quinta-feira, abril 30

"Parto natural ou cesariana?"

Portugal é o 2º país da UE com a mais alta taxa de partos por cesariana. Itália ocupa a primeira posição com 38%, seguindo-se Portugal com 33%. As cesarianas custam, em média, o dobro de um parto normal, representando custos acrescidos para o SNS. Porque é que se recorre tanto a este método, muitas vezes sem necessidade? Será exigência das mulheres que não querem sofrer? Ou os profissionais de saúde acreditam que este é um método mais seguro do que o parto natural? E o que dizer acerca da utilização de epidural ou até do parto dentro de água? Neste SC queremos também entender o porquê de nascer em casa. Que implicações envolve desta pratica? Estão mães e bebés seguros em caso de complicações pós parto?

Convidados
Marina Moucho
, Responsável do bloco de parto do Hospital de São João
Carla Guiomar, Presidente da Assembleia-geral da Associação Doulas de Portugal
Rosário Côto, Presidente da Comissão de Especialidade em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica da Ordem dos Enfermeiros
Maria do Céu Santo, Médica Ginecologista

62 comentários:

Maria disse...

Boa Tarde!

Existe um limite para o número de cesarianas que uma mulher pode fazer?

MicasMariana disse...

A cesariana é uma intervenção cirurgica, extensa. Quando dizem que a mulher deve ser bem informada, será que lhe é dito mesmo tudo?
Que poderá depois ter problemas na amamentação?
Que caso a cesariana seja marada demasiado cedo o bebé pode ter problemas respiratórios?
Que a suposta dor do parto vaginal não se compara ao periodo de recuperação de uma cesariana?

Aceito que em casos de urgência seja necessário uma cesariana, mas parece-me estranho que essa urgência tenha dia e hora marcada.
Obrigada
Parabéns pelo programa e cumprimentos a todas

Sónia Meira disse...

Boa tarde.
Tenho 33 anos, e aos 26 fui mãe.
Por força das circunstancias foi cesariana pois o meu daniel a 3semanas deu novamente a volta e ficou em posição pelvica. Apenas me foi dito que para minha segurança e do bebé era necessário fazer esta cirurgia.
A minha opinião muito sincera é que o pós-operatório é terrivel, não me conseguia movimentar e tive imensas dores preferia mil vezes ter "gritado" com dores durante umas horas e estar fresquinha no dia seguinte tal como vi tantas outras mães que tiveram parto natural.
Cmpts
Sónia

Barrigas e Bebés disse...

Gostaria e felicitar a RTP, mais concretamente a produção do programa sobre a escolha do tema, tendo em conta a premência do mesmo e do debate à volta. Um bem-haja a todas as participantes!
Não acho que o trabalho de parto e parto sejam processos pouco sensuais, aliás basta vermos o filme Orgasmic Birth para percebermos o âmbito sexual e sensual do parto que não pode dissociar-se de todo o processo. A imagem do parto como se faz normalmente é muito pior do que poderia ser.
Lutemos por mais e melhor informação, acesso de todos a evidências científicas e decisões conscientes, informadas e responsáveis.

MicasMariana disse...

Desculpem mas não resisto a acrescentar uma opinião em relação ao que foi acabado de dizer.
A senhora q acabou de dizer que uma mulher a parir é tudo menos sensual tem toda a razão...em partos medicalizados, realmente não há nenhum marido que goste de ver a sua mulher a se cortada, a jorrar sangue e receber o seu filho no meio de um mar de sangue.
Mas existem partos em que isso não acontece, por difícil que seja de acreditar!
Em que as mulheres ronronam como quando estão a fazer amor, suam e se movimentam como fêmeas sensuais, e não têm episiotomia para parir os seus filhos.

dinny disse...

Boa tarde a todas.
Uma razão para que existam tantas cesarianas em Portugal, tem a ver com politicas saúde (ou falta delas), e razões economicistas. Quando não existem enfermeiras especialistas suficientes (onde não se encerraram serviços) há que tentar controlar por todos os meios - programar nascimento - preferencialmente cesariana. SAI MAIS BARATO.Dinny

Cristina Rocha disse...

Boa Tarde!

Eu não sou mãe. Mas e os partos feitos dentro de água? Creio que devem ser melhores para a mãe e para o filho, ou não?

Cumprimentos

Cat disse...

Parabéns pelo programa, so falta ter a presença de uma Enfermeira Obstetra que acompanhe partos em casa

ritacor disse...

Convido a Dr.ªMaria do Céu a ver um video de parto natural, humanizado, respeitado, para perceber a brutal sensualidade e poder de uma mulher em trabalho de parto e a parir!
Parece-me que é uma falha grave na sua bagagem de sexologia...
Não há homem que não fique complemante rendido e apaixonado pela sua mulher perante tal beleza e poder!
Mas tenho de concordar: um parto hospitalar é horrível de se ver.

Ana disse...

Tenho 38 anos e 3 filhas, com 14; 4 anos e a ultima tem só 4 meses.
Todos os meus partos foram vaginais e sem epidural. Episiotomia nos dois primeiros. Sou a favor dos partos "naturais" e tambem sou a favor das cesarianas sempre que a saúde da mae e filho estejam em risco.
As Mulheres que querem ter filhos e também querem ficar com o corpo igual ao que era antes, deveriam pensar 2 vezes antes de engravidar. Para a humanidade é AC / DC, para a mulher é antes de ter o meu filho e depois de ter o meu filho. Nada Volta a ser como era. Para mim felizmente.

Ana Teixeira

Pedro disse...

Boa tarde,
As práticas de obstetrícia em Portugal parecem-me ser um tanto diferentes das praticadas nos países do norte da Europa e em particular do Reino Unido.
Já tive oportunidade de ver reportagens sobre estas práticas no Reino Unido e verifica-se a preferência pelo parto natural, pelo acompanhamento por "mid-wife" e mesmo a posição da mulher e a preparação para a expulsão é realizada na posição próxima de cócaras.
Gostava de saber se existe uma visão partilhada internacionalmente das melhores práticas para o acto do parto, para mulheres que não apresentem complicações. (é obvio que casos excepcionais requerem medidas excepcionais)

Liana disse...

Parto normal COM epidural (deve ser o que me espera em Julho)

Marta Faria disse...

Portugal tem dos índices mais baixos de mortes no parto, quer da mãe quer do bébé. Por outro lado tem o maior número de cesarianas da Europa. Há relação entre estes 2 factores?

Rute CS disse...

Fui mãe pela primeira vez há quase 2 anos no Hosp. S.João. Agora estou grávida em final de tempo e noto uma grande mudança dos profissionais de saúde desta instituição desde essa altura. Visitei recentemente o novo bloco de partos e dou os meus parabéns a todos os envolvidos pela renovação e mudança de atitude. Preparo-me para ter um parto natural na nova sala destinada a esse efeito, fiz o meu plano de parto, mas continua a faltar uma coisa no Hosp. S. João: o curso de preparação para o parto privilegia áreas importantes para o "grande dia" como o relaxamento e exercícios específicos para determinadas zonas do corpo, mas continua a não preparar as grávidas para as técnicas às quais podem recorrer para alívio da dor. Este desconhecimento acaba por levar a mulher a temer o parto natural e a recorrer à epidural, aumentando a intervenção médica durante o parto. E aqui o serviço pode claramente melhorar.

Pedro disse...

Cada parto é um parto, e mesmo uma mulher que já foi mãe não vai ter um segundo parto igual.
Sou 2º filho e posso dizer por relatos da minha mãe que foi mais dificil ter-me por parto natural (pesando 3.150kg) do que ao meu irmão que pesava 4.100kg.
A vontade da mãe deve ser tida em consideração e a sua decisão deve ser fundamentada com a informação obtida durante a gravidez.
Se considerarmos que o parto é um acto natural, a naturzaa dotou as mulheres de todos os elementos necessários para terem os bebés sem serem necessários hospitais, mas a verdade é que o ser humano evoluiu e consegue reduzir bastante a mortalidade se for acompanhada por equipas especializadas.

Barrigas e Bebés disse...

Tem de se ter consciências que a maioria dos problemas num parto surgem na sequência de intervenções desnecessárias!!! A fisiologia existe e deve ser respeitada. O risco existe sempre e a necessidade de intervenção será sempre imprevisível mas, a atenção ao que dise ants é fundamental. Leiam-se autores como Michel Odent e Janet Balaskas só para deixar 2 exemplos.

Rita Sousa disse...

Sou pai de dois filhos e orgulho-me de estar presente nesse momento tão importante da minha vida familiar! Não estou NADA de acordo com o que referiram acerca da ausencia dois pais. Há um antes e um depois de ver os meus filhos nascer!
Estar longe da mulher nesse momento provoca um grande distanciamento psico-afectivo entre o casal.


Benjamin Rodriguez

anonimo disse...

desculpem lá, mas o macto de parir é a coisa mais hedionda que já vi em toda a minha vida.
Nunca pari e Deus permita que NUNCA tenha de o fazer. Isto nao quer dizer que eu nao gostasse de vir a ter filhos!
E este comentário aqui postado que dá conta de mulheres que parem a ronrronar parece-me ABSOLUTAMENTE RIDÍCULO.
Nao posso dizê-lo com certeza, mas acredito que os partos naturais arruínam mais vidas do que todas as cesarianas do mundo.
Para além do sofrimento do momento, há coisas que NUNCA se recuperam depois de uma atrocidade como o parto "normal".

Cat disse...

O pai deve de estar presente se assim quiser, o pai e quem a mãe desejar!

No parto vaginal e nas cesarianas!!!

FT 08 disse...

Boa tarde,
Era inteiramente a favor de um part normal durante toda a minha gravdiez. No entanto, há 3 meses durante o trabalho de parto, o bebé entrou em sofrimento e em menos de 10 min. tiveram de o tirar. Se por um lado fiquei triste por querer muito um parto o mais natural possível, fiquei aliviada por ele ter conseguido nascer perfeito, sem nenhum problema, o que sei hoje, não teria acontecido se fosse parto normal. E nesta situação, se estivesse em casa? Teria ficado com um bebé com problemas profundos? Penso que deveremos ter uma opinião própria, mas sempre pensando no melhor para o bebé e para a mãe e não apenas porque é moda. Obrigado.
Parabéns pelo programa!

Vagos Online disse...

Tenho 60 anos. Nasci na Maternidade Julio Dinis. Meus tres irmãos mais novos nasceram am casa com a ajuda de uma "parteira". Correu tudo bem.
Tenho 4 filhos. O primeiro estava a nascer de parto natural no Hospital de Santo Antonio. Demoraram tanto que tiveram que recorrer à cesariana horas após. O meu filho acabou por morrer. Dos tres restantes, o mais velho nasceu também no Santo António e os outros dois na Maternidade Julio Dinis, todos de parto natural.
Se puderem, evitem a cesariana, especialmente se a vão fazer por comodismo.
Henrique Samagaio, Porto.

ser mãe é... disse...

Sou Enfermeira Parteira e mãe de um bebé que nasceu de parto natural na água num hospital privado no Porto. Faço preparação para o parto e cada vez são mais os casais informados que optam por um parto natural. Infelizmente raramente conseguimos dar resposta a estes casais pois não temos para onde encaminhar. Mesmo em locais que felizmente já estão mais voltados para um parto humanizado nem todos os profissionais estão vocacionados para assistir ao parto natural e para dar auxiliar a mulher no alívio da dor e em facilitar a progressão do trabalho de parto. O que é que falta acontecer para ser possível a criação de casas de parto ou serviços de parto natural dentro do hospital?

kateboy disse...

Penso que é importante falar sobre as intervenções (muitas vezes desnecessárias e não justificadas por estudos recentes) que podem muitas vezes levar a uma cesariana ou outras situações que poderiam ser evitadas.
Um parto é uma coisa natural, e penso que alguns profissionais de saúde muitas vezes só conseguem "vêr" problemas e fazer diagnósticos.
Estou a ser seguida no H. St. António no Porto e a minha médica tem um comportamento agressivo desde que eu falei sobre a possibilidade de não ter epidural... Portanto o apoio a mulher falha nesta fase importantíssima da vida.

Mónica Reis - Porto

joana disse...

Estou gravida de 28 semanas e está quase a chegar a altura de decidir se parto normal ou cesariana , gostava de saber a vossa opnião qual deles é o melhor para o bébé e mãe , no caso de poder escolher.
Obrigado

anonimo disse...

pergunto-me: se a dor é um aviso de que algo está mal no nosso corpo, o que dizer de um "parto normal"?

Rosa Lux disse...

pergunta para a médica ginecologista:
É ou não verdade que a producção de adrenalina libertada pela mulher em situação de stress (provocada, por exemplo, por um internamento hospitalar)provoca uma menor libertação de oxitocina que é fundamental para un trabalho de parto e parto não medicalizado(sem necessidade de episiotomia, sem perfussão de ocitocina...)?

Sónia disse...

Boa tarde,

Em Portugal discute-se muito a opção parto natural vs cesariana mas fala-se pouco das técnicas de relaxamento que podem ajudar as mulheres a ter partos naturais mais suaves. Será que em no SNS alguma vez haverá a possibilidade de utilizar técnicas como visualização, hipnose, acupunctura (como é o caso do Whittington Hospital de Londres, caso que conheço)? Qual a opinião dos profissionais de saúde presentes?

Sónia

Sara disse...

Boa tarde e parabéns pelo programa.

Gostaria de perguntar à Dra. Maria do Céu Santo quantos partos completamente fisiológicos, não medicalizados, com total liberdade de movimento e posição para a mulher durante a dilatação e expulsivo, é que ela já acompanhou?

Muito obrigada,

Sara Almeida

sofia ramos disse...

Tenho dois filho, o primeiro de cesariana (porque entrou em sofrimento,tinha uma circular) e o segundo, há cerca de 1 mês de parto natural, sem epidural sem nada. Se me dessem a escolher preferi o 2º, apesar da minha recuperação de cesariana ter sido óptima. Mas acho que o nosso corpo está bem "pensado" para dar à luz naturalmente, claro que, se não existirem complicações, daí que, mesmo naturalmente, deverá ser numa unidade médica e talvez não em casa...Parabéns pelo programa!

ABADE disse...

É urgente, ou deverei dizer, emergente, que o parto em meio hospitalar seja Humanizado. A questão da segurança é fundamental, mas não há justificação aceitável para que tantas mulheres tenham os seus bébés nas condições mais desumanas, mesmo nos hospitais mais bem equipados. Não é qualquer técnico que está devidamente preparado para estar num bloco de partos, não falo tecnicamente, mas HUMANAMENTE preparado. Obrigado!

APPM disse...

O meu filho nasceu de cesariana, pois estava pélvico (hoje sei que não é impeditivo de parto normal). Para mim o parto foi uma desilusão, pois foi uma cirurgia em que os profissionais nem sequer me falaram, parecia que eu nem estava na sala. Como o meu filho decidiu nascer às 8h da manhã, nasceu a ouvir as notícias na rádio, o que para mim não faz qualquer sentido... Mostraram-me o meu filho e nem o pude agarrar pois tinha ambos os braços presos... No próximo parto não quero voltar a passar por esta sensação de impotência e de passividade no meu parto, quero um parto normal e mais humanizado possível, infelizmente apercebo-me que neste momento isso não é possível nos Hospitais em Portugal e pondero a hipótese de ter o meu próximo filho em casa, mas o ideal seria que até lá respeitassem mais as mulheres e o seu parto, e pudesse ter o meu parto num hospital, ou numa casa de nascimento!

Jocas

Rosa Lux disse...

Pergunta para Rosário Couto: é verdade que a perca de prática dos médicos obsteatras na realização de um parto normal é um dos factores que provoca o aumento das cesarianas pogramadas em Portugal?

Joana disse...

Boa Tarde,

Fiquei muito contente por ver que cada vez mais este assunto se torna um interesse da nossa sociedade e quero dar-vos os parabéns por fazerem este programa.

Quero partilhar connvosco a minha experiência.
Sou mamã há 13 meses e o Rafael nasceu em casa em Braga, fui acompanhada por um Enfermeiro Obstetra durante toda a gravidez para ter a certeza de que reuniamos todas as condições e foi também ele que esteve connosco no parto. Tudo correu bem, foi um momento único e mágico que estou certa que não teria num hospital onde sinto que a mulher não é respeitada, é apenas mais uma sendo tratada friamente e como um objecto. A gravidez não é uma patologia e acredito que muitos dos problemas que surgem em meio hospitalar, que levam às cesarianas, são causados por bloqueios hormonais devidos a esta falta de humanismo e paciência por parte dos profissionais hospitalares. Porque quando o ritmo da mulher é respeitado, sem soros e sem epidurais, num ambiente familiar e com todo o carinho das pessoas que amamos ao nosso lado tudo corre bem!

Joana Branco (Braga)

ser mãe é... disse...

Gostaria ainda de referir que o papel do pai é FUNDAMENTAL! Considero no entanto que é fundamental também que se prepare para assistir no trabalho de parto e parto para que possa desfrutar desta experiência ao máximo e com a certeza de que desempenhou um papel essencial no nascimento do seu filho. Poderá ser o momento mais espectacular da sua vida como casal e como pai. O que tenho experienciado profissional e pessoalmente é que a relação do casal fica muito mais fortalecida e a vinculação do pai com o seu filho é muito mais intensa. Sem o meu marido presente não teria conseguido!!

Rui disse...

Sou pai há 2 meses e decidimos que o nosso filho iria nascer em casa. Posso afirmar que foi uma luta tremenda ter de lidar com as reacçoes de medicos, familia, amigos. Nao fiquei supreendido quando a senhora de vermeho (...) disse que os partos nao deveriam ser feitos em casa, posso indicar que só um médico dos 4 com quem falámos não se "insurgiu" de imediato... Isto é de facto uma questão cultural pois aquilo que , medicamente, podiamos fazer pelo nosso filho foi feito nos meses que antecederam o parto. A minha companheira assistiu a um debate em que uma medica obstetra, directora de um serviço, afirmou que "nao fazia tençoes de tratar complicaçoes decorrentes de partos s domiliciarios"...sem comentarios. Mais, o protagonismo deve ser sempre o da mulher que da á luz. Todas as decisoes tem de ser tomadas pela mulher ou pelo casal de forma informada. Mais um exemplo, em visita a uma maternidade foi preciso perguntar como é que Soro induz o parto para explicarem que o soro não é só soro mas contém quimicos inductores do parto- oxitocina, que alias é libertada no corpo de forma natural durante o parto. Compreendo todas as restriçoes de um hospital mas nao compreendo como se pode dizer que os homens nao devem estar presentes no periodo expulsivo, nunca pensei no parto como algo de sensual mas sempre como algo de unico. So tive possibilidade de participar, presenciar e ajudar porque o meu filho nasceu no meu quarto, acompanhado por pessoas de total confiança.

Ana disse...

Boa tarde,

Os meus parabéns a toda a equipa pelo belíssimo programa.

Tenho lido alguns artigos que defendem que o parto induzido, através do uso de oxitocina, aumenta fortemente a probabilidade de aquele terminar em cesariana. De facto, muitos são os que defendem que a aplicação daquele medicamento aumenta o risco de o bebé entrar em sofrimento. Gostaria que me esclarecessem se, de facto, o parto induzido aumenta o risco de ser necessária uma cesariana.

Obrigada.

Paula disse...

Boa tarde,
Tive 3 filhos, 3 cesarianas, todas diferentes. Na 1ª o meu médico não estava,não era para ser mas eu não tenho contracções e teve mesmo de ser cesariana. Foi numa casa de saude, foi tarde porque havia dilatação que sem as contracções parou e a minha filha ficou deficiente, pois entrou em sofrimento. Nasceu com indice de apgar 1, teve asfixia neonatal.
A 2ª foi no hospital, numa urgência com o meu médico assistente. Correu lindamente. Na 3ª o meu médico já não trabalhava no serviço público e fui para o hospital, mas com a médica que lá estava. A criança está óptima, mas fui muitissimo mal cosida, a enfermeira do centro de saude qd viu a cicatriz ficou admirada com uma coisa tão mal feita; passados 2,5 anos ainda tenho uma virilha adormecida. Na altura andei 2 meses a fazer tratamentos à cicatriz, eu que tenho uma capacidade de recuperação enorme, nunca tive uma infecção,cicatrizo com uma rapidez muito grande. Sem conhecer o médico o risco não é, decisivamente, desprezável. A cesariana foi noHospital de Sto. António no Porto, não num qualquer no fim do mundo!

Rosa Lux disse...

Se a mulher tem direito a cesariana, como foi ditom porque não tem direito a um parto em casa? Será uma questão económica?

Filipa Pereira disse...

Olá, tenho um filho de 4 meses e meio que nasceu em casa, assistido pelo parteiro António Ferreira. Foi o meu primeiro filho e desde sempre que quis ter o parto em casa. Nunca tive medos das complicações que pudessem ocorrer, penso que o parto é algo que se constroi dentro de nós.
Gostava de referenciar um caso que conheço de uma mulher que teve a sua filha no hospital e esta nasceu com paralesia cerebral…
As coisas acontecem quando têm de acontecer e o parto hospitalar também não é assim tão seguro.
É triste a cultura do medo que se vive hoje em dia, julgo que num futuro longiquo e num cenário pessimista as mulheres não serão capazes de parir, nem os bébés capazes de nascer, pois são demais as manipulações que se fazem durantes os nascimentos…

O Rebento dos Papás disse...

Boa tarde, o meu nome é Inês,tenho 22 anos e estou grávida de 30semanas. Confesso que estou bastante receosa com tudo e assustada com tudo que tenho ouvido1 Mitos populares, relatos de partos, etc... Gostaria que fosse um paarto vaginal normal, porém ás vezes a falta de informação relativamente à cesariana, faz-nos pensar que ela é o paraíso sem dor!
Admito também que as possibilidades de utilização de forcepes, ou outros materiais durante o parto me assusta, mas parte tudo também da falta de esclarecimentos do nosso SNS.
Gostaria também que a mudança feita no Hospital de São João fosse tambem realizada no Hospital Garcia de Orta :)
Em relação à assistencia do pai no bloco de partos, posso apenas dizer que o meu marido, é dos que NÃO quer assistir ao parto.
Parabens pela abordagem do tema. Cumprimentos e para quem esteja na mesma situação que eu "Uma hora pequena";)

Paula disse...

Boa tarde,
Tive 3 filhos, 3 cesarianas, todas diferentes. Na 1ª o meu médico não estava,não era para ser mas eu não tenho contracções e teve mesmo de ser cesariana. Foi numa casa de saude, foi tarde porque havia dilatação que sem as contracções parou e a minha filha ficou deficiente, pois entrou em sofrimento. Nasceu com indice de apgar 1, teve asfixia neonatal.
A 2ª foi no hospital, numa urgência com o meu médico assistente. Correu lindamente. Na 3ª o meu médico já não trabalhava no serviço público e fui para o hospital, mas com a médica que lá estava. A criança está óptima, mas fui muitissimo mal cosida, a enfermeira do centro de saude qd viu a cicatriz ficou admirada com uma coisa tão mal feita; passados 2,5 anos ainda tenho uma virilha adormecida. Na altura andei 2 meses a fazer tratamentos à cicatriz, eu que tenho uma capacidade de recuperação enorme, nunca tive uma infecção,cicatrizo com uma rapidez muito grande. Sem conhecer o médico o risco não é, decisivamente, desprezável. A cesariana foi noHospital de Sto. António no Porto, não num qualquer no fim do mundo!

Ana disse...

Boa tarde,

Os meus parabéns a toda a equipa pelo belíssimo programa.

Tenho lido alguns artigos que defendem que o parto induzido, através do uso de oxitocina, aumenta fortemente a probabilidade de aquele terminar em cesariana. De facto, muitos são os que defendem que a aplicação daquele medicamento aumenta o risco de o bebé entrar em sofrimento. Gostaria que me esclarecessem se, de facto, o parto induzido aumenta o risco de ser necessária uma cesariana.

Obrigada.

Stephan disse...

Boa tarde.

Sou holandês e os casais na Holanda podem escolher onde querem que a criança nasce. Normalmente eles obtém para um parto em casa.
Existem condições para que isso seja possível, e a minha opinião é que psicologicamente e logisticamente é melhor que os partos nos hospitais.
O casal é informado e preparado no hospital (consultas com médicos e enfermeiros) e no centro de saúde.
O parto é feito por um profissional ("parteira") e o casal tem direito a ter em casa um profissional que após o parto toma conta da família (ensina, ajuda, informa) durante uma semana durante o dia.
O hospital mais perto é avisado pela parteira do parto em curso e é "reservada" uma sala de partos caso haja complicações. A parteira tem o direito de chamar uma ambulância com o código AA, que é o maior nível de emergência, caso suspeita que o parto se vai complicar para além das capacidades dela (dele).
Partos onde a ginecologista do casal suspeita que o parto poderá complicar são sempre feitos no hospital, como p.e.quando se trata de gémeos, etc.
Os partos realizam-se quase sempre sem problemas. Só ouvi de poucas situações em que um parto foi continuado no hospital devido a certas complicações inesperadas.
Isso tudo para dizer que não concordo que partos em casa apresentam qq risco maior que no hospital, mas penso sim que em Portugal infelizmente (ainda)não existem condições para que os partos sejam tão seguros em casa como no hospital, podemos dar o exemplo do tempo que por vezes o INEM demora a chegar. Não há razões para não tentar mudar.

Boa tarde e boa sorte com o programa.

Cristina Rocha disse...

Boa Tarde!

Eu não sou mãe. Mas e os partos feitos dentro de água? Creio que devem ser melhores para a mãe e para o filho, ou não?

Cumprimentos

Catarina disse...

Boa tarde a todos:

Fui mãe á cerca de 26 meses, tive que fazer uma cesariana de urgência, pois entrei em trabalho de parto ás 28 semanas, foram muito apressados!! A minha dúvida é: quando posso voltar a engravidar? e se é normal sentir uma ligeira dormência ainda hoje?

Obrigada

Catarina, Comibra

JoanAlmeida disse...

Boa tarde!
Eu estou grávida de 7 meses, e decidi ter o meu parto em casa! Quero ser eu a dona do meu parto, fazer o que me apetece nesse momento e não ter de estar sujeita às práticas hospitalares, se ninguém me pode garantir que me vão tratar como eu quero num hospital eu prefiro não ir para um hospital! E até me sinto mais segura em casa! Vou ter uma enfermeira-obstetra e uma doula a acompanhar-me em quem confio, mais do que em qualquer pessoa desconhecida que me possa atender num hospital! É claro, que se houver algum problema, que confio na enfermeira para o detecta, já me sujeito a ir para um hospital e a "pôr-me" nas mãos dos médicos! Até lá acredito que o meu corpo tem capacidade para parir e quero que mo deixem fazer à vontade! Quero sentir todas as todas e poder utilizá-las, quero saber e sentir quais são as capacidades e a força do meu corpo!
Em resposta à Dr ginecologista-obstetra, digo que eu tenho é medo de ir para o hospital, e se ninguem me apoiasse na minha decisão, eu preferia estar sozinha!
Acho importante dizer, eu não sou completamente ignorante, tirei o curso de Medicina Veterinária, também estudei Medicina, obstetricia, já trabalhei em hospitais, ja vi partos em várias espécies animais e acredito profundamente na capacidade inata de qualquer fêmea parir! O médico so deve interferir quando é estritamente necessário e até lá acho que não há necessidade de interferir no instinto da fêmea!
O meu marido tem um enorme desejo de ver a filha nascer e eu também tenho uma grande vontade que ele esteja comigo,acredito que isso seja a continuação da nossa vida sexual e não o fim, afinal, foi com ele que concebemos a minha filha e termos o parto juntos é a continuação do nosso amor, porque não há-de ele também estar presente neste momento? Seria um grande egoísmo da minha parte!
Cumprimentos a todas

Cátia disse...

Boa Tarde!
Tenho 27 anos e o meu filhote nasceu há 3 meses.
Inicialmente, quando engravidei, a nossa opção era pelo parto na água.
Mas o meu filho nasceu antes da data programada. Sem outra opçao dirigimo-nos ao hospital de São Bernardo. Onde apesar de ter sido um parto hospitalar e normal, foi um parto cheio de amor e ternura. Foi um parto muito humano. Tive direito a fazer a dilatação com o meu marido, pude decidir se queria a episiotomia. Pude vocalizar a dor.
E ter sido eu a puxar o meu filho para fora de mim, foi a experiencia mais emotiva de sempre.
O parto foi muito rápido.
O meu marido assistiu e adorou. Pois foi ele que ainda na sala de partos vestiu o filho.
Apesar do "nosso" parto, não ter sido como inicial preveramos. Foi optimo e gratificante. E alterou para muito melhor a imagem que tinha de um parto hospitalar.
Aproveito para agradecer á equipa que nos ajudou.

Parabéns pelo programa.

brasileiropatricia disse...

Boa tarde,
Qual o real risco no caso de um parto normal apõs uma cesária previa?
E no caso de ruptura uterina durante o parto isso significa efetivamente morte para mãe ou para criança?

A. disse...

curioso ouvir uma médica falar em "doentes" quando se referia a mulheres parturientes. Enquanto não se mudar esta linguagem dificilmente se mudará este sistema em que o sistema médico tem o papel principal em vez do casal e da criança. Tudo pelo medo que é alimentado pela ignorância que faz com que muitas vezes os próprios pais entreguem os seu poder aos outros...

Barrigas e Bebés disse...

É uma pena que tantos mitos, medos e palpites rondem esse momento único (porque só acontece uma vez para cada par mãe-bebé) que é o nascimento.
Só diminuem e deturpam!
Veja-se a carta de princípios da IMBCI – International Mother Baby Childbirth Iniciative, vejam-se as recomendações da OMS… estamos tão longe de tudo isto, quando na prática seria tudo tão mais fácil e menos dispendioso.
Sou mãe de 3 filhos e o nascimento do 3º foi infindavelmente diferente dos 1ºs devido à informação e conhecimento que adquiri. Obrigada.

JoanAlmeida disse...

Boa tarde!
Eu estou grávida de 7 meses, e decidi ter o meu parto em casa! Quero ser eu a dona do meu parto, fazer o que me apetece nesse momento e não ter de estar sujeita às práticas hospitalares, se ninguém me pode garantir que me vão tratar como eu quero num hospital eu prefiro não ir para um hospital! E até me sinto mais segura em casa! Vou ter uma enfermeira-obstetra e uma doula a acompanhar-me em quem confio, mais do que em qualquer pessoa desconhecida que me possa atender num hospital! É claro, que se houver algum problema, que confio na enfermeira para o detecta, já me sujeito a ir para um hospital e a "pôr-me" nas mãos dos médicos! Até lá acredito que o meu corpo tem capacidade para parir e quero que mo deixem fazer à vontade! Quero sentir todas as todas e poder utilizá-las, quero saber e sentir quais são as capacidades e a força do meu corpo!
Em resposta à Dr ginecologista-obstetra, digo que eu tenho é medo de ir para o hospital, e se ninguem me apoiasse na minha decisão, eu preferia estar sozinha!
Acho importante dizer, eu não sou completamente ignorante, tirei o curso de Medicina Veterinária, também estudei Medicina, obstetricia, já trabalhei em hospitais, ja vi partos em várias espécies animais e acredito profundamente na capacidade inata de qualquer fêmea parir! O médico so deve interferir quando é estritamente necessário e até lá acho que não há necessidade de interferir no instinto da fêmea!
O meu marido tem um enorme desejo de ver a filha nascer e eu também tenho uma grande vontade que ele esteja comigo,acredito que isso seja a continuação da nossa vida sexual e não o fim, afinal, foi com ele que concebemos a minha filha e termos o parto juntos é a continuação do nosso amor, porque não há-de ele também estar presente neste momento? Seria um grande egoísmo da minha parte!
Cumprimentos a todas

Frutinha disse...

Boa tarde,
Falavam há pouco que um parto complicado, ao evoluir para cesariana, é resolvido com muita brevidade !!! Há 9 anos fui mãe e por emergência decidiram fazer cesariana. Para meu espanto, disseram-me que apesar do sofrimento, teria que esperar mais cerca de meia hora, porque o bloco operatório estava ocupado!!! Não foi antigamente, mas já na entrada para o sec XXI!

Mamã babada disse...

Boa tarde!
Tenho 32 anos, fui mãe pela primeira vez à cerca de 6 meses no Hospital de Aveiro e nunca poria a hipótese de ter um bebé em casa pois se tivesse posto essa hipótese o meu filho não teria sobrevivido ou teria problemas para toda a vida. Acrescento que nasceu de parto normal com utilização de forcépps e ventosa para além de ter uma circular apertada no pescoço...como seria se estivesse em casa sem estar ligado ao ctg e sem uma equipa de vários médicos e enfermeiros? Foi um trabalho de parto muito longo e cansativo. Se não tivesse epidural será que hoje me apeteceria ser mãe de novo?
Ainda há muito a fazer na humanização do parto nos hospitais públicos (por exemplo, detestei ser rapada...) mas já muito se fez, sendo que a preparação para o parto (proporcionada pelo SNS) e a presença do pai se revelaram fundamentais e muito positivas para mim!

Eva disse...

Boa tarde.Gostaria de partilhar a minha experiência. O parto normal(em ambiente hospitalar)da minha primeira filha correu tão bem e foi tão lindo)apesar de demorado e com dores, tinha tido 3 meses de preparação e estive controlada o tempo todo e adorei)que propus ao médico que o parto do meu filho (segundo filho,sem risco provável)fosse em casa. Disse que nem pensar e ainda bem!!!! Eu era defensora acérrima do parto em casa...mas o meu filho rompeu-me o colo do útero inesperadamente por não ter a dilatação completa e perdi imenso sangue...tive de levar anestesia para me cozerem o colo e a sala de partos tinha sangue nas paredes todas!!levei 3 transfusões e estive mesmo mal e penso muitas vezes que se fossem em outros tempos eu seria mais uma estatística de morte no parto...por isso...muia coisa pode correr mal, é melhor ser em ambiente seguro.cumprimentos

MicasMariana disse...

Aqui ficam alguns estudos para não estarmos a falar no abstrato e podermos defender os nossos pontos de vista baseados em evidências científicas.

International Cesarean Awareness Network - http://ican-online.org/ican-white-papers
15 principais estudos de 2006 destacados pela International Cesarean Awareness Network - http://gravidasemforma.blogspot.com/2008/04/o-aumento-das-taxas-de-cesarianas.html
"Parto em casa é tão seguro como no hospital" - http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1306&Itemid=60

carmo pinto disse...

boa tarde.tive a minha 1ª filha há 10 anos parto cessariana pois estava em posição pelvica,apesar da dilataçao e nao ter dores/contraçoes,em cima da hora e porke lhes pedi para confirmarem a posição da minha menina que nunca tinha dado a volta ao contrario da parteira dizia que ela estava de cabeça para baixo quando dei entrada nas urgências por volta da 1 da madrugada e so nasceu as 10h50 de cessariana e as 34semanas,elem de eu nao poder vela durante quase 1 dia e meio,pois a anestesia deixou me muito adormecida,a 2ª apesar de ser 4 anos depois da 1ª tinha feito uma operação ao utero,tinha utero-bicorneo e mioma encostado ao ovario esquerdo no qual decidirm tb tirar,dai so me deram uma daquela doses para as tais contraçoes tive assim só meia hora,porque depois o medico veio ter comigo e disse me que era melhor partirmos para uma cesariana,no qual ainda não percebi porque?mas fiz questão de pedir que queria ver a minha menina ,e assim foi ainda a sair do bloco de partos quando abro os olhos tinha a minha menina e pude ser a 1ª a dar mama e banho apesar de ser cesariana...agora 7anos depois gravida do 3º filho,simplesmente me dizem que noa vai ser novidade e será cessariana apesar de eu ja ter demostrado o desejo de ter parto normal...mas nem me informam de nada!
nem calcium,acido folico ou outro medicamento que tomei das minhas meninas dede o inicio de gestaçao ,com 6 meses já ,dizem para eu esperar pelos resultados das analizes que ainda vou fazer !
acho me muito mal acompanhada consultas de 5 minutos...é desconfortante tou mais tempo á espera da medica(1h30) do que na triagem com as enfermeiras ...mas infelizmente é o sns que temos!

moya disse...

Olá,
Vejo-me compelida a comentar, depois das BARBARIDADES que ouvi hoje no programa, de alguém que supostamente terá feito o juramento de Hipócrates… O mais grave é que muitas das pessoas que viram o programa e comentaram no blog foram mal informadas.
É muito triste ver que o medo ainda é a arma mais usada para manter as mulheres afastadas do que é um direito seu: escolher como querem parir…

Sou uma recém-mãe, que durante mais de dois anos pesquisou artigos, livros e estudos sobre a gravidez e parto. Fui seguida em hospital, mas acabei por ter um parto domiciliar assistido, por escolha própria, porque para mim, mau era ter que ir para o hospital onde seria assistida sabe-se-lá por quem, me fariam sabe-se-lá o quê e sem possibilidade de ter comigo quem eu quisesse ou poder fazer o que eu sentisse que devia fazer durante o parto…

Só uns breves à partes:
- a maior parte dos partos em hospital são feitos por enfermeiros. Só no caso de complicações é chamado o médico. Logo, os 1ºs estão mais treinados em partos ditos normais e os 2ºs mais “virados” para os casos mais graves. Estudos que comparam o nº de partos que necessitaram de instrumentação ou se desenvolveram para cesariana, mostram que são muito mais frequentes em partos assistidos por médicos que por enfermeiros… daí o Descuido da Dra ao chamar doentes às grávidas…
- circulares não são impeditivas de um parto vaginal: apenas no caso de o cordão ser demasiado curto ou estar de tal forma traccionado que o fluxo de sangue seja insuficiente para alimentar e oxigenar o bebé. O bebé NÃO respira pelo nariz, logo o ar não tem que passar pela traqueia para oxigenar o bebé, ou seja, por estar com o cordão a “apertar” o pescoço não significa que o bebé esteja a sufocar: a maior parte dos enfermeiros pode, após o nascimento da cabeça, aliviar e retirar a circular ou até cortar o cordão para que o resto da expulsão se dê…
- a monitorização contínua com ctg não é 100% fiável: falsos “sofrimentos fetais” podem ser induzidos por leituras erradas do ctg, quando o bebé, p.e., se desloca do local dos sensores e se deixa de ouvir o coração, não porque tenha parado, mas porque simplesmente o leitor não está no sítio certo.
- muitas das complicações e demoras decorrentes do parto hospitalar e que irremediavelmente levam à cesariana seriam grandemente contornáveis se se seguissem práticas “amigas” das grávidas: posições mais verticais para facilitar e acelerar a dilatação, deambulação e massagens e duches para minimizar as dores, não-indução pois a oxitocina artificial aumenta a intensidade e frequência das contracções (o que, isto sim, pode proporcionar sofrimento fetal…).
- recém-nascido de parto aquático não aspira água enquanto a sua cabeça se mantém imersa em líquido e/ou o seu cordão não foi cortado: senão como é que os bebés estão 9 meses dentro de líquido na nossa barriga??? A água, especialmente no caso de ser salgada tem densidade semelhante à do líquido amniótico e o bebé não a aspira até a respiração estar bem estabelecida; quanto a infecções: no âmbito de um parto no próprio domicílio, em que a mãe já tem e passou anticorpos ao bebé para as bactérias existentes na sua casa, quando se usa uma piscina esterilizada, só raramente há problemas para o bebé… já no hospital, como a enfª Ana Ramos referiu, há focos de bactérias para as quais nem mãe nem bebé têm defesas…
- quanto à dor: não é uma dor “má”, mas algo que nos trará um filho. É uma dor “guia” pois ajuda-nos a perceber em que posição ou que movimentos devemos fazer: ao mudar de posição ela alivia ou passa. A maior parte das mulheres em trabalho de parto no hospital é restringida à posição deitada, pelo que as dores além de se intensificarem não são aliviadas pela alternância de posições. Pode ser maior ou menor consoante a sensibilidade da pessoa, mas quanto mais adrenalina segregarmos (i.e., quanto mais medo tivermos), mais provável é de a dor nos parecer mais intensa…
- há um estudo recente feito por obstetras da Maternidade Alfredo da Costa que conclui que a episiotomia não deve ser feita rotineiramente, mas apenas em casos que tal se justifique. Ao contrário do que foi dito, a recuperação de uma episio é geralmente mais custosa que de uma laceração natural pois a episio corta pele e musculo e na laceração simples apenas pele é afectada. Pelo contrário, uma episio tem muito maior probabilidade de provocar infecções e incontinências urinárias e fecais que a laceração…
- múltiplas cesarianas: cada uma é um corte no útero. Daí podem advir infecções, fragilidades na parede do útero que tornam mais difícil uma nova concepção e mesmo a segurança de novas gravidezes por possibilidade de ruptura uterina…
- não conheço casos de paralisias em partos domiciliares actuais (decerto que os há) ao contrário de inúmeros casos de problemas e mortes causadas em hospital pelo uso abusivo de fórceps, ventosas ou mesmo mau manuseamento do bebé ao ser retirado por cesariana…
- Também não concordo que se vá para um parto discutir a bola ou a novela enquanto a parturiente se espreme toda, mas é mais provável que tal aconteça (como sei de muitos casos) entre profissionais de saúde que entre os acompanhantes da mulher. De qualquer forma, em qualquer dos casos, essas pessoas deveriam ser banidas da sala. Isso não é desculpa para a mulher não poder ter pelo menos dois acompanhantes em simultâneo consigo no caso de um parto sem complicações.
A lista continua mas quem quiser mais informação pode procurá-la em sites como os já referidos e outros como xoepisio, humpar, doulas de portugal, primalhealth, etc...

moya disse...

Olá,

Desde já vos congratulo: aprecio muito o vosso programa pois tem sempre temas interessantes e actuais, e em que o diálogo entre partes opostas num mesmo tema costuma ser equilibrado!

O tema que hoje abordam é-me especialmente querido porque tive a minha filha Joana faz amanhã 2 meses, num fantástico e tranquilo parto domiciliar, numa piscina de parto, na presença do meu marido, de uma enfermeira parteira com EXPERIÊNCIA em ambos os tipos de parto (em casa e na água) e da nossa doula. Não, não foi na Holanda, onde 1/3 dos partos são em casa, mas aqui mesmo em Lisboa. Conheço vários casais que decidiram ter este tipo de parto, tal como nós, pelas mais variadas razões, mas tendo em comum a principal de quererem EVITAR procedimentos rotineiros aplicados hoje em dia nos hospitais que se sabe por estudos recentes - e pelas recomendações da OMS - que não ajudam e por vezes até prejudicam o desenrolar de um parto normal numa gravidez de baixo risco.

Foi muito gratificante para nós termos seguido ao longo da gravidez um percurso de informação e de escolha que nos levou ao parto domiciliar. Tivemos vários encontros com a Enfermeira e outros tantos com a Doula, que se mostraram sempre disponíveis a qualquer hora para nos esclarecer qualquer dúvida que tivessemos, ao contrário do atendimento hospitalar que tivemos, que apesar de bom, era sempre algo impessoal e "a despachar". Sentimos uma política de segurança por parte das nossas assistentes, ao contrário da do hospital e da sociedade em geral, que é a de instilar o medo (muitas das vezes infundado).
Digo que foi fantástico devido à simplicidade dos acontecimentos: não foi preciso quase nada para que a minha Joana nascesse, apenas me foi dada a oportunidade de a fazer nascer, sem pressas, ordens ou manipulações. Digo que foi tranquilo pois estavamos seguros da nossa opção, tinhamos connosco duas profissionais experientes com
equipamento necessário para monitorizar a bebé e avaliar a nossa segurança; e pudemos disfrutar de tudo isto no conforto do nosso lar, sem ter que ir a correr de um lado para o outro, assinar papéis ou ouvir outras vozes à nossa volta, num momento que precisa tanto de privacidade como este.

Gostava que todas as mulheres pudessem vivenciar esta experiência, a de um parto normal num local em que fossem respeitadas (seja em casa ou não), mesmo que não o consigam até à expulsão (por vezes também é necessário ter ajuda mais interventiva e é para isso que os hospitais e médicos existem e estão treinados), sendo que as parteiras são quase sempre as primeiras a sugerir o transporte para o hospital quando tal é necessário.

O parto na água foi algo muito suave: ajudou a suportar as contracções a torná-las mais eficientes. Após entrar na piscina, demorei apenas 2 horas até a minha filha nascer. Pude adoptar várias posições, o que penso ter ajudado a Joana a descer e a mim poder descansar consoante me apetecia, sem ninguém ter que me ajudar a mexer ou qualquer fármaco anestesiante.

Penso que cada mulher deve ser livre de escolher o tipo de parto que desejar, mas tal deve ser feito em consciência, ou seja, tendo pesado os prós e contras. A cesariana é uma intervenção que pode salvar vidas, mas é muitas vezes usada com várias desculpas para apressar as coisas ou garantir a segurança... do médico. Na minha opinião, é preciso não esquecer que é uma intervenção cirúrgica, com um pós-parto geralmente mais complicado e maior taxa de mortalidade para a mãe que o parto normal. O bebé também tem mais benefícios em nascer por via vaginal e isso devia ser explicado e permitido às mães, mesmo que depois se tenha que recorrer à cesariana como desfecho.

Cumprimentos,

Paula Correia disse...

Estou de acordo com Joana Almeida e a Moya.

Paula Correia disse...

Concordo com MicasMariana, ritacor, Sofia Ramos, Joana Branco, Sr Rui, Filipa Pereira, Stephan, Joana Almeida e Moya. concordo a 100% com Joana Almeida, eu também escolho parto natural domiciliar pois todos os estudos cientificos que existem indicam que é o mais seguro para o bebe e para a mãe.
Hoje em dia as mulheres estão cada vez mais informadas, são mulheres com ensino superior e já não se deixam enganar facilmente, são mulheres que querem ser respeitadas e que na altura do parto não querem ser tratadas como doentes, ignorantes ou crianças.
Acho que é muito importante dois aspectos:
1) As mulheres têm que se informar sobre os riscos de cada intervenção ou exame médico, sobre intervenções médicas/cirúrgicas desnecessárias , sobre os diferentes tipos de parto que há, as mulheres têm direito a uma informação completa, correta e cientifica, têm o direito de questionar sobre determinado exame ou intervenção, é urgente que haja acesso a informação correta para todas as mulheres, pois há muitos mitos e há alguns profissionais de saúde que se aproveitam da ignorancia da mulher para meter medo e justificar intervenções desnecéssarias.
2)as mulheres têm que serem mais activas no seu parto, exijir respeito, privacidade, o ser humano merece nascer com dignidade.
Porque escolhi o parto natural domiciliar? porque todos os estudos cientificos que existem indicam que é o melhor para meu bebe, porque respeita a fisiologia do parto, porque o parto vertical é anatomicamente o mais correto, porque nos hospitais não respeitam o plano de parto, no hospital só sabem acelerar o parto e cortar (vagina ou utero) e isto faz mal ao bebe, porque os obstetras não falam sobre os riscos de intervenções médicas ou cirurgicas, porque quero ter paz, porque quero ser respeitada, porque eu mando no meu parto, porque há muitos relatos de mulheres que tiveron seu primeiro filho no hospital e depois no segundo parto quisseron que fosse natural, porque sou uma mulher bem informada e com estudos superiores na área da saúde,etc...
e queria pedir a todas as mulheres que exijam respeito na altura do parto, os profissionais de saúde que não respeitam o plano de parto ou não respeitam a parturiente não são bons profissionais e se enganaron na profissão, e mais uma vez repito O SER HUMANO MEREÇE NASCER COM DIGNIDADE E RESPEITO.

Unknown disse...

Ola boa tarde estou gravida pela 1 vez e gostava de ter preparaçao para o parto. Como posso adquirir a essas aulas?

Natalia Fernandes disse...

Ola boa tarde estou gravida pela 1 vez e gostava de ter preparaçao para o parto. Como posso adquirir a essas aulas?