quarta-feira, dezembro 2

Sida: o preservativo é eficaz?

Portugal é o pais da UE onde a infeção pelo VIH mais aumenta a cada ano que passa. Mas na hora de usar contracetivos os portugueses encontram-se abaixo da média da Europa Ocidental. Apesar de estarem informados que o seu uso reduz o risco de contrair ou transmitir doenças venéreas, subsiste a ideia que o preservativo não é 100% eficaz. Talvez por isso a infeção continue a aumentar entre os jovens e, sobretudo, em casais de avançada idade, onde um dos elementos terá sido infiel, infectando posteriormente a parceira. E o vírus deixado em testamento apenas é revelado com a morte do cônjuge. Um dia após o Dia Mundial Contra a Sida, esclarecemos tudo sobre esta doença.

Convidados:
Joana Bettencourt
, Psicóloga e Representante Coordenação Nacional para a Infecção VIH/Sida
Pacman, Vocalista Da Weasel
Isabel Aldir, Directora Médica do Hospital Egas Moniz e Médica Infecciologista do Hospital Egas Moniz
José Maria André, Associação Cristã de Gestores e Empresários

22 comentários:

Filipa Passos disse...

A “Rubber Chemistry & Technology”, Washington, D.C., junho de 1992, afirma que: “Todos os preservativos têm poros 50 a 500 vezes maiores que o virus da AIDS”.
Estão de acordo?

Liliana Alves disse...

O preservativo não protege eficazmente, pela simples razão que, apenas cobre uma parte do órgão sexual masculino. A probabilidade da existência de uma ferida ou pequena maceração e posterior contacto com sémen ou sangue é altamente provável.
por esta razão considero-o a melhor opção que temos, mas não posso considera-lo eficaz.

Sylvie disse...

Boa tarde!
O uso de preservativo é eficaz desde que seja correctamente usado.
Eu fiz o teste e aconselho-o a toda a gente.
Precisamente pelo HIV ser uma infecção que não dá sintomas deve haver pessoas que têm a infecção e não sabem! assim, podem transmitir a doença e isso é assustador.
Há que ter responsabilidade e consciência civil e fazer o teste deveria ser uma opção nosso.

metalisacore disse...

O preservativo não protege eficazmente, pela simples razão que, apenas cobre uma parte do órgão sexual masculino. A probabilidade da existência de uma ferida ou pequena maceração e posterior contacto com sémen ou sangue é altamente provável.
por esta razão considero-o a melhor opção que temos, mas não posso considera-lo eficaz.

Lisa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sylvie disse...

É ainda motivo de enganos:
ser seropositivo não é ter sida! é muito diferente e há muito boa gente que ainda confunde ambas as situações.
Acho que já não existem grupos de risco no hiv! pode acontecer a qualquer pessoa tenha ela comportamentos de risco ou não!

Captomente disse...

Como querem que vá fazer um teste ao HIV, nomeadamente o Teste ELISA, mesmo que anonimamente, se a probabilidade de receber um resultado "falso-positivo" é grande? Porque razão não existe um teste especifico ao virus e apenas um teste aos anticorpos, supostamente, provocados pelo vírus da SIDA?

Cumps,

Rodrigo Lux

Sylvie disse...

O Pac man disse algo muito importante:
falem do hiv nas novelas, na Tv! (é algo que toda a gente vê! é por aí que se deve "atacar").
Reparo que na tv (as poucas vezes em que se fala nisto) não o sabem explicar!

Viver com hiv era um bom assunto para o programa!

Cmp a todos, especialmente ao Pac Man (quem muito admiro, pelo peso valioso do seu trabalho e mensagens que tem passado).

Sérgio Santos disse...

Na conversa, talvez fosse interessante abordar o facto de nas prisões não existir troca de seringas.
Andamos a tapar o sol com a peneira" admitindo que não existe drogas nas prisões e consequentemente não se faz a troca de seringas nas prisões.
A verdade é que é dos grupos onde surgem mais casos porque, por privação de seringas novas, têm obrigatoriamente de partilhar seringas.

Cumps e parabéns pelo programa.

carica disse...

Boa tarde,

Acho que a maior dificuldade na luta contra a sida não é a ausência de informação, mas sim a dificuldade em criar uma consciência quanto à doença.
Ao longo dos anos têm existido enésimas campanhas de informação e já seria de esperar que a maioria da população tivesse bases para fomentar um comportamento de prevenção. Que soubessem o que é a doença, como se propaga, etc.
Temos que ser honestos quanto ao facto que todos nós, ou quase todos, já tivemos comportamentos de risco, mesmo não pertencendo aos "típicos grupos de risco". Afinal vivemos numa sociedade onde é raríssimo ter tido apenas um/a parceiro/a sexual durante toda a vida e, nem sempre com as precauções devidas.
Talvez fosse importante também que os médicos de familia ganhassem o hábito, no check up anual dos pacientes, incluir o pedido de análises ao Hiv.

Obrigada, Ana Chagas

Filipa Passos disse...

Deveremos ser sexualmente responsáveis ou não?

Sylvie disse...

O teste devia ser obrigatório sim senhora! é uma responsabilidade civil.

nuno vilhena disse...

Boa tarde, eu acho que o PAC, esteve bastante pertinente ao dizer que este assunto deveria ser mais divulgado em novelas, series e afins, dado que é a melhor forma de entrar a informação em casa das pessoas. Sem dúvida, que concordo com ele.
No entanto, acho que o povo português ainda está uns "passos atrás" em termos de cultura geral e mentalidades, portanto, penso que um tema destes entrar em casa das pessoas desta forma, as pessoas acham que é ficção, tal como as séries e novelas.
Em opinião pessoal, penso que a formula correcta para prevenir o HIV não é dizer que pode matar, mas sim dizer como surgiu, porque qualquer coisa pode matar uma pessoa, mas as origens do que pode matar, é que já pode causar o alarmismo necessário para que as pessoas se previnam.

PS: Quero deixar um abraço bairradino ao PAC e parabéns ao programa, é genial! Pena é não ser na RTP1 e a uma hora de maior audiências.

Lisa disse...

E no caso de profissionais de saúde infectados. Médicos, enfermeiros, etc.
Que implicações é que a infecção tem nestas profissões?

Paulo disse...

Tem se falado que a esperança de vida para uma pessoa infectada é cada vez maior e até se mostra pessoas que estão infectadas á 20 25 anos mas não nos podemos esquecer que ao longo destes anos tambem é passada por várias complicações clinicas e internamentos hospitalares.Ou seja tem se passado a ideia que sendo infectado ainda se tem muitos anos de vida normal mas tambem não é assim devido aos internamentos! è apenas uma nota que goatava de ver focado no programa.

Sylvie disse...

@Nuno Vilhena
Não acho que as pessoas hoje em dia pensem que seja só ficção o que passa nas novelas (etc). Há casos de vida reais e que passam nas novelas.
As pessoas já vão sabendo disso.
A tv é o maior canal para divulgar a correcta informação!

DICA:
A seguir ao S.C. tem dado um pequeno programa informativo sobre o HIV dura 1 minuto e explica algumas noções da doença e do que é na realidade viver com ela.
Mais programas destes precisam-se!

Sociedade Civil disse...

Olá Fernanda Freitas!


Om meu nome é João Miguel Rodrigues, e sou psicólogo social e organizacional.

Parabens pelo programa e pela temática de hoje! Porquê?

Porque, a existencia de acções de sensibilização sobre o hiv, são raras, só se fazem
no dia mundia de luta contra a sida, e mais importante são ineficazes. Porquê?

Porque as acções realizadas, são desprovidas de cientificidade. Ou seja dá-me a
sensação de serem geradas por sessões de brainstorming, em que são geradas
frazes bonitas, até poéticas, mas cuja eficácia comunicativa é zero, repito, zero.

Penso que, para que as pessoas tenham consciencia da doença, e possam adoptar
comportamentos preventivos, a mensagem ou os conteudos das acções de sensi-
-bilização devem atingir a consciencia, ou seja o Medo de adoeçer de sida, e depois
condicionar através da informação de comportamentos preventivos para as várias
e diversas situações.

Despeço-me, parabens.( por mail)

Sylvie disse...

Pois, o infectado, com medicação e mesmo correndo tudo bem nunca terá uma vida tão "normal" assim!
OS hospitais passam a fazer parte da vida do doente por exemplo! viver com os efeitos secundários das medicações é outro problema! há que ser sincero e honesto e mostrar a realidade como ela é! a vida real não são só estatísticas e números!

Sociedade Civil disse...

Sendo adolescente, para mim os problemas do HIV são como um bicho de sete cabeças.
Provavelmente, o pouco que sei da escola, onde não é muito explicita a informação, completa-se com o que eu oiço de "campanhas musicais" lançadass pelo Pac-Man e outros Rappers nacionais...

Obrigado Pac-man!

E peçam-lhe para cantar

Ruben
16 anos
Oeiras (p/ mail)

Sylvie disse...

Quando se fazem programas sobre estes temas era interessante terem presentes convidados que sofressem do mesmo problema para ouvir da boca das pessoas a verdadeira realidade. Assim, reunem uma data de doutores entendidos no assunto mas só nos informam segundo e baseados em estudos e estatísticas! A verdadeira realidade das situações é bem diferente. Por isso eu acho que sería muito interessante e positivo para o programa.

Luis Filipe disse...

não posso ver o programa pois estou a trabalhar. Agora estes programas que abordem estes temas, acabam por pecar numa situação, os convidados ou são especialistas ou alguém da vida politica que está aquém da realidade. Deveria-se colocar pessoas comuns também para que possam dizer na primeira pessoa o que é viver e se possível como contraiu. No caso do hiv, geralmente a informação é tanta que se acaba por misturar tudo, e que além de se informar acaba-se por desinformar. Exemplo Deixem de pensar que se deve instruir os jovens na escola, antes façam com eles comecem a ir ás consultas devidas no seu centro de saude e verão que os comportamentos irão mudar. Agora numa escola onde hoje nada se aprende e com o adventos de tecnologias, a escola passou a ser um centro de diversão, e falo das brincadeiras com os telemóveis. Se está difícil de ensinar hoje, como se pode chamar a atenção a um grupo de jovens para um tema importante na escola?

Como Sociedade hoje temos de mudar as mentalidades a hábitos e temos de começar sim pelos mais velhos passando aos mais novos.

Mess disse...

Boa tarde,

Sou tripulante de cabine, e estaciono o meu carro, no Parque & do complexo do Aeroporto de Lisboa.
O que me deixa indignada é o facto de o parque ser dotado de 6 lugares "para defeceintes motores ou mobilidade reduzida ", quando o parque é para uso exclusivo de tripulantes.

Mesmo não sendo exclusivo para tripulantes, ninguém consegue sair do P6 sem ser de Carrinha ou de pé. A dita carrinha tem degraus, e existem passeios e escadas em redor do parque.

Acho indecente, que façam o que a lei obriga, para a construção do parque e ao mesmo tempo exsita falta de bom senso....
A ANA diz apenas que está a cumprir a lei....

A indeferença mata.

M santos