segunda-feira, março 8

Ainda há supermães?

A igualdade entre homens e mulheres, a aprovação das licenças de maternidade e paternidade e a despenalização do aborto somam nos últimos anos várias conquistas nos direitos da mulher na sociedade portuguesa. Ela trabalha fora de casa, cuida e dirige a maior parte dos assuntos familiares, mas ainda é quem verdadeiramente assegura a educação dos filhos. São apelidadas de super-mulheres ou de super-mães. Apesar deste movimento mais libertador, ainda existe um conservadorismo que alerta para a necessidade, por exemplo, da amamentação e da obrigatoriedade de estar em casa com os filhos. Duas posições não conciliáveis?

Convidados:
Sara Falcão Casaca
, Presidente CIG
Ana Cid, Secretária-geral da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
Cristina Valente, Psicóloga
António Manuel Marques, Sociólogo e Professor na área das ciências sociais no Instituto Politécnico de Setúbal

14 comentários:

Martinha disse...

A amamentação nos primeiros meses de vida e a obrigatoriedade de estar presente na vida dos filhos é uma necessidade fundamental para o bem-estar a todos os níveis na vida de um filho e dos pais também.
Amamentei até cerca de 1 ano e quero ser sempre uma mãe presente na vida do meu filho apesar de também trabalhar fora de casa. Eu considero que trabalhar fora de casa permite uma relação mãe-filho mais saudável. Será?

Filipa disse...

Boa tarde!
Parabens pelo programa e pela escolha do tema.
Eu tenho 36 anos, licenciada e mãe a tempo inteiro por opção ( e vocação), lamento que em portugal esta opção para a familia seja encarada como «não trabalha» pois é isso que eu ouço há quase 4 anos quando digo que sou mãe a tempo inteiro.
Mas palavras desagradáveis há parte estou/estamos( os três) muito feliz pela opção, mesmo com todas as adicações inclusivé financeiras que temos que fazer.

Sociedade Civil disse...

“Hoje em dia a maioria das mães são supermães. Quem goste de ser mãe tem que o ser. Conjugar vida íntima, maternidade, vida profissional é apenas para supermães. É muito dificil sê-lo ! Queremos dar o nosso melhor para os nossos maridos, filhos e trabalho. Sentimos sempre que não somos 100% para nenhuma destas tarefas.

A Sociedade exige muito de nós: na carreira, na vida afectiva, no papel de mãe. Sentimos o peso de termos que ser perfeitas e com a sensação de não o sermos em nenhum destes pontos. É dificil gerir todos estes sentimentos durante anos...



Estive até à semana passada em licença de maternidade (alargada) com o meu 3º filho e pude constatar como bom é ser mãe a tempo inteiro. Custou-me muito o regresso (ainda nem quero pensar nisso). A meu ver seríamos todos mais felizes se pudéssemos ficar em casa com os nossos filhos até aos 3 anos. Tornaria a tarefa de supermãe mais leve !



Marina.“





Votos de continuação de bom trabalho !

Cumprimentos,

Marina Guilherme.

(Via e-mail)

Anjos disse...

Boa tarde,
não me apelido de super mãe...nem super mulher, fico quase convencida que qualquer mulher no meu lugar faria o mesmo...nesse prisma acho que a mulher por si só é uma heroína!Versátil, resistente, lutadora, ama os filhos com uma intensidade por vezes invejável...!
Claro que existem mulheres inadequadas, mulheres desprovidas de amor...e quando o amor falta no coração humano tudo falha...e o amor que falo é no sentido pleno do amor...amor de mãe...de esposa...de ser humano para seu semelhante etc etc.
Aqui em casa na vossa definição somos todos SUPER...super filho porque luta como ninguém contra uma doença que corroi corpo e alma, super filha...porque é uma mini super menina!Uma super irmã...!
Super pai porque aguenta a pedalada das viagens diárias para os empregos...mais os empregos em si...desgastantes e muito exigentes... e ainda chega a casa com um sorriso do tamanho do mundo...super marido!
E eu...super mãe porque passo quase 24/24h cuidando das minhas crias completamente isolada...contando comigo e só comigo...e nos dias em que o pai vem a casa lá respiro um pouco...Ufa!
Super mulher porque consegui a versatilidade de arranjar interesses profissionais bem diferentes dos quais estudei, formei-me e trabalhei parte da vida...!Em casa e sem sair de casa mantenho actividade, mantenho contribuição social para várias actividades.
Aproveito e deixo a minha homenagem a todas as mães que são capazes de encontrar luz mesmo no fundo do túnel...capazes de mesmo neste tipo de dedicação exclusiva familiar encontrarem formas de se auto realizarem e não viverem frustadas nem olharem os filhos doentes ou deficientes como um "karma", como um "castigo", e quem pense que é fácil...é porque nunca esteve neste "barco" nem sequer passou perto dele!

M. Silvestre disse...

Todas as mulheres do mundo…
Minhas queridas…
Vocês podem achar um exagero - ou no mínimo suspeito – eu escrever esta mensagem assim, com este tom inicial aparentemente machista, e logo no Dia Internacional da Mulher! Mas, entendam isto como uma homenagem: mulheres, eu amo-vos!
Mulheres da minha rua; mulheres minhas vizinhas; mulheres da minha vida; mulheres do meu partido; mulheres de todos os partidos; mulheres sem partido; mulheres em prosa e em verso; mulheres que eu vejo todos os dias e mulheres que eu nunca vi; mãe, esposa, avó ou sogra: eu amo todas as mulheres do mundo!
Eu amo e reconheço em cada mulher a força para vencer os desafios, para enfrentar as dificuldades com a coragem das leoas ao defenderem as suas crias, com a generosidade e galhardia de quem sabe para que veio ao mundo. Eu amo a força dessas mulheres que conseguem antever o futuro e alavancar sonhos, sem jamais perderem o chão e o senso de equilíbrio.
Eu quero que este Dia Internacional da Mulher se caracterize como mais uma oportunidade para que todos percebam como seria tristonho, incompleto e ridículo um mundo construído apenas através da força e dos métodos masculinos, pois reconheço na mulher a capacidade materna de gerar, não apenas filhos, mas também as melhores ideias.
Que todas as mulheres do mundo sejam cada vez mais realizadas e felizes, e continuem assumindo todos os espaços que sempre mereceram ocupar.

Manuel Silvestre

Anjos disse...

Claro que sim Fernanda, o nosso trabalho em casa é sempre menos visível do que o trabalho no emprego...!
Por mim, se tivesse filhos saudáveis penso que optaria ( se pudesse) por recomeçar a trabalhar após os 3 anos deles...sei que se calhar é um desejo utópico...as empresas não esperariam por nós...e nós teriamos humildade de começar a carreira quase de novo...num emprego como o meu que está em constante mudança, evolução...penso que sentiria que sou de Marte se agora de repente tentasse retomar actividade profissional!!!Estágio de integração no próprio emprego ao qual já estivemos práticamente no topo da carreira...????!!! Complicadito não???

Duarte disse...

Boa tarde a todos.

Antes de mais, os meus parabéns pelo programa, e pelo tópico de hoje.

Dando a minha opinião, acerca do que esteve a ser dito à momentos, sobre o estudo de secundário, eu coloco-me numa zona "à parte": tenho 21 anos e, por motivos pessoais, deixei de parte os estudos por agora e trabalho. Embora ache que ainda é cedo para pensar em constituir família, o que é certo é que a minha educação me diz que. mais tarde ou mais cedo, é algo em que devo pensar.
No entanto, acho que fazer este género de "estudo" com pessoal que está a sair do secundário, na grande maioria dos casos, sem saber o que é "a vida", sem saber o que é "o trabalho", não mostra, de forma coerente, o verdadeiro sentido de se ser pai ou mãe nem tão pouco serve para avaliar os projectos de vida, partindo do princípio que constituir família é algo basilar.

Vou continuar a acompanhar o programa com grande interesse. Um grande tema, sem dúvida.

Marta disse...

Sim, há super-mães. Super-mulheres e super-profissionais. Gostaria de ser apenas super-mãe, mas infelizmente o aspecto financeiro não nos permite (à família) ter uma mãe que apenas se dedica às filhas. Adoraria faz~e-lo, pelo menos enquanto são pequenas e precisam de toda a nossa atenção e apoio. Quando será possível ficar com os filhos em casa sem comprometer a vertente financeira?

Anjos disse...

Preso por ter cão...preso por não ter!!!Vai ser sempre assim...!
Se não estamos em casa é porque não somos boas mães...se ficamos somos hiperprotectoras...más profissionais...haverá sempre um peso nos ombros!!!Ainda bem que me livrei dessas nuvens negras! Mais vale nem querer saber o que pensam de nós!!!
Concordo plenamente que em casa trabalhamos muito mais...tenho a certeza que no emprego andaria menos cansada mas a flexibilidade de horários e o facto das noites serem imprevisíveis (sendo quase sempre más...)não permite ajustar com horários fixos da maioria dos empregos...daí a opção de ficar em casa.
Qualquer dia temos que colocar uma camara nos compartimentos da casa e dar provas do trabalho real que tudo isto dá!!!

Pedro disse...

Gostaria de comentar a questão, há pouco focada, da prática instalada no nosso país de trabalhar até altas horas, importada em plena era do "yuppismo", mas que ainda continua.
Ao longo da minha vida profissional trabalhei em multinacionais em Portugal, tendo estado deslocado por diversas vezes noutros países.
Foi curioso constatar que o número de horas diárias que os Portugueses passam dentro das empresas é bastante superior mas invariavelmente com resultados, inferiores.

Cumprimentos e parabéns pelo programa,

Nana Odara disse...

Quem inventou a divisão das tarefas por gênero?
Seja lá quem foi, como e pq, está na hora de revogar essa divisão...
E então, mulheres e homens serão super-felizes!!!

Lala disse...

Olá, tenho 31 anos! Sou mãe de uma miúda de 9 anos. E sou mãe sozinha desde os seus 4 anos.O tempo que precisei de ficar em casa com ela, fiquei. Ainda hoje o faço se for necessário. Não é fácil ser-se mãe sozinha em Portugal. Não é fácil ter que se fazer tudo sozinha. Tennho que ser eu a levá-la à escola, a ir buscá-la, a faltar ao trabalho se algo lhe acontece, a sair mais cedo para estar presente em todas as festinhas (incluindo as do dia do pai). Não posso trocar a minha filha por um emprego... assim como não posso largar o emprego pela minha filha (ou para ficar com ela a tempo inteiro).
Não é fácil. Mas eu faço-o. E consigo fazê-lo tão bem porque... é gratificante... só por vê-la crescer feliz!

Luís Henriques disse...

Existem "SuperMães": a minha é uma delas.
Cumprimentos,
L.H.

Fonseca disse...

Em minha opinião, ainda há mães bondosas, ninguém é super, ou seja ninguém é perfeito. Uma mãe é uma mulher, como tal é humana: pode ser conscienciosa ou negligente. Por exemplo, ao engravidar, a mãe bondosa vai preparar a sua vida familiar e profissional para cuidar convenientemente do seu bebé e ter tempo para ele/a, enquanto for criança, e depois deixando-o tornar-se autónomo. A mãe ideal, depois de seu filho/a bem orientado, retomaria com mais força a seus objectivos pendentes. Trabalho em casa e sou mãe a tempo inteiro, por gosto e falta de melhor opção, mas adoro cuidar do meu filho e os bons resultados estão à vista. Frequentei uma universidade. Sou criticada, por não ter emprego fora de casa, mas não ligo às más línguas, e o meu filho pré-adolescente já me compreende e valoriza-me cada vez mais! Ajuda muito estar casada estavelmente há 16 anos! E tive uma mãe incompetente...