segunda-feira, junho 29

Casados…e depois?

O número de casamentos em Portugal subiu até à década de 70 e desde aí continua a descer, tendo o divórcio aumentado a partir dos anos 70, revela um estudo do CIES. De 1900 a 2005, o ano com mais matrimónios foi 1975: 103 mil bodas. Em 2001, de acordo com o INE, realizaram-se 58 mil. A cerimónia pela Igreja representa 62.5 % do total. Também se casa cada vez mais tarde e os casamentos de portugueses com estrangeiros estão a aumentar. A partir destes números, analisamos a vida depois de casados: Estamos perante uma sociedade que cada vez mais aposta em casamentos “descartáveis"? Ou ainda há quem acredite que esta união é para sempre? E que fórmulas existem, nos dias de hoje, para manter essa aura de eternidade num matrimónio?

Convidados:
Cristina Freire
, Psicóloga Clínica e Terapeuta Familiar, Autora do livro "Um Amor para Sempre"
Maria do Céu Santo, Médica Ginecologista e Obstetra
Luis Luz, autor do blog e livro "Vida de Casado"
Serenella Andrade, Apresentadora de TV

21 comentários:

Martinha disse...

Vocês aí por casa não têm discussões parvas, do género: - já lavaste e coseste as minhas meias???? - ainda não, lol. Que maçada, quando namoravamos, nunca realizei a ideia que ele tinha meias e ainda por cima, p´ra coser!!! Para mim ele só tinha uns olhos lindos que me faziam tremer, um sorriso fantástico, adorava os "Pink Floyd" e era inteligentérrimo...o resto??! O resto passava-me ao lado.

E então chegar a casa, um bocadinho p´ró tardote e ele em casa há imeeeeenso tempo, muito bem sentado no computador e muito admirado pergunta-me, - o que vamos jantar? - Socorro, chamem o homem das pizzas...!!!

Olhem, mas apesar de algumas contrariedades próprias da vida, desta vida de casados, já lá vão 13 anos, vamos fazê-los no dia 6 deste mês (às vezes esquecemo-nos deste dia,lol) nunca conseguiríamos viver um sem o outro.

moonlover disse...

Boa tarde, no meu caso estive casada 22 anos num estado vegetativo por ter tido uma educação que me impunha o casamento para toda a vida!
Felizmente os amigos somos nós que escolhemos e na hora H deram-me a força para dar o salto, passaram 3 anos e hoje vivo como se fosse pela primeira vez ;^)


Adoro ouvir os concelhos Drª Maria do Céu Santo, um beijo especial para ela,
elisabete

BRUno PoR CoMpLeTO disse...

eu tenho 11 anos e quando disse a minha avó que quando escolhesse o emprego escolheria advogado e a minha avó disse ve se ficas advogado depresa que eu não tenho dinheiro para um advogado de divorçio.

nini disse...

Olá, tenho 33 anos, estou casada á 10, depois de namorar 7 e tenho dois filhos (4 e 2 e meio)... continuamos cada vez mais apaixonados ao ponto da nossa filha de 4 anos dizer "vocês passam o dia aos beijos...".
somos muito cumplices e ouvintes um do outro...

nibau disse...

Boa Tarde!

Eu acho que grande maioria dos divórcios acontecem porque, apesar de haver amor e muita paixão, mas certas pessoas continuam a casar, no seu íntimo, porque é tradição casar. Baptizam porque toda a gente baptiza. Eu sou a favor de que as pessoas devem viver primeiro juntas, e só depois decidir casar. Atenção: o casamento é mais um acto simbólico do que outra coisa qualquer. Mas parece que certos casais vêm o casamento como algo que vai consolidar e enraizar a sua relação, só por si, o que não acontece porque o sucesso do casamento só depende das duas pessoas envolvidas! Por si só o casamento não corrige, não junta, não fortalece nada.
Cumprimentos,
Nibau.

Vagos Online disse...

Subscrevo parte do que disse a Martinha.
A diferença é que eu sou o homem de letras e arrumos, ela é a mulher da cozinha e arranjos.
Penso que somos excelentes pais de 3 filhos magníficos que já nos deram netos.
Digo a ela muitas vezes que a amo e amo mesmo. Ela não tem feitio para isso, para dizer, mas ama.
Por isso, porque amamos muito, o casamento dura há 36 anos.
Henrique Samagaio

Alexandra disse...

Sou casada há 37 anos e continuo a amar aquele rapaz. Caminhamos por uma estrada juntos, tenha ela escolhos ou belas paisagens. Admiramo-nos mutuamente. Temos muitas vezes maneirasdiferentes de ver a vida o que nos dá a grande vantagem de a podermos discutir. Somos realmente pessoas diferentes: eu sou da área artística ele da científica mas isso são só vantagens porque senão seria tudo muito monótono.
O que mais interessa num relacionamento é fazermos com os nossos companheiros (além de amor, é claro) uma viva discussão sobre o dia a dia, sobre o nos rodeia, sobre os sentimentos. Não facilitemos, a vida tem de ser vivida a dois.

Clairvoyant disse...

Aqui não há casamento, embora seja a vontade dela. Passei por demasiados traumas com o que vivi em casa dos meus pais, e se houve alguma coisa boa que resultou de todo o sofrimento entre 4 paredes que vi e vivi, foi o de aprender muito sobre o que não fazer.

Demorei bastante a encontrar a mulher com quem estou hoje, e só com ela tenho feito um caminho de abertura e felicidade.

Ainda não ajudo tudo o que devia em casa, mas esforço-me por melhorar e ser mais participativo. Sinto-me feliz assim. Não vejo qualquer vantagem no casamento, nem pela questão dos filhos, que ainda não existem e talvez nem nunca venham a existir.

Cada um que escolha o seu caminho, sou muito flexivel relativamente aos desejos dos outros, mas a sociedade ainda não o é na mesma medida relativamente a quem não cumpre com os pressupostos tradicionais, e pressiona para que as pessoas cumpram com o que é "suposto" fazerem nas suas vidinhas.

Por vezes não há pachorra.

Catarina disse...

Boa tarde
eu tenho apenas 18 anos...e sou filha de pais separados no entanto continuo a acreditar no casamento para vida, pois sei que o que acabou com o casamento dos meus pais nao foi a falta de amor, mas o facto é que surgem "distraçoes",que acabam em traiçoes, por ambas as partes.
na realidade nao souberam continuar a alimentar o que sempre os uniu...

vacamalhada disse...

Acho estranho que em pleno século 21 se continue a falar do divórcio como um problema. Porque "casaram e viveram felizes para sempre", continua a ser o que nos fazem ouvir por toda a infância. Pré-formatam-nos para que achemos que não podemos ser felizes se não houver príncipes encantados. E que tal "teve uma carreira brilhante, viajou pelos quatro cantos do mundo, e foi feliz para sempre"? Será que não se pode ser feliz para sempre solteiro? Se alguém decide sair de um emprego para montar o seu negócio é ambição, é lutar para aumentar a qualidade de vida... Se alguém decide sair de uma relação, não porque ela seja mal-sucedida, mas porque se entende que sózinhos se pode ter mais condições para se ser feliz, é-se bizarro.... Ser feliz com os amigos, no trabalho, no ócio, e nas paixões. É a minha ambição, mas não permitindo que a falta de algum destes elementos me impeça de o ser. Não viver em função de ninguém. Em função de "ter alguém" ou não... Não acho que tenhamos de nos organizar 2 a 2. Há muitas relações duradouras que são um tédio. Há muitas relações curtas que foram felizes...

isa disse...

Ola,

sou casada ha quase 9 anos....adoro o meu marido e a pessoa que ele é gosto de estar com ele e com o nosso menino de 3 anos...simplesmente adoro-os...o facto é que temos muitas vezes discussões por causa do tempo que ele dedica a familia ou seja eu e o filho pois nos vivemos na casa ao lado dos sogros (pais dele) e ele dá sempre muito mais atençao aos pais do que a nos....por varias vezes ja tive para me separar dele, contra a vontade dele, mas o facto é que nao há um dia sem que os pais dele se metam na nossa vida....comentam tudo e mais alguma coisa...nunca estao do meu lado....é muito complicado e saturador pois eu nao tenho familia nehuma cá está toda em frança...tenho dias...que acredito sim no casamento A DOIS ! nao ao casamento de familias porque neste momento pondero uma vida só e nao com ele...quer dizer com eles e por isso acho que o casamento nao depende só de duas pessoas

Adoro o vosso programa que nos dá um leque de temas reais da nossa vida...grande abraço

Anjos disse...

Olá boa tarde.
Casei após 11 anos de namoro, estou quase a completar 8 anos de casamento. Continuamos a conversar horas a fio sempre que temos algum tempo juntos...o que é raro! Não sei se é esse o segredo!Temos vidas muito ocupadas e separadas,lembro-me que chorava nos primeiros anos de casada quando o meu marido estava muitos dias seguidos longe, agora estou tão habituada que não sei se conseguiamos adaptar-nos à vidinha a dois da maioria dos portugueses, esta instabilidade de tanto aparece às 21 como às 24h para jantar,o facto de ter apenas 1 dia por semana livre, o ter apenas 1 fim de semana totalmente livre de 2 em 2 meses...pode parecer horrível mas acaba por ser vivido com tanta intensidade e alegria que faz com que diga antes qualidade do que quantidade!
Claro que nem tudo são rosas...!E desenganem-se aqueles que nos veêm como o casal maravilha que nunca teve verdadeiras provas de resistência amorosa...Pois é totalmente uma falsa questão! A dura prova de saber que somos portadores de doença genética grave coloca em cima da mesa muitas duvidas, muitos conflitos internos e externos. Dou o nosso exemplo, porque realmente sendo pais de 2 crianças, de 19 meses e de 4 anos, das quais uma sofre de doença grave crónica sem cura de momento...isto exige grande companheirismo, cumplicidade, tolerância para manter este grande amor saudável!
Tudo têm momentos altos e baixos como na montanha russa, mas se calhar se fosse uma linha recta perdia a piada... a emoção!

Cristina Rocha disse...

Boa tarde!
Concordo plenamente com o que disse nibau. A principal causa do divórcio é o casamento.
O casamento é uma formalidade, um papel, ...
Na maioria dos casos rotina não, mas não é preciso casar para se ser feliz.
Cumprimentos

João Dias disse...

Boa tarde.

Na minha opinião, este aumento dos divóricios em Portugal deve-se, efectivamente, pela evolução da mulher na sociedade e consequentemente a evolução das funções da mulher.
Ainda à pouco tempo, grande parte dos casamento em Portugal eram de carácter "recambolesco", pois era arranjado por parte do pai da noiva e o pai do noivo, tendo em conta as suas conveniências.
A minha mãe, por exemplo, perante o registo civil é devorciada, sendo que depois do divórcio foi viver com o meu pai e, por consequência vivem em união de facto à mais de 20 anos e têm uma relação normal de casados.
No que diz respeito às relações contemporâneas, essa relação em união de facto, verifica-se pelo facto de não existir a necessidade de compromisso, como também, é mais recompensador finenceiramente (refiro-me ao IRS) a um casal em união de facto do que para um casal dito normal. Verificamos que as razões são diferentes para casais diferentes, mas isto é fruto da própria evolução.

João Manuel Dias, 18 anos, Aveiro.

PortugaTV disse...

Acho que numa relação o mais importante , sem dúvida que é conhecer bem o companheiro/a.
Acho que as relações sexuais vem por mero acréscimo quando uma relação é de verdadeiro amor!
E não é por ter mais ou menos prazer nos actos sexuais (como gemidos ou gritos...) que uma relação vai ter mais ou menos amor! Mas só por fazer amor já é uma relação boa

Margarida disse...

Boa tarde,
Estou casada há 3 anos e neste momento estou grávida de quase 6 meses. Até então, a sexualidade era regular, normal para um casal recém-casado, várias vezes por semana. No entanto, desde que engravidei, a vida sexual alterou-se. Passamos muitos dias sem fazer amor, mas nunca perdemos o carinho e os miminhos um pelo outro. Esses são uma constante.
Gostava de continuar a ter relações da mesma forma que tinhamos, mas o desejo e a preocupação com o bébé paracem estar de mãos dadas, e não me deixam ter a mesma vontade.
Que poderei fazer?

joana disse...

Boa tarde,

Sou filha de um casamento sem amor - se existiu nunca o presenciei.
Já ofereci inúmeros livros de dicas, ajudas, aconselhamentos, mas constato sempre que sem se reconhecer que existe um problema, não se pode ser ajudado.

Embora esteja independente na minha casa, continuo a sentir-me asfixiada por esta relação... como evitar a culpa?

(joana)

Rita disse...

Boa tarde,

Casei após 8 meses de namoro, e já lá vão 12 anos. Cada dia que passa somos mais felizes e mais amigos e cúmplices, e conseguimos ter um casamento a 3(eu, tu e nós). Casados, unidos de facto, em casas separadas, cada um sabe o que é melhor para si e ninguém deve fazer julgamentos sobre a vida e as opções dos outros.

Saudações a todos e parabéns pelo programa.

Rita

Paulada disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
natália disse...

Boa tarde!

Tenho 23 anos e vivo com o meu "namorado" à 3 anos.
Amamo-nos muito o problema é que não conseguimos ser felizes.
Os dias para mim parecem todos iguais e quando estamos juntos não temos temas de conversa. Gosto muito dele mas não consigo sair desta rotina. O que me deixa muito infeliz e por consequência ele também fica. Pen´sámos em nos separar mas logo percebemos que não conseguimos estar longe.

O que posso fazer para mudar?

Diogo Rios disse...

ola.Gosto muito do vosso programa.
Falam sobre assuntos que deviam interessar a toda a gente.
Felicidades para o programa.beijos