quinta-feira, maio 14

Eficiência energética: o fim do petróleo?

Em matéria de politica do ambiente, 2009 ficará marcado pelo tema da eficiência energética. Mesmo com a crise financeira e a queda do preço do petróleo, os especialistas apontam este como o momento da aposta nas renováveis.
As previsões são em alta: criação de 3.500 postos de emprego nos primeiros quatro anos e um investimento privado de 800 milhões de euros.
Apesar da aposta ser grande, a dúvida persiste sobre o financiamento: alguma vez terá retorno? O país ficará significativamente independente em termos energéticos?
Há quem garanta que não, que só seremos independentes com o complemento nuclear.
As várias posições e todas as respostas no SC.

Convidados:
Fernando Santo, Bastonário da Ordem dos Engenheiros
Teresa Ponce de Leão, Presidente Laboratório Nacional de Energia e Geologia
Ana Rita Antunes, Quercus
Isabel Oliveira, Deco Proteste

11 comentários:

Pedro disse...

Boa tarde ,

gostava de saber se existem paneis solares para colocar em apartamentos (janelas, varandas,...).

Obrigado,

Pedro

V disse...

A Eficiência Energética NÃO tem sido aposta deste governo. Em vez de colocar uma meta ambiciosa para a redução do consumo energético nos vários sectores, o actual governo tem optado antes por apostar em novas infraestruturas para responder a um consumo crescente.
E há um erro comum: as barragens NÃO SÃO energias renováveis pois associada à sua construção está a destruição de biodiversidade e valores naturais (como habitat do lince, por exemplo). Se o mesmo dinheiro fosse investido em medidas de eficiência energética, o balanço seria mais positivo - não se destruía nada, e a exploração sustentável da paisagem natural geraria empregos mais estáveis a longo-prazo do que os empregos necessários à construção das barragens.

Os ecossistemas não podem ser recriados e a sua destruição nunca pode ser totalmente compensada. São decisões irreversíveis.

Pergunta ao painel:
Não apostar na redução de consumo e responder ao consumo crescente apostando em decisões irreversíveis, é o caminho para um futuro sustentável?

Júlio Reis disse...

Devemos todos apostar na eficiência energética. Quando se constrói uma barragem, as coisas ficam bastante PIORES para o lobos e para as águias, independentemente do que nos diga a publicidade.

Susana Nunes disse...

Boa tarde,

Para responder ao Pedro, por favor consultar o site da empresa portuguesa Sunaitec, Lda de Leiria

http://www.sunaitec.pt/empresa.htm

Sistema único no mundo que permite integrar os acumuladores solares e fotovoltaicos na arquitectura tais como varandas e janelas, etc.

Vitor Martins

joao disse...

Ontem estive na feira de energias renováveis (www.algarverenovavel.com) que está a decorrer em Quarteira até ao próximo dia 17 e fiquei a saber que as politicas do governo e da EDP, não permitem que as novas tecnologias sejam mais fortemente agarradas por quem pode. Porque é que as associações tal com a querqus não explica que a realidade não é a que o governo está sempre a apresentar? Eu se quiser ser um microproductor tenho que me sujeitar a uma data especifica para a inscrição na net e a disponibilidade da EDP.

João Gago (Algarve - com vontade de ser microprodutor e mais tarde arranjar um carro 100% electrico)

Grupo Andre Jordan disse...

Boa tarde a todos

Aproveito a presença do Sr. Bastonário para perguntar o porquê de apenas os eng. civis e mecânico, electronicos serem destinatários dos cursos RCCTE, RSECE ENERGIA E RSECE QAI, enquanto que os eng. do ambiente apenas podem frequentar o RSECE QAI. O que acontece é que é uma concorrencia desleal, uma vez no meu caso em particular, que frequento o mestrado em Eng. do Ambiente: em que existe uma cadeira de Energias renováveis que nos prepara para qualquer dos 3 regulamentos. Ficamos assim preparados mas não podemos obter a certificação. Obrigada
Eduarda Subtil

João Pedro Fernandes disse...

O que resultava eram projectos a nível dos poderes locais. Assim uma Câmara Municipal, por exemplo, realizava um projecto no qual todo o município aderia à energia solar. Os munícipes tinham depois a hipótese de realizar o investimento por si, ou deixar que a câmara investisse e colocasse nas suas casas painéis que seriam explorados pelas câmaras. Em retorno os munícipes receberiam vantagens a nível dos impostos ou mesmo uma parte da receita da venda de energia.

Todos os empreendimentos turísticos deviam também ter obrigação de micro-produção.

Já agora, uma questão: seria possível colocar os ginásios a produzir energia eléctrica através da utilização das suas máquinas (bicicletas e passadeiras, por exemplo)?

ZULU disse...

Boa tarde,
Sou aluno do ISEP, e o EDP tem um concurso ideias luminosas, uns colegas meus concorreram. A ideia que ganhou foi a de queimar lixo para produção eléctrica. Os 3 primeiros prémios foram para o mesmo orientador que por acaso fazia pare do júri.
A instalação de centrais de bio-gás em suiniculturas por exemplo, é proibida.
As renováveis são muito bonitas mas quando chegamos a casa queremos que a televisão ligue, não queremos saber de onde vem os electrões para aquilo estar ligado. E por isso a eólica e a solar não são a solução total. O bio-gás é melhor um bocado podemos ligar e desligar a quando queremos. Estamos a armazenar o gás.
E os transportes públicos?? O sector dos transporte é o que mais contribui para as emissões de CO2.
Obrigado
Obrigado.

joao disse...

Faço todos os dias um percurso Portimão <-> Faro Ida e volta, e sei que existirem à uns anos uns carros TOTALMENTE electricos, neste momento já fiz algumas procuras na net e não encontro nenhum à venda. Comprei um carro a diesel porque os Hibridos não satisfazem as minhas necessidades. Onde posso encontrar um carro desses? Quero depois ser microproductor para conseguir rentabilizar o investimento.
João Gago

Júlio Reis disse...

@João Pedro: http://www.boingboing.net/2009/04/20/pedal-powered-electr.html -- uma bicicleta de exercício que gera energia eléctrica.

Quanto às passadeiras não será possivel, pois a passadeira consome energia eléctrica para andar -- só o que o ser humano faz é manter-se a correr no mesmo sítio, contrariando o movimento da passadeira.

Nelson Cruz disse...

Eu concordo com o sr bastonário quando diz que há incoerências na legislação e nas actuações.
Pegando no exemplo do impacto rodoviário, cada vez mais as autarquias investem em semáforos de controlo de velocidade. Fico chocado quando entidades como a Quercus, não denunciam o índice de poluição inerente à imobilização e arranque de uma viatura, só porque ia a mais 10Km/h que o indicado no local.