terça-feira, setembro 15

Sondagens: totoloto ou ciência?

No início de Julho foram publicadas as primeiras sondagens referentes às próximas eleições legislativas de dia 27 de Setembro – o resultado dá um empate técnico entre PS e PSD. De fato, é um lugar comum afirmar que as sondagens “valem o que valem” e a maioria dos políticos tentam diminuir o seu peso.
Por exemplo, nas passadas eleições europeias, líderes partidários, como Paulo Portas, afirmaram que as sondagens “intoxicaram” a opinião pública e enviesaram o voto dos portugueses.
Mas como são feitas? Quem está certificado para as fazer? Que validade têm? Os seus resultados podem ser direcionados para influenciarem a opinião pública.

Convidados:
José Adelino Maltez
, Politólogo e Prof. de Ciência Política UTL
Rui Oliveira e Costa, Politólogo e Técnico Responsável da Eurosondagem
Graça Franco, Diretora de Informação da Rádio Renascença
Paulo Pinto Mascarenhas, Editor do Zoom do Jornal "i"

13 comentários:

sonharamar disse...

O único problema das sondagens é de quem as vê. Tendo Portugal 9% de analfabetos e ainda mais de iliterados poucos são aqueles que compreendem os resultados de uma sondagem ou de como foram feitas. Deste modo é fácil sondagens influenciarem resultados eleitorais. O que não seria preocupante se a maioria dos eleitores votasse em plena consciência.

ASS: Pedro Silva

carica disse...

Boa tarde,

Para além de como são feitas e, de todas as questões em que se baseia o programa de hoje, eu gostaria sobretudo que me esclarecessem qual a verdadeira utilidade das sondagens?
Servem o interesse dos cidadãos, dos partidos políticos, tratar-se-á de um exercício estatístico, da aplicação de uma ciência com valor apenas em si mesma?
Pergunto, porque após as eleições, teremos acesso aos números reais.

Obrigada. Ana Chagas

madame M. disse...

Normalmente as sondagens não interferem com o meu voto, mas confesso que nestas eleições como sei muito bem quem não quero como primeir@- ministro, estou hesitante: voto útil ou não? É o meu dilema e preocupação que se calhar só á frente do bolhetim de voto me decido.

já tinha saudades de ver a sociedade civil!

afonsomiguel disse...

Quem acha que as sondagens são bem feitas e inocentes, olhe para o caso do CDS...

Eduardo F. disse...

Olá, excelente regresso do Sociedade Civil!

Se as sondagens influenciam os votos? Se a intenção não fosse essa seria legítimo pedir a quem as manda fazer (nem estou sequer a apontar dedo a políticos, falo apenas aos directores das empresas de sondagens) que divulgasse publicamente os seus resultados após os actos eleitorais ou as escolhas efectivamente feitas.

Gina disse...

As sondagens nunca me influenciaram no voto em mesa.
Actualmente continuam a não me influenciar porque abdico do meu direito de voto visto que nem direito a trabalho tenho.
Sou uma ex-precária isenta de direitos laborais, logo não tenho rendimentos e para viver em sociedade com dignidade tem de se receber não em escudos mas sim em euros.
Enquanto estiver desempregada não pretendo votar em quem quer que seja.

Eduardo F. disse...

Já que o sr. Maltez mencionou o ano das primeiras eleições, não resisto a esta grande passagem histórica:

"A maioria é uma coisa que [se] está para ver nas próximas eleições.
Se é silenciosa ou não é uma coisa que [se] está para ver nas próximas abstenções.
De resto, a democracia não proíbe a abstenção. Torna-a imoral. Pelo que a abstenção é, politicamente, a imoralidade"

Artur Portela Filho, Setembro de 1974 (A Funda, 5º volume, p.179)

Em fundo refere-se, claro está, a Maioria Silenciosa spinolista do 28 de Setembro.

nibau disse...

claro que uma sondagem não é um totoloto. É uma ciência com certos graus de incertezas.
Com abstenção não pode haver críticas. Só quem vota tem o direito de reclamar. Não votar não é protesto, é faltar a um dever nosso como cidadãos democráticos. Mas afinal, para que serviu o 25 de Abril?

Gina disse...

Um desse srs. ainda à pouco referiu que não entendia porque razão há famílias que têm 3 telemóveis.
A sério????
Então esse sr. não deve saber que as empresas que vendem telemóveis agradecem.
Imaginem se as pessoas deixarem de comprar telemóveis (as empresas fecham, não será?).
Agora imaginem: se as pessoas ganhassem vencimentos à altura dos seus desempenhos e produtividade provavelmente poderiam comprar produtos decentes e de qualidade (assim não precisavam de ir ao Chinês comprar lixo, para além de que os chineses com empresas em Portugal ficam isentos de pagamento de impostos durante 5 anos e mais se resolverem voltar à China e caso tenham guardado todos os recibos das compras pessoais que fizeram, recebem o IVA, ou eles não sabem disso?).

nibau disse...

se nem os cartazes e panfletos e debates influenciam a minha opinião, porque é que a opinião dos outros, da maioria (sondagem), me haveria fazer de mudar de ideias?

Augustto disse...

Nem todas as empresas de sondagens se enganaram nas ultimas europeias. Como explicamm a Marktest ter acertado? Mera sorte?
Quanto a mim o cerne da questão está nas pessoas que respondem aos inquèritos. Quem responde são pessoas dos mais baixos estractos sociais que estão mais receptivos menos ocupadas.

jose silva disse...

Boa tarde,

Em minha opinião, as sondagens servem para moldar a forma como os cidadãos vêem os partidos. Criam certas expectativas que podem levar à alteração do sentido do voto. É mais um "grupo de pressão" que actua sobre os cidadãos, da mesma forma que são chamados os comentadores, para "explicarem" os acontecimentos mais complicados.

Não há lugar ao contraditório

Obrigado,

José Silva

Manuel disse...

Boa tarde. Na minha opinião penso que as sondagens podem influenciar quem normalmente se esconde atrás da abstenção. No caso de os resultados não serem os que gostariam, pensam duas vezes antes de se manterem na abstenção.