terça-feira, dezembro 15

Avós: os novos educadores

Os avós de hoje já não têm cabelos brancos nem usam óculos na ponta do nariz.
Com a esperança média de vida a aumentar, os avós podem acompanhar os seus netos até serem adultos. Até lá, substituem os pais, demasiados atarefados para estarem presentes em todas as etapas da educação dos filhos. O avós vão buscá-los à escola que termina antes do emprego dos pais, comparecem nas reuniões de encarregados de educação, estimulam as actividades extra-curriculares, ensinam a andar, a falar, a estar… Mas quais as consequências de uma educação que não é dada pela geração imediatamente anterior?

Convidados:
Carlos Alberto Moniz
, Apresentador do programa “Portugal sem Fronteiras” da RTP
Lúcia Santos, Chefe de Divisão de Infância da Fundação Bissaya Barreto
Pedro Madeira Rodrigues, Pai família numerosa
Marta Gautier, Psicóloga Clínica

10 comentários:

Sociedade Civil disse...

Sou mãe de três filhos cujos dois primeiros ficaram com a avó materna até irem para o pré-escolar (o terceiro está ainda comigo em Licença Parental, mas está planeado seguir o mesmo percurso).
Na escola sempre foram considerados exemplares, que respeitavam os outros e sabiam viver em sociedade. Mas ficavam com a avó apenas enquanto nós pais trabalhavamos. Foi a melhor opção, pois recebiam todos os cuidados necessários e o carinho insubstituível de uma avó ! Nunca senti que tivessem tido menos vivencias que os colegas que frequentaram infantários

Por outro lado, existem muitas crianças que são educadas (quase em exclusivo) pelos avós. Os pais arranjam qualquer actividade de fim-de-semana como "desculpa" para poderem delegar os trabalhos nos avós. Essa opção discordo em absoluto e tenho pena dessas crianças (e avós).

A nossa opção foi apenas que a avó substituisse o Infantário (inevitável para pais que trabalham). Apenas isso. E hoje penso que obtivémos os melhores resultados.

Marina.( por mail)

Lady-blogger disse...

Olá Fernandinha e todo o SC!

Desde 30 de Novembro que por cá não aparecia.

Quanto ao tema de hoje, o meu caso pessoal é exemplo do que falais.

Eu e o meu marido fomos dia 5 pais 2 vezes, isto porque voltámos a ser papás de mais uma petiz maravilhosa.

As nossas filhas pelo menos têm pais, mas nunca terão avós porque nós nunca tivemos pais, e bisavós muito menos terão, e foram os nossos avós paternos quem nos criou, logo foram não só pais 2 vezes mas sim os únicos pais que conhecemos.

Amamos as nossas filhas e gostaríamos que a vida fosse mais favorável e ainda fossemos mais jovens para termos muitos mais filhos.

cc

Maria Mendes

Ana disse...

Boa tarde,
O meu filho faz 2 anos em Janeiro e está com a avó, ainda não frequenta a escola. Estou cada vez mais confiante de que fiz a melhor opção e feliz também por ter essa possibilidade, claro! Até que idade é considerado importante as crianças ficarem com os avós, e em que idade será a melhor opção entrarem no infantário?

Sociedade Civil disse...

contacto de Marta Gautier

martagautier@gmail.com

Sociedade Civil disse...

Quero dizer que tenho tido o privilégio de ter os meus avós maternos muito presentes. Tenho 31 anos e os meus avós têm sido fundamentais na minha vida e ainda o são e nem imagino a minha vida sem eles. Apesar de já terem 87 anos estão óptimos de saúde e de espírito e preparam-se para ser bisavós ainda este ano, porque eu vou ser mãe nos próximos dias. Os meus pais estão radiantes com a ideia de serem avós e mesmo antes do meu filho nascer já têm sido uma ajuda fundamental. Eu e o meu marido decidimos que quando eu começar a trabalhar o nosso filho não vai para a creche, mas sim para casa dos avós, que já prepararam tudo para o receber. Acho que esta ligação e proximidade é muito importante tanto para o bebé como para os avós e acho que é uma sorte poder contar com eles.

Espero que o meu filho tenha a sorte de viver tanto os avós como eu tenho tido a sorte de viver os meus.
Feliz Natal para toda a equipa
mafalda cordeiro ( p mail)

Sandra Campos disse...

Boa tarde,
no meu caso, os meus pais têm sido "pais-avós" desde o nascimento do meu filho que tem hoje 8 anos. Têm tido um papel muito importante na vida dele e na minha. Tenho Fibrose Quística, cheguei a estar a oxigénio quando o meu filho tinha 2 anos até aos 4 anos, fui transplantada aos pulmões em Espanha. Mudei-me de "malas e bagagens" para Espanha com a minha mãe e o meu filho em 2004 e só voltamos a Portugal em 2006, após o Transplante. Deixo aqui os meus mais profundos agradecimentos a estes "pais-avós" tão fantásticos.
Aproveitem para ver o meu blog:
http://transplantes-pulmonares.blogspot.com
Obrigada,
Sandra Campos

Tânia Peixto disse...

Muito boa tarde

Vou ser mãe pela primeira vez. E a avó materna está a trabalhar. A avó paterna está reformada, mas não mora na minha área de residência.E quer muito tomar conta da neta.Em vez de uma preocupação para mim, seriam duas preocupações.

Porém penso que se deve fazer com moderação.A creche é extremamente importante para novas experiências.

Muito obrigado e Parabéns pelo programa.

Tânia Peixoto

CME disse...

Boa tarde,

Ideia para um novo programa: abordar o drama dos avós impedidos de conviverem com os netos, que esteve na origem do artigo 1887º-A do Código Civil: «Os pais não podem injustificadamente privar os filhos do convívio com os irmãos e ascendentes.»

Cinderela disse...

Boa tarde,

A minha filha (que tem agora 5 anos) esteve sempre com a avó até ter 3 anos, depois foi para o jardim-de-infância e sinto que aquele momento em que esteve com a avó fez muito mais por ela do que o jardim de infância. Coincidentemente, quando ela fez 3 anos eu fiquei sem emprego e tivemos que vir morar com a minha mãe (que é viúva), ou seja, passou de uma família com pai e mãe para uma com pai, mãe e avó. Ela até acha estranho quando vê os outros meninos no parque infantil estarem só acompanhados de pai e mãe. Muitas vezes pergunta: "Onde é que está a avó, daquele menino?". Agora, o meu marido foi promovido, e vamos ter que ir morar para 100 km de distância da casa da avó. A mudança vai ser em Março, mas a muita ansiedade já começou tanto na avó como na neta. Como se pode lidar com esta situação? Obrigado.

Nuno disse...

Penso que o microcredito é positivo para criação de valor e realização pessoal para quem não tem meios ou posses. Mais uma vez o grande entrave ao sucesso do microcrédito, como em muitas outras áreas, é a falta de conhecimentos adequados para que se possa vencer no mundo empresarial, especificamente na área da gestão do negócio. Acompanhamento personalizado e específico é essencial por parte de quem possui esses mesmos conhecimentos. Um bom negócio é aquele que é sustentável a longo prazo e não apenas uma questão de oportunidade casual.