terça-feira, março 24

Autarquias no combate à crise

Apoio na habitação social, redução e isenção de impostos municipais, oferta de refeições e incentivos à criação de emprego são algumas das medidas adoptadas pelas autarquias para tentarem minimizar os efeitos da crise económica.
Em Figueira de Castelo Rodrigo a câmara subsidia à criação de emprego. Para esse feito, aprovou um pacote de apoio à inovação, empreendedorismo e empregabilidade. Além disso apoia a natalidade e vai promover a redução e a isenção de algumas taxas. Em Aveiro, o congelamento das rendas sociais e a atribuição de apoios a famílias numerosas são duas das medidas de apoio a que os munícipes poderão concorrer. Estes e outros exemplos no próximo SC. Serão suficientes?

Convidados:
Fernando Castro
, Presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
Paulo Andrez, Administrador da agência DNA Cascais
Luís Gomes, Presidente da Câmara e Presidente da Agência Municipal de Combate à Crise da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António
Paulo Martins, Jornalista Jornal de Notícias

11 comentários:

Catherina Sanders disse...

Bom dia,

Acho que o apoio que muitas Autarquias estão a dar aos seus munícipes é bom. É uma salvaguarda para este momento de crise.
E se algumas Autarquias poderem aplicar as ideias das outras Autarquias, será mais uma ajuda.

Neste momento temos de dar "o peixe" às pessoas, mas também começar dar "a cana de pesca" e ensinar a pescar, para as pessoas poderem no futuro apanharem o peixe.
Abraços,

Catherina

Jota disse...

Subsídios à parasitagem.
Penso que foi o Belmiro de Azevedo que disse que não se cria um empreendedor, o empreendedor cria-se a si mesmo.

Das medidas referidas apenas concordo com isenções fiscais.

Jota disse...

A menos que as autarquias distribuam dinheiro que não vem dos contribuintes. Pergunto-me se os concertos e "eventos culturais" também são para estimular a economia ou é só educação das "massas".

António disse...

Acabei agora de ouvir "Ninguém vive, efectivamente, somente com o Rendimento Social de Inserção"... bem, eu vivo (eu e o meu pai), pagamos renda de casa, água, luz, alimentação...pagamos tudo e não passamos fome.
Passamos outras privações mas
ninguém se acredita que não tenhamos outros rendimentos.

cláudia disse...

A Fernanda acabou de mostrar uma notícia interessante. "autarquias pagam comida e dão dinheiro a quem foi apanhado pela crise". Mas será que ninguém percebe que isto é um erro? As câmaras não são a Santa Casa! As câmaras têm sim que criar emprego, têm de apostar na formação dos munícipes! E quando falo da formação não me refiro aos mais novos mas sim àqueles que perderam o emprego que tinham há anos e que não sabem fazer mais nada!!

Mário Ramos disse...

Boa tarde:

Gostaria de saber se os convidados conhecem o teor do artº 15º do DL 220/ 2006, que regula o subs. desemprego:

Artigo 15.o
Trabalho socialmente necessário
Considera-se trabalho socialmente necessário o que
deva ser desenvolvido no âmbito de programas ocupacionais
cujo regime é regulado em diploma próprio,
organizados por entidades públicas ou privadas sem fins
lucrativos, em benefício da colectividade e por razões
de necessidade social ou colectiva, para o qual os titulares
das prestações tenham capacidade e não recusem
com base em motivos atendíveis invocados.

Não será que uma pequema alreração do parágrafo final não ocuparia a maioria dos desempregados?

O diploma que rege esta matéria, obriga a pagar mais sub. refeição e passe social.
Será que as autarquias não poderia ocupar a imensa massa de desempregados?
Resolveria o problema de pelo menos uma refeição.
Cumprimentos
Mário Ramos

Marlene Conraria disse...

Um dos problemas dos centros de emprego é o mal funcionamento: a colocação de pessoas em empregos que não se enquadram na área profissional e a recusa de candidaturas quando as habilitações literárias são acima do exigido (mesmo que se insira na área profissional). Esta situação é bem real e passou-se comigo. É possível às autarquias controlar este tipo de situação, interferir de algum modo com os centros de emprego do concelho?

NUNO disse...

Boa tarde!

De perfeito acordo com o Mári Ramos, qualquer cidadão a receber um subsídio, deveria prestar serviço comunitário, mesmo dentro da sua área de formação, em troca do subsídio, enrriquecia o seu curriculum profissional e o seu ego pessoal. Vivemos é numa sociedade egoísta e subsídio-dependente, desde a agricultura passando pelos empresários e terminando no cidadão comum.

Eugénio Rafael disse...

ja que as camaras estao a ajudar desempregados no combate à crise, e ja que lhes sobra tempo aproveitem para lhes pedir que varram as ruas, pintem os edificios nos centro historicos das cidades portuguesas, no fundo em vez de filantropia em bruto criem sinergias, numa situaçao de win win ninguem sai prejudicado,

e começem por favor a agir sobre o problema de fundo senao terao o probelma nas maos para todo o sempre.

Nuno Jordão disse...

O famoso ditado “Chinês?”

Nem sei se é Chinês mas é um bom ditado que todavia vejo citado, tanto quanto sei, completamente distorcido.
Como o aprendi o ditado era assim:
“Se quiseres matar a fome a um pobre por um dia, dá-lhe um peixe, se quiseres matar a fome a um pobre por muitos dias, dá-lhe uma cana de pesca e ensina-o a pescar.”
Só assim o ditado tem significado para mim.
O que hoje vejo é a valorização da cana em relação ao peixe, já vi referências que diziam “dá ao pobre a cana e não o peixe”, suponho que nenhum ditado milenar diria uma coisa destas.
O ditado em si, como eu o aprendi, não estabelece valores, apenas especifica situações e seguindo o ditado, neste momento de crise e de descalabro social, o apelo parece-me claramente que é para dar o peixe, muitos peixes para a quem tem fome e ensinar a pescar apenas quem não tem fome ainda.
Eu sei que o sistema tenta incorporar tudo a seu favor, até destorcer ditos de sabedoria antigos de sabedoria popular, mas ao fazê-lo, mostra apenas a sua própria miopia ideológica.

Marcos Óbar disse...

Gostava de deixar o meu testemunho no sentido de louvar a actividade e iniciativa da DNA Cascais. Graças à DNA Cascais consegui abrir a minha empresa e tive um apoio determinante. Infelizmente nem todos os Concelhos têm a capacidade de ter uma Agência tão dinamica. FOrça e parabéns pelo programa. Marcos Óbar.