quinta-feira, dezembro 3

Superar a deficiência

O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, promovido pela ONU desde 1998, procura assinalar as dificuldades sentidas por estas pessoas e consciencializar a população e as empresas dos benefícios da sua integração na vida política, social, económica e cultural.
Existem ainda muitas pessoas com deficiência que não têm acesso a tecnologias que poderiam facilitar a comunicação. O SC associa-se à efeméride e propaga ideias para tornar o mundo mais acessível a quem tem uma deficiência.

Convidados:
Alexandra Pimenta
, Directora Instituto Nacional para a Reabilitação
Pedro Appleton, Arquitecto
Paula Reis, Consultora de turismo
Ana Garcia, Directora Accessible Portugal

16 comentários:

Susana disse...

Em primeiro lugar, felicito o programa e os convidados de hoje.

Posso dizer, e a minha mensagem é curta, que estou numa escola privada em que a única rampa que existe é tão complicada de subir que nem nós, pessoas que não estamos em cadeiras de rodas, as conseguimos subir.
A situação é critica, cabe a nós, jovens, batalharmos por isso ..

Melhores cumprimentos.

Helena disse...

Sou mãe de dois rapazes, um de 8 anos, ouvinte, outro de 13,surdo profundo.
Uma questão (simples ,a meu ver!) : porque não manter as legendas nos filmes de D.Animados ,nos cinemas, nos casos de dobragem em português? As versões originais nem sempre são a horas de ir com as crianças e o mais novo ainda não consegue "apanhar" todas as legendas: vou à versão portuguesa com um e à original com o outro?!
Que tal um pouco de sensibilidade para esta situação?
Parabéns pelo(s) programa(s)
Helena Resende

Ribeiro disse...

ola boa tarde!
na minha humilde opinião as maiores barreiras a serem ultrapassadas sao as nao fisicas! ou seja, a forma como sao tratadas as pessoas com deficiencia, pela restante população! Não querendo generalizar, mas, basta um nao deficiente numa populacao para mostrar a descriminação a que essas pessoas estao sujeitas diariamente!
em relação às barreiras fisicas, elas existem por não haver sensibilidade da restante população e pior ... das pessoas com poder de decisão e de acção!!!
Muito obrigado!
Indalecio, Olhão

Pedro de Castro disse...

Boa tarde Fernanda e convidados,
Gostaria de propor a mudança do tema de "Superar a deficiência" para "Superar a diferença".
As pessoas com deficiência, pertencem a uma minoria que tal como outras minorias, carece de atenções próprias.
A temática das acessibilidades é mais abrangente que o exclusivo uso por pessoas com deficiência. Uma pessoa que circule com carrinho de bebé, um idoso que tem menor amplitude de movimentos e menor força física, alguém que se encontre fisicamente debilitado a necessitar de cadeira de rodas ou canadianas, necessita inequivocamente de acessibilidades que são se apresentem como barreiras. Acrescento ainda neste capítulo a falta de consideração por canhotos, os quais vivem num mundo "espelhado" e em que os controlos se apresentam sempre do lado contrário ao seu lado dominante.
Frequentemente ouvem-se críticas quanto à altura a que se encontram as caixas multibanco por não permitirem o acesso a pessoas de estatura mais baixa ou em cadeira de rodas. Pois eu posso partilhar que no meu 1,90m tenho de constantemente me debruçar para as utilizar. Por isto mesmo reforço que é necessário olhar para lá do estereotipo e do padrão social pois a sociedade é heterogénea.
Acima de tudo, considero que é necessário saber superar a diferença.

farm.rabbit disse...

As barreiras físicas são importantes. Facilitam os pequenos actos autónomos do cidadão com reduzida mobilidade.
No entanto, não serão as barreiras mentais dos cidadãos as barreiras mais difíceis de erradicar?
Estamos muito avançados na eliminação de preconceitos de sexo, raça, côr da pele e religião...mas nas costas de cidadãos com deficiência ouvimos sempre a vitimificação piedosa do "coitadinho", "desgraçadinho", que diminui e deve enraivecer o mais paciente dos cidadãos com deficiência.
Observo persistentemente um abuso dos locais próprios para estacionamente de "deficientes" quer em bombas de gasolina, estacionamentos. Vejo cidadãos que estacionam abusivamente e já nem baixam os olhos com vergonha do que fazem. Parece que os ouço dizer: mas o que é que os deficientes cá vêm fazer?
Falta muita sensibilização para a diferença, sobretudo neste campo.

JOÃO FERNANDES disse...

Boa tarde a todos presentes, sou deficiente paraplégico, e depois de te ouvido a 1ª interveniente aí presente em estúdio, reforço tudo dito. Mas também gostaria que comentassem como é que a lei obriga a todos os locais Públicos, acesso a cadeira de rodas e casas de banho adequadas para tal. Mas o que me tenho deparado é que a lei não é cumprida em grande parte. Saudações a todos presentes.
JOÃO FERNANDES

Ribeiro disse...

mais uma vez ...
faltou referir no meu comentário anterior que sou uma pessoa sem deficiencia! FELIZMENTE!!!!!!
Indalécio, Olhão

Joaquim disse...

Julgo que antes de nos preocuparmos com acessibilidades como a internet, artes, emprego e tantos outros, mais importante é o DIREITO aos passeios e à circulação para os peões sobre os mesmos! Em Portugal todos os dias de forma sistemática, as pessoas portadoras de deficiência e outras estão privadas deste direito porque se estacionam os automóveis em cima dos passeios e as autoridades nada fazem na grande maioria dos casos, existindo mesmo uma sensação de impunidade!

Pedro de Castro disse...

Ainda falando da diferença, posso partilhar a minha experiência pessoal de vários anos enquanto estudante, tendo de conviver com cadeiras com apoio para escrita à direita sem haver uma única para canhotos. Caso não tenham noção, um canhoto para conseguir escrever nessas cadeiras tem de estar todo torto. Isto passava-se na Faculdade de Arquitectura da UTL. Toda esta questão passa por ter sensibilidade e bom senso e na sociedade isso é raro.
Em resultado de um acidente já tive de utilizar canadianas durante 1 mês e posso dizer que então (em 2002) era uma aventura andar de transportes públicos.
Temos ainda um grande percurso a percorrer e os primeiros passo deviam ser dados na formação para a cidadania.

Pmonteiro disse...

Em primeiro lugar, felicito o programa bem como os convidados de hoje.

Só queria deixar a opinião que todos deveremos colaborar, se todos os deficientes saissem mais de casa, haveria mais sensibilização para as pessoas com deficiência.
Acho que deveriamos educar para a problemática da deficiência, as pessoas comuns, mas também, a própria pessoa com deficiência bem os seus familiares.

Melhores cumprimentos,

Marina Barbosa disse...

Boa Tarde!

Sou uma aluna do 12ºAno e no ambito de Area Projecto estou a realizar um trabalho para concorrer no Concurso Escola Alerta: Acessibilidae para Todos. Que tem como objectivo detectar Barreiras Sociais, Arquitectonicas e de Informaçao, durante este trabalho tenho me deparado com diferentes problemas que nunca pensei que houvessem. Dsde ja agradeço ao Instituto Nacional de Reabilitaçao por estas iiciativas que visam abrir novos horizontes, a nos jovens.

Marina Barbosa

Ana disse...

Boa Tarde,
Estou a assistir ao programa e concordo plenamente com tudo o que estou a dizer.
É um problema real mas que muitas vezes, por seres "normais" achamos completamente fúteis.
Estou a realizar, em conjunto com alguns amigos, no hambito da disciplina de Área de Porjecto (12º ano) um projecto sobre exactamente este tema.
Queremos mudar a nossa escola porque é complemante impossível acolher um aluno com qualuqer deficiencia.
Gostaria de saber como poderia contactar alguém que se desponibiliza-se a ajudar-nos no trabalho e que, se fosse possível, visitá-se a nossa escola para que conseguissemos reaizar uma campanha de sensibilização.
Obrigada

Flávio disse...

Gostava de deixar o meu testemunho de arquitecto estagiário e que no meu percurso fui confrontado com a legislação para uma arquitectura acessível e da qual ao inicio me foi bastante difícil "aceitar" mas que depois de efectuar uma formação através de um blogue criado por um arquitecto formado e especializado nesta vertente da vida que me abriu os olhos a uma forma de vida completamente diferente e que em pequenos gestos conseguimos uma realidade muito melhor para todos nós, incluindo os deficientes motores, nessa formação pude experimentar cadeira de rodas, caminhar como um invisual e sentir as dificuldades que estes enfrentam diariamente e situações tais como carros estacionados nos passeios, pendentes demasiado inclinadas, passeios demasiado altos inclinações de acesso a passadeiras , etc. todas estas situações são de extrema dificuldade para qualquer um excepto para as pessoas ditas normais, todos nós somos normais uns com realidades diferentes de outros, esquecemos que todos nós ditos "normais" somos potenciais deficientes motores e depois vamos sentir na pele a descriminação que muitos outros já sentem, aquela formação de facto que me abriu os horizontes a esta realidade e hoje já projecto de forma diferente e mais vocacionado para este "futuro" que é o envelhecimento, porque a acessibilidade não é só para invisuais ou deficientes motores, também para os idosos e qualquer um que necessite de ajuda para as tarefas mais básicas que efectuamos diariamente...

Se possível gostaria de deixar um OBRIGADO muito grande ao Arq. Pedro Homem de Gouveia pela maravilhosa formação que prestou e que me possibilitou esta abertura de horizonte. Aconselho vivamente esta formação. O blogue http://acessibilidade-portugal.blogspot.com/
Se for possível deixarem no ar para todos.

jorge santos disse...

Boa tarde , vivo em Pombal e sou uma pessoa dita normal onde não tenho qualquer problema em passar qualquer obstaculo mas na cidade onde vivo tenho de andar na estrada porque no municipio existe um dito Sr. Eng. Faustino ligado ao pelouro hurbanistico que manda plantar arvores de grande porte ( platanos e chopos )em qualquer lugar .
Sendo assim os maiores inimigos das pessoas com deficiencia é que tem a obrigação de os ajudar

Mess disse...

Visistem o parque & do aeroporto de Lisboa, e vejam a falta de respeito que existe.

O P6 é maioritariamente para tripulantes de cabine, e para se sair do P6, existem 3 maneiras:
SUBIR as escadas;
SUBIR o passeio;
SUBIR para a carrinha;

Não existem acessos para pessoas com mobilidade reduzida, até mesmo que a carrinha tivesse uma plataforma elevatória para as cadeiras de rodas, sería de todo impossível a pessoa subir passeios.

É verdade que a ANA está a cumprir a lei, no que toca á construção dos parques, mas nada mais.

blogmora disse...

Falaram do fluviário de mora, mas se vissem o que se passa na entidade dona da obra, a CMM, iriam ver que para entrar no edifício da Câmara não existe rampas, ou seja, pessoas com certas deficiências estão impossibilitadas de aí entrar, assim como, no edifício das financias locais. Mais, recentemente foi feito um concurso para telefonista, uma concorrente, a única com formação para a tarefa, era invisual.Por azar é de outra cor política, foi preterida por outra pessoa inexperiente.