segunda-feira, setembro 21

A democracia é o melhor sistema?

“A democracia é o pior dos sistemas, excepto todos os outros”, postulou Churcill, primeiro-ministro britânico na II Guerra Mundial.
Quase 60% dos portugueses não exerceram o seu sentido de voto no último ato eleitoral e Portugal perdeu assim seis posições no ranking “Democracy Index” – nos países da UE poderia ser conotado como um dos piores em vivência democrática. Mas, afinal, 35 anos de democracia não deviam ser suficientes para termos um estado mais participativo? Terão os portugueses pouco conhecimento das outras formas de regime, como teocracias, oligarquias ou ditaduras, e por isso não “estimam” a democracia?
Um programa de esclarecimento e apoio à participação no acto eleitoral de domingo.

Convidados:
José Justino, Presidente da Amnistia Internacional
José Carlos Vasconcelos, Director Jornal de Letras
Pedro Lomba, Jurista, cronista no Jornal i e no Diário Económico
José Filipe Sousa, Conselho Nacional de Juventude

43 comentários:

Martinha disse...

A democracia é o melhor dos sistemas.
Porque assim é, não dispenso de maneira nenhuma o meu voto no próximo Domingo. E não vai ser em branco...dá-me a sensação de inutilidade.

Cristina Rocha disse...

Boa tarde!
A democracia foi e é o melhor; não vivi quando ela não estava presente porque tenho 28 anos mas sei dar o devido valor.
Acho que o voto é um direito e simultaneamente um dever. É preferível ir votar em branco do que não votar.
Todos gostam de falar o que pensam mas se não votarem não podem pronunciar-se!
Eu estou tetraplégica mas vou votar. Acho que todos deviam fazê-lo.
Cumprimentos

antónio disse...

percebo que queiram tornar o voto obrigatório, numa tentativa desesperada de dar legitimidade a esta hipocrisia. A democracia será o melhor sistema, mas isto não é democracia. Vivemos na ditadura dos patrocinados, dos cheios de dinheiro, dos centros de lobby q conhecemos como 'partidos'.
O problema deverá estar em votarmos em pessoas e não em políticas. Mais democrático seria nomearmos pessoas por mérito, que deveriam ficar totalmente obrigadas ao resultado de referendos constantes. Assim, temos aldrabões que nos dizem o que queremos ouvir e depois fazem o contrário. E que continuam a roubar-nos do Estado tudo o que pode dar receitas, deixando tudo o que são custos.
Os jornalistas, com a sua ajuda ao branqueamento da abstenção, são também culpados deste estado de coisas.

antónio disse...

cada vez mais é visível que, com a queda do muro de Berlim, perderam os maus, ganharam os piores. os aldrabões, os boys, os ladrões, os representantes dos cifrões. primeiros-ministros proveta, fabricados ao mais ínfimo pormenor, que , por exemplo, impunemente sobem impostos depois de terem sido eleitos por dizerem o contrário, que nos metem em guerras com que sabem que discordamos.
a questão não é entre a democracia e a ditadura, Fernanda. é entre isto que temos e a democracia.
talvez o caminho seja irmos à nossa assembleia de voto dizer para, ao invés de marcarem com um visto, marcarem com um 'não vota'.

Pedro disse...

Há quem diga que "mais vale uma ditadura séria do que uma democracia corrupta".
Mais do que sistemas políticos, existem valores que têm de ser universais. A nossa democracia pode por um ponto de vista ser encarada como uma Ditadura Partidária. Apenas através dos partidos se consegue o acesso ao poder decisório e "alegadamente" representativo. Porque não se altera a constituição para que possam existir representantes na Assembleia da República eleitos directamente e não por intermédio de partidos. Não existe coragem para acabar com este feudo e couto de apenas alguns.
Em Portugal e dados os elevados valores de abstenção podemos concluir que a qualidade da nossa democracia é muito fraca...
Acima de tudo, CIDADANIA!

Sérgio Domingues disse...

até que ponto a sociedade civil é conivente com o estado democrático do nosso país? não estaremos nós (Portugueses) num estado de sonolência democrática? a passividade com que se encaram as responsabilidades políticas em Portugal desprestigia a "qualidade de vida" do Estado Português...e isso só depende de cada um de nós

Partido de Todos os Portugueses disse...

O que acham de um sistema com voto directo "on-line" em todos as decisões?

Poder ceder a representação em diferentes pessoas da nossa confinaça em assuntos que merece a nossa confiança?

Porquê votar tantos assuntos diferentes num único partido?

Até posso ter confiança em alguém de um partido num determinado assunto e confiança noutra pessoa de outro partido de outro assunto.

Porque limitam a democracia a um voto que parece um cheque em branco?

PTP - Partido de Todos os Portugueses

sonharamar disse...

A democracia é o que nós queremos que ela seja. Se os políticos falham é culpa exclusiva dos eleitores.
Em Portugal queixa-se de tudo e de todos e nada se faz. Temos o poder de mudar, de escolher, de apresentarmos os nossos próprios projectos.
Questiono-me por exemplo nas grandes greves ou manifestações publicas quantos dos presentes é que não votaram e dos que votaram quantos é que votaram no governo contra o qual se estão a manifestar.
Ninguém tem moral para criticar o estado da democracia quando em vez de se ir votar se vai passear.
Em Portugal só uma muito pequena minoria é que vota em consciência conhecendo o programa politico de todos os partidos que podem eleger.
Deste modo a qualidade da democracia é apenas limitado pela consciência do individuo e não pela qualidade do próprio sistema democrático.
E neste momento a qualidade é francamente péssima. Tanto lutamos por ter uma democracia e agora desperdiçamos grandemente essa oportunidade de fazer mais e melhor.

ASS: Pedro Silva

Pedro disse...

a diferença que parece haver entre o antes e o depois, é que antes não se podia falar porque não queriam que se ouvi-se as opiniões contrárias. Hoje, com a dita liberdade, pode-se falar abertamente, a diferença é que os políticos não ligam a mínima ao que se diz. "Deixam-nos falar que precisam de ventilar". Desenganem-se aqueles que acham que os políticos não vêm o povo apenas como uma "carneirada" que só precisam em tempo de eleições.
Vou votar, mas como já chego à conclusão que o voto em branco não chega para protestar, nestas eleições vou ter voto nulo.
A nossa maior crise é, sem sombra de dúvidas, política. Estamos no precipício e olhar para baixo à espera de ver qual vai ser o político que nos vai empurrar.

antónio disse...

exemplo: temos um actual a capital do nosso país está a ser governada por um presidente eleito com 57.ooo votos, quando tivemos mais de 330.000 abstenções. este senhor não tem, portanto, representatividade nenhuma. os lisboetas deram um recado bem óbvio, que todos fizeram de conta que não existia: não queremos isto, nem nenhum destes 13 artistas. e num dia de chuva, não fomos para a praia, apenas não quisemos compactuar com esta palhaçada. mas... o sr. costa lá está, a fazer a nova campanha com os nossos meios, quando, com quase 80% de abstenção, a única atitude democrática era deixar um governo de gestão, analisar o que os lisboetas queriam e fazer novas eleições.
ISSO seria democracia.

Cristina Rocha disse...

Eagora eu pergunto:
- O que é a democracia para vocês?
- Conseguem acabar com a corrupção?
Infelizmente acho que corrupção vai haver sempre; podemos é combatê-la o mais que pudermos, que é o dever de todos.

Joana disse...

As campanhas de incentivo ao direito de voto fazem maior sentido se dotarem os jovens de vontade e filiação aos assuntos sociais e políticos. Só assim se ganha independência cívica, se constroi 'política' e claro, positivismo face à democracia.

antónio disse...

e que melhor exemplo que o nosso, em que, se fizermos comparações com a anterior ditadura, concluímos que perdemos justiça social, perdemos saúde de base gratuita, educação de base gratuita, acesso a uma verdadeira justiça. ganhámos corrupção, crime e impunidade. ah, mas agora podemos dizê-lo em liberdade. bom, a menos que os senhores políticos em questão nos metam em tribunal, onde os seus advogados e juízes colegas de partido ou de status quo os ilibam de todos os crimes e nos punem a nós que os denunciamos.

Pedro disse...

Democracia, cidadania, liberdade. Grandes conceitos, universais, inegáveis e pelos quais se tem de lutar. Em Portugal tenho a sensação que existe a confusão entre liberdade e anarquia. O pensar que liberdade é fazer-se e dizer-se o que se quer porque se é livre é algo muito pós 25 de Abril. Isso é anarquia. A liberdade acarreta um grau de responsabilidade e respeito pelo outro que ainda transcende a cidadania portuguesa.
Espero que caminhemos para essa meta e para tal deveria esclarecer-se e formarem-se as gerações mais jovens com disciplinas de cidadania e civismo.

Partido de Todos os Portugueses disse...

Cara Cristina Rocha,

Se passar uma procuração sobre um assunto a uma pessoa e ela quebrar a sua confiança pode revogar essa procuração...

Se alguém não responder correctamente com o voto "on-line" é a sua decisão e se decidir ceder esse direito a alguém que quebrou com o elo de confiança pode sempre alterar a sua procuração!

Que tal esta solução para a corrupção?

Pedalófilo disse...

Acho que possível causa para o deficit participatório na nossa democracia é falta de disponibilidade.

Tal como existe 1 dia de intervalo nas campanhas para reflexão antes da acção democrãtica (voto), idealmente deveria de haver mais TEMPO para os cidadãos reflectirem sobre a sociedade e tomarem posições suas.

Talvez com o desemprego a crescer as pessoas saiam mais da sua bolha e façam política por si próprias...

Alice Moreira disse...

Sendo a democracia baseada em ideias de liberdade, o voto não deverá ser nunca obrigatório. O que se pode fazer sim é apostar em formas de sensibilização para o voto, uma vez que votar é uma questão de bom senso.

Pedro disse...

e o caso da Bélgica em que o voto é obrigatório também se deve ao analfabetismo? Sejamos realistas! Políticos que não têm medo dos eleitores também não têm medo que o voto seja obrigatório. É-lhes bem mais conveniente que os desinteressados não votem, do que vão lá e não lhes dêem o voto.

Partido de Todos os Portugueses disse...

O voto não deve ser obrigatório.

Mas ao não votar está a tomar a decisão de ceder a sua decisão a quem tem mais votos, os votos dos outros.

Era bom votar mas poder delegar a responsabilidade em alguém que confiamos, realmente confiamos.

E parece que têm medo da liberdade de opinião. Têm medo da real liberdade de decisão!

antónio disse...

e parem de associar a abstenção a desinteresse. cada vez mais na nossa sociedade, a abtenção é o resultado da falta de agentes políticos honestos, da total impunidade da corrupção, da falta de opções a esta partidocracia. quem está minimamente informado, ou não vota, ou é um dos enfileirados nos partidos.
então e... a democracia?

Bruno disse...

Mais uma vez encontro-me a estudar afastado de casa (Coimbra -> Madeira) e como tal não irei poder votar.

A lei ainda não permite aos estudantes universitários deslocados (maiores de idade e portanto votantes) votar de forma simples: multibanco, Internet, Câmaras Municipais... as soluções são inúmeras.

Com os melhores cumprimentos e espero que a "maioria" saiba votar e não seja mais uma abstenção em massa.

Bruno Pimenta

miguel disse...

OLA BOA TARDE A TODOS. SERÁ QUE AGORA NESTE MOMENTO NÃO SERIA MELHOR UMA RÉPUBLICA.VOTAR A SER OBRIGADO IRIA AINDA CAMUFELAR MAIS A NOSSA POLITICA

Pedalófilo disse...

Mesmo a democracia ideal seria sempre um reflexo da sociedade.
E ao quer transformar a democracia num "elemento" melhor e melhorador da sociedade, estar-se-á a entrar no paradoxo de a democracia ser a "governadora" do povo, e não o contrário.

A obrigatoriedade (ou proibição) não resolveria nada. O tique ditacturial de impulsionar os outros a fazer algo que não querem, nunca deu resultado...

CA disse...

O voto não obrigatório é uma forma não democrática - em certos sistemas IR VOTAR significa ser identificado, e PERSEGUIDO. Se não houver obrigatoriedade de votar, há vantagens em criar condições que apenas alguns votem (por falta de acessibilidade, locais definidos, etc.), SELECCIONANDO a representatividade da Democracia.

Sérgio Domingues disse...

concordo com o PTP num ponto:

nesta sociedade de informação e comunicação, o voto deveria ser online!
trabalhei 2 anos em marrocos (marrakech), e nas últimas eleições europeias mandei um email à embaixada de Portugal em Marrocos com o propósito de me recensear sem ter de me deslocar a Rabat (a 350 km). Não obtive nenhuma resposta, e acabei por não poder votar. isto é inadmissível e não promove em nada o dever cívico de cada Português.

RENATOGOMESPEREIRA disse...

o maior atentado à democracia é a existência de quotas em função do sexo,ou uma qualquer outra discriminação positivaou negativa... é a outra face do voto censitário

Pedro disse...

A democracia é o melhor sistema numa sociedade educada, informada e emocionalmente equilibrada, como nos países nórdicos. Nos países latinos, como o nosso, o poder da paixão tolda o juízo, o voto é dado por clubismo e não por mérito ou políticas, e não é por acaso que nos encontramos na cauda da Europa. Se não alcançarmos essa "maioridade intelectual" necessária para que um país seja governado em Democracia, será melhor encontrarmos quem pense por nós

Silvino Figueiredo disse...

O Homem é um ser livre e assim deve continuar. Obrigar a votar não é um exercício democrático!
Silvino Figueiredo
Reformado -Gondomar

Pedro disse...

A democracia é o melhor sistema numa sociedade educada, informada e emocionalmente equilibrada, como nos países nórdicos. Nos países latinos, como o nosso, o poder da paixão tolda o juízo, o voto é dado por clubismo e não por mérito ou políticas, e não é por acaso que nos encontramos na cauda da Europa. Se não alcançarmos essa "maioridade intelectual" necessária para que um país seja governado em Democracia, será melhor encontrarmos quem pense por nós

maria amélia disse...

Com as desculpas recorrentes dos políticos (com a crise mundial, a política externa, a evolução de economia, condicionalismos de toda a ordem) para não fazerem o que haviam prometido talvez não seja tão utópica a máquina cibernética de governação imaginada por Stafford Beer.
Por mim, como sou pelo pluralismo, voto no partido com menos cotação nas sondagens. Infelizmente ainda não precisei de votar PNR.

CA disse...

O CNJ é um caso típico de iludir a democracia e dar emprego a aspirantes a jovens futuros demagogos, e sem qualquer chama ou ideal, com exemplos muito explícitos que se vêm nas J's. O voto electrónico pode ser sempre manipulado e não é fiável, o que é fiável é votar em qualquer mesa.

Mundo Meu disse...

ola fernanda e convidados

a democracia nunca vai ser algo bom infelizmente quando nao houver verdade na rua ou seja quando quem manda nao ficar na duvida e na mentira acredito que haja gente boa mas até ao momento a democracia serve só para fazer nos o que quisermos dentro de parâmetros razoáveis é um acto democrata nao votar

beijo ivo freitas (cinema vasco da gama)
ps: perdi o seu contacto...

beijo

Silvino Figueiredo disse...

VANTAGENS DA ABSTENÇÃO

No plano dos direitos todos os direitos são iguais. Assim, o direito à abstenção é igual ao direito de votar, embora com perspectivas diferentes.

Agora, vejamos as vantagens da abstenção.

1º- Ambiental: Não saindo de casa para votar, milhares de portugueses evitam a emissão de toneladas de CO2 para a atmosfera! Mostram uma preocupação ambiental!

2º-Económica: Não saindo para votar poupam as solas dos sapatos! Evitam agravar o défice!

3-ºSolidariedade: Não saindo de casa não dão trabalho a quem está nas mesas de voto e é remunerado.

4º-Embora não indo votar, dão exemplo de cumprimento da lei da greve aos votos, visto que, através das sondagens prévias, avisam da sua abstenção.

5º-Os quem se abstem mostram ser eleitores esclarecidos, com comportamento ético, porque se não entendem nada do que dizem, e prometem , preferem não ser sapateiros a tocar rabecão!

6º-Não indo votar favorecem qualquer governo, pois que este poupa em livros de reclamações. Os abstencionistas já sabem que virando-se para qualquer lado são sempre tosquiados! É-lhe indiferente o tosquiador!

7º-Não indo votar, os eleitores mostram que não estão interessados no produto que lhes tentaram impingir e no qual gastaram milhões em propaganda!

8º-Não indo votar é um acto de evolução cultural. Mostram que não apreciam muito o folclore político. Gostam mais música clássica e não tanto de teatro de marionetes!

9º-Não indo votar é um acto de confiança em si próprios, pois sabem que o sol brilhará sempre no céu!

10º-Os quem não vai votar mostram que são seres superiores, pois que nada querem dos políticos, ao contrário destes, que andam sempre a “lamber as botas aos eleitores”, para serem senhores! Os abstencionistas não são masoquistas!

Pedro disse...

“Estranho povo este, que não se governa, nem se deixa governar…” Gaius Julius Caesar
O nosso fado já vem de longe...

carlosschmidt disse...

Não voto há muitos anos,os políticos fazem-se passar por gente séria, beijinhos e abraços ao povo e depois na realidade são corruptos, falsos, e servem-se do poder para encherem os seus bolso...e porque o povo vota, são cumplices desses corruptos...

carlos schmidt

Mundo Meu disse...

ja que isto só vai para o ar com a aprovaçao sua esta mensagem nao é para ir para o ar só queria ter o seu numero de novo ando a escrever um romance e preciso de dicas suas beijo ivo 910934201 mande mensagem para mim quando puder

João disse...

Tal como eu, milhares de estudantes universitários não irão votar por estarem longe dos seus locais de voto.
Desde 2004, votei apenas por 2 vezes em mais de 6 eleições ocorridas (incluindo as duas próximas).

A possibilidade de votar em qualquer ponto do país tem de ser dada aos eleitores. A abstenção iria baixar certamente.

tatiana disse...

ainda que em constante construção, será este o único sistema capaz da consideração e protecção de todos os direitos, individuais e colectivos.
se "o voto devia ser obrigatório?", e apesar da falta de participação cívica, da falta de volição de consciência e movimento políticos, não.
contudo, atrás da pergunta óbvia, há a construção de um significado, de uma consciência política e necessária à vida em democracia.
apetece-me, pois, dizer sim, ao voto obrigatório.
ainda que livres, será a democracia o garante último dos nossos direitos. daí que não lhe devemos nós também algo?
cumprimentos a todos

RENATOGOMESPEREIRA disse...

a unica forma de se mostrar descontentamento nas eleições não é o voto em branco mas sim o voto nulo...Votar nulo significa regeição..pois todos sabemos votar e como se vota...!!!!

Gina disse...

Eu sempre me senti como uma escrava e manipulada mas, o que hoje vi no seguinte vídeo deixou-me perplexa:

http://www.youtube.com/watch?v=klwWcp9eiPw&feature=related

Cristina Rocha disse...

Para o Silvino Figueiredo:
1º- Ambiental: Saindo de casa para votar, milhares de portugueses a andar ou com um veículo não poluente evitam a emissão de toneladas de CO2 para a atmosfera! Mostram uma preocupação ambiental!

2º-Económica: Saindo para votar gastam as solas dos sapatos! Logo, dão emprego a sapateiros. Evitam agravar o défice!

3-ºSolidariedade: Saindo de casa dão trabalho a quem está nas mesas de voto e é remunerado.

4º- Indo votar, dão exemplo de cumprimento da lei.

5º-Os quem não se abstêem mostram ser eleitores esclarecidos, com comportamento ético.

6º- Indo votar favorecem quem tem as mesmas ideias. Os abstencionistas já sabem que virando-se para qualquer lado são sempre tosquiados porque não se pronunciaram!

7º- Votando, os eleitores mostram que estão interessados!

8º- Indo votar é um acto de evolução cultural. Mostram que não apreciam muito serem marionetes!

9º- Indo votar é um acto de confiança em si próprios, pois sabem que o sol brilhará sempre no céu!

10º-Os que vão votar mostram que são seres iguais aos outros, ninguém é mais ou menos que ninguém!

disse...

Não acho que deva ser obrigatório votar.
Acho antes que a abstenção deveria ser considerada como foto em branco para não se ganhar maiorias absolutas com meia dúzia de votos.
Acho também que o actual sistema só serve os interesses dos lobís partidários.
Penso que devíamos votar em pessoas e não em partidos.
Já é difícil encontrar um político honesto quanto mais 200.
Se o candidato que ganha tem 50% dos votos é o que devia valer o seu voto na assembleia.
Não vejo qual a necessidade de ter 500 pessoas que só estão na assembleia a dizer muito bem a tudo que é dito pelos membros do seu partido(excepto Manuel Alegre).
Também acho que os políticos deviam ser responsabilizados pelos seus actos e deviam ser punidos quando provado que cometeram autênticos crimes contra o estado e não beneficiados como acontece actualmente.

sebmellovip disse...

É preciso implementar um modelo de democracia que satisfaça os desejos de participação do povo na sociedade. Para isso é necessário aprovar a maioridade dos cidadãos. Ou seja, creio que os partidos devem ser abolidos e os cidadãos possam livremente se candidatar a todos os cargos políticos, sendo que os funcionários superiores devem ser sujeitos a concurso. Cargos políticos devem ser o mínimo possíveis. Creio que o voto deve passar a ser obrigatório, mas também é necessário que os políticos comecem a agir em consciência e não de acordo com "disciplinas" partidárias que não passam de vestígios muito fortes do fascismo em plena "democracia".