segunda-feira, Outubro 6

Casamento homossexual

Portugal é o único país da União Europeia que proíbe o casamento tendo por base a orientação sexual. Para alguns o casamento tem como finalidade última a procriação, o que exclui uniões entre pessoas do mesmo sexo, para outros é a única forma correcta de ver o casamento entre sexos diferentes.
A discussão das liberdades e dos direitos aqui no próximo Sociedade Civil.
Apesar de temporariamente suspenso da agenda política do governo, o casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser, acima de tudo, uma discussão da sociedade civil.

Convidados:

Daniel Serrão, Professor da Faculdade de Medicina do Porto e Consultor da Confederação Nacional das Associações de Família
Mário Crespo, Jornalista
Solange F., Apresentadora de Televisão
Paulo Côrte-Real, ILGA - Portugal

142 comentários:

Héliocoptero disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Héliocoptero disse...

Há sempre uma confusão enorme entre casamento civil e sacramento. O primeiro é um contrato, o segundo um acto religioso. Que 150 anos depois da instauração desta distinção em Portugal ainda se faça confusão, explica o desfasamento entre quem argumenta com a procriação ou religião e o que está previsto na lei.

O Código Civil não prevê a necessidade ou obrigatoriedade de produção de descendência para a realização de um casamento civil. Não estão excluídas pessoas estéreis, pessoas que estejam para lá da idade fértil ou sequer os que, casando, não apresentam descendência passado algum tempo. O artigo 1622 do Código Civil até prevê a possibilidade de casamento quando um dos nubentes está em risco de morte, homologando-se a união mesmo que essa pessoa morra pouco depois da cerimónia. É, por outras palavras, um casamento com um pé na viúvez, um contrato meramente material e sentimental. A menos que me venham dizer que a necrofilia produz descendência, não estou a ver onde é que está a procriação neste caso.

A questão do nome a dar também revela confusão entre contrato e sacramento. Ironicamente, aliás, dado que quando se instituiu o casamento civil em Portugal, há coisa de 150 anos, também se questionou se uma união civil podia ser chamada de casamento. Isto porque durante séculos a palavra havia sido sinónimo de sacramento e, para horror de alguns, propunha-se que passasse também a denominar uma união desprovida de qualquer referente religioso. Hoje, a questão é a ausência do referente heterossexual. Tal como há 150 anos a palavra passou a denominar uma cerimónia civil, uma união entre pessoas do mesmo sexo também passará a ser chamada de casamento, que não é mais do que uma instituição humana, logo permeável às mutações da sociedade. A crescente visibilidade social dos homossexuais torna esse passo inevitável.

Já agora, uma pequena correcção ao texto do programa de hoje: Portugal é o único país da União Europeia que proíbe ***a discriminação*** (e não o casamento) tendo por base a orientação sexual.

Héliocoptero disse...

Não vá alguém argumentar com a desculpa de que os casamentos homossexuais são uma questão de consciência e, como tal, deviam ser sujeitos a referendo...

Uma coisa é a consagração legal de um direito, outra é o exercício que cada um faz dele. A primeira é uma questão política, a segunda uma de consciência.

A título de exemplo, a escolha de religião e o modo como cada um a pratica é uma questão de consciência, mas ela é exercida sob a protecção de uma lei de liberdade religiosa. Suponho que não se quer referendar a consagração legal da liberdade de culto só porque a sua vivência é da consciência de cada um, pois não?

Do mesmo modo, não faz sentido referendar o alargamento do casamento aos casais do mesmo sexo, até porque é disso mesmo que se trata: um alargamento! Não vai tirar direitos a ninguém, vai alargá-los; não vai impedir heterossexuais se de casarem, vai alargar o direito aos homossexuais. Cada um continua a ser livre de viver o casamento segundo a sua consciência. Recusar esta abertura do conceito seria tão ridículo como recusar o alargamento da liberdade religiosa (logo, do conceito de religião) aos hindus ou budistas só porque o seu culto é diferente das dos católicos ou judeus.

Adriano Reis disse...

Fernanda, sou da opinião que a sociedade descremina e muito os homosexuais, pessoalmente não gosto de cruzar com os ditos "bichas"!

Sendo heterosexual, pessoalmente faz-me confusão saber que um homem gosto de outro e vice-versa, mas acredito que as pessoas têm o direito de serem feliz independemente da sua opção sexual.

É a celebração do amor (cada um a sua maneira)temos que parar e pensar e abrir estas mentes minha gente.

www.teatropalcodavida.blogspot.com

AG disse...

Quando surge a oportunidade de promover a igualdade, fica-se “sempre em lista de espera”.

Com medo de uma Sodoma ou Gomorra do século XXI em Portugal; aterrorizados por uma BASE MORAL e pela TRADIÇÃO RELIGIOSA que nos governa: são estas as normas que se aceitam incontestavelmente, “sofás confortáveis” dos quais poucos se querem levantar; nada se quer questionar; tabus.

---

Porquê recusar casamentos entre duas pessoas do mesmo sexo ?

Porque “O egoísmo não consiste em vivermos os nossos desejos.
Mas sim em EXIGIRMOS, que OS OUTROS VIVAM DA FORMA COMO NÓS GOSTARÍAMOS!”– Oscar Wilde.

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Ωna G.

lady_blogger disse...

Por mim, está-se bem!
Em nada me afecta se os homossexuais casam ou não. Eles é que sabem.
Mas confesso que também não entendo como se pode pensar numa vida a dois com alguém do mesmo sexo e muito menos ter filhos adoptados.
Desde que a liberdade deles não afecte a dos outros, está tudo bem.

A vantagem de eles poderem casar, será a sociedade deixar de os discriminar porque alguém já os reconhece como conjuges e também já não haverá tantas dúvidas sobre a orientação sexual de cada um nem serão encobertos tantos casos amorosos entre gays e entre lésbicas.

Costuma-se dizer que os opostos se atraem, e que há sempre um testo para uma panela- ditotes...!
O que está na moda é o vale tudo, amar sem olhar a credo, condição economica e social, raça ou sexo.

Antigamente casava-se para se constituir família, hoje casa-se por muitas outras razões e só depois para constituir família.

Não tenho nada contra os homossexuais, somente apesar de saber que algumas tendências são medicamente explicáveis, continuo sem perceber muito bem estas uniões.

Se são felizes casando, deixai-os casar.
Nunca ninguém saiu prejudicado de um casamento que não o seu, portanto...

CC

Maria Mendes

Sociedade Civil disse...

para ler o artigo de Mário Crespo


http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=1016218

Sociedade Civil disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
o_ParaKedista disse...

Não consigo acreditar nos comentários (e opinião) de Mário Crespo, um homem supostamente culto, junta-se aos ignorantes que acreditam na mirabolante teoria da extinção da espécie ao permitir o casamento homossexual. Por favor, isto é anedótico, no mínimo. Absurdidades destas nao merecem tempo de antena...

Pedro disse...

Boa tarde,
Parece-me que os tempos da discriminação e perseguição ainda não são uma coisa do passado...
Após uma "Abrilada" que tantos dizem ter trazido a liberdade, parece-me que essa liberdade ainda é algo só para alguns.

Ninguém acorda um dia a querer ser homosexual e decidir ir viver numa sociedade que não tem a capacidade de aceitação.

Os "procracionistas" que gostam muito do argumento da procriação para demonstrar como o casamento é algo exclusivo dos heterosexuais apresentam uma atitude algo animalesca e redutora face à complexidade de uma relação humana. A procriação é apenas UM dos múltiplos dos constituintes do casamento. Se queremos ser assim tão redutores então existem MUITOS casais heterosexuais que nem deviam ser autorizados a ter animais de estimação quanto mais ter filhos!!

Se para o Estado todos somos contribuintes e cidadãos com direitos e deveres, porque continuamos a perpetuar uma situação discriminatória?

Para um estado laico continuamos a permitir que o jugo da igreja perpetue nas mentalidades uma perseguição contra pessoas que apenas querem ser elas próprias.

Olhe-se para a história, para Roma, para a Grécia... a homosexualidade não é uma moda, hoje apenas vemos mais pessoas a assumirem o que são porque recusam-se a viver mentiras e a constituir casamentos heterosexuais de fachada. Será que é isso que os que defendem o casamento pretendem, que se prepetuem os casamentos de fachada?

O Casamento

tito guedes disse...

Para proibir o casamento homossexual, também se devia proibir a publicidade automovel nas paragens de autocarro. Pelo menos.

E mesmo assim, são situações diferentes! Não concordam?

Pedro disse...

The Nazis believed that male homosexuals were weak, effeminate men who could not fight for the German nation. They saw homosexuals as unlikely to produce children and increase the German birthrate. The Nazis held that inferior races produced more children than "Aryans," so anything that diminished Germany's reproductive potential was considered a racial danger.

United States Holocaust Memorial Museum, Washington, D.C.

Quem partilha esta visão também é Nazi? Se sim, parece que ainda existem nazis em Portugal...

Família de Pinho Marques disse...

Boa Tarde. Antes de mais quero dizer que sou heterossexual, casada e tenho dois filhotes muito pequeninos, mas sou também totalmente a favor do casamento entre homossexuais!! Acho uma tremenda falta de respeito para com o outro, interferirmos nesse tipo de decisões! Cada ser humano tem direito a fazer as suas próprias escolhas e no amor isso deveria ser ainda mais vincado! Não me importa o que a igreja diz, ou a sociedade em geral... Tenho dois filhos que amo mais do que tudo e só quero que sejam felizes, independentemente do género do companheiro! Esse é o futuro que todos deveriamos ambicionar. Porquê impedir uma união de amor? Quantos casais heterossexuais, não deveriam casar, por diversos factores e ainda assim casam?

Ana, Norte

O Homem dos Leões disse...

A ditadura das minorias, casar? Tenho 3 filhos da mesma mulher e nunca fui casado, razões? Várias. Mas por favor – razões diferentes para princípios diferentes –

Mas como o que vale é ceifar e assim levar tudo à frente, ganhando jogos a qualquer custo, não me admira que muitos a passarem mal e a suicidarem-se, no entanto na ordem do dia, raro é o “dia”, que se fala de gays, já nem homossexual.

Pronto o professor falou e está falado, e já nem falo nas mãezinhas que vestem os filhos de meninas. É um comportamento, mas tem direito a ser felizes, era bom é que se preocupassem, também com os hetero.

Maioria esmagadora é uma questão de semântica.

Eu já errei, é lógico se não haver regras, vale tudo. Traços contínuos? Para quê!! A sociedade está doente, à vista.

tt

Carlos disse...

Em relação ao comentário do Dr. Serrão sobre a homossexualidade ser um conceito social criado pelos seres humanos e que a homossexualidade nos restantes animais serem "enganos dos machos", penso que ele se devia informar melhor e para isso bastava consultar o caso mais óbvio de homossexualidade no reino animal: o dos primatas chamado Bonobos.
Como podem ver pela entrada na wikipedia sobre bonobos e as suas relações sexuais/sociais:
Inglês: http://en.wikipedia.org/wiki/Bonobo#Sexual_social_behavior
Português: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bonobo

Eu sei que a wikipedia não é a fonte mais fidedigna de informação cientifica, mas serve como primeira fonte para aprofundar mais um tema

Carlos Almeida.

Criatura da Noite disse...

É triste viver num país onde ainda se discrimina em função da orientação sexual.
O casamento entre pessoas do mesmo sexo é um DIREITO. Tal cmo os homossexuais têm deveres e obrigações perante o Estado, o Estado também tem o dever de proporcionar os mesmos direitos entre homossexuais e heterossexuais.
Esta situação é indigna de um país que se diz em vias de desenvolvimento.

Patrícia Alves

Pedro disse...

On June 28, 1935, the Ministry of Justice revised Paragraph 175. The revisions provided a legal basis for extending Nazi persecution of homosexuals. Ministry officials expanded the category of "criminally indecent activities between men" to include any act that could be construed as homosexual. The courts later decided that even intent or thought sufficed. On October 26, 1936, Himmler formed within the Security Police the Reich Central Office for Combating Abortion and Homosexuality.

United States Holocaust Memorial Museum, Washington, D.C.

Pensei que já estivessemos mais evoluidos que isto, mas pelos comentários do Mário Crespo parece que não...

musicaddict disse...

Sendo heterossexual acho lamentável ainda se discutir o óbvio. Não há que concordar ou não com o casamento homossexual. Se é um fenómeno que existe ele tem de ser assumido e dar lhe o devido valor como qualquer outro. Só o facto do nosso governo se manifestar contra este projecto de lei, a mim me parece ser um acto de pura discriminação.
Vamos lutar para que este projecto de lei seja aceite e respeitado por todos.

Andreia de disse...

Grande texto, o de Mário Crespo!

Revela, de facto, grande visão e realismo.

Uma coisa é a orientação de cada um, que se deve respeitar, outra é querer chamar o mesmo ou querer atribuir o mesmo estatuto (casamento), a cenários que são intrinsecamente diferentes.

Pedro disse...

Porque não se fala de indivíduos em vez de sexos? As mulheres cada vez lutam mais pela igualdade de direitos exactamente porque querem ser tratadas como individuos de plenos direitos e deveres.
O argumento do sexo não pode ser o bastião para justificar a discirminação.

Ana disse...

Sou heterossexual e vivo em união de facto com o meu companheiro.

Conheço as limitações de direitos e deveres da união de facto e concordo com o casamento ou "algo semelhante" entre pessoas do mesmo sexo que seja reconhecida juridicamente e cujos direitos/deveres sejam os mesmos (direitos sucessórios, de adopção).

Por exemplo, para que a união de facto seja reconhecida fiscalmente é necessário estar 2 anos a residir com a outra pessoa, mas se se casar hoje já são um casal.

Diferenças que embora parecem pequenas mas que podem ser grandes impedimentos.

Insanø disse...

Porque não inquirir, aquando do casamento, o número de filhos previstos? Não planeiam ter filhos? Não merecem à instituição do casamento!!

O fantasma religioso ainda pesa na nossa sociedade..

O Mundo Contrário... disse...

"Portugal é o único país da União Europeia que proíbe o casamento tendo por base a orientação sexual"

Já na descrição do tema de hoje do vosso programa é visível a discriminação. O Governo que nao venha com desculpas : " Isto não está nos planos do governo". Isto é algo que se diz?

De que serve ter um governo que até tapete vermelho coloca no chão àqueles que vêem de outros países e nem sequer preocupa com o bem-estar da sua população? Já basta de cinismos políticos. Já basta de iludir as pessoas com os seus discursos à Platão.

Temos que compreender que a Sociedade tem que evoluir e acompanhar os tempos, como j disse o Prof. Daniel Serrão´.
E numa altura em que os casamentos estão a descer em flecha e os divórcios são como que uma constante, nada melhor que aprovar este projecto no próximo dia 10 de Outubro. Não digo que a legalização dos casamentos homossexuais são a solução mas não devem permitir que a taxa de natalidade é essencial no que concerne a casamentos.
Respondendo à vossa questão:

Sim concordo, porque a alegria das pessoas nunca deveria ser julgada. Preocupem-se é com a economia do país devido às gigantes fugas ao fisco e outros casos de fraudes.

Boa tarde,
Vitor Santos

O Homem dos Leões disse...

Falta a “bolinha” no canto do ecrã, a minha menina está a questionar-me como vou explicar?
Bem se isto vira moda, como está, no futuro o que hoje se está a fazer a fechar portas, iremos ver “importação” massificada de africanos, se ainda houverem, já que muitos estão a morrer de doenças e fome, aos milhares. Não sabiam, ah… não sabiam.
Modas e mais modas, quando chegará cá um homem ter o direito a ter três mulheres e já agora ser sustentado por elas. Pena, (ou não), não ser enquanto estiver vivo. Existem locais no mundo onde isso acontece, a bigamia ser proibida é igualmente sonegação de liberdade de escolha. Espero resposta.

tt

Stonetalker disse...

Acho sempre confuso quando se fala de homosexuais como se fosse uma praga, um erro ou um opção. Na minha educação sempre me foi dito que todos nascem iguais. Então porque é que eu sendo heterosexual tenho o direito a ser homofóbico e os homosexuais não tem direito a ser felizes. Na antiguidade era corrente ter relações "às claras" com membros do mesmo sexo.

Se se fala de casamento, fala-se logo de filhos. Se é assim porque é que permitem a pessoas heterosexuais casar sem que nunca venham a ter filhos. Outra ideia que me toca pessoalmente é dizer que casar é na igreja e se não fôr não é válido. Eu sou ateu. Deixem os pre-conceitos e a homofobia em casa.

Pedro disse...
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aflores disse...

De uma vez por todas, vamos lá dar o (direito) casamento aos homossexuais, e se quiserem adoptar crianças já agora tratem disso no mesmo diploma (ou lei) e deixem lá os "meninos e meninas" viverem a vida deles. De uma vez por todas, acabemos com esta discussão, "tempo de antena" e passemos ao que na realidade preocupa, é importante e interessa ao desenvolvimento do País.

Alberto Flores - Porto

Pedro disse...

É de agenda prioritária ter o 1º Ministro a distrubuir diplomas numa escola e não querer resolver um problema de descriminação?
É VERGONHOSO QUERER MINIMIZAR ESTE TEMA!

o_ParaKedista disse...

É óbvio que é uma questão prioritária! São direitos, e para além do mais, não se perderia mais tempo se no dia 10 o PS (e outros) nao tivessem recuado e simplesmente alterassem o código civil...

O Homem dos Leões disse...

A falta de elegância dos argumentos dos defensores fanáticos, leva a insultar mulheres que sofrem horrores para conseguir a fertilidade, em tempo e despesas, e aquelas e aqueles que pela ordem normal de vida deixam de ter forma de procriar, pois a idade não perdoa, chega.

tt

Pedro disse...

Mas será que a única preocupação do Sr. Mário Crespo é por gente no mundo? O que mais se vê são casais heterosexuais e desrespeitarem a "sacro santa" instituição do casamento e sem terem atenção ao facto de já terem filhos!
Tenhamos a capacidade de efectuar racicinios lógicos!

Pedro disse...

Fernanda, agora está a descambar. Uma coisa é a homosexulidade outra questão é o incesto.

fernanda disse...

estou varada com o que oiço. gostava de perguntar ao mário crespo o que muda no casamento dele, se é casado, se amanhã as pessoas do mesmo sexo se casarem. 'anula-se', como ele diz? passa a valer menos? e se sim, porquê?

iblog4u disse...

Acho isto tudo uma vergonha. Querem equiparar a união de dois homosexuais a um casamento convencional? Acho que não faz sentido algum, é que a seguir a isto vão exigir a adopção de crianças em casais homosexuais. Isso era só o que faltava!

Os homosexuais têm todo o direito a estar juntos e como bem entenderem, agora sou frontalmente contra o casamento homosexual a partir do momento que se quer equiparar à mesma união que tenho na minha família.

Já têm um quadro legal que se enquadra no vosso "modo de vida", chamemos-lhe assim, ou seja, a união de facto. Portanto qual é o problema? Não é discriminação o vosso problema, são regalias e isso é ser materialista e egoísta.

Tenham paciência mas Portugal não é tão progressista como pensam ou querem tornar. Há tantos outros problemas sociais que temos que resolver que têm maior importância, que este me parece mais um capricho de um nicho de pessoas, ou políticos, não será assim JS?

Agora pergunto, eu que tenho um casamento convencional sou obrigado a ter os mesmos direitos que um casal homosexual? Pensem nisso.


Filipe Azevedo

Criatura da Noite disse...
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fernanda disse...

o comentário anterior é assinado por fernanda câncio

Joao Sousa disse...

Sera que em breve iremos ver casamentos entre Pais e fihos? a amsiadade e assim tanta de ser diferente?
bem provalvelmente estamos bem perto do fim do mundo e da civilizacao

Irina Duarte Silva disse...

Numa altura em que o casamento entre heterossexuais está cada vez mais banalizado, não percebo porque é que os homossexuais não podem ver as suas relações protegidas pela lei tal como qualquer outro casal heterossexual. Vivemos uma fase em que o casamento, na maioria das vezes, não é para constituir família e preservar a espécie. Prova disso é a cada vez maior taxa de divórcio e todos os estudos que invadem os media semanalmente sobre traição e frustração nas relações. Há muitas pessoas que casam para ter privilégios perante a lei e por isso, e não até há muito tempo, se batalhou pelo reconhecimento da união de facto. Se tudo isto funciona para os chamados heterossexuais porque é que não funciona para os homossexuais? O que está em causa são os privilégios como cidadãos e ser humanos e não a vida intima de cada ser humano.
Para que não restem dúvidas, sou heterossexual, casada e grávida de 7 meses e não entendo porque é que outras pessoas não podem ter os mesmos direitos que eu?

sara cacao disse...

ACESSO AO CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO JÁ. QUEREMOS IGUALDADE NA LEI E UMA CIDADANIA PLENA. QUEREMOS QUE DIGNIFIQUEM AS NOSSAS FAMÍLIAS: OS NOSSOS PAIS, OS NOSSO FILHOS E AMIGOS E TODOS OS CIDADÃOS.

QUEREMOS UM PAÍS DECENTE. QUEREMOS ESSA ALTERAÇÃO MÍNIMA NA LEI. QUEREMOS O FIM DO APARTHEID LEGAL.

SARA MARTINHO

iblog4u disse...
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Tentativas Poemáticas disse...

Já imagino o dia em que um homem entenderá ter direito a casar-se com a sua cadela e a mulher a casar-se com o seu gato.
Cumprimentos
António Silva Pais

miguel disse...

Não acredito que pessoas que eu tinha em consideração como cultas vejam o casamento como acção reprodutora.Casamento é para pessoas que se amam, que queiram dividir as suas angústias e alegrias, que vivam juntas estimando-se e envelhecendo juntas quer seja um casal heteresosexual quer seja homosexual.O AMOR é igual porque é uma característica de todos os seres humanos.

Pedro disse...

O que diz o Sr. Mário Crespo sobre a violência doméstica e a morte de mulheres em casamentos?
Não se santifique algo que o não é. O casamento e o respeito parte dos individuos.

Mosca disse...

Fala-se muito da Biologia... Dos filhos... Eu só queria fazer ver uma coisa, os homossexuais não são estéreis, nem incapazes de ser mães e pais! Os homossexuais têm filhos desde sempre e vão continuar a ter. Querem apenas ver pretegidas pela lei as famílias que já constituem, porque são famílias tão funcionais e dignas desse nome como as outras.

Ana Barbosa

lady_blogger disse...

Se dizem tudo ser uma questão de orientação sexual... então qualquer dia teremos os pedófilos alegando o mesmo e a quererem legitimar os seus actos?!

CC

Maria Mendes

fotógrafa disse...

Afectos são afectos..lei é outra coisa
não é discriminação, no entanto no dia em que dois homens ou 2 mulheres puderem procriar, aí sim poderão ter uma familia dita normal...até lá sempre existiu e existirá fem/masc.
gostaria de saber, se por acaso quem defende o casdamento entre homossexuais, se vissem um pai casar com um filho ou filha que gosta nuito, se acha isso normal

Renato Miguel Araújo disse...

Começo por dizer que sou a favor do casamento entre homossexuais simplesmente porque sim e mais porque vivo com o homem que amo e não tenho os mesmos direitos que qualquer um dos meus irmãos heterossexuais.
Por outro lado, parece-me que se tem colocado a questão da sobrevivência da espécie. Ora, o meu companheiro tem uma filha, portanto já terá cumprido a parte dele? A minha pergunta é, tenho eu também que ter um filho? Temos uma quota a preencher?

Pedro disse...

Boas.
A sociedade lê obras, poemas e livros de autores homossexuais, gaba e compra quadros pintados por homossexuais, ouve música tocada por artistas homossexuais e veste roupas desenhadas por homossexuais e ainda os discrimina...
É um paradoxo.

Quem condena devia pensar antes de o fazer. Atire a primeira pedra quem (realmente) nunca se sentiu atraído por alguém do mesmo sexo.

A questão da reprodução é subjectiva.
Para além disso, contrariando o Sr Mário Crespo, considero a homossexualidade um factor de equilíbrio para a sociedade humana. Em altura em que se fala no aquecimento global, em que se esgotam recursos naturais, é bem mais sensato controlar a natalidade :)
Não são precisos mais seres humanos à face da terra, são precisos sim, melhores cidadãos.

Princelyzeza disse...

No meu entender, cada um tem o direito de amar quem quer, independentemente do sexo. Sendo eu heterossexual, percebo que a homossesualidade nao e uma escolha mas sim uma forma de ser. Sejam felizes!

Joao Sousa disse...

isto ira ser um tema de grande debate como tudo na vida havera sempre os defencores e os contra, ogora eu acho podera haver solucoes para os Homosexuais, mas eu pergunto o que o casal homexesual responderia apoz uma adocao quem e a minha mae? isto para um casal de Homens que tambem nasceram de uma Mae

Rita disse...

Tem-se falado muito da procriação e a questão dos filhos. Embora não seja este o argumento relevante para a questão do casamento, acho importante frisar que os homossexuais não são estéreis e que muitas das suas uniões incluem filhos seja de relações heterossexuais anteriores, por adopção ou por via da inseminação artificial.

A sociedade tem de compreender que não existe substancialmente diferença nenhuma entre um casal do mesmo sexo e um casal de sexo diferente estéril. Estão plenamente iguais em tudo, sentimentos, desejo, etc, excepto que estão impossibilitados de procriar um com o outro. Mas há alternativas. Os casais homossexuais são também família, quer seja só dos dois elementos do casal, quer seja com filhos adoptados ou biológicos (de um dos elementos), tal como acontece com outros casais, inclusive os heterossexuais estéreis.

Rúben Nunes disse...

Eu acho que apesar dos homossexuais serem uma minoria devem ter acesso ao mesmo que os heterossexuais têm.
Acho retrógrada não aceitare, apontarem o dedo e até dizer mal. Vivemos em sociedade e acho que deve de haver sobretudo respeito e visto que todos somos seres vivos dotados de sentimentos, emoções e sentidos, deve e passo a sublinhar DEVE haver aceitação da adopção de crianças por casais homossexuais bem como casamento, caso contrário o país vai sofrer mudanças bem graves e ficar a ser considerado não como um país livre mas como um país de preconceito.

Xana disse...

Sou heterossexual e vivo em união de facto com o meu namorado de quem tenho uma filha. Nunca sequer pensei casar, mas respeito todos os que sonham com o casamento, sejam homo ou heterossexuais. Dizer que o casamento serve para assegurar a procriação é uma forma de preconceito disfarçado. Muitos heterossexuais casam-se sem quererem ter filhos e muitos têm filhos sem se casarem. Por isso usar esse argumento para impedir o acesso dos homossexuais ao casamento é para mim totalmente falacioso e criar uma outra instituição, com outro nome mas os mesmos direitos só para os homossexuais é discriminação da mais óbvia.

Rui disse...

Primeiro afirmam-se como diferentes e depois querem ser iguais! Querem à força mudar a sociedade para que esta seja feita à sua imagem! E amanhã? Quando uma minoria achar por bem que o casamento deve ser feito entre 4 ou mais pessoas e nunca inferior! Ou as pessoas tambem passam a ter o direiro a casarem-se com animais!? Isto do direito absoluto e tudo anda à roda da felicidade do INDIVÚDUO é uma aberração! A sociedade deve-se SEMPRE e acima de tudo preocupar com o colectivo! As pessoas querem ser homosexuais que sejam, mas não ofendam os heterosexuais ao querem impôr novas regras.

Mosca disse...

Hoje em dia não faz sentido reconhecer como família apenas aquela que corresponde ao modelo tradicional. A família é um modelo que se quer fluido, actual e inclusivo.

gata disse...

Solange e Paulo,
queria pedir vos desculpa em nome de todos portugueses. não deve ser fácil estar em directo na televisão a ouvir estas barbaridades todas sobre a biologia, a escolha dos afectos e o grande arquitecto (já para não falar da comparação com o incesto).
um abraço
Maria João

fernanda disse...

um 'conceito milenar'? estamos a falar de um instituto jurídico com 147 anos. um instituto jurídico que foi, como o paulo côrte-real já frisou, muitíssimo alterado neste século e meio. está aliás verdadeiramente irreconhecível.

quanto às 'fundamentações biológicas': quando chegámos ao ponto de recorrer à lei da selva, como já se ouviu aí, para argumentar contra o casamento das pessoas do mesmo sexo, para a seguir remeter a atracção entre as pessoas para o domínio da decisão e portanto da inteligência e do livre arbítrio, está-se a concluir que os homossexuais são um grau superior da espécie, é isso?

Criatura da Noite disse...

Estou bastante desiludida com o jornalista Mário Crespo.
Considero-o um grande profissional, mas neste debate está a representar tod@s @s ignorantes que não conseguem ver para além do seu próprio umbigo e vislumbrar outras realidades para além da sua própria realidade.
Infelizmente, Mário Crespo é o rosto da mentalidade retrógada e ignorante da esmagadora maioria dos portugueses.

Patrícia Alves

fast disse...

Se dizem que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é anti-natural... porque dessa relação não podem surgir "rebentos", porque é que um casal heterossexual estéril pode casar?

António, Lisboa

o_ParaKedista disse...

De que tem medo Mário "Encrispado"? O fim da civilização? Os homossexuais existem, e vão continuar existir, independentemente de haver casamento ou não. A "instituição" casamento não desaparecerá, irá apenas incluir TODOS os elementos da sociedade. Isso é fundamental e não poderá mais ser negado e adiado...

Pedro disse...
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O Homem dos Leões disse...

Os gays querem ter o direito a casamento civil, correto?
Bom, eu como bígamo, quero ter o direito a casamento civil, tb.
E eu como sou oriundo de uma zona deste planeta, quero casar com a minha filha.
A minha ex-mulher apaixonou-se pelo pai, e também quer casar.
Etc…
Sacramento é algo religioso. Casem sem show.

tt

politicaportugal disse...

Eu não concordo com a adopção de crianças por parte de homosexuais.

Assim vamos ter um grande fim.

Pedro disse...

Só falta quererem que voltemos ao tempo em que a homosexualidade era crime...

Tiago disse...

O nosso governo deve sobrepor os direitos de minorias à vontade da maioria. Sou heterosexual mas sei que o casamento civil é um direito reservado a todos sem descriminar ninguém. Se não for agora vai ser um pouco mais tarde essa mudança. É só uma questão de tempo, o problema é: Portugal vai querer estar na vanguarda ou vai querer estar sempre atrás?

musicaddict disse...

Boa tarde, eu sou heterossexual e fico revoltada quando nos dias de hoje ainda se esteja a discutir uma coisa tão simples. A homossexualidade existe por isso faz sentido a lei mudar. Não percebo como é que o nosso governo continua a discriminar pessoas apenas pela sua orientação sexual. Nem a minha avó que já tem quase 70anos percebe que não se pode fazer esse tipo de discriminação. Vamos acabar com esta hipocrisia em relação a este tema que tem levado muito a gente a sofrer as consequências desta discriminação.
Sofia Rodrigues

Eduarda Ferreira disse...

Estamos a discutir o que a legislação portuguesa define como direitos dos cidadãos, não estamos a discutir as visões pessoais de cada um sobre como deve ser organizada a sociedade.
Se a nossa constituição garante o princípio da igualdade, como podemos fundamentar a discriminação em função da orientação sexual no acesso ao casamento civil? É claramente uma inconstitucionalidade e uma violação dos princípios consagrados na constituição.

Miguel disse...

Exmo senhores, poruqe e que os outros paises todos da europa ja legalizaram e so Portugal e que nao fez nada. Sera que tambem estao todos errados?
Que tristeza.....

BV disse...
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Ana Silva disse...

Boa tade a todos,vou tentar ser breve..
Tenho alguns amigos(as) homossexuais e lido bem de perto com este assunto e com todos os problemas e humilhaçoes por que tem passado.
apesar da idade,muitos deles ainda escondem a sua identidade (a idade adulta ainda so traz acesso aos deveres,os direitos,muitos deles,ainda continuam um mito).
penso que a contradiçao reside no seguinte:se o amor é falado por toda a gente como o factor X da felicidade,toda a gente vangloria o amor e a liberdade,são temas de grandes conversas..entao pergunto porque é que neste caso é completamente ignorado,se é o mais importante?
no meu ponto de vista é um conservadorismo desnecessario..
Sobre a adopção tenho a dizer que o afecto não é exclusivo de um casal heterossexual.voltamos de novo ao consrvadorismo,que roça frieza.

Cumprimentos a todos

Ana Silva

Joao Sousa disse...

como podemos ver nao ha aqui neste programa um consenco comum porque ha aqui pontos em que uma possivel aceitacao de camamento Homosexual levaria as questoes bem preocupantes, Adocao etc

margarida disse...

Olá.
Gostava de saber se as esposas desses convidados que acham que o casamento é para procriar estão ainda em idade fértil. Caso não estejam, proponho que o casamento deles seja considerado desde já nulo.
Margarida

BV disse...

A igualdade é muito proclamada, mas, na verdade, ninguém é igual a ninguém. Todos temos orientações vocacionais diferentes, salários diferentes, etc. Querer uma sociedade igual seria "injusto", na medida em que o mérito das pessoas deve ser preservado, por exemplo.
No caso concreto, creio que já existe a união de facto, que é possível aos homossexuais. Penso que quando a Constituição diz que não deve haver discriminação, em função da orientação sexual refere-se a falta de respeito que estes indivíduos possam sofrer. Admitir que a união de facto pode não ser suficiente é admitir que as pessoas (heterossexuais e não só) são discriminadas, por não casarem.

Édipo disse...

Peço desculpa à Solange por a usar como exemplo mas...

Casando-se a Solange com um homem e tendo um filho desse homem ou casando-se com uma mulher e optar por exemplo por inseminação artificial... em ambos os casos não está assegurado o fim de procriação, que dizem que o casamento deve ter?

E se a Solange decidisse adoptar uma criança, não estaria também a assegurar a continuação da espécie?

Casamento não é procriação. Casamento é reconhecer os direitos no "amar".

Rui

Pedro disse...

Pergunto-me se se deve chamar de casamento a união de heterosexuais que praticam sexo com recurso a métodos contraceptivos? Onde está a procriação?
E se fizerem uma vasectomia ou laqueação das trompas? Deixa de ser casamento nessa altura?
O que existe é DESCRIMINAÇÃO, ponto!

Família de Pinho Marques disse...

Quanto a esta reportagem sabem o que tenho a dizer? A minha irmã foi mãe aos 17 anos e após 4 meses do nascimento da criança voltou para casa da minha mãe onde o meu sobrinho foi criado pela minha irmã, pela minha mãe e por mim... Devo pensar então que o meu sobrinho não é uma criança normal? É uma barbaridade esse tipo de afirmações!!

Inês disse...

Boa tarde!

Discussão interessante esta! E também repleta de desconhecimento e paradoxos.

Quanto às questões biológicas, quer da sexualidade (ou do género do sexo), quer do casamento, não é verdade que a biologia seja um assunto menor.

O social impõe, sem dúvida, uma série de constrangimentos ao comportamento, aos modos de vida.

Contudo, é importante que não nos esqueçamos que as questões centrais da nossa sobrevivência enquanto espécie, nomeadamente, as estratégias reprodutivas/sexuais, e o arranjo social que hoje designamos por casamento, têm uma história evolutiva, ela própria resultante de um contributo impossível de separar entre a biologia e o meio ambiente (incluindo as questões sociais).

Da biologia, sabemos que as preferências sexuais dos humanos, não só são dificilmente alteradas, como são fixadas desde muito cedo no nosso desenvolvimento. Não é, de facto, uma escolha.

Hoje em dia, já deveríamos saber (os dados e as investigações estão disponíveis para quem quiser de facto saber), que a razão porque algumas pessoas se sentem atraídas por pessoas do mesmo sexo não remonta à adolescência, nem à infância, mas, em grande parte, ao que acontece útero.


Alguns estudos na década de 90, mostraram que as crianças (futuros homossexuais para quem pensa que a infância é desprovida de sexo), apresentam já diferentes personalidades, comparativamente ao que se considera convergente com o seu género feminino ou masculino.

Adicionalmente, a anatomia do cérebro é também incongruente com o corpo masculino ou feminino.

As pessoas, como todos os mamíferos, são naturalmente femininas, a não ser que ocorra masculinização (Ridley, M. 2003). Fascinante? Curioso? Sim, pena que não seja do conhecimento comum.

O sexo feminino, é o sexo por defeito (entre as aves é ao contrário).

Chama-se SRY, e é um gene. Este gene, "residente", no cromossoma Y, é o responsável pela masculinização do corpo e do comportamento.

Se o gene estiver ausente, acontece um corpo feminino. Por consequência, no caso da homossexualidade no masculino, é possível que esta seja uma das causas prováveis.

Outras investigações recentes, mostram que a ordem de nascimento pode também determinar a homossexualidade. Utilizando 14 amostras diferentes, Ray Blanchard mostrou que por cada irmão mais velho, a probabilidade de um homem ser homossexual aumenta aproximadamente 1/3.

E há outros dados. Em síntese, embora a fantasia seja uma valência humana, há questões que devem ser pensadas utilizando o raciocínio lógico. É preciso que nos interessemos, que estudemos, que testemos as nossas crenças, e que substituamos os "eu acho" por, dados reais. Não é opção. É assim porque faz parte da condição animal. Acontece muito para além do universo humano.

Inês Peceguina

Irina Duarte Silva disse...

Quando é que os portugueses vão deixar de ser hipócritas? O mundo é infimo, como disse o Mário Crespo, e por isso mesmo, deveriamos olhar para o mundo com os olhos abertos e sem hipocrisias. Basta que através da janela para o mundo que é a TV, vejamos casos, espalhados pelo mundo inteiro de relações homossexuais de sucesso, de adopções por homossexuais de crianças que são felicissimas. O que conta é o amor... e infelizmente este é um sentimento cada vez mais em extinção. Que no dito casamento tradicional, quer no respeiro pelo próximo. Aliás, este é até um mandamento católico que não tem nenhuma adenda sobre seuxalidade. O que importa é amar e respeitar o próximo.A pergunta é senão vivemos numa sociedade hipócrita e em que nos estamos a marimbar para os outros? muitaz vezes até para o nosso companheiro ou companheira quando o traimos só porque nos apetece?

flor disse...

Em relação á junção amorosa do homem com a mulher ser "milenar" e prevista geneticamente e naturalmente, esse argumento é inválido.
Historicamente são conhecidas praticas homossexuais e pedófilas desde a antiga Grécia e remonta mesmo ás origens do Homem. Não acredito que seja uma pura questão de genética. Nenhum homossexual deve ser considerado um "mutante". Todos os homossexuais são humanos perfeitamente normais e fazem parte desta sociedade.

Liliana Pinhal disse...

1º a homossexualidade nao e uma escolha, tal como nao e a heterossexualidade

2º o casamento civil ou religioso visam a unir duas pessoas no campo legislativo e no campo religioso. assim, parece-me que tanto as pessoas homo como hetero tem direito a usufruir dos mesmos direitos e deveres perante a lei e dos mesmos ideias perante a religiao (seja ela qual for)

3º a questao de pais e filhos nao se puderem "unir" tem um fundamento biologico, pois a semelhança de adn pode ter implicaçoes quando, eventualmente, nascer uma criança. isto para alem, obviamente, da moral da relaçao a que nos "habituamos" com os nossos pais

4º a partir do momento em que a familia, seja ela homo ou hetero ou monoparental ou monogamica ou outra coisa qualquer, preenche os "requisitos" precisos para cuidar/adoptar de uma criança, entao nao ha mais a fazer senao entregar-lhes a criança

Tânia Mealha disse...

A instituição casamento é constructo da religião católica, daí que insista na procriação. Mas se o casamento apenas é validado pelo registo civil, dado que o Estado é laico, e é o Estado expressão máxima dos direitos, liberdades e deveres, ele não deve ceder a ideoligias religiosas. Daí que deveria reconhecer os cidadãos homossexuais como iguais aos heterossexuais, bem como os mesmos direitos e deveres.
Quanto ao facto de poderem adoptar, não percebo qual a diferença de ser criado por um casal de homossexuais ou heterossexuais. O amor é a única necessidade que deve ser requisito, a par da capacidade de se ser responsável e consciente.
Achar que os homossexuais não podem adoptar é "castrá-los" como se não fossem cidadãos "normais", com todas as faculdades, e como se se temesse a propagação dessa "doença" que, para alguns, é a homossexualidade. Até porque a quem defende que são necessárias uma figura materna (mulher) e uma figura paterna (homem), coloca-se a questão: como se justifica que os cidadãos que têm orientação homossexual tenham sido criados em famílias heterossexuais?

Doraemon disse...

Não sou a favor do casamento homessexual, para alem de haver um desvirtuamento da palavra casal, é um paço para a adopção de crianças num futuro proximo. mais, eu acho que as manifestações gays teriam outro valor se não optassem sempre por atentado ao pudor,uma coisa é fazer manifestação outra fazerem coisas que só a determinadas horas poderiam passar na televisão, alias se fossem feitas por um casais heterosexuiais seria crime..

Ego disse...

Em minha opinião, é uma questão de valores, que são tão apregoados pelos antagonistas do casamento homossexual. Mas, com efeito, baseiam-se em fundamentos sem qualquer VALOR na sociedade atual, na Natureza e na Vida. Mas estes não são fundamentos morais: mesmo q a heterossexualidade seja "mais natural" q a homossexualidade, o q é q isso prova? Q nós nos comportamos como animais muitas vezes, é provável, mas seria paradoxal ver nisso o cúmulo do nosso valor moral. A Vida, conocordo com Nietzche: a vida devora, a vida mata. A vida é essencialmente imoral ou mesmo amoral. Fundar a moral sobre a vida justificaria o eugenismo.. Não se trata, portanto, de negar os valores, mas de inventar uma nova fidelidade os valores, uma moral inter-subjectiva e verdadeiramente humana.

Luna disse...

Acho curioso os opositores do casamento homosexual referirem tanto o factor biológico...talvez seja importante referir que a maioria dos animais apresenta comportamentos homosexuais, existindo até uma especie de pinguins que mantem "relações" monogámicas com o mesmo sexo. Actualmente as mulheres podem gerar vida sem precisar de espermatozoides... bastam dois ovulos por isso talvez devessemos permitir apenas os casamentos de lésbicas, que tal...ou poderiamos mesmo abolir on homens, já que a nivel genético até são mais susceptiveis.
claro que estou a ser radical, mas se querer entrar pela biologia. Talvez seja melhor focar no que faz de nós uma especie unico: a capacidade de ir alem da biologia e focar nos direitos de cada um de n´os que vive em sociedade e não na selva.

M., heterosexual, com relação estável há 8 anos

Joaquim Manuel Soro disse...

Será que desconhecem o que quer dizer verdadeiramente a palavra casamento utilizando a lei da física? Homem e mulher não são físicos? Como é possível casar peças iguais? Sou a favor que qualquer pessoa se possa unir com outra do mesmo sexo mas não deturpando a palavra casamento.

Significado de casamento:
União legítima de homem e mulher

(Estou a ver o programa, aguardo resposta)!

E. Martins disse...

Casamento homossexual faz-me lembrar os vegetarianos. Tal como os homossexuais os vegetarianos não bebem leite mas sentem a necessidade e ter um produto a que chamam leite, mesmo que este venha da soja; não comem carne mas sentem a necessidade de terem na sua ementa salsichas vegetarianas ou bifes de outra coisas qualquer que não seja carne.

Cada um tem direito a ser feliz da sua maneira, mas deixem o casamento como o conhecemos apenas para os heterossexuais.

lady_blogger disse...

Ao homem dos leões:

Deixe-me que lhe diga, a sua família parece de todo o lado, excepto deste planeta.

Eu entendi o que quis dizer! Foi só um exemplo das reinvindicações que poderão vir a seguir...

CC

Maria Mendes

Ego disse...

Em minha opinião, é uma questão de valores, que são tão apregoados pelos antagonistas do casamento homossexual. Mas, com efeito, baseiam-se em fundamentos sem qualquer VALOR na sociedade atual, na Natureza e na Vida. Mas estes não são fundamentos morais: mesmo q a heterossexualidade seja "mais natural" q a homossexualidade, o q é q isso prova? Q nós nos comportamos como animais muitas vezes, é provável, mas seria paradoxal ver nisso o cúmulo do nosso valor moral. A Vida, conocordo com Nietzche: a vida devora, a vida mata. A vida é essencialmente imoral ou mesmo amoral. Fundar a moral sobre a vida justificaria o eugenismo.. Não se trata, portanto, de negar os valores, mas de inventar uma nova fidelidade os valores, uma moral inter-subjectiva e verdadeiramente humana.

dedzi disse...

Que direito tem o estado de opinar sobre a actividade ou preferência sexual dos cidadãos quando esta é consensual e os intervenientes são adultos?
Em certos países ditos civilizados certas formas de cópula heterossexual são crimes perante a lei.
Sendo que os seres humanos do sexo feminino apenas passaram a ser considerados iguais aos do sexo masculino perante a lei há menos de 100 anos não percebo qual é a longa e nobre "tradição" ou "instituição" que vai desaparecer quando os homossexuais se puderem casar.

O Homem dos Leões disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
iblog4u disse...

O casamento homosexual pelo que vejo é apenas um pretexto para uma reivindicação futura que considero inaceitável: a adopção.

Forçar uma criança a viver num lar desses para mim sería um autêntico atentado.

Digo-vos sinceramente, se algum dia vier a ser permitida a adopção de crianças por homosexuais estaremos a criar uma sociedade de comportamentos imprevisíveis e totalmente desviante.

Nesse dia saio deste país e renuncio à minha nacionalidade!


Filipe Azevedo

politicaportugal disse...

O Bloco de Esquerda e o partido Os verdes, organização satélite do PCP, vieram propor a discussão do «casamento» lésbico, gay, bissexual e transsexual (LGBT), tendo ficado agendado para Outubro o respectivo debate na Assembleia da República.

O «casamento homossexual», como lhe chamam, é assunto há muito previsto na agenda PS e que já tinha sido objecto de afirmações dos seus dirigentes confirmando essa discussão para a próxima legislatura, ou seja depois das eleições de 2009. Acreditamos que nessa altura, e se nada mudar até lá, todos os partidos do sistema que agora fazem alarido com a questão vão deixar passar essa proposta.

Lembramos que o PSD e o CDS, que agora fingem ser contra essa medida, aprovaram a alteração do artigo 13º, nº 2, da Constituição da República Portuguesa. Essa alteração incluiu naquele artigo a proibição de discriminação com base na orientação sexual, abrindo portas não só à aprovação do «casamento gay» como à consequente adopção de crianças.

O PNR, que não tem pejo em declarar-se frontalmente contra essa deturpação da instituição do casamento, e clara afronta à célula base da comunidade, que é a família, considera uma manobra de diversão trazer esta discussão nesta altura. O Governo devia estar a responder pelo aumento do desemprego e da criminalidade, que não desapareceu por arte e magia, numa altura em que se adivinha um forte agravamento da crise económica.

Lamentamos que a actual oposição no Parlamento, que não serve os interesses dos portugueses, não saiba estar à altura desses imperativos e que venha participar no circo gay-mediático montado para desviar as atenções dos portugueses daquilo que é, neste momento, realmente importante.

Diana Tomás disse...

Existem muitas coisas mais importantes que o casamento civil (seja ele entre pessoas do mesmo género ou de géneros diferentes daqueles dois que a lei prevê).
O que importa aqui não é a prioridade; o que importa é que, por menor que seja o número de interessados numa mudança legal ou de mentalidades, que esses interessados se unam e exerçam os direitos e deveres de cidadãos.

Neste aspecto, a comunidade homossexual devia ser o exemplo para muitas mais "minorias" que se sintam discriminadas pela lei.
O que está em cima da mesa é simplesmente isto: o direito que um cidadão que seja tem de mudar as condições em que se encontram.

Diana Tomás disse...

Diana Tomás

Hugo Ferreira disse...

Em relação a tema em questão não vejo problema algum em termos de casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Em termos de procriação, penso que será uma falsa questão porque a mãe natureza encarregar-se-á de criar sempre seres humanos com propensão para a procriação. E como a natureza não conhece o conceito de "casamento", então significa que a procriação é independente do casamento (não tem nada a ver uma coisa com a outra).

Hugo Ferreira

Ricardo disse...

Vejam a discussão sobre isto no Fórum Sons:
http://www.forumsons.com/index.php?showtopic=18001&st=0

sobre a adopção:
http://www.forumsons.com/index.php?showtopic=18045&hl=homossexual

Hugo Ferreira disse...

Em relação a tema em questão não vejo problema algum em termos de casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Em termos de procriação, penso que será uma falsa questão porque a mãe natureza encarregar-se-á de criar sempre seres humanos com propensão para a procriação. E como a natureza não conhece o conceito de "casamento", então significa que a procriação é independente do casamento (não tem nada a ver uma coisa com a outra).

Hugo Ferreira

Mosca disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gualter disse...

A minha é Pertinente.

Eu tenho amigos desde infancia, não sou homosexual, nem eles,

mas quero ter beneficios fiscais por ser heterosexual.Ou será

que terei após tantos anos de descontos, de pagar tambem

casamentos a pessoas pela topologia de como fazem sexo. Será

que os heterosexuais tem de pedir desculpa por serem normais

aos olhos da natureza. Eu gosto de beijar guitarras, será que

mereco casar com uma e pôr heterosexuais e homossexuais,etc a

descontarem de forma a eu ter beneficios, por fim, se eu nunca

arranjar uma parceira para casar, será que para aliviar a

minha carga fiscal, terei de mentir e assinar um papel a

dizer que tenho relaçoes com um homem? será que tambem não

devem dar beneficios fiscais a quem é solteiro. E porque será

que o que os homosexuais fazem, não se confina como no caso

dos heterosexuais, ao que fazem na sua privacidade? querem

igualdade, contando-nos o que não queremos saber.
O que é que lhes falta?? Só falta tambem fazerem manifestações

contra serem chamados homossexuais, so falta agora quererem

ser considerados heterosexuais. A liberdade deles acaba onde

começa a de qualquer outro ser humano, logo ao receberem

beneficios fiscais pela vossa orientação sexual, estão a

discriminar os heterosexuais, que tambem vão pagar a factura.

Sara disse...

É ridículo como este assunto toma proporções tão gigantes.

Falamos de duas pessoas que querem assumir em papel e perante a sociedade o seu amor.
Essa escolha cabe às duas pessoas em questão, não a uma inteira sociedade (cuja taxa de alfabetização deixa muito a desejar...).

Somos livres de amar quem quiseremos. Não podemos ser discriminados.
Não roubamos, não matamos: amamos.

Quanto à adopção: há por aí tanta criança abandonada, com condições miseráveis !! Vão lá perguntar-lhes se não prefeririam
estar num ambiente familiar confortável, quente, saudável ??

O Homem dos Leões disse...

As alterações climáticas estão a alterar o comportamento “natural”; como ecologista defensor da biodiversidade e ordem natural das coisas procuro na natureza em meu redor, ou a olhar o mar, (como ontem), respostas. Também aqui os mais velhos não podem vacilar, pois um dia mais tarde irão ser recompensados com expressões do género “era jovem não pensava”, eu já ouvi algumas destas e espero ouvir muito mais.

“UM PAI FAZ MUITA FALTA, MAS O TININHO, O TININHO.

Excepções virarem regras, dá mau estar, assim como se acompanhar com um amigo, como amigo, agora corro o risco de me perguntarem se já casámos. Lógico que, o que me incomoda sobretudo, é este consecutivo ruído.

tt

Maria João disse...

Gostaria de viver num país livre de paradigmas, onde fosse possível o casamento entre homossexuais e a adopção de crianças por casais homossexuais. Por causa do preconceito , do julgamento e da condenação, muitos homossexuais não se assumem. Vivem infelizes e oprimidos. Assim como, muitas crianças são criadas sem amor.

Inês disse...

E agora o casamento, a união a dois, e o social vc. biologia.

Mais uma vez, não faz sentido a extracção de "principais responsáveis".

Somo animais com uma história evolutiva e, o casamento, que enquanto instituição é recente, contudo, enquanto estratégia social, tem raízes biológicas, geno e fenotípicas.

Não foi só por que ficava bem que homens e mulheres decidiram viver a dois. Foi um compromisso de sobrevivência. Momentos houve na nossa existência em que, para além das mulheres que constituíam a família (a irmã, a tia, a avó), foi vantajoso para ambos que também um homem constasse nesse núcleo familiar.

E é por isso que, não obstante as mudanças, continua a existir divisão de tarefas relativamente aos papéis maternal e paternal (em Portugal temos investigadores e publicações que exploram este tema).

Foi um arranjo social que beneficiou a criança, o filho ou filha, e essa é a questão crucial da existência.

Mas não existem soluções perfeitas nem únicas. Noutras sociedades, embora não na maioria das culturas, não existe o casamento tal como o conhecemos. Nem sempre o pai assume as suas funções de pai, como as conhecemos. Pode ser um arranjo social que inclui só as tias. O pai não conta para este fim.

Sabemos também que, muitas vezes, embora exista de facto um casamento, não é essa união que faz a força, no sentido da educação e do cuidado da criança. Quantas vezes o pai não está ausente? A ausentar-se, é quase sempre o pai.

Quantas vezes nenhum dos pais ocupou de facto o lugar de pai, e não é um avó, uma avó, ou até um estranho do ponto de vista genético, quem assume (mesmo que inconscientemente) essa função.

Se o problema do casamento é que este foi pensado para pessoas de sexos diferentes, então temos, nós portugueses, uma noção muito redutora e infantil (no sentido de ser pouco fundamentada) sobre o assunto.

Se o problema é que, uma vez casados, podem eventualmente tornar-se pais (ou ter esse desejo), e que essa questão é mais delicada porque não é "natural" que uma criança tenha dois pais do mesmo sexo, então, mais uma vez, estamos a ser redutores e infantis.

Não existem famílias perfeitas. O que importa é que funcione e, funcionar, significa ser suficientemente boa para proporcionar estratégias de autonomia e sobrevivência.

O como não tem de ser igual. Nunca é. Nem com filhos gémeos.

Em síntese, se as pessoas desejam institucionalizar a sua relação, devem poder fazê-lo. Mas não é a institucionalização que normaliza os fenómenos. Primeiro, há um trabalho interior. Um mundo a descobrir.

É pena que precisemos tanto da aprovação de meio mundo para nos sentirmos valiosos e respeitados.


Inês Peceguina

dinny disse...

não acreditando/defendendo eu o casamento (mesmo heterossexual), defendo que t@s, independentemente da sua orientação sexual (que é diferente de opção)devem ter o direito a poderem optar pelo casamento se assim o entenderem. Logo homossexuais devem poder casar!
Quanto à adopção sou a favor da adopção independentemente da orientação sexual. Mais, a IMA, de forma segura e controlada, deveria ser estendida, não apenas a casais de lesbicas, mas tb a mulheres solteiras, bem como a adopção.
dinny

fernanda disse...

se calhar chegou a altura de perguntar ao mário crespo e ao daniel serrão se estão da acordo com o princípio constitucional da não discriminação em função da orientação sexual.

Flash_cris disse...

Tenho 20 anos, sou estudante de medecina pela Universidade do Porto, sou homosexual é acho que nao é por ter esta orientacao sexual que devo ser discriminado pela sociedade.
Penso que na democracia tem que haver IGUALDADE DE DIREITOS E DEVERES PARA TODOS.

Quanto á adopcao tenho um casal amigo que (um deles adoptou uma crianca como pessoa singular) e a crianca esta a desenvolver-se tao bem ou melhor ainda que muitas criancas com pais heterosexuais.

Quero dar os parabens a este programa, pois sao este tipo de acções que abrem a mentalidade de muitos portugueses.

Cumprimentos,
Cristiano

Diana Tomás disse...

No que diz respeito à adopção, é gritante o facto de muitas crianças não estarem em condições de ser adoptadas, porque se encontram em lares de acolhimento "a aguardar" que os pais "recuperem" condições para co-habitar com elas. Estes pais continuam a ter PODER sobre a criança e basta um telefonema de 6 em 6 meses para que esta não seja retirada.

Já que se fala em nomes, porque não mudar o "poder paternal" para "responsabilidade paternal".

Talvez a "responsabilidade paternal", essa, já não seja biologicamente determinada, e deste modo temos o problema resolvido!

Diana Tomás

Irina Duarte Silva disse...

Pergunta para Mário Crespo: Tem um colega da SIC que é homossexual, sacou e teve licença de casamento dado pela estação. O que é que sentiu perante o seu colega? Acha que ele está a desvirtuar o conceito de casamento ao qual tanto se agarra?

margarida disse...

Desculpem, mas acho o título "casamento homossexual" enganador. Trata-se de "casamento". Entre dois cidadãos.
M

Pedro disse...

Estamos perante um momento televisivo de pura descriminação. O Sr Mário Crespo recusa-se a partilhar a sua visão de casamento a todos os que considera aberrações.

hv disse...

Paulo e Solange, da minha parte o meu muito obrigado por tão eloquentemente nos representarem, a nós, uma imensa minoria que tanta gente quer ignorar, inclusivamente em termos legais/jurídicos. como sempre, continuamos na cauda da europa...
Fernanda, parabéns pelo programa.

Sophia disse...

Boa tarde,
é com alguma tristeza que aqui deixo o comentário, pois nos dias que correm nem devia ser discussão se é ou não possivel o casamento entre homossexuais.
Tal como nos casais heterossexuais, é uma decisão que só a eles diz respeito, e mais ninguèm tem o direito de decidir ou interferir.
A impossibilidade de procriar não é um argumento válido para se impedir o casamento. Tudo se resume a PURO PRECONCEITO.

BFerry.PT disse...

Se puder ser útil ao presente debate gostaria que colocasse ao jornalista Mário Crespo em que é que EFECTIVAMENTE, DE FACTO, o alargamento aos homosexuais e bisexuais portugueses contribui para o desprestigiar do instituto jurídico do casamento tal qual ele se apresenta no actual ordenamento jurídico português, conforme o actual Código Civil.
Segunda questão a apresentar ao Paulo Corte-Real: se o Código Civil actual contém a norma inconstitucional porque é que as organizações GLBT ainda não suscitaram a apreciação da constitucionalidade da dita norma ?
Obrigado

Gonçalo Refacho disse...

PARABÉNS PELO PROGRAMA FERNANDA!

BEIJINHOS ****

Irina Duarte Silva disse...

*leia-se casou em vez de sacou

Paulo Sempre disse...

Apesar da Constituição da Republica Portuguesa (Artº 13º) consagrar que ninguém pode ser discriminado em razão da sua opção sexual, a verdade é que essa discriminação é bem notória no quotidiano real.
Quantos presidentes da Republica assumiram a sua homossexualidade?
Quantos Generais das Forças Armadas Portuguesas, assumiram a sua homossexualidade?
A homossexualidade, não sendo uma doença, é o maior obstáculo a ser ultrapassado para atingir os lugares cimeiros de qualquer cargo politico por nomeação ou promoção, por escolha, na carreira profissional.
Para além do referido, há um silêncio enternecedor dos homossexuais - não assumidos - quanto às mais hediondas formas de coação: crime de extorsão, crime de furto, crime de difamação, crime de injurias, crime de ofensas corporais, etc.
Os homossexuais afinal - porque o medo não lhes permite falar - servem para baixar as estatísticas da criminalidade e para a industria farmacêutica vender anti-depressivos.
Não sendo homossexual, respeito as reivindicações destes na luta pelos seus legítimos direitos no âmbito da igualdade.
LISBOA

Ricardo disse...

Relembrar mais informação:
Excerto da reportagem SIC/Visão sobre homossexualidade na adolescência
http://videos.sapo.pt/bZuTe8AjvB764Z2SjCCC

Associação de pediatras apoia adoção por homossexuais
http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/11_101_35853.shtml

Flutuações e diferenças de género no desenvolvimento da orientação sexual: Perspectivas teóricas
JOANA ALMEIDA (*Psicóloga clínica)
ANA ALEXANDRA CARVALHEIRA (**Psicóloga clínica, a relizar pós-doutoramento no ISPA.)
http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aps/v25n3/v25n3a03.pdf

Aspectos conjunturais da adoção de crianças por homossexuais
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=6502

Gonçalo Refacho disse...

Acho que todos nós temos o direito a ser felizes! Homem com Homem, Mulher com Mulher, Homem com Mulher, é importante é que amemos as pessoas!

*

Moonlight disse...

Parabéns ao Presidente da ILGA.

jata disse...

Será que ainda faz sentido falar em casamento?

O Homem dos Leões disse...

Maria Mendes, a questão é essa, banalizasse tudo menos o amor, porque muitas destas pessoas tem esta postura só pela confrontação. Acredito que haverá pessoas que tenham esse tipo de chamamento, mas também se sabe que após o 25 Abril, foi uma corrida à prostituição masculina e feminina, como nunca se tinha visto. Baseia-se no dinheiro fácil, estes senhores e senhoras, são carenciados, não, os carenciados nem existem. Um bloger colocou aqui a questão de quer ter a hipótese de casar com uma cadela, (ou coisa parecida). Eu já li e vi notícias na TV de isso acontecer, ora convenhamos é sinónimo de sanidade?

tt

Pequena disse...

Não se trata de criar algo novo, mas sim de regulamentar uma realidade já existente. Não sei se o nº de casais homossexuais iria aumentar, também não vejo consequências para quem se opõe, já que as pessoas que casariam são pessoas bem resolvidas e que independentemente de ser legislado ou não, têm as suas vidas, a sua conjugabilidade e consequente visibilidade e as suas famílias!
Trata-se de um direito, não um capricho!
Continua a frustrar-me bastante a constituição dizer uma coisa (artigo 13º) e a lei dizer outra…

Chuva de Verão disse...

Acho incrível a opinião de algumas pessoas: Eu sou heterossexual, casado/a e NÃO QUERO que eles (leia-se homossexuais) possam ter os mesmos direitos que EU.

E ainda chamam aos homossexuais egoístas! Como é possível? Se procurasse alguma definição melhor de pessoa homofóbica não a encontraria...

cristms disse...

Um dia, quando Portugal evoluir (coisa que vai acontecendo muito lentamente, por exemplo foi assim relativamente ao aborto), todos os que queiram e achem nutrir o sentimento fundamental para haver um casamento, o AMOR, poderão livremente dirigir-se a um registo civil e casar. Ficará alguém triste por isto acontecer? Claro que não, mas haverão duas pessoas (muitas mais com certeza) a serem felizes. É triste ver uma sociedade que se prende a preconceitos... Não quero que todos sejam a favor,mas que se respeite a vontade de dois indivíduos a usufruirem de pleno direito da condição de cidadãos sem qualquer discriminação.

Um dia, o futuro vai dar-nos razão e olharemos para esta discussão como hoje olhamos para a sensura pré 25 de Abril.

Um dia... O Mário Crespo vai ver que está enganado...

Angel/Devil disse...

No meu coração existem 2 Países, Portugal e Espanha, mas sem dúvida que o 1º é diferente do segundo...
Lamento que em Portugal contínue a existir discriminação à vista de toda a gente.
O amor é igual para todos, mas nem todos podemos casar e disfrutar dos mesmos direitos.
Infelizmente e o pior disto tudo é que alguns senhores deputados, que batem com a mão no peito e dizem querer o melhor para o nosso país, quando chega o momento de fazer algo em prol do mesmo, enfiam o rabinho entre as pernas e nada fazem para que Portugal possa evoluir.
Espanha é um país em evolução permanente e com menos preconceitos!!!
Portugal só tem de seguir o exemplo dos ''nuestros hermanos''.
Existem pessoas que gostariam de casar e não o podem fazer por causa do preconceito de outros.
É inacreditável esta situação. Porque proíbem o amor de abraçar o casamento? Não acham injusto?
Por favor chega de tanta injustiça!!!
Por este caminho qualquer dia temos guetos em Portugal para colocar os homossexuais à parte. Sim, porque em vez de evoluir estamos tipo caranguejo.
Não somos todos humanos com sentimentos???
Então onde está a igualdade de direitos???
Estarei cega?
Não a vejo...

lady_blogger disse...

Uma questão para todos:

Suponhamos que 2 homens ou 2 mulheres se casam e conseguem num futuro adoptar uma criança. Em caso de separação quem fica com a criança? Em Portugal costuma ficar com a mãe. Mas num casamento gay onde está a mãe? E num casamento de lésbicas, com que mãe fica?

Perante isto, será que mesmo assim permitirão a adopção, ou criarão leis diferentes das dos casais heterossexuais em processo de divórcio?

CC

Maria Mendes

Jaguar disse...

Parece-me estar já suficientemente demonstrado cientificamente que se pode nascer com propensão homossexual, tal como se pode nascer com olhos azuis ou sinistro (canhoto). Já era tempo, portanto, de os homossexuais deixarem de usar uma terminologia desajustada ou ambígua para se referirem à definição da sua sexualidade. Não se trata de "escolha", "opção" ou "orientação". Trata-se, sim, da NATUREZA SEXUAL dessas pessoas que, obviamente, e desde muito cedo (desde sempre), pode definir-se de forma diferente, até oposta àquela que o seu sexo anatómico-morfológico indica.

As resistências da sociedade relativamente à adopção de crianças por casais homossexuais radicam no preconceito do "modelo" e da "orientação" na educação, esquecendo que não há educação capaz de anular ou contrariar a natureza sexual profunda de um indivíduo. Se assim fosse, nunca -(a si mesmos)- se descobririam e revelariam como homossexuais, os filhos de casais heterossexuais... A verdade é que as probabilidades de nascimento/revelação de filhos homo ou heterossexuais são exactamente as mesmas em casais homo ou heterossexuais. Nem mais nem menos...
Jaguar

Gualter disse...

A minha é Pertinente.

Eu tenho amigos desde infancia, não sou homosexual, nem eles, mas quero ter beneficios fiscais por ser heterosexual.Ou será que terei após tantos anos de descontos, de pagar tambem casamentos a pessoas pela topologia de como fazem sexo. Será que os heterosexuais tem de pedir desculpa por serem normais aos olhos da natureza. Eu gosto de beijar guitarras, será que mereco casar com uma e pôr heterosexuais e homossexuais,etc a descontarem de forma a eu ter beneficios, por fim, se eu nunca arranjar uma parceira para casar, será que para aliviar a minha carga fiscal, terei de mentir e assinar um papel a dizer que tenho relaçoes com um homem? será que tambem não devem dar beneficios fiscais a quem é solteiro. E porque será que o que os homosexuais fazem, não se confina como no caso dos heterosexuais, ao que fazem na sua privacidade? querem igualdade, contando-nos o que não queremos saber.
O que é que lhes falta?? Só falta tambem fazerem manifestações contra serem chamados homossexuais, so falta agora quererem ser considerados heterosexuais. A liberdade deles acaba onde começa a de qualquer outro ser humano, logo ao receberem beneficios fiscais pela vossa orientação sexual, estão a discriminar os heterosexuais, que tambem vão pagar a factura.

cristms disse...

Boa tarde Lady_blogger.

A dúvida que coloca não faz sentido, visto que num casal hetero, se houver separação, o que se sucede é um processo gerido por uma entidade que irá averiguar com que membro do casal fica... Essa apreciação não terá com certeza em conta o sexo dos membros do casal (até porque é conhecido), mas sim os laços que unem cada membro do casal à(s) criança(s), as condições financeiras/físicas/psicológicas e inclusivé conversa com todos os intervenientes. Deste processo resulta o direito de paternidade... Este processo seria idêntico para um casal homossexual...

Mosca disse...

Antes de mais gostaria de agradecer a todos os que estiveram envolvidos na realização deste programa. Parece-me que a informação e discussão de ideias é a melhor forma de se perceber seja o que for. Acredito também que, neste caso, a melhor forma de combater preconceitos é a visibilidade, por muito que nos possa trazer problemas de discriminação. Aos dois convidados que representaram os homossexuais neste programa, tenho a agradecer muito, por terem contrariado "vergonhas" e preconceitos e terem dado a cara mais uma vez por todos nós.
Gostaria de salientar duas coisas que me parecem relevantes. A primeira, é que não se deve falar em casamento homossexual.O casamento não é homossexual! Não queremos um casamento homossexual, queremos sim que os homossexuais tenham acesso ao casamento como ele existe. Outra coisa, que tenho ouvido vezes demais, muitas vezes mesmo sem qualquer intenção má, é a escolha, a opção... Ora a homossexualidade, como qualquer outra orientação sexual, não é uma escolha. As pessoas não escolhem gostar de homens ou de mulheres, pura e simplesmente gostam. Se fosse uma escolha não faria sentido que houvesse tantos homossexuais! A maioria das pessoas não iria escolher fazer parte de uma população que é marginalizada e à qual são negados direitos constitucionais. Eu pelo menos não escolheria com certeza.
Quanto ao acesso ao casamento, parece-me demasiado
óbvio que é urgente mudar a lei, quanto mais não seja porque é anticonstitucional. Um Estado decente é aquele que respeita todos os seus cidadãos e não apenas alguns.
Não percebo também de que forma o casamento entre pessoas do mesmo sexo pode desvirtuar a figura legal casamento?

Ana Barbosa

O Homem dos Leões disse...

Portugal é o único país da União Europeia que proíbe o casamento tendo por base a orientação sexual?????

cristms disse...

Caro gualter,

Pergunto-lhe, caso seja o seu caso, se estando casado com alguém (ou tendo na sua ideia vir a sê-lo um dia), acharia normal que estando (imaginemos) uma vida inteira ao lado da sua esposa, e tendo ela o azar de ficar doente, de não a poder assistir por não o terem deixado casar (no civil)? Acharia normal caso vivesse toda a sua vida ao lado da sua companheira, quando ela ou você falecerem, ela ou você não poderem herdar o que lhe pertence? E no caso de óbito, acharia normal não obrigarem-no a trabalhar no dia do funeral e nos dias imediatamente seguintes? Mesmo tendo sempre pago os seus impostos?!

Eu não acho nada normal!

Mosca disse...

Portugal é o único país da União Europeia que proíbe o casamento tendo por base a orientação sexual?
Não percebo esta afirmação...
Na Europa o casamento civil entre duas pessoas do mesmo sexo só é pertmitido em Espanha, na Bélgica e na Holanda! Na Noruega não tenho a certeza, mas acho que também.

Rita P. disse...

Lembram-se do "não voto, não pago" das sufragistas? Do tempo em que as mulheres não tinham direitos porque isso iria "contra a natureza", conforme estava escrito no próprio código civil português? Esta questão para mim é a mesma. Se somos todos cidadãos, se todos pagamos impostos, as leis têm de ser iguais também e nem percebo onde está a dúvida. Afinal isto é ou não é uma democracia?

lady_blogger disse...

Ao cristms:

Eu não estava a generalizar. Simplesmente disse que em Portugal um filho de pais divorciados costuma ficar com a mãe. E perguntei como seria no caso de pais homossexuais. É evidente que todos sabemos existir legislação especifica para atribuição das responsabilidades parentais a pais separados, mas também sabemos a preferência que em Portugal existe por dar ao sexo feminino a custódia dos filhos...
Daí que continue a colocar a questão de como e a quem atribuirão a custódia dos filhos de pais homossexuais.


CC

Maria Mendes

cristms disse...

Lady_Blogger,

Eu como homossexual, e vivendo eu com outro homem, e tendo eu perfeita noção que somos tanto ou mais homens que muitos maridos de esposas deste país, no caso de um divórcio, não tenho dúvida que o/a juíz decidiria dar o direito de paternidade ao indivíduo que mostrasse mais capacidade afectiva/financeira/física para ficar com a(s) criança(s). Garanto-lhe que o sexo de quem fica com a criança é o menos importante!

lady_blogger disse...

Ao cristms:

Se você o diz...
Porém eu duvido é da legislação e sua aplicação devida. Entende?

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
lady_blogger disse...

Já repararam que se as mulheres se tornam lésbicas, é uma solução para tanta mulher que não tem marido? Mas para os homens, que estão em minoria, será mais difícil encontrar uma que seja a sua mulher.

CC

Maria Mendes

Mosca disse...

Maria Mendes

As pessoas não se tornam homossexuais, são. Não é uma opção nem uma escolha.
Quanto as filhos de pais divorciados ficam normalmente com a mãe, porque os nossos tribunais continuam a achar que à partida as crianças devem ficar com a mãe. O que não está correcto. No caso de divórcio deve ser averiguado qual dos pais tem melhores condições de criar o filho.

lady_blogger disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
lady_blogger disse...

Ao mosca:

Já conheci homossexuais que sempre o oram, e também conheci casos em que deixaram a sua família e até filhos para ficarem com conjuges do mesmo sexo. Podem todos nascer com dúvidas sobre a sua orientação, mas pelos vistos nem todos nascem homossexuais. Por uma razão ou outra podem numa fase da sua vida deixar de gostar do sexo oposto, tal como os casais heterossexuais por vezes deixam de gostar do seu conjuge.

CC

Maria Mendes