quinta-feira, setembro 17

Erro médico – é inevitável?

Todo o pessoal médico no final da sua aprendizagem incorpora o juramento de Hipócrates que os obriga à dedicação, competência e esforço em salvar vidas humanas. Mas há mortes que resultam de atos médicos irreversíveis, consequência de má prática, incompetência ou negligência.Nos Hospitais da Universidade de Coimbra o Centro de Simulação Biomédica treina profissionais nos atos cirúrgicos com recurso a robôs em muito semelhantes ao corpo humano. Aqui o paciente pode morrer várias vezes e o médico pode enfrentar paragens cardíacas, morte súbita entre outras. Mas como é quando o erro médico ocorre na “real life”?

12 comentários:

M. Angélus disse...

Boa tarde a todos…
Penso que hoje tocaram num assunto muito importante, visto que tem estado bem presente na comunicação social nos últimos tempos. Primeiro que tudo é bastante importante distinguir o erro médico da negligência médica, visto que para a generalidade das pessoas os vários casos se misturam. Porem não vou por aí, visto que serão vocês, e melhor que eu a distinguir os casos e a clarificar algumas duvidas. Todavia, a ideia que eu quero deixar, é que os médicos são seres humanos, com uma carga de responsabilidade acrescida é claro, mas falíveis, não são Deus ou máquinas infalíveis, cabe então por vezes a quem avalia, distinguir o mero erro médico, por vezes causado pela acumulação de cansaço devido à alta carga de trabalho, e a negligência medica causada pelo descuido ou por comportamentos impróprios.

João Silvério disse...

O número absurdo de reclamações da classe médica é sinónimo de que algo está mal.
É sinal que a formação universitária é péssima!
É sinal que a gestão dos centros de saúde , hospitais e de todo o sistema de saúde é muito mal feita.
O ERRO É PERDOÁVEL , A INCOMPETÊNCIA NÃO!

marina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ricardo Martins disse...

boa tarde

o erro médico é inevitável, mas há muito a fazer para minimizar estes erros.

há uns anos atrás tive um acidente e fui ao centro de saúde. o médico simplesmente olhou para a minha perna e disse-me que apenas a tinha torcido.

passei duas semanas em casa.

duas semanas depois, ainda sentindo dores, fui a uma clínica onde me disseram que tinha a perna duas fracturada em dois sitios.

o que quer que provoque a negligência médica, esta não pode ficar a este nível!

marina disse...

O erro médico é inevitável , mas pode ser reduzido, por exemplo no caso dos medicamentos com implementação de registos de administração de forma permitir o rastreio da indicação médica e da toma efectiva.Os registos devem ser legisvéis e contêm a data ,hora e assinatura ,nome e categoria do signatário.
Devem ser implementados procedimentos
para a gestão do erro.

J P Diogo Fernandes disse...

Boas tardes, tenho uma questão que gostaria de colocar, embora se refiram apenas a erros médicos, quais são os meios disponíveis para o utente, caso o erro ocorra por exemplo numa farmácia? No caso das receitas quase ilegíveis escritas à mão quem se resposabilizará em caso de erro? A farmácia ou o médico/instituição?

CME disse...

Excelente escolha de tema e de convidados. :)

A minha questão é a seguinte: o que pode fazer a sociedade civil, i.e. todos nós, para pressionar a classe política no sentido de ser implementado um seguro idêntico ao que existe nos países nórdicos, de modo a motivar as organizações de saúde, públicas e privadas, a adoptarem uma cultura de segurança?

Parabéns pelo programa.

Cumprimentos,
Maria Elias

marina disse...

O erro médico é inevitável, pode no entanto ser reduzido com alguns procedimentos por exemplo, no caso de medicamentos, mantendo registo de administração de forma a permitir o rastreio da indicação médica e da toma efectiva. Existir também, um procedimento para gestão do erro.

Tony disse...

Em Portugal não há erro médico, apenas azar dos utentes...

Caso Dez/96
Hospital de Viseu, utente várias horas de espera dentro das urgências, familiar a alertar os ditos profissionais de saúde que o paciente deixou de falar e de mexer um braço, apenas visto no turno seguinte, levou à morte desse utente poucos dias depois.

Queixa no Tribunal e reclamação no Livro = 0, isto é azar do paciente.

Guimaraes disse...

Erro, negligência ou acidente, o que interessa são os resultados nefastos para o utente. Para isso concorre um factor que só ligeiramente foi aflorado na conversa, nomeadamente na comparação com a aviação comercial - a gestão.
Estive durante 37 anos ligado à manutenção de instalações e equipamentos hospitalares e testemunhei, na passa gem para hospitais SA / EPE, a intromissão no sistema de gente absolutamente ignorante do assunto que, legitimada pelas nomeações partidárias, acabou, por exemplo, com os contratos de manutenção de equipamentos fundamentais, nomeadamente em blocos operatórios. Poderemos responsabilizar os médicos pelos resultados nefastos?

Silvia Romao disse...

Muito boa tarde, tenho muita pena de nao ter tido possibilidade de ver o programa de inicio, mas na minha opinião, e por experiência própria, a falta de informação e de meios de informação é um dos maiores "erros"! Nem toda a gente tem a possibilidade de ver tv, de ter acesso a internet e "infelizmente" muitas pessoas nem sequer sabem ler no nosso país!

Sandra Campos disse...

Boa tarde,
O erro médico por vezes é tão grande que se pode confundir com negligência. Deixo aqui o meu testemunho para que não passem pelo mesmo.
Sou transplantada pulmonar e antes do transplante estive muito tempo a oxigénio e internada em Santa Maria. Num dos internamentos tive que fazer um antibiótico na veia de 8h em 8h. Cada vez que o tomava sentia umas dores muito fortes nos ossos e a temperatura subia aos 40ºc. Avisei a médica que apenas e disse - "Estás histérica". A verdade é que passando alguns dias Tive que fazer 2 transfusões de sangue porque era alérgica aquele antibiótico e estava com uma anemia hemolítica (infecção no sangue). Quando falei com a médica apenas me disse - "tivesses explicado melhor os sintomas. Não entendi o que querias dizer com as dores nos ossos".
E assim se descartam as culpas e assim se calam os pacientes por medo.
Hoje já com 4 anos de transplante tenho um blog no qual vou colocando reportagens e artigos para ajudar as pessoas que estão a passar pelo mesmo que eu já passei.
Visitem e deixem os vossos comentários.
Obrigada, Sandra Campos
http://transplantes-pulmonares.blogspot.com