quarta-feira, julho 22

Recursos hídricos – como aproveitá-los?

A ONU já lançou o aviso - daqui a 20 anos, 60% do planeta poderá não terá acesso a água. Segundo esta organização, medidas simples mas que fossem adotadas diariamente podiam contribuir para reduzir os gastos e preservar o planeta - duches mais rápidos, lavagens de roupa, de louça e de automóvel menos frequentes, regas inteligentes e mais eficazes em jardins ou terrenos agrícolas. Neste SC, analisamos os recursos hídricos nacionais, olhamos as carências actuais e as dependências de terceiros; analisamos ainda taxa de recursos hídricos aplicada pela União Europeia e, claro está, discutimos a construção de novas barragens em Portugal.

Convidados:
Alexandra Cunha, Presidente da Liga para a Protecção da Natureza
António Jorge Monteiro, Professor do Departamento de Engenharia Civil e Arquitectura do Instituto Superior Técnico
Maria Antónia Figueiredo, Confagri
Neves de Carvalho, Director de Sustentabilidade e Ambienteda EDP

32 comentários:

Monte da disse...

A minha aldeia, no distrito de Portalegre, é dividida a meio por uma ribeira que é efluente do rio Sor e pertence á bacia hidrográfica do Tejo. Acontece que durante as obras de requalificação da mesma o leito foi acimentado. TAL, É PROIBIDO POR LEI. Como é possivel que o poder Local e Central (CCDR + ARH) possam permitir que um leito seja impermeabilizado. Como no Verão o caudal é reduzido a autarquia resolveu descarregar 30 mil litros de água provenientes de uma barragem de abastecimento público. Aqui está uma boa solução de gestão sustentável dos recursos. Por Favor gostaria de solicitar ajuda acerca do que devo fazer para remediar esta situação? Até porque preve-se a continuação da obra a jusante.
Obrigada

Joaninha disse...

As barragens para além de contribuírem para a diminuição do nº de especies, especialmente os peixes migratórios, também contribuem para a erosão costeira. Muitos km3 de sedimentos ficam retidos anualmente nas nossas barragens; detritos que depois não chegam às praias, e como tal causa a erosão da costa.

Tiago Gonçalves disse...

Boa tarde a todos.

Li recentemente que existe uma cadeia de hotéis em Portugal a aproveitar a água do mar para regas e outras funções.
A revista "Courrier Internacional" anuncia que em Barcelona, a água do mar já é tratada para o consumo.

Esta poderá ser uma solução para a escassez de água doce?

carica disse...

Boa tarde,

Gostaria de saber a opinião dos convidados sobre a viabilidade de aproveitar a energia das marés ao invés de contar com barragens para esse fim.
Quanto à gestão da água, porque não também um maior aproveitamento das águas pluviais? O ideal seria a inserção de um colector das mesmas em cada habitação.

Obrigada. Ana Chagas

João Silvério disse...

O futuro está em tirar a água do Oceano.Para o fazer é necessário ter energia,10 a 12 centrais nucleares em Portugal resolviam o problema...

Marina Alice disse...

Hoje em dia é muito difícil os portugueses perceberem que a água não é totalmente inesgotável. Às vezes digo isso ao meu pai e ele diz-me para olhar para a quantidade de água que passa por segundo num pequeno rio. O que muita gente não percebe é que essa água não é potável e que, para a tornar própria para consumo são necessários tratamentos que deixam o país "mais pobre". Esta é uma das ideias erradas que a população menos informada deste país tem, pois olham para o mar que é "infinito", olham para a água do rio sempre a correr e olham para a quantidade de chuva que cai e acabam por achar que a água nunca irá acabar! O primeiro passo que deve ser dado para este recurso não se esgotar é a divulgação, não só pela população mais jovem, mas também pela mais "desactualizada", adultos e idosos. "Uma pequena coisa pode fazer a diferença".

SJ disse...

Na minha opinião as barragens são necessárias para o desenvolvimento económico do país. Para além disso não estaremos tão dependentes energeticamente do exterior. Penso que as barragens tem mais beneficios do que maleficios para a sociedade/ambiente. Além disso todas as "medidas" têm pros e contras. Será melhor ficar parado por causa de pequenas más contribuições das construções das barragens para o ambiente?
É que se estivessemos só focados no mal provocado pelas novas invenções/tecnologias ainda hoje não existiriam automóveis e ainda andaríamos de charrete.

Jorge Baptista disse...

Acho que a srª (bióloga) tem toda a razão... Nem tudo se resume a $. Pk não usar a energia solar, os paineis fotovoltaicos, a auto-suficiência energética, a arquitectura bioclimática, etc.?
Parece que se pretende sobretudo garantir negócios para certas empresas...

Já agora pelo menos distingam desertificação (que é uma questão física) de despovoamento! é elementar!!

Rodrigues disse...

SOBRE BARRAGEM DO TUA



A LINHA FERROVIÁRIA DO TUA OU O FUNDAMENTALISMO DO BETÃO

A barragem do Rio Tua pode ser um investimento interessante para a empresa que a vai explorar, a EDP, mas provocará, sem dúvida, uma perda irrecuperável do transporte público, da paisagem do Turismo e da agricultura de Trás-os-Montes, que se tornará mais pobre e despovoada.


http://www.maquinistas.org/pdfs_ruirodrigues/tuaoufundbetaof.pdf (Duplo clique para ler artigo)

Catia disse...

As barragens são uma piada muito mal contada e um verdadeiro ataque á nossa inteligência. Há uma série de outras soluções para este problema já aqui mencionadas: como o uso da água do mar.

Queremos (com as barragens) tapar o sol com uma peneira. AS barragens não resolvem o problema apenas criam novos e agravam antigos.

Obrigada,

Cátia Soares

acer disse...

Julgo que a opção de mais energia deve passar pelo reforço de potência das centrais das actuais barragens.

Antero Leite

doismiledoze disse...

Tem piada de se fale em poupança de água, quando se gasta milhões de milhares de litros de água em campos de trigo que vão servir para alimentar animais em campos de concentração, para que eles crescam mais rapido para serem vendidos.

Quanto à energia, já existe um sistema que aproveita a energia das correntes e marés, que é um objecto cilindrico deixado no mar.

E que tal enviar satelites de recolha de energia solar para o espaço, que por sua vez, enviam a energia para a Terra? Este projecto também já está a ser desenvolvido na Rússia, na Roscosmos.

Tiago Gonçalves disse...

Concordo em muito dos pontos abordados pelo Engº Neves de Carvalho sobre energia. O estado tecnológico limita a progressão de muitas das energias renováveis.

Sabendo que a minha questão não está directamente direcciona ao tema, mas não será fundamental pensar na energia nuclear como opção?

disse...

Boa tarde, mais uma vez um bom exemplo de serviço publico televisivo(tirando hoje é todos os dias).
A minha opinião é que não é preciso estancar um rio, para aproveitar a sua energia, nem para armazenar alguma da sua água.
A energia pode ser aproveitada através de por exemplo moinhos de água e também se pode canalizar alguma da sua água para tanques.
Ambos os casos podem ser construídos ao longo do rio e não concentrados num só sítio.
Para além de ecológico e mais barato, também seria mais fácil de ser feito por pequenas empresas de construção civil.

XDROP disse...

Já agora, recomendo um documentário que passou aqui na RTP2, HOME - O Mundo é a Nossa Casa. E que passou na RTP1 às 3 da manhã (que vergonha).

HOME, filme da autoria do realizador francês Yann Arthus-Bertrand, é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária.

Vejam e saibam a verdade deste mundo!

Joaquim Pinto disse...

Boa tarde Fernada

Convido a visitar o blogue do Bairro da Boavista em Lisboa, http://bairrodaboavista-lisboa.blogspot.com

Joaquim Pinto

Jorge Baptista disse...

Tive o privilégio de passar muitas horas no rio Mondego, enquanto criança... nadar ..pescar...ver os peixes as rãs, as cobras, as pedras de diferentes tamanhos...

O rio é um ser vivo!

QQ dia, poucos, pouderão saber o que é um rio "natural"...

carica disse...

Apoio totalmente o que diz a sra bióloga.
Adoraria que fizessem um Sociedade Civil dedicado a esses mesmos planos de eficiência energética e hidraúlica, para que todos percebamos porque as boas ideias vão sempre parar ao fundo da gaveta.

Obrigada, Ana Chagas

Jorge Baptista disse...

A propósito do documentário HOME.

É espectacular!

Consegui gravá-lo!

(passei horas para o conseguir!)

Estão lá as respostas!

Inês Miriam disse...

O desperdício de água resulta do facto, de que a água ainda é um bem muito barato. Quando a água encarecer, as pessoas pensarão duasa vezes antes de a desperdiçar.

Sylvie disse...

Boa tarde!
Como uma das v/convidadas disse, e eu concordo em absoluto, no nosso país até existem boas intenções e vontade de fazer as coisas mas depois quando muda o governo tudo muda outra vez! os projectos não desenvolvem! Não têm tempo para desenvolver e serem levados como deve ser e até ao fim! Mas, infelizmente em Portugal é assim.
Eu poupo água por questões económicas e tb cívicas.
Se calhar, se aumentassem o preço da água as pesssoas passavam a ter mais cuidado com os gastos de água nesnecessários tipo banhos de meia hora c a água a correr!!!

imotion disse...

Bom dia.

Gostaria de ver discutida a hipótese de desenvolvimento de sistemas para mitigação do impacto das albufeiras na biodiversidade.
Estou a falar por exemplo na possibilidade de provocar a oxigenação da água das albufeiras com recurso a sistemas mecânicos.

Obrigado,
Joel

Eng. Bruno Ribeiro disse...

Importa não esquecer os impactos da construção de barragens no transporte sedimentar fluvial e consequente erosão costeira. O volume de sedimentos afluentes ao litoral por via fluvial, diminui após a construção de barragens, assim, segundo trabalho desenvolvido na Universidade de Aveiro, importa relacionar os problemas da erosão costeira com a construção de barragens, tanto mais que o Estado tem em vista a construção de uma série de novas barragens.

António Santos disse...

O grande problema do desperdício da água resulta da água ser um bem excessivamente barato. Quando a água encarecer, as pessoas pensarão duas vezes antes de a desperdiçar.

Joaquim Pinto disse...

Olá mais uma vez...

Bom, eu pertenço uma família numerosa, somos 14 irmãos e 17 sobrinhos, e aqui poupa-se muita agua, já não deixamos a torneira aberta no lava loiça, tomar banho de banheira cheira também acabou, agora todo de chuveiro e uma novidade que esta na nossa casa já algum tempo é uma garrafa dentro do autoclismo, em vez dos 7 litros passamos para 5 litros de agua, e nesses 5 litros colocamos uma garrava de litro e meia de agua passará para 3.5 litros. Isto é, 30 descargas diárias gastávamos no autoclismo 210 de água (a 7 litros), passamos para 150 (a 5 litros), agora dos 150 poupamos mais 45 litros com a garrava...

Francisco disse...

Relativamente ao desperdício de água na rega.
Á algum tempo atrás o nosso país foi visitado por um conjunto de técnicos Israelitas, que ficaram pasmados com a quantidade de água que é desperdiçada na rega. Em Israel consegue-se produzir a mesma quantidade de produtos com muito menos água.

Como vamos dar a volta a este problema se as boas medidas não são implementadas?
A quem pedimos responsabilidade?
Apenas nos restam as eleições para escolher melhores dirigentes?
Ou podemos fazer algo mais?

J disse...

Se as novas energias são o futuro, porquê não investir 2/3 do valor das futuras barragens no financiamento de painéis solares fotovoltaicos e sistemas eólicos directamente aos consumidores?

andre disse...

Estou em Viana do Castelo e chove como se fosse Inverno.
No norte de Portugal chove muito mais que no sul. Porque não se constróem transvases no sentido de transportar água de onde mais existe para outros locais com menos abundância? Até mesmo quando há cheias não poderia ser uma medida para armazenar este bem precioso?

stefany disse...

Eu fico desolada por perceber que as camaras não informam as pessoas sobre a necessidade de se ter um equipamento de filtração devido aos perigos dos elementos químicos que infelizmente tem de ser adicionados as águas tratadas!Nós cá em casa poupamos água por usar a okobal e waterex

publicidadegoogle disse...

Fazer xixi no banho poupa uma descarga de água, 95% do xixi é composto por água, só 5% de ureia e sal.

http://reviravolta.net

Jose Ferreira Pinto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jose Ferreira Pinto disse...

A meu ver tudo começa com a educação cívica nas escolas sobre como utilizar a água e a forma de a reutilizar. Burro velho não parende línguas mas se uma criança o ensina...talvez :)