quarta-feira, outubro 8

Oportunidades de trabalho na UE

Trabalhar na UE é a solução para o desemprego qualificado em Portugal?
A crise económica e a queda de fronteiras abriram portas a muitos trabalhadores que optam pelo estrangeiro como alternativa para a vida profissional. Se até agora a maioria dos emigrantes eram trabalhadores não qualificados, a nova tendência é de jovens licenciados e mestrados que trabalham no exterior. A isto junta-se um novo programa da UE que promete fazer pelo primeiro emprego o que o Erasmus fez pelo estudo universitário: facilitar o início de vida profissional no estrangeiro e esbater as fronteiras.

Convidados:

José Matos, Vice-Presidente da Ordem dos Biólogos
Armindo Monteiro, Presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários
Francisco Madelino, Presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional
Margarida Marques, Chefe da Representação da Comissão Europeia em Portugal

17 comentários:

Adriano Reis disse...

Acho que o futuro esta em África, por exemplo em Cabo Verde chegava até 2003 altura que imigrei para cá, 80 professores licenciados, em condições profissionais muito favóraveis. Sinceramente não sei, se é eram da cooperação Portuguesa ou então E.U.

Em Angola se não estou em erro estão a viver/trabalhar + de 350 mil Portugueses.

A dias estive a ler um artigo, tal é a surpresa minha existe Portugueses Esquimos! sim a viver no gelo!

Cada vez + acredito na raça humana temos que aprender a ser + pacificos e esquecer outras tretas da civilização humana como a Xenofobia e sermos felizes,ter outras preocupações como: salvar e planeta terra!

www.teatropalcodavida.blogspot.com

lady_blogger disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
lady_blogger disse...

Tive um familiar que em tempos esteve na Inglaterra como funcionário de restauração numa grande estação de serviço, mas como era a pessoa com mais formação superior (na área cientifica) e que melhor falava e escrevia em inglês, no mês seguinte colocaram-no como gerente dessa estação, ficando com mais de 40 funcionários a seu cargo.
Em Inglaterra teve a oportunidade de mostrar o que vale, enquanto que em Portugal o que vale são as cunhas.
Esse familiar só não ficou por terras de Sua Magestade, por questões de saúde e porque a família não se adaptou ao clima britânico.
Mas que a vida lá é muito melhor, não há dúvidas.

CC

Maria Mendes

O Homem dos Leões disse...

Foi para isto que D. Afonso Henriques, nasceu. Mobilidade=Precariedade, na construção de familia, na manutenção da actual, nos equilibrios emocionais, etc. Estu arrependido em ter regressado, pois ter ido resultou em perdas irreparáveis.
Agora posso voltar, mas das várias candidaturas no IEFP, nem resposta. Aliás o IEFP, é uma entidade que poderia seguir o regime de mobilidade, é um verbo de encher. Formação é deminuta e desasjustada à realidade. Não tem razão de existência, tanto mais que as empresas de trabalho tempor´rio fazem esse trabalho. Falar em RSI, então é uma desgraça, o termo é forte? Não, não é.

A questão de fundo é que em outros tempos só emigravam os mais necessitados e de baixos indices culturas, na sua maioria. Aos milhões, portanto já cá havia bons empregos, e ainda existem, é pela desproporção das injustiças que se emigra. Como há mais licenciados, cá está, lá temos de ir. Grande País, orgulho de Afonso Henriques.

tt

Ricardo Jorge Costa disse...

Caso mais flagrante de tudo "fugir" para a UE para trabalhar,não tendo aqui as oportunidades e as iniciativas do nosso Estado em todas as profissões serem diminutas(?!?),dizia,é na vizinha espanha,na galiza dão o devido valor ao trabalhador português e não tem dúvidas nessa escolha,somos bons em tudo que fazemos,ao que parece só não no nosso próprio país!

Annie disse...

Boa tarde, Fernanda Freitas e convidados.

A principal questão que se me põe é o seguinte: neste momento, as vagas para os programas de mobilidade profissional direcionam-se mais para a vertente tecnológica e científica, o que inibe e restringe a participação de jovens profissionais na área do design e das artes, multimédia, etc. No meu caso, ainda não me interessou desafiar-me num projecto deste tipo, porque reconheço ainda não ter atingido o perfeccionismo que julgo ser a base para poder singrar no estrangeiro. Assim sendo, quero ter mais experiência ainda em Portugal, mesmo tendo em conta que o mercado português não assume a necessidade de quadros de design nas suas empresas - PMEs, nomeadamente. Será isto um argumento pouco válido para não participar em programas de mobilidade ou será a opção segura?

Obrigada e parabéns pelo programa.
Rita Falcão
licenciada há 2 anos em Design Multimédia

Miriam disse...

Não percebo porque é que Portugal gasta recursos com a mobilidade no lugar de gastar recursos na estabilização do emprego e da família. Ainda não perceberam que os licenciados são os novos escravos ao serviço do grande capital agora,mais do que nunca, globalizado. O que é mais importante? Mobilidade com menos família. O Estabilidade com mais família? Convido quem quer mais mobilidade a ir para fora de portugal e não regressar...

O Homem dos Leões disse...

Há pessoas que não vivem neste mundo. Um empregado de escritório de nem inglês fala fluentemete, o que é que vai fazer para a Filândia? Começa logo pelo empregador que nem o aceita. Candidatar, muitos se candidatam, e que nem obtem resposta, a mim já várias vezes; e depois basta o preço do bilhete de avião para mudar a ideia. Por vezes ouve-se conversas completamente ilógicas.

Gostava de saber qual o site em que a Fernanda viu essas fantásticas oportunidades. Se é o IEFP, não precisa de dizer.

tt

Joel disse...

Para mim, trabalhar e viver na Europa ou nos EUA sempre foi uma grande ambição. Nasci na Suíça e sei bem como é viver noutro país que não o nosso. Agora tenho 20 anos e tenho o 12º ano feito. Existem também oportunidades de completar formação através das redes EURES ou do IEFP?

Sociedade Civil disse...

sitio EURES


http://www.europa.eu.int/eures/home.jsp?lang=pt

Stephan disse...

Olá a todos.

Sou holandês e trabalho em portugal.
A minha questão vai um pouco no sentido cotrário, mas talvez tambem possa ser importante para a discussão no sentido de -o que acontece após de conseguir um posto de trabalho no estrangeiro-

A minha história é comprido, vou tentar descrever o essencial.

Trabalho como enfermeiro em portugal há mais de 10 anos.
Tirei o curso na Holanda.
Tenho um curriculo que, quando comparamos o conteúdo do curso e disciplinas, supera o curriculo do curso Portugues em matéria dada, horas de prática e horas de teoria.
Quando queria prosseguir estudos aqui, foi-me impossibilitada porque o meu curso não apresentou (e não apresenta de facto) o mesmo grau académico. Enquanto –na altura- na holanda enfermagem (e outros cursos) não eram considerados cursos de bacharel, aqui em portugal era, como actualmente na holanda o curso de enfermagem é de bacharel e em portugal de licenciatura.
Estou inscrito na Ordem de Enfermeiros, num país onde por norma só podem trabalhar enfermeiros com no minimo o bacharelato.

Falhei o “upgrade” do meu curso na holanda (feito por todos os enfermeiros holandeses em tempo útil de trabalho e pago pelas instituições na altura que holanda aderiu ao tratado da bologna), e não posso fazer a licenciatura cá, porque não sou considerado bacharel embora já trabalho cá há 10 anos e embora o meu curriculo seja “melhor” que o do bacharel em portugal...
Já apresentei o curriculo à várias instâncias para avaliação, mas “só” avaliam o grau atribuído e nunca o conteúdo. Ora o grau académico, óbviamente não é igual.

Ouve-se falar que o governo tem ajudado os trabalhadores de leste. De facto para a enfermagem e para a medicina já “facilitou”.
E para “nós”, holandeses, alemães, suecos...que não somos de leste?? Nada. É de estranhar.

E agora? Que faço?

Boa sorte com o programa, que é ao meu ver um dos melhores do seu género na tv portuguesa.

Cumprimentos

O Homem dos Leões disse...

Os exemplos são só os bens sucedidos, a história repete-se, como em séculos passados. O Dr. Francisco lá deu a mão, mas não me convenceu, de todo. Porquê? Porque é Presidente do IEFP, que é uma organização com muitos pontos fracos, muitos. A Dra. Margarida deve continuar com a preocupação com a emigração; veja-se a reportagem de hoje sobre a emigração na Holanda. Não esquecam de falar nos que não são licenciados, que são a maior parte.

tt

Filipa disse...

Sr.Presidente IEFP: Quem realiza Leonardo da Vinci pode ou nao realizar estagio profissional através do IEFP, caso cumpra os requisitos de idade e condição?
Obrigado, cumprimentos

tito guedes disse...

Para acreditar na União Europeia, deveria haver um esforço claro por parte desta instituição política em tornar o preço das viagens de comboio substancialmente mais economicas que as viagens de avião..
Apenas neste caso poderia considerar que a União Europeia está interessada em resolver os problemas (internacionais) de mobilidade e energia.
De outra forma denota-se um sistema capitalista viciado que derruba qualquer interesse ou procupação política. Só assim poderia identificar-me com o projecto da União Europeia e acreditar que trabalhar lá fora será diferente de trabalhar cá dentro.

tito guedes disse...

Portugal tem a obrigaçao de tornar a vida dos imigrantes bem mais simples para se poder preocupar em encontrar trabalho para os seus no estrangeiro.
Os Africanos vêm-se à nora apenas para poderem mover-se ou empregar-se livremente no nosso país. Se comprarem um bilhete para ir a Barcelona são capazes de perder os direitos na hora de embarque. PorquÊ? Somos xenofobos? Temos medo de perder o emprego para outros? É dificil perceber que somos todos humanos? Na rua, Europeus de Leste vêm falar comigo apenas para que eu perceba que apesar de eles estarem integrados na União Europeia como Nação, são rejeitados como individuos na hora de formalizar/legalizar a sua situação profissional e de habitação. Quem é que se dá ao trabalho (legal) de intimar alguém civilizado a voltar para a sua terra?

crennwiick disse...

Gostaria de reformaçar que o IEFP é de facto uma instituição muito pouco dinâmica e com "personagens" e pensamentos ainda muito fascistas, se me permitem.
Aquando uma situação de desemprego por falência da empresa onde desempenhava funções, propuz-me mudar de vida, no ambito da "accção para o emprego" pelo IEFP. Pesquisei a formação que sempre quis tirar, fui a entrevista, passei, inscrevi-me na instituição para fazer o curso de um ano e o IEFP deu-me uma parecer negativo relativo á Bolsa por iniciativa do trabalhador, alegando que o meu C.V nada tinha que ver com o curso que predia tirar.
Afinal, no que é que ficamos. Há ou não Há oportunidades neste país?
Continuaremos a fazer durante 50 anos o que fizeram os nossos pais ou avós, que foi trabalhar só para sustentar a família? E a realização profissional e pessoal? O governo fala fala, mas na verdade há muitas lacunas e são sempre as pessoas com menos hipótese que acabam por nada conseguir fazer.

Parabens pelo programa!

Cláudia disse...

PARECE-ME BEM ESTUDAR LA FORA MAS TAMBÉM COM A CRISE NA UNIÃO EUROPEIA JÁ NÃO SEI NADA