quarta-feira, outubro 27

Marketing e publicidade responsáveis

Ainda se confundem em Portugal conceitos como marketing social e responsabilidade social. O primeiro é utilizado para dar a conhecer causas, sejam elas do âmbito da saúde, educação, ambiente ou solidariedade, com uma estratégia de gestão orientada para mudar comportamentos. A segunda é uma espécie de ADN das empresas marcado pelos bons comportamentos e respeito pelos negócios, sem que o lucro seja conseguido a qualquer preço.
Mas quem regula esta área do marketing e da publicidade sabe traçar a diferença? Uma estratégia comercial agressiva é compatível com um marketing responsável? Sendo as crianças mais permeáveis à publicidade, quem as protege?

Convidados:
Teresa Moreira, Diretora-Geral da Direcção Geral do Consumidor
Luís Miguel Neto, Psicólogo e Prof. da Fac. Psicologia - UL
Pedro Queiroz, Diretor-Geral Fipa
João Carlos Oliveira, Presidente Y&R Brands

8 comentários:

Vanessa Freitas disse...

A maior parte dos produtos que tem maior publicidade são os produtos para crianças, principalmente os iogurtes e brinquedos.
Uma vez levei a minha irmã ao supermercado ela viu uns iogurtes que deu na televisão do homem aranha! Pouco menos de uma semana passou uma publicidade na televisão com a mesma marca do iogurte mas com o desenho diferente! Estes iogurtes são caros apenas pelo rotulo (que acaba por fim de ir para o lixo) porque o produto em si é igual ao da marca mais barata!
O que eu acho é que as marcas se aproveitam demasiado na sensibilidade das crianças e fazem-nas pensar que o iogurte é melhor!

Adoro o vosso programa!

luix_ disse...

o conceito de marketing nao é nada meramente comercial. o marketing nao tem culpa dos comportamentos dos compradores. nos temos muita coisa no mercado e so quem quer é que compra. nao percebo como é que alguem pode culpar o marketing ou qualquer outra coisa pelos seus actos. isso é a prova da necessidade que a sociedade sente de culpar os outros pelos seus actos. é como falar da geraçao rasca, todas as geraçoes o dizem das geraçao que de si provem, e eu pergunto-me serão mesmo rasca ou serão incompreendidos? no marketing julgo que acontece o mesmo pelo simples facto de que as pessoas nem se dão ao trabalho de saber o que é o marketing para falar mal dele. e já agora, marketing nao é só publicidade é muitissimo mais que isso.

anonimo disse...

A respossabilidade deve começar pela própria pessoa. Muitos adultos nunca explicitaram os seus valores, as suas crenças e reagem apenas como máquinas reactivas e não como pessoas cognitivas. Explicitar o que se pensa que se sabe e porque se acha que se sabe é um passo importante para decisões conscientes.

Cumprimentos,

filomena disse...

Boa tarde
Gostaria de partilhar um pequeno incidente que se passou com a minha filha, na altura com seis anos de idade. Após ter visto um anúncio de uma marca de shampoo em que se evidenciava o facto de não causar ardor nos olhos, ela resolveu experimentar o produto directamente nos olhos, o que obviamente lhe causou um grande desconforto e uma irritação ocular.
Há que ter pois um cuidado acrescido na publicidade dirigida às crianças.

Diogo Pessoa de Andrade disse...

A meu ver a publicidade joga com a educação e a cultura das sociedades. A responsabilidade das empresas de marketing passa por ter uma consciência de não "enganar o consumidor". A capacidade de aceitar a forma como se traduz a mensagem de uma campanha é do consumidor.
Por exemplo, uma criança pode acreditar que um sumo o torna como um super heroi, ou que um iogurte a faz crescer mais depressa.
Não há erro na mensagem, mas poderá haver falha na educação desta criança se deixar iludir a ponto de ser prejudicial.

Paulo Borges disse...

A Revista CulturaEntreCulturas, em parceria com o Projecto “Filosofia e Religião”, do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e da União Budista Portuguesa, convida toda a equipa do Sociedade Civil e os seus espectadores/leitores a assistir ao Colóquio Internacional Oriente-Ocidente, que decorrerá nos dias 10, na Faculdade de Letras da UL, e 11 de Novembro, na CML. Durante este evento intercultural comemorativo dos 500 anos da chegada dos portugueses a Goa, será lançado o nº2 da RevistaCulturaEntreCulturas e da obra "Descobrir-se Buda" de Paulo Borges.
Um dos keynote speakers é o Professor François Jullien, especialista na análise do pensamento chinês, docente da Universidade de Paris VII, Director do Instituto do Pensamento Contemporâneo e do Centro Marcel Granet.
Inclui-se, igualmente, o convite para a Exposição de Relíquias do Buda e de Outros Grandes Mestres Budistas, de entrada livre, promovida pelo Projecto Maytreya - Altar do Coração: Pela Promoção dos Valores da Paz e do Diálogo Entre os Povos, a decorrer entre 6 e 14 de Novembro na Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa de Lisboa, integrando o XX Encontro Inter-Religioso de Meditação (8 de Novembro às 19h).
Participem nestes eventos focados na harmonia universal e no estímulo a um global sentido de responsabilidade social individual e colectiva.
Até lá,
um abraço fraterno,
Revista Cultura ENTRE Culturas, a elevar a interculturalidade a matriz da sustentabilidade sócio-cultural global...
Programa disponível no blog.
e-mail: revistaentre2010@gmail.com
facebook: http://www.facebook.com/group.php?v=info&ref=ts&gid=230286389667

Rui Vasco disse...

Cara amigos hoje em dia todos vivemos do marketing, das marcas, das publicidade, da passa palavra, das redes sociais. E alguns, medias como jornais e documentarios televisivos como: sociedade civil

Lady-blogger disse...

Olá Fernandinha.

Não tenho visto os seus programas apesar de ser sabido que sou talvez a maior interessada pelo vosso Sociedade Civil.
Vou ter mais um bebé em breve, e os afazeres são mais que muitos.
Sobre a temática do Marketing, tinha tanto para dizer.
Que tal um dia falarmos de uma nova geração de Marketing? O Marketing On-Line, ainda pouco ou mal abordado em Portugal.
O meu marido há anos que se dedica a fazer SEM, que é um género de marketing on-line, tratando-se de uma publicidade mais ecológica, com menos gastos e mais resultados, trabalhando também com as chamadas taxas de conversão.
Podemos falar deste assunto mais detalhadamente.

Um beijinho para si e para todo o SC

Cumprimentos Civis

Maria Mendes