terça-feira, outubro 28

Cirurgias em casa

Sabia que é possível fazer o pós-operatório em casa? É uma das estratégias do Ministério da Saúde para redução das listas de espera.
A cirurgia de ambulatório significa, em linguagem comum, fazer a operação e ir para casa num período máximo de 24h. Actualmente, é usual em pediatria (ouvidos, nariz, hérnias, por exemplo) e em adultos (hérnias, cataratas, etc). Tem prós e contras e um esclarecimento cabal da população é absolutamente importante para aumentar o recurso a este tipo de cirurgia, implica menos custos e liberta o pessoal clínico para outras funções.

Convidados:
Mónica Macedo, Enfermeira-Chefe Cirurgia de Ambulatório
Fernando Araújo, Presidente da Comissão Nacional para o Desenvolvimento da Cirurgia em Ambulatório e Vice-presidente da Administração Regional de Saúde do Norte
António Castanheira Dinis, Director do Instituto Gama Pinto
Paula Tavares, Coordenadora Unidade Cirurgia Ambulatório Hosp. Curry Cabral

12 comentários:

Karla Ferreira disse...

A cirurgia de ambulatória tem nos outros países uma grande expressão, apresentando francas vantagens quer a nível económico, quer a nível social. Em Portugal tem se vindo a assistir a um crescimento lento por diversas razões. A minha pergunta centraliza-se no seguinte, a introdução do SIGIC permitiu uma entrada de uma nova figura que são as cirurgias em adicional, esta figura tem a nível dos hospitais desnatado doentes que teriam critérios para efectuarem a sua intervenção em programa de cirurgia de ambulatório, como pretendem, que medidas a tomar para evitar esta contínua derrapagem?
Agradeço a resposta e desejos de uma boa tarde

Carla Domingos disse...

Olá,

Vai ser um programa interessante de certeza. Muito se tem falado sobre o assunto nos últimos dias. Gostaria de saber em caso de complicações pós-cirurgicas quem é o responsável?

Obrigada

cláudia disse...

Olá boa tarde.
Gostaria que esclarecessem uma dúvida.Afinal quais as cirurgias cuja recuperação pode ser feita em casa?

cláudia disse...

Se os medicamentos são oferecidos apenas para as primeiras 24 horas, o que ganha o doente com isto? Não será esta uma forma de marketing político?

João disse...

Olá!
Mais uma vez felicito a qualidade deste programa.
A questão que coloco é até que ponto a recuperação de uma cirurgia em casa não implicará que um familiar ou amigo deixe de trabalhar para realizar o acompanhamento do operado?Há alguma medida concreta para colmatar tal necessidade?
Uma boa tarde.

João Azevedo

Florbela disse...

Boa tarde,

Sou da opinião que se recupera mais facilmente de um pós-operatótio num hospital, uma vez que, em casa temos sempre tendencia a fazer o que não devemos, como as tarefas domésticas.

Deragnu disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Deragnu disse...

Num futuro próximo as cirurgias serão realizadas em ambulâncias, qual ambulatório. Preferencialmente à sombra de um chaparro. Depois será em casa, e simplesmente será Faça você mesmo (em inglês do it yourself, sigla DIY). Seremos montados e montaremos as peças defeituosas, gordas. Je besoin de toi. Greet.

Anttónio

manucha disse...

Boa tarde
Tenho estado a ouvir atentamente e não querendo ser desmancha prazeres, o acompanhamento ao doente no pré ou pós operatório, na maior parte dos hospitais ainda não se verifica com a organização e humanização de que os convidados têm falado!
Ainda há pouco tempo, tive um caso na familia,( hérnia), que entre trocas de resultados de análises, adiamentos de consultas de cirurgia e anestesia e após 15 meses de espera onde a paciência se esgotou e tive que recorrer á influência da dita "cunha", para que a srª minha familiar fosse finalmente operada !
Portanto o caminho ainda é longo!
Também queria salientar que cirurgia de ambulatório sempre existiu, qdo no doente estão reunidas as condiçoes para ter alta hospitalar , ela sempre foi prescrita!
Obrigado

lady_blogger disse...

Já fui submetida a uma intervenção cirurgica num serviço médico universitário, para extracção de um quisto numa anca, quase desmaiei e acabei mesmo por ir de imediato a pé para casa. Depois tive de andar de moletas por causa das dores.

Teria sido necessário neste caso ter ficado hospitalizada?

CC

Maria Mendes

Virgínia disse...

Sobre a questão dos partos, a cesariana é muitas, se não, na mairia das vezes, uma opção da parturiente por medo e falta de preparação para o parto.

Eu tenho filhos, a mais nova com 3meses, todos nascidos em hospitais particulares, ao abrigo de seguro de saúde com cobertura de 80%, e, apesar de questionada para saber se queria cesariana, insisti sempre que queria parto o mais natural possível. E assim foi. Até a epidural, de que tantas mulheres falam, só agora soube o que era.
Entre 18 nascimentos ocorridos no hospital naqueles dias em que lé estive, eu era a única no meu piso sem cesariana.... As enfermeiras, antes de perguntarem o que fosse, já partiam do principio de que o parto não fora natural... Inacreditável não é'

Deragnu disse...

Atenção aos recursos humanos, com médicos (a) que me "operou" em tempos sem conseguir ver um palmo à frente dos olhos, que segurança nos oferecem.

Se estiver em casa sem possibilidades de se mover, não come, não bebe, não faz necessidades fisiológicas, ... porque é português,... foi o que disse Sr. Doutor!?