texteis , quer os electrodomesticos , quer os produtos de limpeza , quer os alimentos , ou seja tudo o que esta a venda nas lojas , sera que ha mesmo control sobre isso ? é seguro consumir produtos made in china??
Obrigada
Carla Matias

buri disse...

Boa tarde,
Sou um produtor de hortícolas, frutícolas e aromáticos BIOLÓGICOS, certificado pela ECOCERT PORTUGAL. Comercializo os meus produtos com a marca própria CASA DE CERDAL que registei em toda a UE visando a internacionalização. Posso dizer que a Certificação em Portugal tem niveis de exigência muito mais elevados do que nos outros países da Europa. Sendo assim, revolta-me um bocado na perspectiva de produtor e bastante na perspectiva de consumidor quando constato que nas grandes superficies Portuguesas aparecem produtos supostamente biológicos com origem em Marrocos ou em países da América do Sul, nos quais a certificação não nos oferece a minima garantia. Ou seja, as empresas de distribuição tentam retirar os dividendos inerentes aos produtos biológicos, comercializando-os a preços que não refletem minimamente os preços reais praticados pelos produtores Portugueses, não se preocupando com a saúde de quem consome os produtos. Em contrapartida, as grandes superfícies Espanholas, são super-proteccionistas relativamente aos produtores domésticos, sendo muito dificil entrar no mercado com produtos frescos mesmo sendo certificados. Portanto, as pessoas podem ficar descansadas que os produtos biológicos certificados em Portugal, são os que maiores garantias oferecem e são os de melhor qualidade que aparecem no mercado.

Anna disse...

Muito boa tarde,



Estou a gostar muito do vosso programa e dou-vos os parabéns !



Em primeiro, gostaria de saber como é que se pode saber qual país de origem de certos alimentos, se :



- muitas vezes não vem referido,

- muitas vezes vem referido, mas os produtos de origem não vêm esclarecidos..

(por exemplo: comprar bolochas, mas não se sabe qual o país de origem dos mesmos ingredientes, como é o caso de leite, cereais...)



em relação aos próprios produtos: não se sabe também se são de origem genética ou não.....não está devidamente referido...



É tudo muito bonito, mas é pena não existirem as leis feitas especificamente para esses efeitos.



O consumidor deveria ter mais informação, porque não há por vezes informação suficiente!



Já vi muitos produtos à venda fora do prazo de validade...reclamei, foram retirados....mas muita gente não se dá ao trabalho para ver isso..





Gostaria também de saber se o gengibre tem algum problema, sabendo que o mesmo é de origem chinesa...



Obrigada por tudo e uma boa tarde de trabalho,



Ana

lady_blogger disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
lady_blogger disse...

Nem nas pastas para lavar os dentes vindas da China podemos confiar... quanto mais em leites provindos de lá?!

Esta semana vi um documentário bem interessante em que para além da abordagem à exportação indevida de CFC, comentavam o problema de ser de difícil controlo travar a entrada destes nas alfandegas, pois não dá para fazer análises a todos os produtos para ver se contêm CFC (substância ainda permitida em alguns países até 2010). Apesar das dificuldades de policiamente, a entidade EIA conseguiu descobrir muitos empresários dispostos a exportar ilegalmente CFC. Inclusivé num fax um empresário pedia sigilo depois de ter explicado como poderia exportar ilegalmente este produto. Conseguiram prender um outro empresário, que depois de um primeiro aviso e inspecção, continuou o incumprimento das regras pro-ambientalistas.

Em Portugal, há controlos tão apertados? Não me parece...

CC

Maria Mendes

Martinha disse...

Boa Tarde

O homem é o verdadeiro destruidor da natureza que o rodeia e inevitávelmente, dele próprio. Nos últimos anos decobriu algumas substâncias perigosas como o plutónio radioactivo e as dioxinas. Estas substâncias quando já não são necessárias, são acondicionadas em tambores e depois são lançadas ao mar. Se no futuro, esses tambores sofrerem corrosão elas espalharão-se e aparecerão, tal como os pesticidas, nas cadeias alimentares.
E a água que bebemos? Os pesticidas, os herbicidas e os fertilizantes, quando chove são absorvidos pelo solo, atingindo os rios e depois inevitávelmente, os animais e as plantas.
Paralelamente aos químicos, o lixo que produzimos também é tóxico..

Martinha
Vila Real

lady_blogger disse...

O facto de os chineses viverem cá, mas não terem a mesma carga de impostos que nós, é injusto para nós e é também uma porta aberta e um incentivo para a entrada ilegal de muitos produtos.
Quem teria paciência para investigar os contentores vindos da China com tantas coisas pequenas? Só o factor morosidade, dissuade qualquer inspecção.

CC

Maria Mendes

Rogério disse...

Trata-se, como é referido no texto de apresentação, de um erro do governo chinês, ao deixar entrar para dentro da muralha o capitalismo norte-americano.
ROGÉRIO BARROSO