segunda-feira, outubro 27

Irmãos de armas

Trinta anos depois do fim da Guerra Colonial, Portugal vive ainda as repercussões do conflito e são poucas as famílias que directa ou indirectamente não têm lembranças desses tempos angustiados.
Recuperar as memórias e dignificar quem deu a vida pelo país é o projecto da Liga dos Combatentes que vamos conhecer e debater no Sociedade Civil. O mote certo para falar também das implicações históricas e sociológicas dos conflitos armados. Saiba mais sobre este assunto no próximo SC.

Convidados:

Eugénia Cunha, Antropóloga Universidade Coimbra
General Lopes Camilo, Vice-presidente Liga dos Combatentes
José Pedro Castanheira, Jornalista
António José Telo, Professor de História Militar na Academia Militar e Director do Instituto de Defesa Nacional

15 comentários:

Ryan Teixeira disse...

É o seguinte:

U meu pai é um Ex-combatente que esteve no activo no tempo da guerra do Ultramar / Guiné , onde perdeu camaradas alguns deles mortos em combate mas felizmente u meu pai apesar de ter sido atingido foi operado e sobreviveu atê hoje tendo actualmente 62 anos e eu gostaria de saber quais são os seus direitos e indemenizações ?
e onde me posso informar e açeder aos sudsídios a que os ex-combatentes tem acesso ?

Desde já agradeço a vossa atenção a toda informação que possam dar.

carlos disse...

Estive na Guiné Bissau mais propriamente na ex-Teixeira Pinto onde exerci nos anos de 1971 a 1973 a actividade de enfermeiro militar no Quartel aí instalado.
Sobre o Assunto que estão a colocar na TV2 queria acrescentar que existe um Cemitério em Teixeira Pinto onde estão sepultados militares portugueses e gostaria de saber se estes restos mortais que têm lápidas nas suas sepulturas serão tranladados para Portugal.
Ainda bem que a TV2 está a colocar em tema este assunto tão sensivel a nós portugueses que lutamos em Africa e agora todos se lembram da nossa história da nossa memória.

carlos disse...

Queria dar os parabéns à RT2 ao programa sociedade civil na pessoa de Dr Fernanda Freitas e a todos os convidados nesse programa pela sensibilidade e carinho com que estão a tratar o Tema de Guerra Colonial.
Enquanto militar em Teixeira Pinto Guiné Bissau tive a possibilidade de conviver com todos os ramos das formas Armadas e com eles vivi momentos que marcaram minha vida partilhando momentos de grande solidariedade...Os Jovens de hoje desconhecem a geração sofredora dos seus próprios pais,porque os nossos governantes estão mais preocupados com histórias sem constrangimentos....

O Homem dos Leões disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
O Homem dos Leões disse...

A História de Portugal está pejada de abandono, em todos os aspectos e em todos os sentidos.
Quando se fala de guerra colonial, omite-se constantemente Timor e a India. Será por vergonha. pois os responsáveis máximos pouco quiseram saber dos soldados que ficaram ainda vivos desprezados.
A vontade deles pouco importa, agora até dizem que servem para demonstrar a memória de Portugal nesses Países. Sim senhor, memória de sangue.
Eu fiz tropa, fora de tepo de guerra mas como se fosse, magoei-me sériamente, direito a indemnização? Nem a tratamento, esse foi feito em civil. Não,... só servimos para dar, simplesmente a vida. Viva a Democracia!?

tt
PS-beau

Sandra disse...

Boa Tarde.

Apesar de não ter ninguém na Família, que tenha combatido na Guerra Colonial, pelo menos que eu saiba, faz-me confusão perceber que muitos dos casos de militares que não foram transladados, não se resolveram ainda porque as famílias provavelmente não têm dinheiro para pagar todos os passos a dar.

Não quero de forma alguma ofender ninguém, mas o que sinto é que, a cada pergunta que se faz, a resposta é, que há sempre dificuldades e não se prendem só com o tempo que leva a fazer as identificações, pois hoje em dia há países capazes de fazer identificações e de forma acurada e precisa.

Obrigado
Sandra Teixeira

Cee Jay disse...

Obrigado pelo vosso programa, um muito bom exemplo de boa televisão.

Caros participantes do Sociedade Civil:

Eu sou filho de um ex-combatente em Moçambique e sofri e sofro quotidianamente as consequências da guerra. Penso que em Portugal nunca se fez um estudo sério sobre as consequências do stress post-traumático na geração que esteve na guerra e nas gerações subsequentes.
Eu não estive na guerra nem sequer fui à tropa, mas em muitas circunstâncias é como se tivesse estado.

Recordar o que se viveu na guerra não pode passar ao lado das consequências fortíssimas em muitas pessoas.

O Homem dos Leões disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sandra disse...

É pena que não leia realmente alguns mails, principalmente quando no dia até teve poucos.

Obrigada pela atenção

Sociedade Civil disse...

a leitura de comentarios em directo é uma decisão editorial e nao depende da quantidade dos mesmos. A participação de espectadores não se limita ao blog- pelo que respondemos tambem a telefonemas e mails que chegam à redacção.

saudaçoes civis

O Homem dos Leões disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
O Homem dos Leões disse...

"Pega na lancheira e vai levar ao almoço ao pai."
Lá está, quem mais pode, menos investe. Por isso é que a economia estagna, a classe média-baixa não tem....

Ao ouvirem só graduados, significa a elitização, tanto do assunto como do programa. Arriscava-se muito se fossem ouvidos sargentos e praças, esses sim "deram lá com as costas", (carne para canhão), não teriam as messes e mordomias, para dizer como transparece da conversa; que bom a guerra.
Quero deixar aqui, um obrigado aos fazedores de guerra que me roubaram o meu avô na 1ª Grande Guerra Mundial.

tt

[("a gente sabe")]

jose gomes disse...

“IRMÃOS DE ARMAS”
Somos viajantes no Infinito.
A Pátria é o espaço que escolhemos para aprendermos as LIÇÕES DA VIDA aqui na Terra.
Minha Pátria é o Planeta Terra.
Somos viajantes; sempre que invadimos o espaço do outro para confrontar a sua Riqueza, o seu Trabalho, sua Política, sua Religião, sua Cultura, estamos a fomentar conflitos, a criar situações de guerra.
Todas as guerras germinam da obsessão de invadir o espaço físico ou emocional do outro.
Toda a guerra começa na nossa dualidade pessoal, passando pela nossa relação com a família, com os vizinhos, com outros povos.
Cumpri Serviço Militar obrigatório durante a Guerra Colonial.
Eu não participei nem jamais participaria numa guerra.
Respeito plenamente toda a Pessoa, como respeito todo o Universo de que somos elemento.
Mas...é essencial entendermos que COLHEMOS SEMPRE O QUE SEMEAMOS.
Todos conhecemos as consequências dramáticas da guerra.
Mas...continuamos a fazer riqueza pegando em armas dizendo que “vamos fazer a paz”.
Enquanto houver Forças de Polícia ou Exército, não deixa de haver crime e guerra, com as respectivas consequências.
Vamos todos ajudar os que sofrem traumas da guerra.
Vamos todos acabar com as armas.
Vamos todos irradiar PAZ DE ESPÍRITO a partir do espaço em que vivemos, sem a ganância de possuirmos mais do que O ESSENCIAL PARA ESTA PEQUENA PASSAGEM NA TERRA.
Não façamos Planos de Vida que contrariam os Planos que a Vida tem para nós.
Um abraço no equilíbrio global
.jose gomes
http://www.viagem7.blogspot.com

lady_blogger disse...

Ter estado numa guerra dá mérito mas deixa sempre marcas indesejáveis.
Os ex-combatentes deveriam ser psicologicamente acompanhados e as suas famílias ajudadas a minorar alguns traumas de guerra.
Mas não vivamos só a pensar na guerra que já passámos mas sim na manutenção da paz que vivenciamos.

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Não serão os encontros de ex-combatentes algo que deveria terminar? Parecem ter saudades da guerra... Sei que deixaram lá amigos e querem homenagear alguns, mas voltá-los a ver significa trazer à lembrança tudo que se viveu na guerra.

CC

Maria Mendes