quinta-feira, outubro 28

O que podemos fazer pelo país?

A sociedade civil – através das organizações que a compõem – é cada vez mais vista como a solução para a participação dos portugueses na vida pública. O problema reside na escassa mobilização dos cidadãos de forma a constituírem grupos de influência com capacidade para influenciar os processos legislativos.
Seria necessário que as pessoas se entregassem a associações ou causas sociais, para que em rede pudessem ajudar a levantar o país. Mas tendo em conta a desmotivação generalizada, como se pode dar forma a esta força social? Que vantagens existem em haver uma sociedade civil forte e esclarecida? Há mais-valias económicas para Portugal?
Queremos trazer os melhores especialistas e, com os testemunhos dos espectadores, perceber o que cada um pode fazer pelo seu país.

Convidados:
Sofia Santos, Economista
Elza Chambel, Pres. Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado
Hermenegildo Fernandes, Historiador e Sub-diretor Faculdade de Letras da UL
Ponces de Carvalho, Diretor da Escola Superior de Educação João de Deus

19 comentários:

Partido de Todos os Portugueses disse...

VOTAR.

DEMOCRACIA DIRECTA.

Partido de todos os Portugueses.

VOTAR TODAS AS DECISÕES.
RESPONSABILIZAR QUEM VOTA.

Partido de Todos os Portugueses disse...

A proposta:

democracia directa.

Votar todas as decisões.

Não quer, não tem tempo?

DELEGUE.

Delegue em quem confia. Delegue o assunto que quer, em quem quer, pelo tempo que quer...

Mas os responsáveis da bomba relógio de 2014 devem ser responsabilizados!

antonio disse...

óptimo tema!
conforme disse o dr. Ponces de Carvalho, faltam sugestões e soluções. Cá vão:
1- acabar com os partidos, que são meras centrais de lobby. as associações sócio-profissionais ou de áreas de interesse são muito mais representativas;
2- deixar de votar no melhor aldrabão. votar em políticas e não em políticos. nomear por mérito pessoas especializadas e depois fazer referendos frequentes para que esses nomeados façam o que lhe mandarmos;
3- acabar com a impunidade. um político tem que poder ser criminalmente responsável por má gestão, por mentir, por lesar o Estado;
4- devolver-nos as empresas que prestam serviços à maioria da população, como a EDP, GALP, PT, Águas, etc. São serviços públicos, portanto, de e para todos. Não deverão servir para encher os cofres de alguns já ricos;
5- Serviços de saúde estatais de qualidade e ao alcance de todos. Depois quem quiser clínicas com seringas de ouro, que tenha. Mas o direito à saúde e à vida não deve ser para enriquecer mais alguns donos de políticos;
6- devolver as polícias ao trabalho de polícia, acabando com esta vergonhosa e constante caça à multa;
7- Um Estado social e responsável, que esvazie de sentido muita de solidariedade social - se houver justiça e igualdade, não será necessária tanta solidariedade privada;

antonio disse...

alguns exemplos, para começar:
1- prender quem disse que baixava os impostos e os subiu;
2- prender quem prometeu não cobrar as scut e agora o implementou;
3- prender quem adjudicou mais de 20 mil milhões de euros de obras à Mota Engil e a seguir foi para lá como CEO;
4- prender quem entregou a nossa ponte sobre o Tejo à Lusoponte, em condições criminosas, e de seguida foi para a sua administração;
5- Nacionalizar 51% das grandes empresas que nos foram roubadas e que deverão ser de todos e reger-se por uma óptica social e não de lucro pornográfico;
6- caminhar para uma economia independente do jogo da bolsa e sua especulação;
7- acabar com o princípio de punição pelo dinheiro - que só resulta em maiores injustiças: o rico paga alegremente para transgredir, o pobre morre de fome para pagar a multa;

utopia? isso é algo por que não lutamos.
talvez seja já tempo de os portugueses darem outra vez novos mundos ao mundo.

antonio disse...

e, finalmente, incentivar a iniciativa privada. a verdadeira iniciativa privada - a loja da esquina, o pequeno negócio. dar oportunidade a funcionários públicos de passarem a ser pequenos prestadores de serviços das mesmas empresas ou departamentos para que trabalham.
monstros de multi-milhões, que conseguem ter governos e câmaras no bolso, não são iniciativa privada - são gigantescas sanguessugas. Para um dia chegarmos à democracia, há que inverter a tendência, antes que 1% tenham tudo e o resto morra de fome.

SD disse...

Responsabilidade civil/ Educação para o dar!
Educar as nossas crianças a dar a quem mais precisa.

Um grupo de mães que percebeu as carencias materias das pediatrias dos nossos hospitais, resolveu unir-se (em Outubro de 2009) e angariar brinquedos para distribuir sorrisos por crianças hospitalizadas.
O que conseguimos??? Mudar um pouco a vivência em meio hospitalar.

Resolvemos um problema? De certa forma atrevo-me a dizer que sim. A verba gasta em brinquedos pelos hospitais pode ser canalizada para outras areas.

E com tão pouco conseguimos fazer tanto.

Pode parecer pouco mas conseguimos fazer algo pelo nosso país!

www.correntedesorrisos.blogspot.com

Hallie van Wolf disse...

Caríssimos senhores:
Primeiro que nada, os meus parabéns ao Sr. Dr. Ponces pela coragem e firmeza.

No campo das soluções, há imensas a propor mas, visto que, em geral, o povo culpa os governantes pelos problemas do país, era bom preparar os ditos senhores para o cargo. Ou seja, se os senhores governantes têm o Inglês Técnico ou não pouco importa (excepto para as relações internacionais). No entanto, acho que qualquer governante devia ter um pequeno curso intensivo com as seguintes disciplinas:

- História Mundial, para aprender com o passado (por exemplo, lembrar que Portugal era o país mais rico do Mundo no passado, devido às exportações de cereais, vinhos, etc. e agora andamos a deitar leite fora para cumprir quotas.);
- Filosofia para puxar pelo raciocínio lógico;
- Psicologia, para lidar com as pessoas.

Cumprimentos da rapariguita de 17 anos (lá está a história dos jovens...) que de vez em quando participa.

Filipa Carvalho

Partido de Todos os Portugueses disse...

Alterar o modelo económico.

Enquanto estivermos dependentes de PIB não há produtos realmente bons.

Ex: Uma panela de pressão que dura para a vida...
É muito bom, mas...
Vende apenas para a população e depois deixa de vender... termina actividade... conclusão: é melhor fazer uma panela de pressão má que dure apenas 5 anos para estarem sempre a comprar panelas novas...

Alterar o modelo económico.

Virgínia disse...

Sigo o vosso programa diariamente e hoje estou particularmente satisfeita por ter oportunidade de ver e ouvir falar sobre algo tão urgente.
Não percebo, no entanto porque a RTP não passa este programa para um horário nobre para que mais portugueses tenham acesso a ele.

Seria um primeiro passo para a educação do país.

JOANA disse...

passar este programa num horário mais acessível para a maioria dos portugueses. nós já somos preguiçosos o suficiente, deixem de nos dar apenas "programas para entreter" a maior parte do dia.

antonio disse...

já pensaram, por exemplo, que as associações de pais, ou seja, dos contribuintes com filhos estudantes naquela escola em particular, não têm qualquer poder vinculativo? São meramente decorativas. E depois, claro, os pais quase nem participam. para quê, se não serve de nada.
Não deveria ser ao contrário?

roler33 disse...

Olá Fernanda,

Estou de acordo de que as pessoas devem ser mais participativas civicamente, mais empreendedoras, mas é muito dificil ser empreendedor sem dinheiro para iniciar um negócio. Penso que seria bom que os bancos começassem a apostar em ideias inovadoras, ou seja, financiarem boas ideias de negócio e bem fundamentadas. Poderia ser um grande risco para os bancos, no entanto poderia ter um bom retorno.

Cumprimentos,
José Maria Bompastor
(Vila do Conde)

Partido de Todos os Portugueses disse...

PIB ou Felicidade da População?
PIB ou Conforto da População?
PIB ou Qualidade de vida da População?

Carla disse...

Eu sou uma pessoa que compra os produtos nacionais, mesmo contra os comentários de alguns amigos e familiares de estar a pagar mais caro ou estar a ser elitista...no entanto grande parte dos produtos de empresas nacionais cujos códigos de barras começa por 506, por vezes são produzidos na china e importados por empresas nacionais e falsamente catalogados como produzidos por nós.

carica disse...

Olá,

A minha ideia tem a ver com a forma como todos vivemos.
Acredito que a nossa sociedade, as familias, e até cada indivíduo seria mais feliz e mais completo, se fossemos buscar ao passado os castros como forma da organização e da vivência das familias.
Se cada familia, (pais, filhos, netos) vivessem em comunidade, olhando uns pelos outros, dividindo despesas comuns, tendo uma horta comunitária, trabalhando para o bem comum do seu clã, mudaria para melhor o nosso mundo.
Os idosos não estariam sozinhos, os netos teriam o apoio e a presença dos seus avós, as famílias seriam mais unidas e com um património comum seguro.
Um abraço. Ana Chagas

Ministério Público disse...

Cumprimentos ao Prof. Hermenegildo!

Antes, Portugal tinha o "Império"; deopis tinha o cacau de Cabo Verde...desde Cavaco, teve os Fundos Estruturais...hoje não tem NADA! É preciso trabalhar para não viver à custa dos outros. Esse é o problema.

PS: Os jovens hoje querem ser modelos, cantores e actores... o futuro não augura nada de bom.
Abraço!

Ministério Público disse...

Muitos amigos e colegas meus estão a ir-se embora do país. Com o 12º ano, licenciatura ou grau académico mais elevado, Portugal não tem pão nem trabalho suficiente para todos. Um deles foi para Inglaterra, chorando, e renegou a nacionalidade após muitos anos de esforço, esbarrando com o provincianismo, mesquinhez e desonestidade dos conterrâneos.
à primeira oportunidade, faço o mesmo!

Abraço!

Ministério Público disse...

Uma proposta:

Vender Portugal inteiro em talhões e distribuir equitativamente o dinheiro por todos os Portugueses. Depois, cada um vai à sua vida.

Resolvia tudo!

Cumprimentos

Paulo Borges disse...

Julgamos essencial um reforço da abertura do espaço público a dinâmicas de diálogo intercultural e inter-religioso que permitam uma reformulação de mentalidades e uma cada vez mais pró-activa consciencialização cívica, muito próxima de uma espiritualidade regeneradora que estimule a descentração individual em prol do bem comum.
Obrigado